Nossas crenças: MAIS do que uma “aprendizagem cultural”.
Se
você é daqueles que não abre mão de suas crenças por nada, fique
sabendo que é mais culpa do seu cérebro do que da educação que você
recebeu. Um novo estudo descobriu que algumas informações não abandonam nossa cabeça, nem por dinheiro.
Por mais que as pessoas estejam
preparadas para adaptar seus pensamentos aos de outras pessoas, existe
um conjunto de valores que elas não abandonam jamais. Isso
acontece porque aquilo que chamamos de crença – informações geralmente
ligadas à religião e identidade – fica armazenado em uma parte separada
do cérebro, usada para distinguir o certo e o errado. Para
chegar a essa conclusão, os pesquisadores acompanharam imagens do
cérebro de voluntários, enquanto estes eram persuadidos a mudarem
crenças previamente declaradas. Assim,
puderam notar que quando as pessoas aceitavam, por dinheiro, mudar
declarações do tipo “Eu bebo chá”, o mesmo não acontecia quando o
assunto era relacionado a ideias políticas e ideológicas.
As
imagens cerebrais mostraram que crenças mais mundanas ficam associadas
com sistemas de recompensa, enquanto valores considerados sagrados
provocam a ativação de sistemas neurais associados com erros e acertos. Os valores sagrados variaram de pessoa para pessoa, de acordo com as preferências e experiências passadas e registradas pelo cérebro, a pesquisa mostrou que os temas mais comuns de crenças estavam relacionados à religião, esporte e identidade.





