sábado, fevereiro 16, 2013


Freira descreve simplicidade do mosteiro em que o Papa Bento habitará

Uma das freiras que viveram no mosteiro onde o Papa vai passar a residir diz que sua escolha mostra a sua "grande simplicidade", porque "não é um obra de arte ou nada comparável a outros edifícios do Vaticano".

"Sua decisão de retirar-se foi uma surpresa para mim, mas ele é muito corajoso, embora frágil e idoso", disse uma freira da Ordem da Visitação de Santa Maria ao grupo ACI, que pediu anonimato pela da sua vida de clausura.

"Mas esta decisão é a prova de que ele tem uma mente muito lúcida", afirmou ela, acrescentando que "o nosso amor próprio não nos permite ver as nossas próprias limitações, ao contrário do que o Papa Bento XVI fez." "Se eu o amava antes", declarou ela, "agora eu o amo ainda mais."

As irmãs levam uma vida simples, sem pessoal de serviço. Elas passam o tempo rezando e, para seu aniversário de 400 anos de fundação, fizeram vestes litúrgicas para que o Papa Bento doasse para as igrejas mais pobres. "Uma semana antes de sairmos ele nos perguntou: 'o que o Papa faria sem vocês' e nos pediu para continuar orando por ele", disse a freira.

"A decisão nos fez chorar, mas ele tem sido muito corajoso", acrescentou.

O mosteiro, chamado Mater Ecclesiae, tem uma área de cerca de 400 metros quadrados e situa-se ao oeste da Basílica de São Pedro. Ele contém uma capela, uma sala de coro, uma biblioteca, uma porão, um terraço e uma sala de visitas que foi adicionada em 1993.

Quando o Papa Bento XVI anunciou no dia 11 de fevereiro que iria deixar o papado e viver no convento, a especulação começou a circular sobre quando ele tomou sua decisão, uma vez que renovações no edifício começaram em novembro de 2012. De acordo com a freira espanhola, que atualmente reside em um convento em Madri, o prédio não foi reformado em 18 anos e precisava de reparos menores."Tivemos umidade no porão e as janelas precisavam ser mudadas, e no terraço precisava de uma reforma e pintura por causa da neve do ano passado", explicou ela.

"Mas o prédio é muito pequeno, por isso eles tiveram que esperar que nós o deixássemos para começar a trabalhar nele."

Refletindo sobre sua experiência de vida no convento do Vaticano, a freira da Visitação disse que ela e suas irmãs religiosas sentiam que "estavam no coração da Igreja". "Foi uma experiência que é muito difícil de colocar em palavras", afirmou.

Sua missão era rezar pelo Papa, pelas suas viagens, e acompanhá-lo em oração diariamente. A freira espanhola lembrou que o Papa Bento XVI, muitas vezes agradeceu-lhes por suas orações e cuidava regularmente de informar-se pelo seu bem-estar. Ele queria originalmente freiras francesas para viver no mosteiro, explicou ela, mas devido ao pequeno número de vocações na França, ele decidiu que seria melhor buscá-las na Espanha. O mosteiro foi fundado em 1994 pelo beato João Paulo II como um lugar dedicado exclusivamente à oração pelo Papa, pelo seu ministério e pelos cardeais.

A ordem da Visitação de Santa Maria foi escolhida entre muitos outros grupos religiosos para viver no mosteiro desde o dia 7 de outubro de 2009 até 7 de outubro de 2012. Sua estadia foi estendida por 15 dias e elas deixaram o mosteiro em 22 de outubro, logo após a festa do Beato Papa João Paulo II.

As sete irmãs habitavam em conventos da Espanha, sendo uma de nacionalidade colombiana e outra de Guiné Equatorial.
  
 Leia abaixo o emocionante artigo de um jovem de 23 anos sobre esse evento histórico para fé católica:
A verdadeira causa da renúncia do Papa.
 Tenho 23 anos e ainda não entendo muitas coisas. E há muitas coisas que não se podem entender às 8 da manhã quando te dirigem a palavra para dizer com a maior simplicidade: "Daniel, o papa se demitiu". E eu de supetão respondi: "Demitiu?" A resposta era mais do que óbvia, "Quer dizer que renunciou, Daniel, o Papa renunciou!"

O Papa renunciou. Assim irão acordar inúmeros jornais da manhã, assim começará o dia para a maioria. Assim, de um instante para o outro, uns quantos perderão a fé e outros muitos fortalecerão a sua. Mas este negócio de o Papa renunciar é uma dessas coisas que não se intendem.

Eu sou católico. Um entre tantos. Destes católicos que durante sua infância foi levado à Missa, depois cresceu e foi tomado pelo tédio. Foi então que, a uma certa altura, joguei fora todas as minhas crenças e levei a Igreja junto. Porém a Igreja não é para ser levada nem por mim, nem por ninguém (nem pelo Papa). Depois a uma certa altura de minha vida, voltei a ter gosto por meu lado espiritual (sabe como é, do mesmo jeito como se fica amarrado na menina que vai à Missa, e nos guias fantásticos que chamamos de padres), e, assim, de forma quase banal e simples, continuei por um caminho pelo qual hoje eu digo: sou católico. Um entre muitos, sim, porém, mesmo assim, católico. Porém, quer você seja um doutor em teologia ou um analfabeto em escrituras (destes como existem milhões por aí), o que todo mundo sabe é que o Papa é o Papa. Odiado, amado, objeto de zombaria e de orações, o Papa é o Papa, e o Papa morre como Papa. 

Por isto, quando acordei com a notícia, como outros milhões de seres humanos, nos perguntamos: por que? Por que renuncias, senhor Ratzinger? Ficou com medo? Foi consumido pela idade? Perdeu a fé? Ganhou a fé? E hoje, depois de 12 horas, acho que encontrei a resposta: o Senhor Ratzinger renunciou, porque é o que ele fez a sua vida inteira. É simples assim.

O Papa renunciou a uma vida normal. Renunciou a ter uma esposa. Renunciou a ter filhos. Renunciou a ganhar um salário. Renunciou à mediocridade. Renunciou às horas de sono, em troca de horas de estudo. Renunciou a ser um padre a mais, porém também renunciou a ser um padre especial. Renunciou a encher sua cabeça de Mozart, para enchê-la de teologia. Renunciou a chorar nos braços de seus pais. Renunciou a estar aposentado aos 85 anos, desfrutando de seus netos na comodidade de sua casa e no calor de uma lareira. Renunciou a desfrutar de seu país. Renunciou à comodidade de dias livres. Renunciou à vaidade. Renunciou a se defender contra os que o atacavam. Pois bem, para mim a coisa é óbvia: o Papa é um sujeito apegado à renúncia.

E hoje ele volta a demonstrá-lo. Um Papa que renuncia a seu pontificado, quando sabe que a Igreja não está em suas mãos, mas na de algo ou alguém maior, parece-me um Papa sábio. Ninguém é maior que a Igreja. Nem o Papa, nem os seus sacerdotes, nem seus leigos, nem os casos de pederastia, nem os casos de misericórdia. Ninguém é maior do que ela. Porém, ser Papa a esta altura da história, é um ato de heroísmo (destes que se realizam diariamente em meu país e ninguém os nota). Eu me lembro sem dúvida da história do primeiro Papa. Um tal... Pedro. Como foi que morreu? Sim, numa cruz, crucificado como o seu mestre, só que de cabeça para baixo. 

Nos dias de hoje, Ratzinger se despede da mesma maneira. Crucificado pelos meios de comunicação, crucificado pela opinião pública e crucificado por seus próprios irmãos católicos. Crucificado à sombra de alguém mais carismático. Crucificado na humildade, essa que custa tanto entender. É um mártir contemporâneo, destes a respeito dos quais inventam histórias, destes que são caluniados, destes que são acusados, e não respondem. E quando responde, a única coisa que fazem é pedir perdão. "Peço perdão por minhas faltas". Nem mais, nem menos. Que coragem, que ser humano especial. Mesmo que eu fosse um mórmon, ateu, homossexual ou abortista, o fato de eu ver um sujeito de quem se diz tanta coisa, de quem tanta gente faz chacota e, mesmo assim, responde desta forma... este tipo de pessoas já não existe em nosso mundo. 

Vivo em um mundo onde é divertido zombar do Papa, porém é pecado mortal fazer piada de um homossexual (para depois certamente ser tachado de bruto, intolerante, fascista, direitista e nazista). Vivo num mundo onde a hipocrisia alimenta as almas de todos nós. Onde podemos julgar um sujeito que, com 85 anos, quer o melhor para a Instituição que representa. Nós, porém, vamos com tudo contra ele porque, "com que direito ele renuncia?" Claro, porque no mundo NINGUÉM renuncia a nada. Como se ninguém tivesse preguiça de ir à escola. Como se ninguém tivesse preguiça de trabalhar. Como se vivesse num mundo em que todos os senhores de 85 anos estivessem ativos e trabalhando (e ainda por cima sem ganhar dinheiro) e ajudando a multidões. Pois é.

Pois agora eu sei, senhor Ratzinger, que vivo em um mundo que irá achá-lo muito estranho. Num mundo que não leu seus livros, nem suas encíclicas, porém que daqui a 50 anos ainda irá recordar como, com um gesto simples de humildade, um homem foi Papa e, quando viu que havia algo melhor no horizonte, decidiu afastar-se por amor à Igreja. Morra então tranquilo, senhor Ratzinger. Sem homenagens pomposas, sem corpo exibido em São Pedro, sem milhares chorando e esperando que a luz de seu quarto seja apagada. Morra então como viveu, embora fosse Papa: humilde. 

Bento XVI, muito obrigado por suas renúncias. 

Quero somente pedir minhas mais humildes desculpas se alguém se sentiu ofendido ou insultado com meu artigo. Considero a cada uma (mórmons, homossexuais, ateus e abortistas) como um irmão meu, nem mais nem menos. Sorriam, que vale a pena ser feliz.

quinta-feira, fevereiro 14, 2013


"NÃO NOS LEVEMOS MUITO A SERIO, SOMOS APENAS INSTRUMENTOS"

“Não seria mais ‘cristão’ seguir o exemplo do beato Wojtyla, isto é, a resistência heroica até o final, ao invés do exemplo de São Celestino V?
Graças a Deus, são muitas as histórias pessoais, muitos os temperamentos, os destinos, os carismas, as maneiras de interpretar e viver o Evangelho.
Grande, apesar do que pensem aqueles que não a conhecem por dentro, grande é a liberdade católica. Muitas vezes, o então cardeal me repetiu, nas entrevistas que teríamos ao longo dos anos, que quem se preocupa demasiado pela difícil situação da Igreja (quando não foi?) demonstra não haver entendido que esta pertence a Cristo, é o corpo mesmo de Cristo. Portanto, cabe a Ele dirigi-la e, se necessário, salvá-la. ‘Nós’, me dizia, ‘somente somos, palavra do Evangelho, servos, e por consequência, inúteis. Não nos levemos muito a sério, somos unicamente instrumentos e, além disso, muitas vezes ineficazes. Não gastemos demais os neurônios [nos devanemos demasiado los sesos] pelo futuro da Igreja: realizemos até o final nosso dever, Ele pensará no resto’.”
“Existe também, acima de tudo até, esta humildade, na decisão de passar o testemunho: o instrumento vai desaparecer, o Dono da messe (como ele gosta de chamá-Lo, com termos evangélicos) necessita de novos operários, que, portanto, cheguem conscientes isso sim, de ser meros servidores. E quanto aos anciãos já extenuados, deem o trabalho mais valioso: a oferta do sofrimento e o compromisso mais eficaz. O da oração incansável, esperando a chamada à Casa definitiva.”
[Vitorio Messori em El ofrecimiento del sufrimiento y de la oración: una resposta a tres perguntasvia Religión en Libertad]




A Renúncia do Papa e a mídia Secular: Os Preconceitos e as " PROFECIAS" 


Que a mídia secular não é o melhor meio para se informar a respeito da Igreja Católica, isso não é novidade. Basta fazer uma rápida leitura nas manchetes dos principais jornais do país a respeito da renúncia do Papa Bento XVI para se ter a certeza de que o amadorismo reina nessas aclamadas agências de notícias.

No entanto, acreditar na simples inocência desses senhores e cobri-los com um véu de caridade por seus comentários maldosos e, muitas vezes, insultuosos não seria honesto. É necessário compreender muito bem que muitos desses veículos estão ardorosamente comprometidos com a desinformação e com os princípios contrários à reta moral defendida pela Igreja. Daí a quantidade de sandices que surgiram na mídia nos últimos dias.

Logo após o anúncio da decisão do Santo Padre, publicou-se na imprensa do mundo todo que a ação de Bento XVI causaria uma “revolução” sem precedentes na doutrina da Igreja. Uma atrapalhada correspondente de uma emissora brasileira afirmou que a renúncia do papa abriria caminho para as “reformas” do Concílio Vaticano II e que isso daria mais poderes aos bispos. Já outros declaravam que os recentes fatos colocavam em xeque o dogma da “Infalibilidade Papal”, proclamado pelo Concílio Vaticano I. Nada mais fantasioso.

É verdade que uma renúncia tal qual a de Bento XVI nunca houve na história da Igreja. A última resignação de um papa aconteceu ainda na Idade Média e em circunstâncias bem diversas. Todavia, isso não significa que o Papa Ratzinger tenha modificado ou inventado qualquer novo dogma ou lei eclesiástica. O direito à renúncia do ministério petrino já estava previsto no Código do Direito Canônico, promulgado pelo Beato João Paulo II em 1983. Portanto, de modo livre e consciente – como explicou no seu discurso – Bento XVI apenas fez uso de um direito que a lei canônica lhe dava e nada nos autoriza a pensar que fora diferente. Usar desse pretexto para fazer afirmações tacanhas sobre dogmas e reformas na Igreja é simplesmente ridículo. Quem faz esses comentários carece de profundos conhecimentos sobre a doutrina católica, sobretudo a expressa no Concílio Vaticano II.

Outros comentaristas foram mais longe nas especulações e atestaram que a renúncia do Papa devia-se às pressões internas que ele sofria por seu perfil tradicionalista e conservador. Além disso, as crises pelos escândalos de pedofilia e vazamentos de documentos internos também teriam pesado na decisão. Não obstante, quem conhece o pensamento de Bento XVI sabe que ele jamais tomaria essa decisão se estivesse em meio a uma crise ou situação que exigisse uma particular solicitude pastoral. E isso ficou muito bem expresso na sua entrevista com o jornalista Peter Seewald – publicada no livro Luz do Mundo – na qual o Papa explica que em momentos de dificuldades, não é possível demitir-se e passar o problema para as mãos de outro.

Mas de todas as notícias veiculadas por esses jornais, certamente as mais esdrúxulas foram as que fizeram referência às antigas “profecias” apocalípiticas que prediziam o fim da Igreja Católica. Numa dessas reportagens, um notório jornal do Brasil dizia: “O anúncio da renúncia do papa Bento 16 fez relembrar a famosa “Profecia de São Malaquias”, que anuncia o fim da Igreja e do mundo”. É curioso notar o repentino surto de fé desses reconhecidos laicistas logo em teorias que proclamam o fim da Igreja. Isso tem muito a dizer a respeito deles e de suas intenções.

Por fim, também não faltaram os especialistas de plantão e teólogos liberais chamados pelas bancadas dos principais jornais do país para pedir a eleição de um papa “mais aberto”. Segundo esses doutos senhores, a Igreja deveria ceder em assuntos morais, permitindo o uso da camisinha, do aborto e casamento gay para conter o êxodo de fiéis para as seitas protestantes. A essas pretensões deve-se responder claramente: A Igreja jamais permitirá aquilo que vai contra a vontade de Deus e nenhum Papa tem o poder de modificar isso. A doutrina católica é imutável. Ademais, os fiéis jovens da Igreja têm se mostrado cada vez mais conservadores e avessos à moral liberal. Inovações liberais para atrair fiéis nunca deram certo e os bancos vazios da Igreja Anglicana são a maior prova disso.

O comportamento vil da mídia secular leva-nos a fazer sérios questionamentos sobre a credibilidade e idoneidade dos chefes de redações que compõem as mesas desses jornais. Das duas, uma: ou esses senhores carecem de formação adequada e por isso seus textos são recheados de ignorâncias e nonsenses, ou então, esses doutos jornalistas têm um sério compromisso com a desinformação e a manipulação dos fatos, algo que está diametralmente oposto ao Código de Ética do Jornalismo. Se fôssemos seguir a cartilha desses órgãos de imprensa, hoje seríamos obrigados a crer que Bento XVI liberou a camisinha, excomungou o boi e o jumento do presépio, acobertou padres pedófilos e mais uma série de disparates que uma simples leitura correta dos fatos seria o suficiente para derrubar a mentira.

Na sua mensagem para o Dia Mundial da Comunicação de 2008, o Papa Bento XVI alertou para os riscos de uma mídia que não está comprometida com a reta informação. “Constata-se, por exemplo, que em certos casos as mídias são utilizadas, não para um correcto serviço de informação, mas para «criar» os próprios acontecimentos”, denunciou o Santo Padre. Bento XVI assinalou que os meios de comunicação devem estar ordenados para a busca da verdade e a sua partilha. Pelo jeito, a imprensa secular ainda tem muito a aprender com o Santo Padre.


Para sempre será chamado BENTO XVI

O Papa Bento XVI poderá continuar sendo chamado de Bento XVI após sua renúncia. Isso foi o que disse o porta voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, durante coletiva de imprensa na manhã desta quinta-feira, 14, no Vaticano. 
Respondendo aos jornalistas que indagavam sobre a forma como se referir ao Papa no futuro, Padre Lombardi explicou que “ainda não se tem clareza” se será “Bispo emérito de Roma”. Mas quanto ao nome “Bento XVI”, esclareceu que é um título ao qual não pode renunciar.  

“Penso poder reiterar que Bento XVI é um título ao qual não pode renunciar: é o seu nome como Papa, que levou para toda a Igreja e para todo o mundo oficialmente, por oito anos. Então certamente nós continuaremos a poder dizer que é Bento XVI. Isto não muda e não pode evidentemente mudar!”, disse o porta voz.

Sobre a viagem do Papa após 28 de fevereiro, ele explicou que serão Dom George Gaenswein, que permanece prefeito da Casa Pontifícia, e as “leigas consagradas da família pontifícia”, que já se ocupam da vida cotidiana do Papa, a acompanhá-lo primeiro para Castel Gandolfo, depois para o Vaticano.

O porta voz também explicou que os cardeais que vão chegar ao Vaticano estarão a partir de 1º de março, não antes disso, na Casa Santa Marta. Ele confirmou que o conclave iniciará entre 15 e 20 de março, “a data será comunicada durante a sede vacante” e que seja o Cardeal Walter Kasper seja o Cardeal Severino Poletto poderão participar, porque completarão 80 anos em março. O limite previsto para o voto é para quem já completou esta idade no primeiro dia da sede vacante.

Com relação ao encontro do Papa com os párocos e sacerdotes de Roma, realizado também nesta quinta-feira, padre Lombardi disse aos jornalistas que foi um “testemunho único do Concílio Vaticano II”. Mais uma vez, ele voltou a reiterar que a renúncia do Pontífice aconteceu por motivos de envelhecimento e que nem a queda durante a viagem ao México nem outras motivações influíram sobre sua decisão.

quarta-feira, fevereiro 13, 2013

CF completa 50 anos e comemora Jubileu em Timbó (RN)

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Criada a partir dos ideais de renovação propostos no Concílio Vaticano II, a Campanha da Fraternidade completa 50 anos e para celebrar o seu Jubileu de Ouro, o lançamento nacional será no mesmo local de sua fundação: a Arquidiocese de Natal. Esse ano o tema será “Fraternidade e Juventude” e o lema “Eis-me aqui, envia-me!” (Is 6,8).

O Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e Arcebispo de Aparecida (SP), Cardeal Raymundo Damasceno Assis, o Núncio Apostólico no Brasil, Dom Giovanni d’Aniello, e o Presidente da Comissão Episcopal para a Juventude da CNBB, Dom Eduardo Pinheiro, estarão na cidade para participar das comemorações.

No dia 14, com os bispos das dioceses do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas, o grupo visitará o município de Nísia Floresta, no sul de Natal, mais precisamente a comunidade Timbó, onde na quaresma de 1962 se realizou a primeira Campanha da Fraternidade.

O Secretário-executivo da Campanha da Fraternidade, Padre Luiz Carlos Dias, relata ao Programa Brasileiro a história da Campanha, e adianta que neste período de Quaresma, um dos objetivos é justamente ajudar o cristão a vivê-la.

A Campanha nasceu por iniciativa de alguns padres, que propuseram, durante o período da Quaresma, quando a Igreja toda se empenha numa campanha de conversão rumo à paz de Nosso Senhor Jesus Cristo. Começamos a pensar numa forma de aproveitar este tempo, intensificar esta conversão, fazer com que pudesse tirar frutos para as pessoas, no sentido de amenizar as situações difíceis pelas quais passavam. Eu mesmo já estive em Nísia Floresta, onde foi realizada a primeira experiência de Campanha da Fraternidade e foi muito interessante porque as pessoas realmente levaram muito a sério, acolheram aquela palavra, aquele projeto, e houve uma coleta de alimentos, de dinheiro, e aquilo realmente pôde amenizar a situação difícil pela qual passavam muitíssimas famílias. 


Logo depois desta experiência, foi-se percebendo, com a avaliação, o potencial deste projeto que já no ano seguinte foi estendido para outras dioceses; e logo, 16 dioceses no Nordeste celebravam a Campanha da Fraternidade. Como neste período os Bispos sempre se encontravam por ocasião do Concílio Vaticano II, esta experiência foi partilhada, foi considerada muito interessante, e em 1964, foi realizada pela primeira vez em âmbito nacional no Brasil”. 

Clique acima para ouvir a íntegra da entrevista. 


Mensagem de Bento XVI aos brasileiros no Início da CF 2013| Fraternidade e Juventude

Queridos irmãos e irmãs,

Diante de nós se abre o caminho da Quaresma, permeado de oração, penitência e caridade, que nos prepara para vivenciar e participar mais profundamente na paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo. No Brasil, esta preparação tem encontrado um válido apoio e estímulo na Campanha da Fraternidade, que este ano chega à sua quinquagésima realização e se reveste já das tonalidades espirituais da XXVII Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro em julho próximo: daí o seu tema “Fraternidade e Juventude”, proposto pela Conferência Episcopal Nacional com a esperança de ver multiplicada nos jovens de hoje a mesma resposta que dera a Deus o profeta Isaías: “Eis-me aqui, envia-me!”(6,8).
 
De bom grado associo-me a esta iniciativa quaresmal da Igreja no Brasil, enviando a todos e cada um a minha cordial saudação no Senhor, a quem confio os esforços de quantos se empenham por ajudar os jovens a tornar-se – como lhes pedi em São Paulo – “protagonistas de uma sociedade mais justa e mais fraterna inspirada no Evangelho” (Discurso aos jovens brasileiros, 10/05/2007). É que os “sinais dos tempos”, na sociedade e na Igreja, surgem também através dos jovens; menosprezar estes sinais ou não os saber discernir é perder ocasiões de renovação. Se eles forem o presente, serão também o futuro. Queremos os jovens protagonistas integrados na comunidade que os acolhe, demonstrando a confiança que a Igreja deposita em cada um deles. Isto requer guias – padres, consagrados ou leigos – que permaneçam novos por dentro, mesmo que o não sejam de idade, mas capazes de fazer caminho sem impor rumos, de empatia solidária, de dar testemunho de salvação, que a fé e o seguimento de Jesus Cristo cada dia alimentam.
 
Por isso, convido os jovens brasileiros a buscarem sempre mais no Evangelho de Jesus o sentido da vida, a certeza de que é através da amizade com Cristo que experimentamos o que é belo e nos redime: “Agora que isto tocou os teus lábios, tua culpa está sendo tirada, teu pecado, perdoado” (Is 6,7). Desse encontro transformador, que desejo a cada jovem brasileiro, surge a plena disponibilidade de quem se deixa invadir por um Deus que salva: “Eis-me aqui, envia-me!’ aos meus coetâneos” - ajudando-lhes a descobrir a força e a beleza da fé no meio dos “desertos (espirituais) do mundo contemporâneo, em que se deve levar apenas o que é essencial: (…) o Evangelho e a fé da Igreja, dos quais os documentos do Concílio Vaticano II são uma expressão luminosa, assim como o é o Catecismo da Igreja Católica” (Homilia na abertura do Ano da Fé, 11/10/2012).
 
Que o Senhor conceda a todos a alegria de crer n’Ele, de crescer na sua amizade, de segui-Lo no caminho da vida e testemunhá-Lo em todas situações, para transmitir à geração seguinte a imensa riqueza e beleza da fé em Jesus Cristo. Com votos de uma Quaresma frutuosa na vida de cada brasileiro, especialmente das novas gerações, sob a proteção maternal de Nossa Senhora Aparecida, a todos concedo uma especial Bênção Apostólica
 
Vaticano, 8 de fevereiro de 2013

[Benedictus PP. XVI]
Bento XVI no momento de anunciar sua renúncia

7 Papas renunciaram ao pontificado antes de Bento XVI

Na história da Igreja e antes de que Bento XVI anunciasse sua renúncia ao pontificado, explicando que devido à sua avançada idade considera carece de forças para exercer adequadamente o ministério petrino, sete Papas haviam tomado similar decisão.

O primeiro Papa a renunciar ao pontificado foi São Clemente I, que ocupou a cátedra petrina desde o ano 88 até o 96, padecendo martírio ao ano seguinte. Jogaram-no no Mar Negro encadeado a uma âncora.

O Papa São Ponciano, que governou desde 230 a 235, herdou o cisma de Hipólito de Roma, que se tinha se havia ereigido como antipapa. Ambos foram exilados na Sardenha (Itália). São Ponciano renunciou ao pontificado junto a Hipólito para permitir à Igreja de Roma a eleição de um novo pastor que foi o Papa São Antero.

O Papa São Silverio, que ocupou a sede petrina de 536 a 537, renunciou pelo bem da paz e da Igreja, depois de ser deposto pelo general bizantino Belisário.

Em 654 renunciou o Papa São Martinho, depois de ser deposto e deportado. Sua falta de oposição à designação de Eugnio como Pontífice, foi tomada coo uma renúncia de facto.

O Papa Bento IX, que reinou intermitentemente em três ocasiões entre 1032 e 1048, depois de renunciar se retirou ao monastério da Grottaferrata para fazer penitência.

Em 1294, o Papa Celestino V renunciou ao pontificado, consciente de sua incapacidade para conduzir os assuntos da Igreja.

O Papa Gregorio XII renunciou em 1415, sendo último Papa a renunciar antes de Bento XVI foi Clemente VIII, em 1429.




Deixo de ser papa "pelo bem da Igreja"

"Queridos irmão e irmãs, como sabem, decidi renunciar ao ministério que o Senhor me confiou em 19 de abril de 2005. Faço isso em plena liberdade pelo bem da igreja, depois de ter rezado muito e após examinar minha consciência diante de Deus ."

terça-feira, fevereiro 12, 2013

Outros Papas que também renunciaram

A última renúncia aconteceu em 1415, quando Gregório XII deixou a Santa Sé

A renúncia de um Papa, como a anunciada hoje por Bento XVI, apesar de rara, não é inédita na história da Igreja Católica. O primeiro foi o papa Clemente I (de 88 a 97 d.C.), que renunciou a favor de Evaristo, porque após ser detido e condenado ao exílio decidiu que os católicos não ficariam sem um guia espiritual.
Igualmente, o papa Ponciano (230 a 235 d.C.) deixou o cargo a favor do papa Antero ao ser enviado ao exílio, enquanto o papa Silvério (536 a 537 d.C.) foi obrigado a renunciar a favor do papa Vigílio.

Bem mais complicado foi o caso de Bento IX (de 10 março a 1º de maio de 1045), pois renunciou a favor de Silvestre III e depois retomou o cargo para passar a Gregório VI, que foi acusado de alcançar o cargo ilegalmente e também decidiu renunciar.

O caso mais conhecido foi o do papa Celestino V, que entrou para a História como o pontífice da "grande rejeição", pois seu Pontificado durou de 29 de agosto a 13 de dezembro de 1294 e depois se recolheu para uma vida de eremita. Após sua renúncia foi eleito Bonifácio VIII.

O último papa que renunciou foi Gregório XII (1406 a 1415), que viveu o chamado Grande Cisma do Ocidente, no qual lideraram três papas ao mesmo tempo: além de Gregório XII, o papa de Roma; Bento XIII, o papa de Avignon, e o chamado "antipapa" João XXIII.

Com o concílio de Constança, o imperador Sigismundo obrigou os três pontífices a renunciar, mas só Gregório XII obedeceu e, depois dele, foi eleito Martinho V.

 

Raio atinge cúpula da Basílica de São Pedro no dia da renúncia de Bento XVI 
Veja vídeo


 


Renúncia do Papa é ato de humildade heróica, afirma Cardeal peruano

LIMA, 12 Fev. 13 / 01:14 pm (ACI/EWTN Noticias).- O Arcebispo de Lima e Primaz do Peru, Cardeal Juan Luis Cipriani Thorne, expressou que a notícia da renúncia do Papa Bento XVI "é um ato de humildade heróica e de sinceridade" e fez um chamado a que a Igreja esteja mais unida que nunca ao Santo Padre na oração.

Em entrevista Telefónica concedida à emissora Radio Programas do Peru, o Cardeal expressou sai "dor porque o Papa na Igreja é nosso pai por quem rezamos, a quem obedecemos e a quem seguimos com tanto carinho".

Ele ressaltou que "a grande mensagem de humildade e a homenagem à verdade que está fazendo o Papa deve remexer o mundo inteiro, um homem que põe em segundo lugar sua pessoa e em primeiro, tudo o que for importante em função do dever que sente diante de Deus".

"Este ato de humildade heróica e este ato de sinceridade e honestidade sempre tão grandes nele, acredito que a todos nos comove e nos chama unir-nos mais a ele nestes dias".

"Esta notica é inesperada para todos. Não foi conversada, nem tenho conhecimento de nenhum dado que me pudesse fazer pensar sobre ela, por isso era completamente inesperado e para mim é uma causa de dor", acrescentou.

O Arcebispo assinalou que o Papa sofreu muito "assumiu com enorme fortaleza, desafios que esse lhe foram apresentados de maneira brutal" como a traição de seu mordomo, Paolo Gabriele e os escândalos dos abusos sexuais cometidos por alguns membros do clero, que foram "outro golpe muito forte".

O Cardeal ressaltou que a mensagem com que Bento XVI anunciou sua renúncia, "está cheia de precisões muito concretas, muito do estilo deste Papa, de um coração muito transparente".

"Eu acredito que o Papa tem feito muito com sua imensa sabedoria e com seu imenso coração de Pastor. Hoje é a luz no pensamento de um mundo que quer deixar Deus de lado, e acredito que fundamentalmente o que ele fez foi empenhar-se em afirmar que não podemos viver se deixarmos Deus de lado da vida humana, à parte de nós, como se Jesus Cristo fosse uma coisa passageira".

Ao finalizar o diálogo, o Cardeal disse que "sempre vi que seu compromisso com a verdade é extraordinário. Isto é o que eu vejo deste pontificado" e animou novamente a que "estejamos mais unidos que nunca em nossa oração e amor ao Papa".

 SENTIDO HORÁRIO| Dom João Braz de Aviz, Dom Cláudio Hummes, Dom Geraldo Majella Agnelo, Dom Odilo Scherer e Dom Raymundo Damasceno Assis (Foto: Montagem com fotos da Agência Brasil)

5 cardeais brasileiros participarão do próximo conclave

REDAÇÃO CENTRAL, 11 Fev. 13 / 05:41 pm (ACI/EWTN Noticias).- Após o anúncio da iminente renúncia do Papa Bento XVI neste 11 de fevereiro, foi anunciada também a realização de um conclave para eleger o próximo Sumo Pontífice. Somente cardeais da Igreja participam do evento e para ter direito ao voto, estes devem ter menos de 80 anos. Atualmente há um total de 119 cardeais com direito a voto dos quais 5 são brasileiros. Estes purpurados, 4 residentes no Brasil e um no Vaticano constituem um dos maiores grupos nacionais de cardeais que estarão presentes no próximo conclave, que seria realizado em março.

Um dos votantes será Dom Raymundo Damasceno Assis, de 76 anos, atual arcebispo de Aparecida e Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O Cardeal Damasceno destacou-se pelo seu empenho na organização da V Reunião Geral do Episcopado Latino-Americano em Aparecida (SP) em 2007, evento que contou com a presença de Bento XVI e que marcou a primeira viagem intercontinental do Pontífice. Ordenado bispo pelo Cardeal José Freire Falcão, foi primeiramente auxiliar de Brasília, onde permaneceu até 2004 e Presidente do CELAM (Conselho Episcopal da América Latina) entre os anos 2007 e 2011. Ele foi criado cardeal pelo Papa Bento em 2010.

Outro cardeal votante, que participou também do conclave que elegeu Bento XVI, é Dom Cláudio Hummes, de 78 anos, Arcebispo Emérito de São Paulo e Prefeito Emérito da Congregação para o Clero. O purpurado foi ordenado bispo em 1975 tomando posse da diocese de Santo André (SP), e foi sucessivamente Arcebispo de Fortaleza (CE), de 1996 a 1998, quando foi nomeado por João Paulo II Arcebispo Metropolitano de São Paulo (SP), onde permaneceu até 2006. Nomeado pelo Papa Bento XVI como prefeito da Congregação para o Clero em 31 de outubro de 2006 serviu na cúria romana até 2010, quando teve sua renúncia aceita por Bento XVI. Atualmente, e mesmo sendo emérito, Dom Hummes segue servindo a Igreja como Vigário-Geral da Arquidiocese de São Paulo, e desde 2011 é membro da Pontífica Comissão para a América Latina (CAL).

Dom Odilo Scherer, de 63 anos, é o atual Cardeal Arcebispo de São Paulo, a terceira maior arquidiocese católica do mundo e sucedeu Dom Claudio Hummes no cargo em 2007. Anteriormente serviu como Auxiliar da mesma desde 2002, ano em que recebeu a ordenação episcopal. Ao longo do seu ministério como bispo Dom Odilo ocupou os cargos de Secretário-geral da CNBB (entre 2003 e 2007); secretário-geral adjunto da V Conferência Geral do Episcopado da América Latina CELAM e do Caribe, em maio de 2007. Criado cardeal por Bento XVI em 2007, Dom Odilo também atua em órgãos do Vaticano como membro da Congregação para o Clero, da Comissão Cardinalícia de Vigilância do Instituto para as Obras de Religiões, do XII Conselho Ordinário da Secretaria do Sínodo dos Bispos, do Pontifício Conselho para a Família, da Pontifícia Comissão para a América Latina e do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização. O Arcebispo esteve presente na Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos sobre a Nova Evangelização ocorrida em outubro de 2012.

Já Dom Geraldo Majella Agnelo, de 79 anos,  Arcebispo Emérito de Salvador (BA) é o cardeal de maior idade do grupo e com mais tempo no episcopado, tendo recibo a sagração em maio de 1978. O Cardeal poderá participar do conclave, que provavelmente terá lugar em março, pois só virá a atingir a idade limite de cardeal votante em outubro deste ano.  Tendo passado pela diocese de Toledo (PR) (1978-1982) e pela arquidioceses de Londrina (PR) (de 1982 a 1991), serviu na cúria romana como Secretário Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos entre 1991 a 1999 quando foi nomeado foi Arcebispo Primaz do Brasil assumindo a diocese de São Salvador na Bahia em 99. Em 2001 foi criado cardeal por João Paulo II e permaneceu em Salvador até 2011, quando foi sucedido por Dom Murilo Krieger. O Cardeal Majella também foi nomeado membro da Pontifícia Comissão para a América Latina (1994), do Pontifício Comitê para os Congressos Eucarísticos Internacionais (1997) e dos Pontifícios Conselhos para os Migrantes e os Itinerantes e dos Bens Culturais a Igreja. Votante no conclave que elegeu Bento XVI o Cardeal Majella também serviu como presidente da CNBB entre os anos 2003 e 2007.

Finalizando a lista está o recém criado Cardeal João Braz de Aviz, atual Prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, quem recebeu o barrete cardinalício no consistório público de 2012. Antes de servir na cúria romana o Dom João Braz foi Bispo de Ponta Grossa (PR) de 1998 a 2003, Arcebispo de Maringá (PR) de 2003 a 2004 e arcebispo de Brasília (DF) de 2004 a 2011, quando mudou-se a Roma para assumir seu cargo na Santa Sé, sucedendo assim o Cardeal Franc Rodé. Na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil o prelado foi membro da Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina da Fé e vice-presidente das Edições CNBB. Dom Braz de Aviz destacou-se em 2010 pelo seu empenho à frente da organização do XVI Congresso Eucarístico Nacional que aconteceu em Brasília, ano do cinquentenário da capital federal cujo delegado papal foi o Cardeal Claudio Hummes.