sexta-feira, outubro 17, 2008


Sínodo da Palavra propõe 19 perguntas

1. Como dar a compreender melhor aos nossos fiéis que a Palavra de Deus é Cristo, Verbo de Deus encarnado?
2. Como aprofundar na dimensão dialogal da Revelação na teologia e prática da Igreja?
3. Que implicações se derivam do fato de que a celebração litúrgica é o lugar originário e o cume da Palavra de Deus?
4. Como educar a uma escuta viva da Palavra de Deus, na Igreja, para toda a pessoa e em todos os níveis culturais?
5. Como formar na «Lectio Divina»?
6. Deve-se elaborar um Compêndio para ajudar os pregadores de homilias a servir melhor a Palavra de Deus? (A arte de pregar,ars predicandi).
7. É possível revisar o Lecionário e modificar a escolha das leituras do Antigo e do Novo Testamento?
8. Que lugar tem e que importância é preciso atribuir ao caráter ministerial da Palavra de Deus?
9. Como dar a entender melhor o laço intrínseco entre a Palavra e a Eucaristia?
10. Que meios devem ser adotados para a tradução e a difusão da Bíblia entre o maior número possível de culturas, em particular entre os pobres?
11. Como sanar as relações e estimular a colaboração entre exegetas, teólogos e pastores?
12. Como aprofundar no sentido da Escritura e em sua interpretação no respeito e no equilíbrio entre a letra, o Espírito, a tradição viva e o magistério da Igreja?
13. O que pensar da idéia de um Congresso mundial da Palavra de Deus promovido pelo magistério da Igreja?
14. Como desenvolver mais a busca da unidade dos cristãos e o diálogo com os judeus em torno da Palavra de Deus?O que se entende por animação bíblica de toda a pastoral?
15. Que questões mereceriam um trato mais detalhado da parte do magistério da Igreja? (inerrância, pneumatologia, relação inspiração-Escritura-Tradição-Magistério)
16. Como conciliar a prática do diálogo inter-religioso e a afirmação dogmática sobre Cristo, único mediador?
17. Como cultivar o conhecimento da Palavra de Deus por outros meios, além do texto bíblico? (arte, poesia, Internet, etc.).
18. Que formação filosófica é necessária para compreender melhor e interpretar a Palavra de Deus e as Sagradas Escrituras?
19. Que critérios de interpretação da Palavra de Deus asseguram uma autêntica inculturação da mensagem evangélica?

quarta-feira, outubro 15, 2008



No dia 15 de outubro de 1827 (dia consagrado à educadora Santa Teresa de Ávila), Pedro I, Imperador do Brasil baixou um Decreto Imperial que criou o Ensino Elementar no Brasil. Pelo decreto, “todas as cidades, vilas e lugarejos tivessem suas escolas de primeiras letras”. Esse decreto falava de bastante coisa: descentralização do ensino, o salário dos professores, as matérias básicas que todos os alunos deveriam aprender e até como os professores deveriam ser contratados. A idéia, inovadora e revolucionária, teria sido ótima - caso tivesse sido cumprida. Mas foi somente em 1947, 120 anos após o referido decreto, que ocorreu a primeira comemoração de um dia efetivamente dedicado ao professor. Começou em São Paulo, em uma pequena escola no número 1520 da Rua Augusta, onde existia o Ginásio Caetano de Campos, conhecido como “Caetaninho”. O longo período letivo do segundo semestre ia de 1 de junho a 15 de dezembro, com apenas dez dias de férias em todo este período. Quatro professores tiveram a idéia de organizar um dia de parada para se evitar a estafa – e também de congraçamento e análise de rumos para o restante do ano. O professor Salomão Becker sugeriu que o encontro se desse no dia de 15 de outubro, data em que, na sua cidade natal, Piracicaba, professores e alunos traziam doces de casa para uma pequena confraternização. A sugestão foi aceita e a comemoração teve presença maciça - inclusive dos pais. O discurso do professor Becker, além de ratificar a idéia de se manter na data um encontro anual, ficou famoso pela frase ” Professor é profissão. Educador é missão”. Com a participação dos professores Alfredo Gomes, Antônio Pereira e Claudino Busko, a idéia estava lançada. A celebração, que se mostrou um sucesso, espalhou-se pela cidade e pelo país nos anos seguintes, até ser oficializada nacionalmente como feriado escolar pelo Decreto Federal 52.682, de 14 de outubro de 1963. O Decreto definia a essência e razão do feriado: “Para comemorar condignamente o Dia do Professor, os estabelecimentos de ensino farão promover solenidades, em que se enalteça a função do mestre na sociedade moderna, fazendo participar os alunos e as famílias”.