Cardeal Grocholewski no V Congresso Mundial de Metafísica: "A pesquisa do absoluto e do infinito nunca deve cessar"
No
discurso de abertura, o Prefeito da Congregação para a Educação
Católica e Presidente Honorário do Congresso, Cardeal Zenon
Grocholewski, enviou os cumprimentos do Papa Bento XVI aos
participantes, destacando a importância que Bento XVI dá à metafísica,
“assim como ao diálogo estimulante, vivo e fecundo entre estudiosos e
pesquisadores”.
”O campo da metafísica - continuou o cardeal -
"nos dá provas de que um grande interesse pelo absoluto, pelo infinito,
pelo fundamento último da nossa existência e do nosso pensar não
desapareceu da cultura humana considerada em sua universalidade. Na
verdade, não haveria nenhuma filosofia ou religião, nem os grandes
ideais que transformam a história sem a perquisa metafísica. “Tentar
responder às grandes questões humanas - acrescentou - é certamente uma
tarefa que os filósofos nunca deveriam desistir, porque não podem
fechar-se em nenhuma torre de marfim fora do mundo e dos progressos que
se realizam nas diferentes áreas do conhecimento humano."
Falando
sobre a realidade atual, destacou que “infelizmente se evita fazer
estes questionamentos e se procura limitar o uso da razão somente para o
que pode ser experimentado, e se esquece que cada ciência deve sempre
salvaguardar o homem e promover a sua aspiração por um bem autêntica.
Superestimar o “fazer” ocultando o '"ser" – adverte - não ajuda a
reconstruir o equilíbrio fundamental, de que todo mundo precisa dar a
sua vida uma base sólida e um bom propósito ", lembrando discurso
proferido por Bento XVI em 21 de outubro de 2006 na Pontifícia
Universidade Lateranense.
Por sua vez, o Presidente do
Congresso, professor Jesús Hernández Fernández, disse que "já a algum
tempo, o mundo intelectual não vê com bons olhos a metafísica, e isso é
preocupante". Em uma época em que reina o relativismo e o pragmatismo -
acrescentou – a metafísica morreu na sensibilidade histórica do
pensamento que a ignora totalmente."
Padre Fernández Hernández
destacou em seguida as deficiências dos resultados da metafísica,
afirmando que "não é menos verdade o fiasco retumbante de um
cientificismo que havia sido criado há décadas como a panacéia
explicativa e compreensiva da realidade. As deficiências humanas ainda
existem: a injustiça, a pobreza, a marginalização, a violência, a
doença, a solidão, a insegurança e, finalmente, a morte inexorável ".
"A
única metafísica possível - concluiu - é aquela do amor absoluto que
pode nos dar uma visão cada vez mais formada, que pode dar um sentido,
uma unidade ao nosso ser e ao nosso agir." (JE)
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