domingo, junho 08, 2008



Dom Quixote e a sã loucura
Artigo publicado no site: www.diariodosertao.com.br no dia 06.06.2008

Sou professor de História e Ensino Religioso do Município de Cajazeiras. E nesta última quinta feira em uma das escolas na qual Leciono, refiro-me à Escola José Antonio Dias que fica em Engenheiro Ávidos, no tão conhecido Boqueirão. Aconteceu-me algo epifânico. Aproximei-me de uma pequena biblioteca que existe naquela escola e me pus a olhar cada livro (Titulo do Livro, nome do autor e editora).


Em certo momento em meio a tantos livros, um chamou a minha atenção e instigou a minha curiosidade, por dois motivos. Primeiro é que sou fascinado por leitura, quando encontro um bom texto, um bom artigo ou um bom livro, não descanso enquanto não chego ao seu fim. A cada leitura faço a mesma experiência do filósofo Voltaire, quando afirmou que a leitura engrandece a alma. Ou até mesmo como disse Descartes: “A leitura de todos os bons livros é uma conversação com as mais honestas pessoas dos séculos passados.”


Dom Quixote, este foi o magnífico livro que naquela tarde nublada, com cheiro de chuva,encantaram-me os olhos. Saímos da Escola naquela tarde ás 16:30, com saímos todos os dias. Mas aquela tarde iria tornar-se especial. Saí da escola com o livro de Quixote nas mãos, entrei no ônibus com o livro nas mãos, sentei em um dos bancos do mesmo ônibus com o livro nas mãos, abri o livro, pus meus olhos e me encantei.


Seria ele um homem desastrado que, viciado em romances de cavalaria, confunde moinhos de vento com gigantes a quem não hesita em enfrentar ou seria ele um idealista, crente de que o sonho vale a pena? Não posso dizer, voce precisaria ler para descobrir e tirar suas conclusões.