sábado, dezembro 22, 2012

 

Logo após o dia 12 de Dezembro deste ano, data em que o Papa Bento XVI postou o seu primeiro twitter, o nobre Deputado Federal Jean Wyllis começou a usar o seu site de relaciomento, o twitter, para acusar e denegrir a a pessoa do Papa e da Igreja Católica. Uma lástima que casos dessa natureza ainda continuem acontecendo, quando esses acusadores somente querem holofotes e aplausos e não apresentam nenhum fundamento filosófico ou histórico para ás suas acusações.

Transcrevo abaixo, na íntegra, uma carta da jovem paulistana Renata Gusson, que assim como centenas de milhares de Católicos se mostram indignados com a tal postura do Deputado. O email do Jean Wyllis nesses últimos dias ficou lotado de email's nesse tom. Exigimos respeito!
 
Date: Mon, 17 Dec 2012 19:34:12 -0200
To: dep.jeanwyllys@camara.leg.br
Subject: Um minuto de sua atenção, deputado.

 
São Paulo, 17 de dezembro de 2012.

V. Exa. deputado Jean Wyllys,

Chamo-me Renata e resido em São Paulo. Sou cidadã brasileira, casada, mãe de família e profissional.O intuito dessa mensagem é dirigir-me a V. Exa. no sentido de expor-lhe, data venia, minha indignação e repúdio a diversas mensagens que V. Exa. postou em seu twitter, como resposta à primeira mensagem oficial do Santo Padre enviada por este meio de comunicação.

O senhor, em uma clara mensagem que incita o ódio e a humilhação ao Papa, afirma diversas acusações contra a Igreja Católica. Duas coisas me chamaram a atenção: primeiro, o senhor, como uma pessoa pública e representante do povo brasileiro que o elegeu (este povo, que em último censo realizado pelo IBGE mostrou-se majoritariamente religioso), teve uma postura desrespeitosa e impertinente.

 
Gostaria de lembrá-lo que o Papa é um chefe de Estado. Aos chefes de Estado deve-se o respeito e a consideração, por mais que discordemos de suas posturas éticas, filosóficas ou religiosas. O senhor, neste ponto, considerou-se acima do respeito devido a um chefe de Estado.

Em segundo lugar, eu quero pedir-lhe que me envie as fontes "primárias" que comprovem TODAS as acusações que o senhor levantou contra a Igreja Católica. Quero lembrá-lo que, para tanto, será necessário ir às fontes, não aos impropérios que qualquer professor de cursinho repete, sem nem mesmo saber o que faz, nas aulas de História, completamente ideologizadas pela visão marxista antireligiosa.

O senhor em seus comentários deveria, por força de justiça, junto com suas acusações à Igreja, dizer quais foram os bens legados e ainda hoje mantidos pela MAIOR INSTITUIÇÃO DE CARIDADE EXISTENTE NA FACE DA TERRA. Se não o fez, prova que a intenção não era a de simplesmente discordar da visão do Santo Padre e da Igreja Católica, mas a de incitar o ódio contra eles. O senhor deveria, por exemplo, citar que a Igreja Católica criou os conceitos de:

1. Universidades

 
2. Hospital (com seu ápice em São Camilo de Lelis, o qual foi o fundador dos padres e freiras que se dedicam aos cuidados dos doentes e que deu origem à "Cruz Vermelha")
 
3. Atendimento "humanizado", baseado na antropologia cristã de que somos todos imagens e semelhança de Deus. Aqui, vale lembrar que na India, por exemplo, o sistema de castas afirma que existem os "intocáveis", que não devem nem ser tocados pelas pessoas de castas superiores - vide o trabalho de Madre Teresa de Calcutá)
 
4. Avanço nos estudos astronômicos (uma pequena pesquisa pode fazê-lo ver que grande parte das estrelas e demais corpos celestes mais importantes receberam nomes de padres jesuítas, exímios astrônomos)
 
5. Genética (o monge beneditino Gregor Mendel é considerado o pai da Genética por ter sido o primeiro a perceber que os fatores hereditários transmitiam-se de acordo com uma proporção matemática evidenciável)
 
6. Cuidado de doentes incuráveis (os leprosários onde ninguém queria entrar eram cuidados por padres e freiras cujos nomes permanecem no mais total anonimato, mas que foram heróis da caridade, muitas vezes vindo a morrer pelas doenças transmitidas pelos doentes dos quais cuidavam desinteressadamente)
 
7. Caridade: apesar de a máxima "fazer aos outro o que quer que ele lhe faça" ser universal, não podemos negar que ela encontrou um eco forte e vigoroso entre os cristãos, especialmente os católicos (vide São Francisco de Assis, Madre Teresa de Calcutá, São Vicente de Paulo e tantos e tantos católicos que não vão nunca aparecer na mídia, mas que são os verdadeiros herois da humanidade)
 
8. Ecologia - o respeito pela criação, que vibra tão pujantemente das palavras e ações do "pobre de Assis".
 
[...]

Como podemos evidenciar, deputado, sua mensagem deixou muita coisa por dizer. Evidenciou uma verdade distorcida, caluniadora e de fracos argumentos. Entendemos que, com isso, o senhor não teve uma verdadeira intenção de contrapor-se às ideias do Papa, mas em desrespeitá-lo e levar outros a fazer o mesmo.
Concluo esta mensagem pedindo-lhe que venha a público desculpar-se pelo viés causado por suas mensagens e também pedir-lhe que, em um próxima vez, lembre-se que com a fé das pessoas não se brinca; se respeita, por mais que delas discordemos.

 
Atenciosamente,
Renata Gusson

A lista dos mais vendidos

O mercado e a produção da miséria subjetiva são tema da coluna da filósofa Marcia Tiburi na CULT de dezembro

MARCIA TIBURI

Na capa de um livro da classe de escrita denominada “autoajuda” encontramos a seguinte informação: “mais de 50 milhões de livros vendidos em 50 países”. A explicação numerária está curiosamente sob o nome do autor, bem no topo da capa, antes mesmo do título que, logo abaixo, parece ser relativamente menos importante do que os números que aparecem acima dele. Livros em geral, clássicos ou não, não trazem explicações dessa natureza que venham, como esta, sublinhar o nome do autor. Verdade é que escritores são valorizados por motivos estéticos e políticos que também podem representar algum tipo de capital. Mas justamente por implicarem outros valores não precisam apelar à quantidade vendida aqui ou acolá para despertar o desejo de compra.

Neste caso exemplar, o nome do autor está relacionado a uma quantidade, coisa que a explicação deixa claro. Trata-se de um best-seller, um livro muito vendido. Mas por que esta informação precisa estar em destaque?

Pelo mesmo motivo que jornais publicam listas de “mais vendidos”. E o que realmente importa nos chamados “mais vendidos”? É redundante, mas necessário dizer que os “mais vendidos” vendem mais. Que sejam lidos, ou não, é questão que não importa. Os mais vendidos não despertam o desejo de ler, mas o de comprar o que talvez até possa vir a ser lido.

O contraditório desejo das massas
Mais importante é entender que há uma manipulação das massas no ato de lançar e publicizar os números das vendas diante delas. Daí a função da lista estimulante. Massa é uma medida de quantidade populacional, sempre muita gente que pode ser manipulada porque, no contexto do todo, perde sua capacidade de decisão no abandono de cada um à coletividade sem reflexão. Mas como isso acontece?

Assim como em uma eleição pesquisas de intenção podem mudar a orientação do voto, do mesmo modo, a lista de mais vendidos ajuda a vender qualquer coisa. A lógica é simples como aquela que verificamos ao ouvir do vendedor em uma loja: “essa camisa está vendendo muito”, “esse é o carro mais vendido da semana”. Frases como estas atingem um estranho desejo das massas localizado em cada indivíduo. O único desejo que sobrevive na massa deriva do medo de não fazer parte dela. Mas que desejo é esse que pode ser manipulado se desejo seria, justamente, aquilo que, no indivíduo concreto, não se deixaria manipular, enquanto a massa seria caracterizada pela ausência de desejo?

Ora, trata-se do desejo que constitui a massa. Não o desejo de ter audiência para si, mas o desejo de ser parte da audiência de alguma coisa. O desejo de audiência é o desejo de fazer parte, de frequentar o clube, de entrar no estádio de futebol, de ver a novela que todos veem, de também ler o livro da lista dos mais vendidos. A lista aglutina a massa e assim consquista os indivíduos.

O pior dos livros, neste contexto, vende mais porque é, em algum sentido, mais barato. O mais barato é acessível a quem tem menos capital. Isso vale para a instância econômica, tanto quanto vale para a instância simbólica ou cultural. Quem não tem dinheiro, ou capital econômico, não compra objetos caros. Quem não tem cultura, ou seja, capital cultural, não compra livros ou compra livros simbolicamente baratos, livros que cabem na sua ignorância do mundo dos livros.

O livro, que era um meio relativamente livre da indústria cultural, foi, como meio cultural, rebaixado à mercadoria e ao mercado. Há ainda livros simbolicamente muito caros que não podem ser comprados mesmo que custem apenas centavos ou sejam emprestados em bibliotecas. Livros que não cabem em listas porque exigem aquilo que se chamava antigamente de alma e que hoje, na falta de nome melhor, pode ser compreendida como “riqueza subjetiva”, aquela que não vale nada no mundo da miséria inerente ao capitalismo.

Cada leitor tem o livro que merece e cada massa a lista de sua própria manipulação na qual cada um será subjetivamente enforcado sem chance de salvação. Aos mortos-vivos da cultura, boa leitura.

marciatiburi@revistacult.com.br

sexta-feira, dezembro 21, 2012

Cardeal Grocholewski no V Congresso Mundial de Metafísica: "A pesquisa do absoluto e do infinito nunca deve cessar"

 

No discurso de abertura, o Prefeito da Congregação para a Educação Católica e Presidente Honorário do Congresso, Cardeal Zenon Grocholewski, enviou os cumprimentos do Papa Bento XVI aos participantes, destacando a importância que Bento XVI dá à metafísica, “assim como ao diálogo estimulante, vivo e fecundo entre estudiosos e pesquisadores”.

”O campo da metafísica - continuou o cardeal - "nos dá provas de que um grande interesse pelo absoluto, pelo infinito, pelo fundamento último da nossa existência e do nosso pensar não desapareceu da cultura humana considerada em sua universalidade. Na verdade, não haveria nenhuma filosofia ou religião, nem os grandes ideais que transformam a história sem a perquisa metafísica. “Tentar responder às grandes questões humanas - acrescentou - é certamente uma tarefa que os filósofos nunca deveriam desistir, porque não podem fechar-se em nenhuma torre de marfim fora do mundo e dos progressos que se realizam nas diferentes áreas do conhecimento humano."

Falando sobre a realidade atual, destacou que “infelizmente se evita fazer estes questionamentos e se procura limitar o uso da razão somente para o que pode ser experimentado, e se esquece que cada ciência deve sempre salvaguardar o homem e promover a sua aspiração por um bem autêntica. Superestimar o “fazer” ocultando o '"ser" – adverte - não ajuda a reconstruir o equilíbrio fundamental, de que todo mundo precisa dar a sua vida uma base sólida e um bom propósito ", lembrando discurso proferido por Bento XVI em 21 de outubro de 2006 na Pontifícia Universidade Lateranense.

Por sua vez, o Presidente do Congresso, professor Jesús Hernández Fernández, disse que "já a algum tempo, o mundo intelectual não vê com bons olhos a metafísica, e isso é preocupante". Em uma época em que reina o relativismo e o pragmatismo - acrescentou – a metafísica morreu na sensibilidade histórica do pensamento que a ignora totalmente."

Padre Fernández Hernández destacou em seguida as deficiências dos resultados da metafísica, afirmando que "não é menos verdade o fiasco retumbante de um cientificismo que havia sido criado há décadas como a panacéia explicativa e compreensiva da realidade. As deficiências humanas ainda existem: a injustiça, a pobreza, a marginalização, a violência, a doença, a solidão, a insegurança e, finalmente, a morte inexorável ".

"A única metafísica possível - concluiu - é aquela do amor absoluto que pode nos dar uma visão cada vez mais formada, que pode dar um sentido, uma unidade ao nosso ser e ao nosso agir." (JE)


A Igreja não deve ficar na defensiva em relação à vida pública.

O prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, Dom Gerhard Ludwig Müller, expressou aos católicos alemães que a Igreja deve assumir uma posição distinta diante do avanço do ateísmo e do laicismo na política europeia. “Aos poucos deixamos espaço a outros grupos ideológicos e logo nos surpreendemos de repente com a Igreja marginalizada em todas as partes”, afirmou.

Seguir este caminho de exclusão da fé representa um grave perigo para as nações, advertiu: “O ateísmo e o secularismo são as principais ameaças para a Europa”. Sobre este ponto, o Prefeito recordou que todo o continente europeu construiu sua cultura e sua sociedade sobre raízes cristãs. “Se perdemos estas raízes, no final nos encontraremos não em um ambiente neutro, mas no abismo”, advertiu.

Por este motivo, exortou aos fiéis a tomarem parte na atividade política de seus países. “Não devemos ficar na defensiva”, com um testemunho de fé “limitado a assistência à Eucaristia dominical”. Diante de uma cultura e uma política cada vez mais contrárias à fé, “necessitamos mais católicos participando na sociedade”, afirmou o Prefeito, em diálogo com o informativo Mittelbayerischen Zeitung.

“Existem católicos convencidos, trabalhando em todos os níveis da vida política”, expôs o Arcebispo, como exemplo de que é possível e necessário harmonizar a Fé com o serviço ao bem comum do Estado. O prelado convidou aos fiéis devotos a se candidatarem para os cargos públicos e a participarem ativamente das eleições. (EPC/GPE)

Com informações da Agência KAI.

Bento XVI aprova virtudes heróicas de Papa Paulo VI

VATICANO, 21 Dez. 12 / 03:18 pm (ACI/EWTN Noticias).- Entre os 24 decretos que o Santo Padre aprovou ontem para serem promulgados pela Congregação para as Causas dos Santos, o Papa Bento XVI aprovou as virtudes heróicas do Servo de Deus Paulo VI.

O decreto aprova “as virtudes heróicas do Servo de Deus Paulo VI (Giovanni Battista Montini), Supremo Pontífice, nascido em Concesio (Itália) em 26 de setembro de 1897 e falecido em Castel Gandolfo (Itália) no dia 6 de agosto, 1978”.

O que a Igreja católica pensa sobre o FIM DO MUNDO!?
 
Nos últimos dias multiplicaram-se nos meios de comunicação artigos dedicados ao presumível fim do mundo” que, segundo alguns intérpretes do calendário Maya, coincidiria justamente com esta sexta-feira.

Deixando de lado a pouca seriedade da previsão, o que impressiona é o fato que o 21 de dezembro se dá no período litúrgico do Advento. Trata-se de uma circunstância que se presta a uma reflexão, desta vez séria, sobre o “fim dos tempos” segundo a doutrina cristã.

A reflexão é do docente de Teologia Sistemática da faculdade teológica do norte da Itália, Mons. Giacomo Canobbio, entrevistado pela Rádio Vaticano:

Mons. Giacomo Canobbio:- “Parece-me que essas notícias, que estimulam a curiosidade de muitas pessoas, não somente são desprovidas de todo e qualquer fundamento, mas expressam uma espécie de desejo das pessoas de dominar o tempo, de controlá-lo, porque se dão conta de que é a única coisa que não se consegue de modo algum dominar. A ilusão de poder estabelecer uma data para o fim do mundo já foi, de certo modo, “desfeita” pelo próprio Cristo quando, nos Atos dos Apóstolos, os discípulos perguntam a Jesus: “Mas este é o tempo em que estabelecerá o Reino de Israel?”. A resposta de Jesus é muito clara: “Não cabe a vocês conhecer o tempo nem o momento, porque isto é determinado pelo meu Pai. Portanto, como Jesus mesmo diz no Evangelho segundo São Marcos, “somente o Pai sabe a hora”.”

RV: Porém, como podemos olhar para a segunda vinda de Jesus Cristo, para esse fim dos tempos, que faz parte da nossa fé…

Mons. Giacomo Canobbio:- “Se nos colocarmos na perspectiva de que o Senhor é o Salvador, devemos esperá-lo com confiança. Isso não significa que, então, podemos viver superficialmente. Portanto, também a dimensão do juízo deve ser levada em consideração, todavia, não na perspectiva da ameaça, mas, sobretudo, na perspectiva do questionar a si próprio: “Estou eu correspondendo à salvação que o Senhor Jesus quer conceder-me e me concede a cada dia?”. Nesse sentido, parece-me que a perspectiva se desloca para a relação que o fiel tem com o Senhor: é uma relação ao mesmo tempo purificadora – eis o sentido do juízo – e que porta a cumprimento. Certamente, este mundo é frágil, e o vemos continuamente, inclusive do ponto de vista físico e biológico, mas isso não significa que haverá uma destruição catastrófica. Daquilo que podemos colher na Escritura, será uma transformação em um mundo correspondente ao desejo que Deus colocou dentro de nós.” (RL)

segunda-feira, dezembro 17, 2012

 

Previsões e profecias a respeito do fim do mundo que não deram certo.

Veja lista com as mais recentes e curiosas:

Durante todo o ano de 2012 muito se falou a respeito do fim do mundo no dia 21/12, devido às interpretações que são feitas do calendário maia. Porém, as previsões a respeito de um apocalipse são constante, e diversas figuras já se envolveram em prognósticos falhos.

Há pouco mais de um ano, o pastor Harold Camping virou piada na internet ao ver que sua previsão sobre o fim dos tempos havia dado errado. Camping chegou a anunciar em sua rede de rádios que o evento se daria através de catástrofes.

No começo deste ano, o autointitulado profeta Ronald Weinland afirmou que Jesus voltaria à Terra no dia 27/05 deste ano. Apesar do esforço em detalhar a data, a profecia não se cumpriu. Weinland já havia previsto anteriormente que o mundo acabaria em 2008, o que, apesar da crise econômica daquele ano, não se confirmou.

Uma das profecias mais peculiares a respeito do tema foi feita por José Luis de Jesús Miranda, líder da seita Cresciendo em Gracia. Conhecido como “Jesus Cristo Homem”, Miranda afirmou que o calendário maia estava errado a respeito da data em que o planeta Terra conheceria seu fim. Segundo seus cálculos, a data correta seria 30/06, quando ele seria transformado em imortal, e após um incêndio no Vaticano, seria levantado a líder mundial em meio ao caos.

O Vaticano não foi incendiado, e nenhuma evidência, além das declarações dos membros da seita, evidencia que “Jesus Cristo Homem” tenha se tornado imortal.

Em meio aos boatos confusos sobre o fim do mundo, uma empresa norte-americana resolveu lucrar com a situação e passou a oferecer abrigos à prova do apocalipse. Por valores que variam entre US$ 18 mil a US$ 78 mil, era possível comprar bunkers que permitiriam sobreviver às supostas catástrofes.

No Brasil, um líder de uma seita no interior de Piauí também resolveu arriscar suas chances nas previsões e afirmou que o mundo chegaria ao ponto final no dia 12/10. Com isso, Luis Pereira dos Santos induziu mais de 120 pessoas a se reunirem na sede da seita para aguardar o evento, mas como a profecia não se cumpriu, acabou preso sob acusação de estelionato.

Aproveitando que o Vaticano não foi incendiado como previa “Jesus Cristo Homem”, uma paróquia da cidade de Assis, na Itália, resolveu vender perdões para os pecados, como prevenção para o apocalipse, por US$ 16, o equivalente a R$ 35,00, aproximadamente. A iniciativa polêmica repercutiu em todo o mundo, e a Igreja Católica não se pronunciou sobre o caso.

Tudo isso acontece, segundo Luiz Carlos Fernandes – palestrante e estudioso do Apocalipse, porque as lideranças cristãs não instruem os fiéis a respeito do assunto, e essa postura abre brechas para o surgimento de falsas doutrinas: “Infelizmente não é raro as lideranças evangélicas afirmarem que esse [Apocalipse] é um livro velado, misterioso, impossível de ser entendido. Sinal evidente que as mesmas não são verdadeiros servos de Jesus Cristo, além de o chamarem de mentiroso, pois se Ele diz que é uma revelação como podem afirmar que é um mistério?”.

O Papa demonstra que a Internet e o Twitter não são alheios a cristãos, afirma perito

Martín Santiváñez Vivanco, diretor do Center for Latin American Studies da Fundação Maiestas, assinalou que com seu recente ingresso ao Twitter, o Papa Bento XVI recordou ao mundo que esta rede social e a Internet, assim como todas as coisas do mundo, não são alheias aos cristãos.

Em sua coluna titulada “@Pontifex”, publicada no dia 13 de dezembro no diário peruano Correio, Santiváñez Vivanco, ao abrir sua conta no Twitter, recorda “à Igreja peregrina, neste ano da fé, a plena atualidade das belas palavras de São Paulo : ‘Todas as coisas são vossas; seja o mundo, a vida ou a morte; seja o presente ou o futuro. Todas as coisas são vossas; vós sois de Cristo e Cristo de Deus’”.

O colunista também destacou que fa poucos anos atrás, foi o predecessor de Bento XVI, o Beato Papa João Paulo II, quem lançou o website do Vaticano.

“Dois mil anos depois, os cristãos continuam sendo o sal da terra, a alma do corpo, e seu destino, ao longo dos séculos, é o mesmo, não mudou nada: é preciso acender tudo, iluminar tudo, transformando os instrumentos humanos (também a tecnologia) até elevar as realidades de nosso tempo a um plano distinto, transcendente, superior”.

Martín Santiváñez sublinhou que na atualidade, “diante do retorno do neopaganismo que desata sua fúria contra os portadores da verdade, temos que recordar o que Bento XVI disse poucos meses atrás: ‘os cristãos não vivem em um planeta longínquo’”.

“Sim, aqui estão, no terceiro milênio, e é neste mundo onde urge exercer a plenitude da cidadania, em todos os âmbitos: a política, o jornalismo, a academia e os longos etcéteras daquilo que juntos, com audácia e valor, devemos regenerar”.

“São Paulo e Bento XVI têm razão. Todas as coisas são nossas. Também o Twitter e a Internet”, concluiu.

Jovem professora cristã entregou a própria vida para salvar 17 crianças em massacre nos EUA

WASHINGTON DC, 17 Dez. 12 / 03:03 pm (ACI/EWTN Noticias).- Victoria  Soto era uma professora cristã de origem porto-riquenha no colégio Sandy Hook em Connecticut (Estados Unidos) que conseguiu salvar a vida de 17  crianças  no dia do massacre perpetrada por Adam  Lanza , que deixou como trágico saldo a morte de 27 pessoas, entre eles 20 pequenos e o próprio assassino, que cometeu suicídio depois da matança.

Soto, de 27 anos, reagiu rapidamente quando escutou os disparos no sala de aula vizinha que Lanza   havia invadido. Ela disse às 17  crianças que os ruídos eram parte de uma brincadeira e que para ganhar deviam esconder-se nos armários da sala e permanecer em silêncio. Os pequenos a obedeceram.

Segundo diversos meios locais, quando  Lanza   ingressou na sala de aula,  Victoria  disse que as  crianças  estavam em aula de ginástica mas a explicação não convenceu o homicida. Ele abriu fogo contra um dos armários e ela se colocou entre as balas e as crianças  para protegê-los, o terminou custando sua vida.

"Abrace os seus seres queridos e diga-lhes quanto você os ama porque nunca se sabe quando você voltará a vê-los outra vez. Faça-o em homenagem a Vicki", escreveu em sua conta de twitter Carlee Soto, a irmã da professora assassinada, no sábado 15 de dezembro, um dia depois do massacre.

Um primo de Victoria , Jim Wiltsie, disse que Victoria  "perdeu a vida fazendo o que amava. Ela amava essas crianças  e sua meta na vida era chegar a ser uma professora para moldar estas jovens mentes".

Victoria , graduada na Eastern Connecticut State University, estava estudando para obter um mestrado em educação para deficientes na Southern Connecticut State University. Soto trabalhou durante 5 anos no colégio Sandy Hook.

"Temos uma professora que estava mais preocupada com seus alunos que por ela. Isso fala de seu caráter, seu compromisso e sua dedicação”. Assim assinalou o prefeito John Harkins de Stratford durante um memorial celebrado no sábado ao qual compareceram 300 pessoas em declarações reunidas pela Associated Press (AP).

Victoria Soto vivia com seus pais e suas irmãs e frequentava a Lordship Community Church em Stratford. Uma de suas amigas, Andrea Crowell, disse à AP que a professora "pôs suas crianças em primeiro lugar. Ela sempre falava disso. Ela quis fazer o melhor por eles, ensinar-lhes algo novo cada dia".