sexta-feira, fevereiro 08, 2013


Pela primeira vez um grupo de rock abre plenária de dicasterio do Vaticano

 VATICANO, 08 Fev. 13 / 06:08 am (ACI/EWTN Noticias).- Um concerto de um grupo de rock abriu pela primeira vez na história a assembleia plenária do Pontifício Conselho para a Cultura. O evento realizou-se na quarta-feira 6 de fevereiro no Aula Magna da Universidade Lumsa de Roma, perto do Vaticano.

Para a ocasião o Cardeal Gianfranco Ravasi, presidente do chamado dicasterio, fez uma pequena introdução sobre a importância das "Culturas juvenis emergentes", no mundo de hoje, que será a temática que ocupará entre os dias 6 a 9 de fevereiro as reuniões de seu dicastério; e, posteriormente, cedeu o espaço à banda de rock italiana "The Sun", que tocaram diante de cardeais e bispos da Cúria romana.

Em uma entrevista concedida no dia 6 de fevereiro ao grupo ACI, o Cardeal Ravasi assinalou que convidou a banda de rock para reconciliar com o mundo católico jovens afastados da Igreja.

"Se caminharmos pela cidade, vemos que quase todos os jovens levam em suas orelhas auriculares, escutam música e esta, forma parte de sua linguagem. Por isso quisemos começar as reuniões com sua música. Naturalmente, através desta música queremos mandar-lhes uma mensagem", referiu.

A banda de rock The Sun, formou-se em 1997 e obteve êxito internacional. Tocaram em numerosas partes do mundo, desde Terra Santa até o Japão, e partir de 2008 adquiriram um caráter cristão, quando seu líder, Francesco Lorenzi –vocalista e guitarrista do grupo–, redescobriu o catolicismo.

A banda está integrada também por Gianluca Menegozzo (guitarra), Matteo Reghelin (baixo) e Riccardo Rossi (bateria), e já conta com dois álbuns de caráter católico.

The Sun abriram concertos de bandas como The Cure, The Offspring, Muse, OK Go, NOFX, Ska-P, Pennywise, e Deep Purple, mas isto, conforme explicam, não os preenchia e hoje encontram as respostas às suas perguntas no Evangelho.

Em entrevista com o grupo ACI, Lorenzi explicou em espanhol que estão entusiasmados com o convite feito: "para nós é algo incrível, porque estamos vendo uma abertura muito boa, e isto é o que quer o Cardeal Ravasi, falar com os jovens e abrir o mundo da Igreja ao que é novo, como nós e outros mais".

Antes do êxito de que desfrutam hoje, a banda passou dois anos "muito duros", nos quais não encontraram contrato algum. Sua antiga discográfica, a Rude Records, os ignorou por causa de sua fé. Finalmente, depois de muita oração, Sony Music, a maior empresa discográfica do mundo, chamou-lhes para gravar um disco respeitando o sentido religioso de suas canções.


"Nós gostaríamos de cantar em espanhol, muito mais que em inglês, porque é o idioma mais bonito do mundo", explicam, e também querem trocar o panorama musical, porque para eles, "a música não tem limites e não deve estar só nos pubs ou nos festivais, mas também é possível tocar nas escolas, paróquias, igrejas, hospitais…a música é para ser feita em todas partes. Só assim pode sair e fazer o que deve fazer: unir às pessoas".

O concerto no Vaticano mereceu os aplausos de cardeais e bispos, que apesar de não compartilhar necessariamente os mesmos gostos musicais viram-se contentes. Assim o explicou ao grupo ACI o prelado espanhol Monsenhor Melchor Sánchez de Toca y Alameda, Subsecretário do Pontifício Conselho para a Cultura que preside o Cardeal Ravasi.

"Por outro lado, muitos deles têm também experiência de encontros nas jornadas mundiais da juventude. Por exemplo o Cardeal de Madri, o Cardeal de Houston não são estranhos a este tipo de manifestações, mas simplesmente por idade, não é seu estilo".
"Eu pessoalmente não conhecia grupo, mas me pareceu muito estimulante, muito pegajoso. É um estilo que eu gostei de muito", acrescentou.

Uma jovem italiana de 19 anos, Silvia Contini, disse ao grupo ACI que graças às canções do The Sun conheceu Deus melhor. "Eu gosto da mensagem que oferecem sobre a realidade dos jovens que formam parte da Igreja", referiu.

Mais informação sobre a banda em: www.thesun.it e www.francescolorenzi.it
Cardeal Joachim Meisner, Arcebispo de Colônia (Alemanha)

Pílula do dia seguinte: Meios de comunicação manipularam declarações de Cardeal alemão

ROMA, 08 Fev. 13 / 08:46 am (ACI/EWTN Noticias).- Um conotado médico espanhol explicou que a mídia informou sobre o suposto apoio do Arcebispo de Colônia (Alemanha), Cardeal Joachim Meisner, à utilização da pílula do dia seguinte em casos de estupro, resultaram na relidade em uma manipulação de suas declarações, somada à informação imprecisa por parte de alguns investigadores.

"Parece que as palavras do Cardeal foram manipuladas", disse ao grupo ACI o doutor José Maria Simón Castellví, Presidente da Federação Mundial de Associações Médicas Católicas e membro do Pontifício Conselho para os Agentes da Pastoral da Saúde.

"Em todo caso, a pílula do dia seguinte tem um efeito antiimplantatorio (que impede a implantação do embrião no útero materno) em 70 por cento dos casos em que a mulher é fértil", explicou o médico.

O Cardeal Joachim Meisner fez parte de uma discussão pública sobre a pílula do dia seguinte logo depois de conhecer o caso, difundido pela imprensa local, de uma jovem de 25 anos que chegou a uma sala de emergência e contou ao médico de plantão que achava que a haviam drogado e estuprado em uma festa na noite anterior.

O doutor, Irmgard Maiworm, contou que ligou para dois hospitais católicos próximos para perguntar se poderiam atender a jovem. O médico indicou que ambos se negaram a atendê-la porque nesses casos o tratamento obriga a usar a pílula do dia seguinte, conhecida também como "anticoncepção oral de emergência".

O público alemão reagiu fortemente ante as notícias sobre o incidente e o Cardeal Meisner ofereceu uma desculpa no dia 22 de janeiro dizendo que era vergonhoso que dois hospitais católicos se negassem a atender a uma vítima de estupro.

O Cardeal se reuniu logo com um grupo de peritos médicos com os quais conversou sobre a pílula do dia seguinte. Os doutores lhe disseram que o fármaco não possui efeitos antiimplantatórios.

Depois da reunião de 31 de janeiro o Cardeal Meisner emitiu uma declaração na qual assinalou que "se um remédio que evita a concepção é usado logo depois de um estupro com o propósito de evitar a fertilização, então isso em minha opinião é aceitável".

A declaração foi então amplamente interpretada pela imprensa como uma "permissão" para que os hospitais católicos distribuam o fármaco entre vítimas de estupro.

O estudo apresentado ao Cardeal foi realizado, entre outros, por Kristina Gemzell-Danielsson, quem reconhece ao final do mesmo que "serviu nos Diretórios de Assessores Médicos do HRA- Pharma e Bayer em assuntos relacionados à anticoncepção de emergência".
O Dr. Simon disse ao grupo ACI que os fabricantes da pílula do dia seguinte reconhecem que o fármaco impede a implantação do embrião no útero. "Então não podemos aceitá-lo, dado que mesmo um embrião humano microscópico é uma pessoa com direitos, dignidade e é um filho de Deus", assegurou.

Os Bispos alemães se reunirão dentro de duas semanas para sua assembleia plenária e tratarão o tema.

A Pílula do Dia Seguinte (Levonorgestrel 0.75 mg), também conhecida como anticoncepção oral de emergência ou AOE, é um hormônio sintético em dose 5 a 15 vezes maior à existente nos anticoncepcionais comuns, incrementando os efeitos secundários. Não é um medicamento nem uma vacina. Não cura nem previne enfermidade alguma. Ao ingerir as duas pastilhas recomendadas é como se a mulher tomasse 50 pastilhas anticoncepcionais juntas.

Esta pílula tem três mecanismos: impede a ovulação (anovulatório), espessa a mucosidade cervical (anticoncepcional) e impede a anidaçào do óvulo fecundado (o que a torna um abortivo). Estes mecanismos são informados pela Food and Drug Administration (FDA), o organismo governamental dos EUA que garante a salubridade dos mantimentos e remédios nos Estados Unidos.

quinta-feira, fevereiro 07, 2013





Uma "Demanda de Deus": Cresce o número de leitores e vendas de livros religiosos 

Boom da editoria sacra.

Quem lidera a lista de vendas [na Itália] é A infância de Jesus, de Bento XVI, e, no segundo lugar dos livros de ensaios, está um texto de temática religiosa como Cristianesimo, do filósofo secular Umberto Galimberti. Portanto, continua a idade de ouro dos livros sobre a fé (Carlo Maria Martini, Vito Mancuso, Gabriele Amorth) e, como confirmação do crescente interesse pelo tema, está ocorrendo o concurso A Sua Immagine: Il mio libro della fede [À Sua Imagem: O meu livro da fé].

A iniciativa foi lançada por ocasião do Ano da Fé pelo programa apresentado por Rosario Carello e Francesca Fialdini transmitido pelo canal Rai 1, no sábado e domingo. Os espectadores podem votar (www.asuaimmagine.rai.it), explicando também o motivo, no livro preferido de uma lista de 40 obras-primas, clássicos do pensamento espiritual, escolhidos pelo teólogo e vice-diretor editorial da San Paolo Libri, Elio Guerriero.

De semana em semana, o programa acompanha a evolução do ranking que se articula ao longo do ano: quais foram os livros mais votados e por quê. Além disso, a cada semana, é proposto um “desafio” entre dois livros: o que receber mais preferências continua em frente, enquanto o menos escolhido é “recolocado” na livraria, à espera, no fim do concurso, de uma possível repescagem.


No fim do Ano da Fé, será conhecida a obra mais lida. Além disso, todos os domingos, as câmeras do programa vão à casa de um personagem do entretenimento, do esporte, da cultura, que dá o seu voto para um dos livros em disputa. Todos os meses, além disso, é escolhido o comentário mais bonito entre aqueles que foram recebidos, e o telespectador é convidado para ir ao programa. As razões da atenção pela fé nas livrarias afundam suas raízes na última década.

Prova disso são os dados divulgados pelo Observatório da Editoria Religiosa Italiana, promovido pelo Uelci (União dos Editores e Livreiros Católicos Italianos, na sigla em italiano), em colaboração com o CEC (Consórcio para a Editoria Católica) e a AIE (Associação Itália Editores). De 2000 a 2007, o crescimento do número de leitores de livros religiosos (ao menos um texto por ano) na Itália foi de 2% por ano, mas de 2007 a 2010 o percentual cresceu para 6%.



O resultado final é que, na década 2000-2010, os leitores de um livro religioso cresceram em 900 mil pessoas. É a faixa de idade entre 18 e 54 anos que registra um maior crescimento. É uma idade interessante do ponto de vista das relações e das responsabilidade sociais, familiares, de trabalho e políticas. Trata-se, enfim, de pessoas que também exercem em seu próprio âmbito de ação um papel de tomadores de decisão.

Essas responsabilidades não privam do tempo necessário para a leitura de um livro religioso, provavelmente porque justamente do livro religioso se pede uma ajuda reflexiva para as próprias escolhas de vida e de responsabilidade social. 




Das editoras religiosas, analisou-se toda a produção de novidades e de reimpressões de 2010 e 2009, enquanto para as seculares, nos mesmos anos, só os títulos de temática religiosa. As editoras católicas examinadas são 25% e produziram, em 2010, 79% dos títulos, enquanto as editoras seculares são 72% e representam 18% da produção.

É evidente a superlotação no segmento secular, que confirma a forte atenção no livro religioso por parte das editoras seculares nos últimos anos. O interesse dos editores seculares (ao menos do ponto de vista da produção) está entre uma demanda de Deus e uma busca genérica de espiritualidade.

Nessa pesquisa, no entanto, o cristianismo não é a primeira religião, sendo superado pelas religiões orientais e antigas: uma abordagem bastante genérica e arcaica. Diferente para a área de divulgação, onde o interesse dos editores seculares vai para aqueles autores católicos que dispõem de uma posição capaz de garantir uma maior penetração no mercado.

No quadro geral da produção de conteúdos, a editoria secular ainda vale 18%, um percentual nada desprezível em um setor onde a marca confessional é mais relevante. Se os editores seculares já entraram de pleno direito no mundo editorial religioso, os editores católicos também estão se esforçando para conquistar uma visibilidade nas livrarias seculares. O índice da presença das editoras católicas nas livrarias gerais é de 26% para a área reflexiva.

Decisivamente, é mais baixo o dado da área de divulgação (8,5%), onde, provavelmente, prevalece a capacidade comercial de penetração dos editores seculares mesmo quando publicam os textos de autores católicos, capacidade de dar visibilidade midiática aos autores e de ocupar os espaços nas livrarias seculares, independentes e de rede.

O índice total de presença das editoras religiosas nas livrarias seculares da área religiosa é de 14,7%, um número nada desprezível. Decididamente é melhor na área geral, com picos de mais de 50% na narrativa e juvenil em geral. Se hoje, portanto, pode-se falar de um boom dos textos de temática religiosa é porque, na última década, a editoria católica não se deixou sobrecarregar pelo mercado, mas aceitou o desafio da editoria secular, mostrando a decisiva vontade de ser protagonista.


GOVERNO DO PT X O ABORTO: Uma cartilha ensinando como Abortar

Filosófo Ivanaldo Santos
 
No mês de junho de 2012 a grande mídia noticiou que o governo, na gestão da presidente Dilma Roussef (PT), pretendia criar uma espécie de “Kit Aborto”, ou seja, um conjunto formado por remédios e uma cartilha que, em tese, orientariam a mulher que pretende abortar a cometer um aborto de forma “segura”, como se houvesse algum tipo de aborto que seja realmente seguro. Apesar de, no Brasil, ser crime a prática do aborto, o governo do PT afirmou, na época, que tudo não passava de um projeto e que, na verdade, o que se tencionava era fazer uma “política de redução de riscos” sobre o aborto.

O ano de 2012 passou e o assunto parecia esquecido. O governo, o Ministério da Saúde e outros órgãos afins, não consultaram a população sobre o tal “Kit Aborto” e nem houve uma “consulta as bases” para saber o que a maioria da população brasileira pensa sobre esse projeto. Vale lembrar que constitucionalmente o Brasil é uma democracia e não uma ditadura socialista ou um regime de tecnocratas. Até o dia de hoje, no Brasil a população ainda precisa ser consultada.

No entanto, para espanto, no final de 2012 o Ministério da Saúde lançou a cartilha “Protocolo Misoprostol”, com instruções para o uso desse medicamento abortivo, mais conhecido pela marca Cytotec, cuja comercialização é proibida no Brasil. O responsável pela publicação é o Departamento de Ações Programáticas Estratégicas da Secretaria de Atenção à Saúde e o texto também se encontra disponível na Biblioteca Virtual do Ministério.

Segundo o próprio texto da cartilha, o “Protocolo Misoprostol” tem por objetivo a “utilização de Misoprostol em Obstetrí­cia, em linguagem técnica, dirigido a profissio­nais de saúde em serviços especializados, para agilizar os procedimentos e atendimentos, o que resultará certamente, em benefícios à saú­de da mulher” (BRASIL, 2012, p. 2). Apesar desse objetivo aparentemente “científico” a referida cartilha destina-se ao “esvaziamento uterino” (BRASIL, 2012, p. 3), ou seja, o verdadeiro objetivo da cartilha é a promoção e realização do aborto.

Na página 7 da cartilha se ensina detalhadamente a usar o medicamento abortivo Cytotec, que é proibido no Brasil. Vejamos o que diz essa página:
1ª opção: Misoprostol – 4 comprimidos de 200mcg (800mcg) via vaginal a cada 12 ho­ras (3 doses-0,12 e 24 horas).
2ª opção: Misoprostol – 2 comprimidos de 200mcg (400mcg) via vaginal a cada 8 horas (3 doses-0,8 e 16 horas).

Diante da cartilha publicada pelo Ministério da Saúde, realizam-se cinco observações.

Primeira, o governo do PT está cumprindo a promessa que fez em junho de 2012, ou seja, de criar um conjunto de ações para promover o aborto. Entre essas ações estão a distribuição de uma cartilha que ensina e promove a prática do aborto. A situação é parecida com aquela situação pitoresca dos campos de futebol brasileiros, quando o “dono da bola”, por algum motivo, se zanga e diz: “Vou levar a bola embora”. Ora, se ele levar a bola acaba o jogo. Todos pensam que é só brincadeira, mas para não ficar com fama de “medroso” o “dono da bola” pega a bola e, com isso, acaba o jogo. Outra situação é o chefe do crime em uma favela. Por algum motivo o rapaz se zanga e diz “Vou mandar tocar fogo em uns barracos”. Todo mundo pensa que é brincadeira, pois se ele fizer isso estará prejudicando muitas famílias. No entanto, para não ficar com fama de “medroso” ele chama os empregados e manda tocar foco em uns barracos. A mesma situação aconteceu com o governo do PT. Ele disse que ia fazer cartilha do aborto, uma espécie de “cartilha da morte”. Muita gente pensou que era só uma “brincadeira” de um governo que está louco para impor o aborto ao povo brasileiro, mas, quando menos se esperava, a cartilha pró-aborto foi publicada.

Segundo, no Brasil o Cytotec é proibido, justamente o remédio que o governo está incentivando com a cartilha “Protocolo Misoprostol”. Como a população vai confiar em um governo e, ao mesmo tempo, cumprir as leis, se o próprio governo promove o crime e, ainda por cima, publica cartilhas ensinando a como descumprir a Lei? Como é que a sociedade vai condenar a corrupção, os mensaleiros, o crime organizado, etc; se o próprio governo é o primeiro a incentivar a prática de um delito criminal?

Terceiro, a cartilha “Protocolo Misoprostol” é um bom exemplo da democracia que anda sendo construída pelo governo do PT nos bastidores do poder. Trata-se de uma cartilha que foi feita em silêncio, quase uma “missão secreta”. A grande população nada soube.  Onde anda aquele discurso do PT de “consulta as bases”? Parece que a tal “consulta as bases” só existe quando é para concordar com a ideologia do partido. Quando a população é contrária aos valores dessa ideologia, como é o caso do aborto, ela é sumariamente ignorada. Quando a população é contra aos valores ideológicos do PT a população é rotulada de “conservadora” e “fundamentalista” e, baseado nesse discurso, a democracia é simplesmente esquecida.

Quarto, onde está a presidente Dilma Rousseff (PT) que só se elegeu porque, entre outras coisas, prometeu que, em seu mandato, não haveria qualquer tentativa de patrocinar e legalizar o aborto? Pelo conteúdo da cartilha “Protocolo Misoprostol” o discurso da então candidata Dilma Rousseff (PT) era apenas discurso. Ao virar presidente, ela esqueceu o que prometeu.

Quinto, num país com tantos problemas sociais, não tinha outra coisa para o Ministério da Saúde investir os poucos recursos financeiros existentes? Só para se ter uma ideia dos problema do país, hoje em dia temos: 12 milhões de nordestinos que literalmente estão morrendo de sede, a transposição do rio São Francisco está parada (promessa do governo do PT), temos o caos nos hospitais públicos, temos enchentes no Sudeste, uma onda de violência urbana em São Paulo e uma geração de jovens que estão morrendo nas cracolândias. Com todos esses problemas o governo do PT não tinha outra coisa para investir o dinheiro público? Tinha realmente que criar uma “cartilha da morte”, uma cartilha que ensina a abortar?

Por fim, afirma-se que a situação é muito grave. De um lado, o governo do PT não está cumprindo a promessa de não tentar legalizar o aborto. Do outro lado, além de não cumprir o prometido, está usando o pouco dinheiro disponível não para resolver ou encaminhar os graves problemas sociais do país, mas para promover uma agenda de morte, uma agenda que incentiva o aborto. Para o atual governo incentivar e patrocinar o aborto é mais importante do que salvar pessoas que estão morrendo de sede no Nordeste ou os pacientes que estão abandonados nos hospitais públicos.
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Fontes bibliográficas:
BRASIL. Protocolo Misoprostol. Brasília: Ministério da Saúde, 2012.
CRUZ, LUIZ CARLOS LODI. Do “Kit Gay” ao “Kit Aborto”: nova investida do governo Dilma para promover o aborto. In: Pró-Vida de Anápoles. Disponível em http://www.providaanapolis.org.br/kitaborto.htm. Acessado em 30/01/2013.
GOVERNO PREPARA CARTILHA PARA MULHER QUE DECIDE ABORTAR. In: Estadão, 07 de junho de 2012. Disponível em http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2012/06/07/governo-prepara-cartilha-para-mulher-que-decide-abortar.htm. Acessado em 12 de junho de 2012.
SANTOS, Ivanaldo. Governo do PT pretende criar o “kit Aborto”. In: Mídia Sem Mascara, 14 de junho de 2012.
SANTOS, Ivanaldo. O PT não esquece o aborto. In: Mídia Sem Mascara, 13 de fevereiro de 2012.

O PAPA ESTÁ CERTO:  "Distribuição de preservativos não iria frear a epidemia de AIDS do continente africano


Quando Bento XVI afirmou que a distribuição de camisinhas não resolveria o problema da Aids , muitos disseram que ele estava errado. As evidências mostram o contrário. Estudos importantes, como pesquisas demográficas e de saúde, não conseguiram encontrar uma associação entre uma maior disponibilidade ou o uso de preservativos e menores taxas de infecção pelo HIV na África



Na prática, os preservativos mostraram não ser a melhor política para conter a Aids. As camisinhas não têm funcionado para frear a epidemia que se abate sobre o continente africano. Por mais católico que possa soar, a melhor política para epidemias generalizadas consiste em promover a fidelidade e a monogamia. O que vemos como resultado é uma redução do número de parceiros. O que também tem funcionado e deve se promover é a circuncisão masculina, que comprovadamente reduz as chances de contágio.

Um exemplo claro é o que aconteceu em Uganda. O país promoveu a política ABC, sigla em inglês para abstinência, fidelidade ou camisinha. A população contaminada com o HIV foi reduzida em 66%. No entanto, o governo sofreu grande pressão para seguir a linha de prevenção de outros países. Como resultado, Uganda deixou a ênfase na redução do número de parceiros e passou a adotar a fórmula batida de preservativos + testes + remédios. Nos últimos anos, os índices de contaminação voltaram a aumentar.

O Brasil está em uma situação diferente, com uma chamada "epidemia concentrada". Preservativos têm mais chances de sucesso em lugares assim. No entanto, ainda faltam programas que desencorajem sexo casual ou com prostitutas e múltiplos parceiros.

De maneira geral, a imprensa foi bastante irresponsável ao criticar o papa. E não culpo o público por estar confuso. Não seria errado pensar que muitos líderes e parte da mídia que "crucificaram" o papa deveriam checar antes os dados científicos mais recentes.

Logo, logo, as provas passarão a ser tão contundentes que a maioria dos mitos sobre a Aids serão destruídos. Assim, poderemos começar a implementar programas de prevenção com base em evidências científicas. Com ou sem a bênção do papa.

 
Primeira votação no Reino Unido aprova “matrimônio” gay

LONDRES, 07 Fev. 13 / 10:42 am (ACI/EWTN Noticias).- A Câmara dos Comuns britânica aprovou a legalização do matrimônio entre pessoas do mesmo sexo, em uma votação que dividiu a bancada partidária do governante Partido Conservador, onde a maioria dos deputados optaram votaram contra a medida apesar do apoio do primeiro-ministro, David Cameron, à iniciativa.

Conforme assinala a agência Europa Press, a norma, aprovada com 400 votos a favor e 175 em contra, propõe dar luz verde às uniões homossexuais na Inglaterra e Gales a partir de 2014, data a partir da qual poderão celebrar-se matrimônios deste tipo tanto em cerimônias civis como em religiosas, embora neste último caso, a realização da cerimônia dependerá do que determine cada uma das instituições. Está excluída a Igreja anglicana.

O texto depende ainda de uma série de trâmites parlamentares, incluindo uma votação na Câmara dos Lords, mas a maioria obtida pela iniciativa esta terça-feira supõe um respaldo frente aos debates que faltam e que poderiam concluir-se este ano.

Os meios britânicos calcularam que entre 139 e 140 deputados do Partido Conservador se posicionaram contra e estimaram em 132 o número de respaldos. Embora tecnicamente isto não supõe desobedecer as diretrizes dopartido, já que existe liberdade de voto, sim supõe um reflexo do debate existente nas filas “tories”.

Cameron, lançou uma recente apelo por escrito a favor do “matrimônio” homossexual, considerando-o um "importante passo adiante" que fará "mais forte" a sociedade britânica e fomentará a "igualdade" entre os cidadãos, independentemente de sua orientação sexual.

A Câmara dos Comuns escutou nesta terça-feira opiniões a favor e contra a legalização do matrimônio entre pessoas do mesmo sexo. O deputado Roger Gale advertiu que reescrever as normas que regem estas uniões equivale a entrar "no território de Alice no País das Maravilhas", enquanto que seu companheiro de filas Edward Leigh defendeu que o matrimônio é "por sua natureza uma união heterossexual".

"Não é uma evolução, é uma revolução", disse.

Em meados de janeiro, mais de mil sacerdotes ingleses assinaram uma carta dirigida ao jornal britânico The Daily Telegraph, exortando os legisladores locais a "não terem medo de rechaçar" esta proposta.

Entre os assinantes há oito bispos. A missiva assinala que "não tem sentido argumentar que os católicos e outras crenças podem ensinar sobre o matrimônio nas escolas e em outros lugares, se em outras instâncias for defendida a postura contrária do mesmo”. O matrimônio é o "fundamento e o pilar de nossa sociedade",  porque daí dá lugar ao "lar, às crianças e à vida familiar", recordam.

"Se for aprovada a lei para o “matrimônio” homossexual, haveria muitas consequências legais" advertiram os sacerdotes, da mesma maneira os advogados advertiram que se for aprovada a norma, as escolas católicas poderiam sofrer graves consequências.

Os professores correm o risco de ser disciplinados ou despedidos por negar-se a promover o “matrimônio” do mesmo sexo, além disso os capelãos dos hospitais, das prisões e as bases militares poderiam enfrentar represálias legais.

Os sacerdotes assinalam que a "complementariedade natural" dos sexos masculino e feminino conduz ao matrimônio a uma "associação permanente" entre um homem e uma mulher.

O Bispo da diocese de Portsmouth, Monsenhor Philip A. Egan assinou a carta e disse ao Telegraph que no texto se utiliza uma "linguagem clara".

Sendo aprovada esta norma, precisou, “o ensino em nossas escolas católicas ou dar testemunho da fé cristã do que o matrimônio significa, não poderão ser feitos porque poderíamos ser presos por intolerantes ou homofóbicos".