sábado, julho 27, 2013


Viagem Apostólica ao Brasil
Discurso do Papa Francisco
Vigília com os jovens na Praia de Copacabana
Sábado, 27 de julho de 2013

Queridos jovens,

Olhando para vocês presentes aqui hoje, me vem a mente a história de São Francisco de Assis. Diante do Crucifixo, ele escuta a voz de Jesus que lhe diz: «Francisco, vai e repara a minha casa». E o jovem Francisco responde, com prontidão e generosidade, a esta chamado do Senhor: repara a minha casa. Mas qual casa? Aos poucos, ele percebe que não se tratava fazer de pedreiro para reparar um edifício feito de pedras, mas de dar a sua contribuição para a vida da Igreja; tratava-se de colocar-se ao serviço da Igreja, amando-a e trabalhando para que transparecesse nela sempre mais a Face de Cristo.

Também hoje o Senhor continua precisando de vocês, jovens, para a sua Igreja. Querido jovens, o Senhor necessita de você. Também hoje ele chama a cada um de vocês para segui-lo na sua Igreja, para serem missionários. Queridos jovens, o Senhor hoje os chama. Não a muitos, mas a você, a você, a você, a você… a cada um. Escutem-no no coração.

Penso que podemos aprender com o que aconteceu nesses dias. Como tivemos que cancelar, devido ao mau tempo, a realização desta vigília no Campus Fidei (Campo da Fé), em Guaratiba, não estaria o Senhor querendo dizer-nos que o verdadeiro Campo da Fé, o verdadeira Campus Fidei, não é um lugar geográfico, mas somos nós?

Sim, é verdade. Cada um de nós, cada um de vocês, eu, vocês, todos, que ser discípulos missionários significa reconhecer que somos Campos da Fé de Deus. Por isso, a partir da imagem do Campo da Fé, pensei em três imagens que podem nos ajudar a entender melhor o que significa ser um discípulo missionário: a primeira, o campo como lugar onde se semeia; a segunda, o campo como lugar de treinamento; e a terceira, o campo como canteiro de obras.

1. O campo como lugar onde se semeia. Todos conhecemos a parábola de Jesus sobre um semeador que saiu pelo campo lançando sementes; algumas caem à beira do caminho, em meio às pedras, no meio de espinhos e não conseguem se desenvolver; mas outras caem em terra boa e dão muito fruto (cf. Mt 13,1-9). Jesus mesmo explica o sentido da parábola: a semente é a Palavra de Deus que é lançada nos nossos corações (cf. Mt 13,18-23). Queridos jovens, isso significa que o verdadeiro Campus Fidei é o coração de cada um de vocês, é a vida de vocês. E é na vida de vocês que Jesus pede para entrar com a sua Palavra, com a sua presença. Por favor, deixem que Cristo e a sua Palavra entrem na vida de vocês, e nela possam germinar e crescer.

Jesus nos diz que as sementes, que caíram à beira do caminho, em meio às pedras e em meio aos espinhos não deram fruto. Qual terreno somos ou queremos ser? Quem sabe se, às vezes, somos como o caminho: escutamos o Senhor, mas na vida não muda nada, pois nos deixamos aturdir por tantos apelos superficiais que escutamos; ou como o terreno pedregoso: acolhemos Jesus com entusiasmo, mas somos inconstantes e diante das dificuldades não temos a coragem de ir contra a corrente; ou somos como o terreno com os espinhos: as coisas, as paixões negativas sufocam em nós as palavras do Senhor (cf. Mt 13, 18-22). Mas, hoje, tenho a certeza que a semente está caindo numa terra boa, sei que vocês querem ser um terreno bom, não querem ser cristãos pela metade, nem “engomadinhos”, nem cristãos de fachada, mas sim autênticos. Tenho a certeza que vocês não querem viver na ilusão de uma liberdade que se deixe arrastar pelas modas e as conveniências do momento. Sei que vocês apostam em algo grande, em escolhas definitivas que deem pleno sentido para a vida. Jesus é capaz de oferecer-lhes isto. Ele é o «caminho, a verdade e a vida» (Jo 14,6)! Confiemos n’Ele. Deixemo-nos guiar por Ele!

2. O campo como lugar de treinamento. Jesus nos pede que o sigamos por toda a vida, pede que sejamos seus discípulos, que “joguemos no seu time”. Acho que a maioria de vocês ama os esportes. E aqui no Brasil, como em outros países, o futebol é uma paixão nacional. Ora bem, o que faz um jogador quando é convocado para jogar em um time? Deve treinar, e muito! Também é assim na nossa vida de discípulos do Senhor. São Paulo nos diz: «Todo atleta se impõe todo tipo de disciplina. Eles assim procedem, para conseguirem uma coroa corruptível. Quanto a nós, buscamos uma coroa incorruptível!» (1Co 9, 25). Jesus nos oferece algo muito superior que a Copa do Mundo! Oferece-nos a possibilidade de uma vida fecunda e feliz e nos oferece também um futuro com Ele que não terá fim: a vida eterna. Jesus, porém, nos pede que treinemos para estar “em forma”, para enfrentar, sem medo, todas as situações da vida, testemunhando a nossa fé. Como? Através do diálogo com Ele: a oração, que é diálogo diário com Deus que sempre nos escuta. através dos sacramentos, que fazem crescer em nós a sua presença e nos conformam com Cristo; através do amor fraterno, do saber escutar, do compreender, do perdoar, do acolher, do ajudar os demais, qualquer pessoa sem excluir nem marginalizar ninguém. Queridos jovens, que vocês sejam verdadeiros “atletas de Cristo”!

3. O campo como canteiro de obras. Quando o nosso coração é uma terra boa que acolhe a Palavra de Deus, quando se “sua a camisa” procurando viver como cristãos, nós experimentamos algo maravilhoso: nunca estamos sozinhos, fazemos parte de uma família de irmãos que percorrem o mesmo caminho; somos parte da Igreja, mais ainda, tornamo-nos construtores da Igreja e protagonistas da história. São Pedro nos diz que somos pedras vivas que formam um edifício espiritual (cf. 1Pe 2,5). E, olhando para este palco, vemos que ele tem a forma de uma igreja, construída com pedras, com tijolos. Na Igreja de Jesus, nós somos as pedras vivas, e Jesus nos pede que construamos a sua Igreja; e não como uma capelinha, onde cabe somente um grupinho de pessoas. Jesus nos pede que a sua Igreja viva seja tão grande que possa acolher toda a humanidade, que seja casa para todos! Ele diz a mim, a você, a cada um: «Ide e fazei discípulos entre todas as nações»! Nesta noite, respondamos-lhe: Sim, também eu quero ser uma pedra viva; juntos queremos edificar a Igreja de Jesus! Digamos juntos: Eu quero ir e ser construtor da Igreja de Cristo!

No coração jovem de vocês, existe o desejo de construir um mundo melhor. Acompanhei atentamente as notícias a respeito de muitos jovens que, em tantas partes do mundo, saíram pelas ruas para expressar o desejo de uma civilização mais justa e fraterna. Mas, fica a pergunta: Por onde começar? Quais são os critérios para a construção de uma sociedade mais justa? Quando perguntaram a Madre Teresa de Calcutá o que devia mudar na Igreja, ela respondeu: você e eu!
 
Queridos amigos, não se esqueçam: Vocês são o campo da fé! Vocês são os atletas de Cristo! Vocês são os construtores de uma Igreja mais bela e de um mundo melhor. Elevemos o olhar para Nossa Senhora. Ela nos ajuda a seguir Jesus, nos dá o exemplo com o seu “sim” a Deus: «Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua Palavra» (Lc 1,38). Também nós o dizemos a Deus, juntos com Maria: faça-se em mim segundo a Tua palavra. Assim seja

TEXTO na Íntegra da VIA SACRA DO JOVEM SOLIDÁRIO COM O PAPA FRANCISCO

Acompanhe o texto da Via Sacra com os jovens na Jornada Mundial da Juventude Rio2013 que acontecerá na tarde desta sexta-feira, 26, na praia de Copacabana.

O texto foi escrito pelos padres do Sagrado Coração de Jesus, padre José Fernandes de Oliveira (Pe. Zezinho, scj) e padre João Carlos Almeida (Pe. Joãozinho, scj).

Veja a íntegra:
Via Sacra do Jovem Solidário

Quem quiser ser meu discípulo, tome sua cruz e siga-me! (Mt 16,24)
Textos: José Fernandes de Oliveira (Pe. Zezinho, scj) e João Carlos Almeida (Pe. Joãozinho, scj)

Santo Padre: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.

TODOS: AMÉM

Santo Padre: Nós te adoramos e te bendizemos, Senhor Jesus Cristo, redentor da humanidade.

TODOS: Tua entrega na cruz nos dá a Vida, mostra o Caminho, revela a Verdade!

Santo Padre: OREMOS. Ó Pai, enviaste o Teu Filho Eterno para salvar o mundo e escolheste homens e mulheres para que, por Ele, com Ele e n’Ele, proclamassem a Boa-Nova a todas as nações. Concede as graças necessárias para que brilhe no rosto de todos os jovens a alegria de serem, pela força do Espírito, os evangelizadores de que a Igreja precisa no Terceiro Milênio.

TODOS: AMÉM

1º ESTAÇÃO – Jesus é condenado à morte
Do Evangelho segundo São João (19, 14-16)

Era véspera da Páscoa, por volta do meio-dia. Pilatos disse aos judeus: “Aqui está o vosso rei” Eles começaram a gritar: “Fora! Fora! Crucifica-o” Pilatos perguntou: “Mas eu vou crucificar o vosso rei?” Os chefes dos sacerdotes responderam: “Não temos outro rei além de César.” Então, finalmente, Pilatos entregou Jesus a eles para que fosse crucificado. Eles levaram Jesus.

Jovem: Um inocente foi condenado

Meditação (MISSIONÁRIO DE FRONTEIRA):
Senhor Jesus, Cristo Redentor, eis-me aqui! Fui atraído pelo teu divino Coração. Venho das fronteiras do mundo. Sou missionário e encontro no meu caminho muitos jovens inocentes que todos os dias são condenados à morte pela pobreza, pela violência e por todo tipo de consequências do pecado que nos machuca desde as origens da humanidade. Quero seguir teus passos na certeza de que tudo posso n’Aquele que me fortalece e se Deus é por nós, quem será contra nós? (Cf. Fil 4,13; Rm 8,31-32)

2ª ESTAÇÃO – Jesus toma a cruz aos ombros
 Do Evangelho segundo São Marcos e São João

Depois de zombarem de Jesus, tiraram-lhe o manto vermelho, o vestiram de novo com as próprias roupas dele, e o levaram para fora, a fim de o crucificarem. (Mc 15, 20) Levaram então consigo Jesus. Ele próprio carregava a sua cruz para fora da cidade, em direção ao lugar chamado Calvário, em hebraico Gólgota. (Jo 19,17)

Jovem: Assumiu uma cruz que não era dele

Meditação (JOVEM CONVERTIDO):

Senhor Jesus, Cristo Redentor, eis-me aqui! Fui convertido pelo teu divino Coração. Tomaste sobre os ombros minhas dores e misérias (Cf. Is 53,4.). Era minha a cruz que te feriu. Quero completar o teu sacrifício em minha vida, deixando-me tocar por tão grande amor e dando testemunho com as palavras e com o exemplo ali onde o mundo precisa. Levarei para sempre a tua cruz no meu peito e as tuas palavras no meu coração. Quero ser instrumento deste amor que nunca se cansa de amar.

3ª ESTAÇÃO – Jesus cai pela primeira vez
 Do livro do profeta Isaías (53, 4-5)

Eram as nossas doenças que ele carregava, eram as nossas dores que ele levava em suas costas. E nós achávamos que ele era um homem castigado, um homem ferido por Deus e humilhado. Mas ele estava sendo transpassado por causa de nossas revoltas, esmagado por nossos crimes. Caiu sobre ele o castigo que nos dá a paz; e por suas feridas é que fomos curados.

Jovem: A cruz foi ficando pesada

Meditação (VOLUNTÁRIO EM COMUNIDADE DE RECUPERAÇÃO):

Senhor Jesus, Cristo Redentor, eis-me aqui! Nas quedas sou animado pelo teu humilde Coração. Sou voluntário numa comunidade de recuperação de jovens que caíram na dependência química. São vítimas de um comércio violento e cruel. São desfigurados e correm o risco de permanecer no chão. Vejo teu rosto na face de cada um deles. Ensina-me a ser como o bom samaritano que, para além dos discursos, tem coragem de levantar quem está caído à beira do caminho e cuidar de suas feridas (Cf. Lucas 10,25-37). Neste gesto de solidariedade salutar, ensina-me que somente em ti encontraremos a total transfiguração.

4ª ESTAÇÃO – Jesus encontra sua aflita mãe
Do Evangelho segundo São Lucas (2, 34-35.51b)

“Simeão abençoou-os e disse a Maria, sua mãe: ‘Este menino está aqui para queda e elevação de muitos em Israel e para ser sinal de contradição. Quanto a vós, uma espada há de atravessar-lhe a alma. Assim serão revelados os pensamentos de muitos corações.’ Sua mãe guardava todas estas coisas no seu coração.

Jovem: Dor de filho, dor de mãe!

Meditação (UMA JOVEM FALA EM NOME DAS MÃES):

Senhor Jesus, Cristo Redentor, eis-me aqui! Contemplo a profunda comunhão de amor entre o teu Coração e o coração de tua mãe. É uma comunhão redentora! Aquela troca silenciosa de olhares no caminho da cruz fala mais do que qualquer discurso ou palavra. A dor do filho é realmente a dor da mãe. Isto me faz pensar nas lutas em favor da vida da sua concepção até o seu fim natural. Nós mulheres temos uma vocação muito forte para defender tudo o que vive. Não podemos aceitar a violência de quem se acha no direito de interromper uma vida indefesa. Queremos proclamar com tua mãe: O Senhor fez em mim grandes coisas. Derruba do trono os arrogantes e eleva os humildes. Manifesta a força de seu braço e nos sustenta nos caminhos vida.

5ª ESTAÇÃO – Simão Cireneu ajuda Jesus a carregar a cruz
Do Evangelho segundo São Lucas (23, 26) e São Mateus (16,24)

Enquanto o conduziam, detiveram um certo Simão de Cirene, que voltava do campo, e impuseram-lhe a cruz para que a carregasse atrás de Jesus. (Lc 23, 26) Jesus disse aos seus discípulos: “Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz, e me siga.” (Mt 16,24)

Jovem: Converteu-se enquanto ajudava Jesus

Meditação (SEMINARISTA):

Senhor Jesus, Cristo Redentor, eis-me aqui! Fui chamado pelo teu divino Coração. Sou um jovem vocacionado a caminho do sacerdócio. O teu apelo ressoa muito forte no meu interior: Quem quiser ser meu discípulo, tome sua cruz e siga-me! Mas nem sempre compreendo que a luz passa pela cruz. Ao carregar um pouco do teu fardo quero aprender os caminhos da configuração a ti. Livra-me da tentação dos primeiros lugares e ensina-me a ser um bom pastor. Que um dia eu possa dizer: eu vivo, mas não sou eu que vivo; é Cristo que vive em mim (Cf. Gal 2,20).

6ª ESTAÇÃO – Verônica enxuga o rosto de Jesus
Do livro do profeta Isaías (53, 2-3)

Meu servo cresceu como broto na presença do Senhor, como raiz em terra seca. Ele não tinha aparência nem beleza para atrair o nosso olhar, nem simpatia para que pudéssemos apreciá-lo. Desprezado e rejeitado pelos homens, homem do sofrimento e experimentado na dor; como indivíduo de quem a gente esconde o rosto, ele era desprezado e nem tomamos conhecimento dele.

Jovem: A mulher que não se calou

Meditação (CONSAGRADA QUE LUTA PELA VIDA):

Senhor Jesus, Cristo Redentor, eis-me aqui! Sou consagrada ao teu divino Coração no serviço ao meu irmão. Não posso me calar quando encontro nas vias-sacras da vida tantas vítimas de uma “cultura de morte”: mulheres prostituídas e famílias na miséria, enfermos sem atendimento e idosos desprezados, migrantes sem terra e jovens desempregados. Ao enxugar as lágrimas, o suor e o sangue do rosto destes irmãos e irmãs vejo maravilhada que a tua face fica estampada no lenço da minha solidariedade (Cf. Mt 25,31-46).

7ª ESTAÇÃO – Jesus cai pela segunda vez
Do livro das Lamentações (3,1-2.9.16.20-21)

Eu sou alguém que provou a miséria, sob a vara da sua ira. Ele me conduziu e me fez andar nas trevas e não na luz. (…) Embarrou meus caminhos com blocos de pedra, obstruiu minhas veredas. (…) Ele quebrou meus dentes com cascalho, mergulhou-me na cinza. (…) Mas existe alguma coisa que eu lembro e me dá esperança: o amor de Deus não acaba jamais e sua compaixão não tem fim.

Jovem: Quem caiu subindo, caiu para o alto!

Meditação (CASAL DE NAMORADOS):

Senhor Jesus, Cristo Redentor, eis-nos aqui! Encontramos em teu Coração a nossa morada. Desde que começamos a namorar ensaiamos o jeito certo de construir uma família que tem papel fundamental na transmissão da fé e da vida. Contemplando a tua paixão entendemos que tudo isso foi por amor. Aprendemos, porém, que as nossas paixões não são um fundamento seguro. Só constrói sobre a rocha, quem edifica no amor (Cf. Mt 7,24-27). Dá-nos a sabedoria de começar a construção pelos fundamentos e não pelo telhado. Ensina-nos que cada escolha exige renúncias. Se cairmos, Senhor, seja sempre avançando e nunca desistindo. Mesmo nas quedas, não permita que nos afastemos de ti.

8ª ESTAÇÃO – Jesus consola as mulheres de Jerusalém
Do evangelho segundo São Lucas (23, 28-31)

Jesus, porém, voltou-se, e disse: “Mulheres de Jerusalém, não chorem por mim! Chorem por vocês mesmas e por seus filhos! Porque dias virão, em que se dirá: ‘Felizes das mulheres que nunca tiveram filhos, dos ventres que nunca deram a luz e dos seios que nunca amamentaram.’ Então começarão a pedir às montanhas: ‘Caiam em cima de nós!’ E às colinas: ‘Escondam-nos!’ Porque, se assim fazem com a árvore verde, o que não farão com a árvore seca?”

Jovem: Vocação de mulher: do berço até a cruz

Meditação (UMA JOVEM):

Senhor Jesus, Cristo Redentor, eis-me aqui! No teu Coração tão humano aprendi o valor salvífico do sofrimento e da dor. Completo na minha carne o que falta aos teus sofrimentos pelo teu Corpo, que é a Igreja (Cf. Col 1,24). Teu sacrifício na cruz me ensina que a dor faz parte da condição humana e é tocada inteiramente pelo teu amor que salva. Isto não me leva a uma resignação alienada, mas me faz consciente de que algumas dores são oportunidades para me unir à tua cruz. Ensina-me que na hora da dor melhor do que falar sobre Deus é falar com Deus. A prece consola mais que a explicação.

9ª ESTAÇÃO – Jesus cai pela terceira vez
Do livro das Lamentações (3, 27-32)

É bom para o homem suportar o jugo desde a juventude. Que esteja sozinho e calado, quando cai sobre ele a desgraça; que ponha sua boca no pó: talvez haja esperança; que entregue a face a quem o fere até fartar-se de insultos, porque o Senhor não rejeita para sempre. Se ele aflige, se compadecerá com grande amor.

Jovem: Depois disso, não mais caiu!

Meditação (ESTUDANTE CADEIRANTE):

Senhor Jesus, Cristo Redentor, eis-me aqui! No teu Coração de mestre encontrei a Verdade. Venho do mundo dos estudos. Eles fazem parte da minha missão neste momento. O conhecimento e a ciência me encantam, mas muitas vezes me seduzem e até induzem a imaginar que não preciso de ti. Mas meu coração tem sede de um amor e de uma verdade que superam os amores e as verdades desta terra. Apenas na tua Verdade encontro a sabedoria eterna. E neste tesouro encontro as forças para não mais cair. Apenas quem encontra a Verdade, para além dos limites do corpo, fica verdadeiramente de pé.

10ª ESTAÇÃO – Jesus é despojado de suas vestes
Do evangelho segundo São Mateus (27, 33-36)

Chegados a um lugar chamado Gólgota, quer dizer “Lugar do Crânio”. Aí deram vinho misturado com fel para Jesus beber. Ele provou, mas não quis beber. Depois de o crucificarem, fizeram um sorteio, repartindo entre si as roupas dele. E ficaram aí sentados, montando guarda.

Jovem: Era pobre e mais pobre morreu!

Meditação (JOVEM DAS REDES SOCIAIS):

Senhor Jesus, Cristo Redentor, eis-me aqui! Teu Coração me ensina que a verdadeira identidade está para além da aparência. Livra-me da superficialidade. Faço parte desta geração que nasceu conectada por meio da Internet. Sei que as redes sociais são uma possibilidade para construir relações verdadeiras, mas exigem muita atenção abrir não da identidade e cair na dispersão. Olhando para o teu despojamento total no caminho da cruz eu te peço: ensina-me que a felicidade passa por uma vida simples e despojada. A roupa, a moda e a aparência nunca serão mais importantes do que existe no interior de cada um. Que a tua graça nos ensine os caminhos para evangelizar o “continente digital” e nos deixe atentos à possível dependência ou confusão entre o real e o virtual.

11ª ESTAÇÃO – Jesus é pregado na cruz

Acima da cabeça de Jesus puseram o motivo da sua condenação: “Este é Jesus, o Rei dos Judeus.” Com Jesus, crucificaram também dois ladrões, um à direita e outro à esquerda. As pessoas que passavam por aí, o insultavam, balançando a cabeça, e dizendo: “Tu que ias destruir o Templo, e construí-lo em três dias, salva-te a ti mesmo! Se é o Filho de Deus, desce da cruz!”

Jovem: Feita de dois riscos foi a sua cruz

Meditação (JOVEM DA PASTORAL CARCERÁRIA):

Senhor Jesus, Cristo Redentor, eis-me aqui! No teu divino Coração encontrei a verdadeira liberdade. Estou consciente daquilo que disse João Paulo II: “a pior das prisões é um coração fechado”. Milhões de jovens estão presos cumprindo pena por um erro cometido. Teu olhar de perdão no alto da cruz me faz pensar que é possível mudar de vida. Ensina-me que a tua cruz uniu a terra e o céu e os teus braços abertos acolhem a todos, até quem está na prisão (cf. Mt 25,43). É bom saber que amas não apenas quem é justo e santo, mas também o pecador (cf. Rm 5,8). Obrigado, Senhor, pela tua imensa compaixão!

12ª ESTAÇÃO – Jesus morre na cruz
Do evangelho segundo São Mateus (27, 45-50)

Desde o meio-dia até as três horas da tarde houve escuridão sobre toda a terra. Pelas três horas da tarde Jesus deu um forte grito: (…) “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?” (…) Alguém foi correndo pegar uma esponja, a ensopou em vinagre, colocou-a na ponta de uma vara, e deu para Jesus beber. (…) Então Jesus deu outra vez um forte grito, e entregou o espírito.

Jovem: O autor da vida aceitou morrer

Meditação (JOVEM QUE TRABALHA COM DOENTES TERMINAIS):

Senhor Jesus, Cristo Redentor, eis-me aqui! Teu Coração aberto na cruz é a fonte da vida para todos os que vivem na doença um tempo difícil de purificação. Acompanho o calvário de irmãos em estado terminal. A certeza da tua presença muda até mesmo o sentido da dor. Um instante contigo tem o sabor da eternidade. Então, Senhor, fortalece em mim a fé, a esperança e a caridade. Faz de mim um missionário da vida, da cura, do cuidado dos pobres e esquecidos. Morrendo para mim mesmo, converte-me para o serviços aos irmãos.

13ª ESTAÇÃO – Jesus é descido da cruz
Do evangelho segundo São Lucas (23, 50.52-53)

Havia um homem bom e justo, chamado José. Era membro do Conselho, mas não tinha aprovado a decisão, nem a ação dos outros membros. Ele era de Arimatéia, cidade da Judéia, e esperava a vinda do reino de Deus. José foi a Pilatos, e pediu o corpo de Jesus. Desceu o corpo da cruz, o enrolou num lençol, e o colocou num túmulo escavado na rocha, onde ninguém ainda tinha sido sepultado.

Jovem: Maria e os discipulos o descrucificaram

Meditação (SURDO EM LIBRAS):

Senhor Jesus, Cristo Redentor, eis-me aqui! É maravilhoso escutar as lições do teu divino Coração. Passo os dias no silêncio de sons e palavras. Não consigo ouvir com os ouvidos, mas escuto tua voz em meu coração. Ao ver-te descido da cruz, repousar no colo piedoso de tua querida mãe, sinto que todos os discursos são insuficientes e uma única palavra já é demais. Existem momentos em que o silêncio e a contemplação falam muito mais. Ensina-me a descrucificar os meus irmãos. Que o meu testemunho seja um silencioso grito de amor e de solidariedade.

14ª ESTAÇÃO – Jesus é sepultado
Do evangelho segundo São Mateus (27, 59-61)

José, tomando o corpo, o envolveu num lençol limpo, e o colocou num túmulo novo, que ele mesmo havia mandado escavar na rocha. Em seguida, rolou uma grande pedra para fechar a entrada do túmulo, e retirou-se. Maria Madalena e a outra Maria estavam aí sentadas, em frente ao sepulcro.

Jovem: Semeado no silêncio fecundo

Meditação (JOVENS: EUROPEU DO LESTE, EUROPEU, AFRICANO, NORTE AMERICANO, LATINO-AMERICANO E CARIBENHO, ASIÁTICO E OCEÂNICO):

Senhor Jesus, Cristo Redentor, aqui estamos, envia-nos! (Cf. Is 6,8). Queremos ser um só coração e uma só alma. Iremos a todas as nações da terra para dar testemunho de que encontramos o verdadeiro caminho para a vida. A semente de tua Palavra caiu em nossos continentes. Não ficará sepultada na terra. Ensina-nos a cultivá-la para que nasçam os frutos de uma nova evangelização.
- Que o Leste Europeu seja marcado pela paz e pela liberdade religiosa.
- Que a Europa supere a agressiva onda de secularização pelo anúncio corajoso da fé.
- Que a África supere a violência e construa a Igreja como família e a família como Igreja.
- Que a América do Norte reconheça as culturas que afastam do Evangelho.
- Que a América Latina e o Caribe encontrem caminhos para superar a injustiça e a violência.
- Que a minoria cristã da Ásia seja presente como semente fecunda, mesmo quando perseguida.
- Que a Oceania sinta mais fortemente o compromisso de anunciar o Evangelho!

(Texto inspirado na Mensagem Final do Sínodo da Nova Evangelização para a transmissão da fé, nº 13)

Santo Padre: Nós te adoramos e te bendizemos, Senhor Jesus Cristo, redentor da humanidade.

TODOS: Tua entrega na cruz nos dá a Vida, mostra o Caminho, revela a Verdade!

Santo Padre: OREMOS. Ó Cristo, Redentor da humanidade, Tua imagem de braços abertos no alto do Corcovado acolhe todos os povos. Em Tua oferta pascal, nos conduziste pelo Espírito Santo ao encontro filial com o Pai. Os jovens, que se alimentam da Eucaristia, Te ouvem na Palavra e Te encontram no irmão, necessitam de Tua infinita misericórdia para percorrer os caminhos do mundo como discípulos missionários da nova evangelização.

TODOS: AMÉM
El Arzobispado de Guadalajara (México) retira la hostia ensangrentada y empieza a investigar

 La parroquia de María Madre de la Iglesia en Guadalajara (Jalisco, México) hizo resonar sus campanas el miércoles 24 de julio después de las tres de la tarde. El párroco, al que llaman "padre Lolo", quería mostrar a todos un milagro eucarístico: una hostia ensangrentada de forma inexplicable, algo de lo que una Voz le había avisado en oración. 

Una multitud devota
Más de 4.000 personas pasaron esa tarde y noche por la parroquia para contemplar la hostia manchada de sangre, y el tema apareció en los noticiarios de la televisión local.

Al día siguiente se celebró una gran misa en el templo parroquial. Y después, la Iglesia retiró la hostia. Por un lado, porque con o sin sangre, la hostia, consagrada, es Jesucristo mismo en cuerpo, alma y divinidad, "y su lugar es el Sagrario". Por otro lado, porque el arzobispado quiere investigar el caso.

Así lo declaró en una detallada nota, muy transparente, que copiamos íntegramente (y que es más fácil encontrar en el Facebook del arzobispado que en su web).

Manifestación en torno a una Hostia consagrada
»Nos hemos enterado, por diversos medios, que el señor Cura D. J. Dolores Castellanos Gudiño, Párroco en la comunidad de María, Madre de la Iglesia, en esta ciudad de Guadalajara, y dicho por él mismo, ha tenido una manifestación en la que una Hostia consagrada -que para los católicos es el Cuerpo de Cristo-, quedó teñida de una sustancia que, aparentemente, es sangre.

»La Iglesia, en estos casos, pide que se juzgue con mucha prudencia y mesura, tal acontecimiento, con la finalidad de dar certeza a lo sucedido. La Iglesia actuará con mucho escrúpulo para llegar a confirmar que, en realidad, se pueda hablar de un milagro Eucarístico.

»No es imposible que se manifieste Jesús de esta forma, pero debemos considerar que no se trata de algo ordinario y sencillo de discernir. Son pocos, a lo largo de la Historia y Geografía de la Iglesia, los prodigios en los que se ha comprobado la presencia del Señor de este modo.

»Lo que procede en este caso es, en primer lugar, es que se retire del culto público la Hostia consagrada, en la que, efectivamente, para los creyentes católicos, está Jesús Sacramentado, y se deposite en el lugar destinado para ello, que es el Sagrario. Por lo que ya no será posible verLa como cientos de personas lo pudieron hacer el día de ayer miércoles.

»El Cardenal J. Francisco Robles Ortega, Arzobispo de Guadalajara, ha pedido a Mons. Ramiro Valdés, Vicario General en esta Arquidiócesis, que haga la investigación que llegue a conclusiones ciertas, para que nadie quede desilusionado, confundido, engañado o algo semejante.

»Independientemente de la objetividad de este acontecimiento, tenemos que ver en él la Providencia de Dios, en primer lugar para fortalecer nuestra fe y devoción, para los que somos católicos, en Jesús Eucaristía, que se hace presente en cada Misa, y valorar este prodigio cotidiano. Y, en segundo lugar, para que, delante de esta presencia sacramental del Señor, nos comprometamos a ser mejores cristianos con una caridad ejemplar.

»Conforme se vayan haciendo la investigación correspondiente, encomendada a peritos, se darán a conocer las conclusiones.

»Ofna. de Prensa y Comunicación Social.
Arzobispado de Guadalajara.


 
Un vicario general y un obispo auxiliar
El arzobispado fue también claro con los fieles que en grandes cantidades acudieron el jueves por la mañana a misa a María Madre de la Iglesia. Al finalizar la misa, el el vicario general del arzobispado, Ramiro Valdez Sánchez, explicó lo que hacían las autoridades.

“El señor arzobispo cardenal (Francisco Robles) ha indicado que la hostia que tiene algunos rasgos especiales se guarde y no se presente al público, para hacer el estudio necesario para conocer cuál es la realidad; ni se asegura que sea milagro, ni se niega, estamos en proceso de estudio y por lo tanto esta santa hostia que mostró estas señales no se puede poner al público para que se esté mirando”, manifestó.

A la gente se le invita a que adore al Santísimo Sacramento, que siempre está presente en el Sagrario (del templo) o en el lugar donde está expuesto el Santísimo en la custodia, pero de momento el Arzobispado no pronuncia ni si es milagro o no es hasta hacer el debido estudio y la investigación con el peritaje que sea necesario, teológico, técnico, de toda índole con personas bien capacitadas”.

El vicario general dijo no saber cuánto tiempo puede llevar el proceso de estudio.

Las autoridades eclesiales han tratado el tema con respeto e interés. Por ejemplo, en esa misa del jueves estuvo presente el obispo aulixiar de Guadalajara, Francisco González González.

Después de esa misa, las instalaciones del Templo María Madre de la Iglesia fueron cerradas al público, dejando solamente abierta la capilla y el atrio.

Un cura apreciado por los parroquianos
La prensa mexicana ha recurrido a la revista diocesana "Semanario" para divulgar más datos sobre la parroquia y el cura que no dudó en convocar a los fieles a golpe de campana para contemplar el fenómeno, José Dolores Castellanos Gudiño (nacido en agosto 1967). También han recogido el sentir de los parroquianos que tienen buena imagen de su párroco: le atribuyen un "aumento de fe" en la comunidad, por su trabajo en "reconciliación y búsqueda de la verdad".

Una parroquia muy eucarística
El "padre Lolo" escribía en el semanario que en la parroquia "tenemos participación de mucha juventud comprometida, responsable y trabajadora. Son jóvenes participativos, que se acercan frecuentemente al Sacramento de la Reconciliación. Tienen muchas necesidades espirituales; por eso están tan cercanos y trabajan en su conversión. También es una comunidad eucarística; el Santísimo está expuesto todo el día y nunca lo dejan solo."

Este es el sacerdote que el miércoles se mostró perfectamente convencido de lo que había pasado y lo que tenía que hacer.



Vio un destello y escuchó una Voz
Él mismo lo explicó a la prensa. Dijo que vio un destello y escuchó una voz que le daba unas indicaciones:

"Repica las campanas para que acudan todos, derramaré bendiciones a los que estén presentes y todo el día. Toma tu pequeño sagrario de adoración particular y llévalo al altar de la parroquia, coloca también junto al pequeño sagrario la custodia grande, no abras el Sagrario hasta las tres de la tarde, no antes, haré un milagro en la Eucaristía, el milagro que se realizará será llamado el ´Milagro de la Eucaristía en la Encarnación del Amor junto con nuestra Madre y Señora´, plasmarás la imagen que ahora te digo y la darás a mostrar". Después "la voz" le dijo que lo transmitiera "a sus apóstoles" (los sacerdotes) para que les sirviera en su conversión y que a todas las almas llenaría de bendiciones.

Llegaron las tres, abrió el sagrario, vio la Eucaristía con sangre, y cumplió lo que se le había ordenado: "la darás a mostrar".

Ahora, es el arzobispado quien ha de investigar y discernir lo sucedido y su valor espiritual. "Conforme se vayan haciendo la investigación correspondiente, encomendada a peritos, se darán a conocer las conclusiones", finalizaba la nota del arzobispado.

Fonte: www.religionenlibertad.com

Hóstia que sangra na cidade de Gualadajara - MÉXICO

 

MEXICO, ESTADO DE JALISCO. CIDADE DE GUADALAJARA (capital do estado). Quarta-feira, dia 24 de julho de 2012. Na paróquia Maria Madre de la Iglesia, em Colônia Jardines de la Paz, o padre José Dolores Castellanos Gudiño - conhecido como padre Lolo - revelou a experiência transcendental de, estando em oração, ouvir uma voz que lhe instruiu a comunicar uma mensagem divina à comunidade.

Nas palavras do padre, disse-lhe a Voz: Meu querido apóstolo Dolores, hoje é um grande dia. Repiquem os sinos para que acudam de todos os cantos. Derramarei bênçãos para aqueles que estejam presentes.

Uma bênção teria sido manifestada no mesmo instante, em um milagre eucarístico: ao abrir o sacrário, encontrou dentro do cálice da Consagração, uma hóstia embebida em um líquido vermelho escuro. Como lhe fora determinado, o padre divulgou o fato. Evidentemente, os fiéis acreditam que trata-se do sangue do Cristo, Jesus.



Porém, logo naquela quarta-feira (23/07/2013), quando cálice e hóstia foram postos à vista dos crentes, o tumulto no interior e do lado de fora do templo foi inevitável demandando intervenções das autoridades policiais e religiosas. Sempre cautelosa com todas as ocorrências ditas milagrosas relacionadas ao cristianismo Católico romano, os representantes mexicanos da Igreja do Vaticano, ou seja, a Arquidiocese de Guadalajara, na quinta-feira (25/07/2013), promoveram a celebração de uma missa, ao meio-dia, que lotou o templo e providenciaram que o cálice com a hóstia fossem retirados da exibição ao público e devidamente encaminhados para a análise. O caso também foi devidamente registrado na instância jurídica local. Antes de afirmar qualquer milagre é necessário que procedam-se exames que vão determinar se o líquido vermelho é, de fato, hemático, ou seja - sangue e, assim sendo, se é sangue humano. Esse é o primeiro passo para que a investigação científica e eclesiástica possa confirmar ou rejeitar a natureza milagrosa (sobrenatural ou divina) do evento. 

Logo, padre Lolo desapareceu para os midia. (Mais uma medida clássica da Igreja do Vaticano em sua estratégia de discrição em torno de pretensos milagres). Outro padre explicou que "Lolo" não se encontrava nas instalações da Paróquia mas, estava trabalhando em outras atividades.
Depois da missa de quinta-feira (25/07/2013), a igreja de María Madre de la Iglesia foi fechada ao público, ficando abertas somente a Capela e o Átrio. Também a sacristia/secretaria da igreja foi fechada. Somente foi permitida a entrada de jornalistas da publicação Semanário. Do lado de fora, repórteres e curiosos aglomeravam-se em busca de notícias sobre "a hóstia que sangra.
O Arcebispado de Guadalajara emitiu um comunicado informando que o Arcebispo J. Francisco Robles Ortega, inteirado do caso, pediu ao monsenhor Ramiro Valdés, vigárioGeral daquela naquela Diocese, que acompanhe as investigações até que se chegue a  um resultado conclusivo, sem enganos. O comunicado destaca, ainda ...Não é impossível que Jesus manifestes-se dessa forma...

Católicos em baixa, protestantes em alta: Uma (falsa) leitura midiática da viagem do Papa ao Brasil

 

A primeira viagem internacional do papa Francisco despertou o interesse da imprensa internacional por diversos motivos. Um deles, entre os mais martelados, é a ênfase de muitos meios de comunicação na quantidade de católicos brasileiros, que mantêm no país o título de maior população católica do mundo, mas vem diminuindo consideravelmente.

Artigos e reportagens opinam que o avanço de grupos protestantes, de movimentos religiosos alternativos, de outras religiões e inclusive de não crentes é o que teria motivado a viagem do papa Francisco, numa espécie de “reconquista” do Brasil em particular e da América Latina em geral.

O Brasil é o primeiro país do mundo em número de católicos. Na América, seguem-se México, Colômbia, Argentina, Peru, Venezuela, Equador, Chile, Guatemala, República Dominicana, Bolívia, Haiti, Cuba, Honduras, Paraguai, Nicarágua, El Salvador, Costa Rica, Porto Rico, Panamá e Uruguai.

O Vatican Information Service, em 20 de julho, trouxe as seguintes estatísticas sobre a Igreja católica no Brasil: “O Brasil tem uma população de 195.041.000 de habitantes, dos quais 164.780.000 são católicos, ou seja, 84,48%. Há 274 circunscrições eclesiásticas, 10.802 paróquias e 37.827 centros pastorais. Realizam as tarefas de apostolado 453 bispos, 20.701 sacerdotes, 2.702 religiosos e 30.528 religiosas; os diáconos permanentes são 2.903. Há 1.985 membros leigos de institutos seculares, 144.910 missionários leigos e 483.104 catequistas. Os seminaristas menores são 2.671 e os maiores 8.956”.

“A Igreja Católica tem no Brasil 6.882 centros educativos de todos os níveis, nos quais estudam 1.940.299 alunos, além de 3.257 centros de educação especial. Há também 5.340 centros assistenciais de propriedade da Igreja ou dirigidos por eclesiásticos: 369 hospitais, 884 ambulatórios, 22 leprosários, 718 casas para idosos e portadores de necessidades especiais, 1.636 orfanatos e creches e 1.711 consultórios familiares e centros para a proteção da vida”.

Os dados são do Escritório Central de Estatísticas da Igreja, atualizados em 31 de dezembro de 2011.
No tocante à quantidade de católicos, há uma discordância entre os dados deste escritório e os dados publicados pela revista britânica The Economist, no mesmo dia 20 de julho (cf. The promise and peril of a papal visit). A revista de cabeceira das missões diplomáticas mundiais afirma que há 123 milhões de católicos no Brasil, para, em seguida, enfatizar que, na comparação com os grupos protestantes e de não crentes, a Igreja católica sofre uma grande retração numérica.

Um levantamento do The Pew Forum on Religion and Public Life, de 18 de julho, reforça os dados da The Economist. A análise Brazil’s Changing Religious Landscape estudou os dados de vários censos brasileiros das últimas quatro décadas, cujos resultados refletem, de fato, uma queda no número de católicos e um aumento no número de protestantes.

O relatório mostra que, entre 1970 e 2000, o número de católicos no Brasil aumentou, apesar de a população que se considera católica ter caído. Foi a partir de 2000-2010 que tanto o número absoluto quanto a porcentagem de católicos diminuiu (de 125 milhões, em 2000, ou 74% da população, para a 123 milhões em 2010, ou 65% da população).

Em contrapartida, o protestantismo brasileiro aumentou no mesmo período de 25 milhões (15% da população) para 42 milhões (22% da população). Movimentos religiosos alternativos e religiões como o islamismo e o budismo subiram de 2 milhões em 1970 para 6 milhões em 2000 (4% da população), até atingir 10 milhões (5% da população) em 2010.

Por sua vez, o número de pessoas sem afiliação religiosa também aumentou, de acordo com o estudo do The Pew Forum on Religion and Public Life. Agnósticos e ateus passaram de menos de 1 milhão em 1970 para 12 milhões em 2000 (7% da população). O censo brasileiro de 2010 atualizou este dado: 15 milhões de brasileiros estavam sem afiliação religiosa (8% da população).

O estudo Brazil’s Changing Religious Landscape menciona que, de acordo com o censo brasileiro de 1991, os pentecostais e neopentecostais representavam 6% da população. Em 2010, já eram 13%. Enquanto isso, os brasileiros que se identificam com denominações protestantes tradicionais, como os batistas e os presbiterianos, se mantiveram em número estável nas duas últimas décadas. A terceira categoria de protestantes tradicionais aparece no censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) como “sem classificação”: eram 1% em 1991 e 5% em 2010.

O estudo menciona ainda as porcentagens de religião por sexos: segundo o censo de 2010, há mais homens católicos (65%) do que mulheres (64%). Este cenário muda no âmbito protestante, em que as mulheres representam 24% e os homens 20%. Por sua vez, 10% dos homens são agnósticos ou ateus, contra 6% das mulheres. Em outras religiões, as mulheres são 6% e os homens 5%.

Um dado chamativo a respeito do Rio de Janeiro, a cidade que recebe a Jornada Mundial da Juventude 2013, é que menos da metade da população carioca (46%) é católica.

E quanto à discordância entre as estatísticas do Escritório Central da Igreja e as do The Pew Forum on Religion and Public Life, que se baseia em dados do censo do IBGE? Ela se deve ao seguinte: os dados da Igreja contam as pessoas batizadas em números absolutos, enquanto The Pew Forum contabiliza as mudanças de religião das pessoas depois do batismo.

A viagem do papa ao Brasil, porém, não se deveu a uma “estratégia de reconquista”, nem tem como finalidade principal reacender o fervor dos brasileiros e dos latino-americanos.

A visita estava prevista há dois anos, quando Bento XVI anunciou, na Jornada Mundial da Juventude em Madri, que o Rio de Janeiro seria a sede da edição de 2013. O papa Francisco manteve o compromisso, na continuidade entre os dois pontificados. Esta sim, midiaticamente falando, é uma chave de leitura válida.

Leia a íntegra da HOMILIA do papa na missa na Catedral Metropolitana do Rio

Amados Irmãos em Cristo,

Vendo esta catedral lotada com Bispos, sacerdotes, seminaristas, religiosos e religiosas vindos do mundo inteiro, penso nas palavras do Salmo da Missa de hoje: "Que as nações vos glorifiquem, ó Senhor" (Sl 66).

Sim, estamos aqui reunidos para glorificar o Senhor; e o fazemos reafirmando a nossa vontade de sermos seus instrumentos, para que não somente algumas nações mas todas glorifiquem o Senhor. Com a mesma paresia --coragem, ousadia-- de Paulo e Barnabé, anunciemos o Evangelho aos nossos jovens para que encontrem Cristo, luz para o caminho, e se tornem construtores de um mundo mais fraterno. Neste sentido, queria refletir com vocês sobre três aspectos da nossa vocação: chamados por Deus; chamados para anunciar o Evangelho; chamados a promover a cultura do encontro.

1. Chamados por Deus. É importante reavivar em nós esta realidade que, frequentemente, damos por descontada em meio a tantas atividades do dia a dia: "Não fostes vós que me escolhestes, mas eu que vos escolhi", diz-nos Jesus (Jo 15,16).Significa retornar à fonte da nossa chamada.

No início de nosso caminho vocacional, há uma eleição divina. Fomos chamados por Deus, e chamados para permanecer com Jesus (cf. Mc 3, 14), unidos a Ele de um modo tão profundo que nos permite dizer com São Paulo: "Eu vivo, mas não eu, é Cristo que vive em mim" (Gal 2, 20). Este viver em Cristo configura realmente tudo aquilo que somos e fazemos.

E esta "vida em Cristo" é justamente o que garante a nossa eficácia apostólica, a fecundidade do nosso serviço: 'Eu vos designei para irdes e para que produzais fruto e o vosso fruto permaneça" (Jo 15,16). Não é a criatividade pastoral, não são as reuniões ou planejamentos que garantem os frutos, mas ser fiel a Jesus, que nos diz com insistência: "Permanecei em mim, e eu permanecerei em vós" (Jo 15, 4).

E nós sabemos bem o que isso significa: Contemplá-lo, adorá-lo e abraçá-lo, particularmente através da nossa fidelidade à vida de oração, do nosso encontro diário com Ele presente na Eucaristia e nas pessoas mais necessitadas. O "permanecer" com Cristo não é se isolar, mas é um permanecer para ir ao encontro dos demais. Vem-me à cabeça umas palavras da Bem-aventurada Madre Teresa de Calcutá: "Devemos estar muito orgulhosas da nossa vocação, que nos dá a oportunidade de servir Cristo nos pobres. É nas favelas, nos 'cantegriles' nas Villas miseria, que nós devemos ir procurar e servir a Cristo. Devemos ir até eles como o sacerdote se aproxima do altar, cheio de alegria" (Mother Instructions, I, p.80). Jesus, Bom Pastor, é o nosso verdadeiro tesouro; procuremos fixar sempre mais n'Ele o nosso coração (cf. Lc 12, 34).

2. Chamados para anunciar o Evangelho. Queridos bispos e sacerdotes, muitos de vocês, senão todos, vieram acompanhar seus jovens à Jornada Mundial. Eles também ouviram as palavras do mandato de Jesus: "Ide e fazei discípulos entre todas as nações' (cf. Mt 28,19). É nosso compromisso ajudá-los a fazer arder, no seu coração, o desejo de serem discípulos missionários de Jesus. Certamente muitos, diante desse convite, poderiam sentir-se um pouco atemorizados, imaginando que ser missionário significa deixar necessariamente o País, a família e os amigos.

Recordo o meu sonho da juventude: partir missionário para o longínquo Japão. Mas Deus me mostrou que o meu território de missão estava muito mais perto: na minha pátria. Ajudemos os jovens a perceberem que ser discípulo missionário é uma consequência de ser batizado, é parte essencial do ser cristão, e que o primeiro lugar onde evangelizar é a própria casa, o ambiente de estudo ou de trabalho, a família e os amigos. Não poupemos forças na formação da juventude! São Paulo usa uma bela expressão, que se tornou realidade na sua vida, dirigindo-se aos seus cristãos: "Meus filhos, por vós sinto de novo as dores do parto até Cristo ser formado em vós" (Gal 4, 19).

Também nós façamos que isso se torne realidade no nosso ministério! Ajudemos os nossos jovens a descobrir a coragem e a alegria da fé, a alegria de ser pessoalmente amados por Deus, que deu o seu Filho Jesus para nossa salvação. Eduquemo-los para a missão, para sair, para partir. Jesus fez assim com os seus discípulos: não os manteve colados a si, como uma galinha com os seus pintinhos; Ele os enviou! Não podemos ficar encerrados na paróquia, nas nossas comunidades, quando há tanta gente esperando o Evangelho! Não se trata simplesmente de abrir a porta para acolher, mas de sair pela porta fora para procurar e encontrar.

Decididamente pensemos a pastoral a partir da periferia, daqueles que estão mais afastados, daqueles que habitualmente não frequentam a paróquia. Também eles são convidados para a Mesa do Senhor.

3. Chamados a promover a cultura do encontro. Em muitos ambientes, infelizmente, ganhou espaço a cultura da exclusão, a "cultura do descartável". Não há lugar para o idoso, nem para o filho indesejado; não há tempo para se deter com o pobre caído à margem da estrada. Às vezes parece que, para alguns, as relações humanas sejam regidas por dois "dogmas" modernos: eficiência e pragmatismo. Queridos Bispos, sacerdotes, religiosos e também vocês, seminaristas, que se preparam para o ministério, tenham a coragem de ir contra a corrente. Não renunciemos a este dom de Deus: a única família dos seus filhos. O encontro e o acolhimento de todos, a solidariedade e a fraternidade são os elementos que tornam a nossa civilização verdadeiramente humana.

Temos de ser servidores da comunhão e da cultura do encontro. Permitam-me dizer: deveríamos ser quase obsessivos neste aspecto! Não queremos ser presunçosos, impondo as "nossas verdades". O que nos guia é a certeza humilde e feliz de quem foi encontrado, alcançado e transformado pela Verdade que é Cristo, e não pode deixar de anunciá-la (cf. Lc 24, 13-35).

Queridos irmãos e irmãs, fomos chamados por Deus, chamados para anunciar o Evangelho e promover corajosamente a cultura do encontro. A Virgem Maria seja o nosso modelo. Na sua vida, Ela deu "exemplo daquele afeto maternal de que devem estar animados todos quantos cooperam na missão apostólica que a Igreja, tem de regenerar os homens" (Conc. Ecum. Vat. II, Cost. dogm. Lumen gentium, 65). Seja Ela a Estrela que guia com segurança nossos passos ao encontro do Senhor.

Amém.

DISCURSO DA PAPA FRANCISCO A AUTORIDADES, DIPLOMATAS, POLÍTICOS E ARTISTAS

Excelências,
Senhoras e Senhores!
 
Agradeço a Deus pela possibilidade de me encontrar com tão respeitável representação dos responsáveis políticos e diplomáticos, culturais e religiosos, acadêmicos e empresariais deste Brasil imenso. Saúdo cordialmente a todos e lhes expresso o meu reconhecimento.
Queria lhes falar usando a bela língua portuguesa de vocês mas, para poder me expressar melhor manifestando o que trago no coração, prefiro falar em castelhano. Peço-vos a cortesia de me perdoar!
Agradeço as amáveis palavras de boas vindas e de apresentação de Dom Orani e do jovem Walmyr Júnior. Nas senhoras e nos senhores, vejo a memória e a esperança: a memória do caminho e da consciência da sua Pátria e a esperança que esta, sempre aberta à luz que irradia do Evangelho de Jesus Cristo, possa continuar a desenvolver-se no pleno respeito dos princípios éticos fundados na dignidade transcendente da pessoa.
Todos aqueles que possuem um papel de responsabilidade, em uma Nação, são chamados a enfrentar o futuro "com os olhos calmos de quem sabe ver a verdade", como dizia o pensador brasileiro Alceu Amoroso Lima ["Nosso tempo", in: A vida sobrenatural e o mundo moderno (Rio de Janeiro 1956), 106]. Queria considerar três aspectos deste olhar calmo, sereno e sábio: primeiro, a originalidade de uma tradição cultural; segundo, a responsabilidade solidária para construir o futuro; e terceiro, o diálogo construtivo para encarar o presente.
É importante, antes de tudo, valorizar a originalidade dinâmica que caracteriza a cultura brasileira, com a sua extraordinária capacidade para integrar elementos diversos. O sentir comum de um povo, as bases do seu pensamento e da sua criatividade, os princípios fundamentais da sua vida, os critérios de juízo sobre as prioridades, sobre as normas de ação, assentam numa visão integral da pessoa humana.
Esta visão do homem e da vida, tal como a fez própria o povo brasileiro, muito recebeu da seiva do Evangelho através da Igreja Católica: primeiramente a fé em Jesus Cristo, no amor de Deus e a fraternidade com o próximo. Mas a riqueza desta seiva deve ser plenamente valorizada! Ela pode fecundar um processo cultural fiel à identidade brasileira e construtor de um futuro melhor para todos. Assim se expressou o amado papa Bento 16, no discurso de abertura da 5ª Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano, em Aparecida.
Fazer que a humanização integral e a cultura do encontro e do relacionamento cresçam é o modo cristão de promover o bem comum, a felicidade de viver. E aqui convergem a fé e a razão, a dimensão religiosa com os diversos aspectos da cultura humana: arte, ciência, trabalho, literatura... 

O cristianismo une transcendência e encarnação; sempre revitaliza o pensamento e a vida, frente a desilusão e o de encanto que invadem os corações e saltam para a rua.
O segundo elemento que queria tocar é a responsabilidade  social. Esta exige um certo tipo de paradigma cultural e, consequentemente, de política. Somos responsáveis pela formação de novas gerações, capacitadas na economia e na política, e firmes nos valores éticos. O futuro exige de nós a tarefa de ralbilitar a política, que é uma das formas mais altas da caridade. O futuro nos exige também uma visão humanista da economia e uma política que realize cada vez mais e melhor a participação das pessoas, evitando elitismos e erradicando a pobreza. Que ninguém fique privado do necessário, e que a todos sejam asseguradas dignidade, fraternidade e solidariedade: esta é a via a seguir. Já no tempo do profeta Amós era muito forte a advertência de Deus: "Eles vendem o justo por dinheiro, o indigente, por um par de sandálias; esmagam a cabeça dos fracos no pó da terra e tornam a vida dos oprimidos impossível". Os gritos por justiça continuam ainda hoje.
Quem detém uma função de guia, permitam-me que diga, a quem a vida ungiu como guia, deve ter objetivos muito concretos, e buscar os meios específicos para consegui-los. Pode haver, porém, o perigo da desilusão, da amargura, da indiferença, quando as aspirações não se cumprem. Apelo à dinâmica da esperança incentiva a ir sempre mais longe, a empregar todas as energias e capacidades a favor das pessoas para quem se trabalha, aceitando os resultados e criando condições para descobrir novos caminhos, dando-se mesmo sem ver resultados, mas mantendo viva a esperança.
A liderança sabe escolher a mais justa entre as opções, após tê-las considerado, partindo da própria responsabilidade e do interesse pelo bem comum; esta é a forma para chegar ao centro dos males de uma sociedade e vencê-los com a ousadia de ações corajosas e livres. No exercício da nossa responsabilidade, sempre limitada, é importante abarcar o todo da realidade, observando, medindo, avaliando, para tomar decisões na hora presente, mas estendendo o olhar para o futuro, refletindo sobre as consequências de tais decisões. Quem atua responsavelmente, submete a própria ação aos direitos dos outros e ao juízo de Deus. Este sentido ético aparece, nos nossos dias, como um desafio histórico sem precedentes. Temos que provocá-lo, temos que inseri-lo na sociedade. Além da racionalidade científica e técnica, na atual situação, impõe-se o vínculo moral com uma responsabilidade social e profundamente solidária.
Para completar o "olhar" que me propus, além do humanismo integral, que respeite a cultura original, e da responsabilidade solidária, termino indicando o que tenho como fundamental para enfrentar o presente: o diálogo construtivo. Entre a indiferença egoísta e o protesto violento, há uma opção sempre possível: o diálogo. O diálogo entre as gerações, o diálogo com o povo, a capacidade de dar e receber, permanecendo abertos à verdade. Um país cresce, quando dialogam de modo construtivo as suas diversas riquezas culturais: cultura popular, cultura universitária, cultura juvenil, cultura artística e tecnológica, cultura econômica e cultura familiar e cultura da mídia. É impossível imaginar um futuro para a sociedade, sem uma vigorosa contribuição das energias morais numa democracia que evite o risco de ficar fechada na pura lógica da representação dos interesses constituídos.
Considero também fundamental neste diálogo a contribuição das grandes tradições religiosas, que desempenham um papel fecundo de fermento da vida social e de animação da democracia. Favorável à pacífica convivência entre religiões diversas é a laicidade do Estado que, sem assumir como própria qualquer posição confessional, respeita e valoriza a presença do fator religioso na sociedade, favorecendo as suas expressões concretas.
Quando os líderes dos diferentes setores me pedem um conselho, a minha resposta é sempre a mesma: diálogo, diálogo, diálogo. A única maneira para uma pessoa, uma família, uma sociedade crescer, a única maneira para fazer avançar a vida dos povos é a cultura do encontro; uma cultura segundo a qual todos têm algo de bom para dar, e todos podem receber em troca algo de bom. O outro tem sempre algo para nos dar, desde que saibamos nos aproximar dele com uma atitude aberta e disponível, sem preconceitos. Essa atitude aberta e disponível, sem preconceitos, eu definiria como humildade social, que é o que favorece o diálogo. Só assim pode crescer o bom entendimento entre as culturas e as religiões, a estima de umas pelas outras  livre de suposições gratuitas e no respeito pelos direitos de cada uma. Hoje, ou se aposta na cultura do encontro, ou todos perdem, todos perdem. Por aqui, o caminho é fecundo.
Excelências, senhoras e senhores!
Agradeço-lhes pela atenção. Acolham estas palavras como expressão da minha solicitude de pastor da igreja e do amor que nutro pelo povo brasileiro. A fraternidade entre os homens e a colaboração para construir uma sociedade mais justa não constituem uma utopia, mas são o resultado de um  esforço harmônico de todos em favor do bem comum. Encorajo os senhores no seu compromisso pelo bem comum, que exige da parte de todos sabedoria, prudência e generosidade.
Confio-lhes ao pai do céu, pedindo-lhe, por intercessão de Nossa Senhora Aparecida, que cumule de seus dons a cada um dos presentes, suas respectivas famílias e comunidades humanas de trabalho e, de coração, a todos concedo a minha bênção.

#PapaFRANCISCO

quinta-feira, julho 25, 2013

 

Pastor Asaph Borba participa da Jornada Mundial da Juventude e afirma que Jesus “foi entronizado” no JMJ


Às 17hs desta quarta-feira, 24 de julho, Asaph Borba irá ministrar o louvor na JMJ – Jornada Mundial da Juventude. O evento é uma realização da igreja católica. A abertura oficial foi ontem, com mais de 500 mil pessoas na praia de Copacabana e a presença do Papa Francisco.

Ontem (24) no Centro de Convenções Riocentro, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, aconteceu o Encontro Internacional das Novas Comunidades e Renovação Carismática Católica. Neste evento, Asaph Borba foi um dos convidados especiais que cantou no pavilhão 4
Em sua página no Facebook, o ministro evangélico relatou sua participação na JMJ e pediu oração.

“Atendendo ao chamado profético de Deus para minha vida em oração com meu Pastor Moisés Moraes em Porto Alegre e comunicando às principais lideranças Brasileiras, aceitei o convite para junto com meus irmãos Pastores Mike Herron e Bené Gomes para nesta quarta feira as 17h ministrar na Jornada Mundial da Juventude no Encontro da Renovação Carismática no Rio Centro RJ – Tenho sã consciência do passo espiritual dessa ministração e peço oração de todos os irmãos que acompanham e conhecem minha vida e ministério”

Em outra publicação, Asaph escreveu lembrando a importância de ser o sal da terra e luz do mundo, e pregar o Evangelho.

“Entre os pós e contras, na liberdade de expressão que todos tem quero dizer que não sou religioso. Vivo uma fé verdadeira que me permite proclamar o REINO DE DEUS INABALÁVEL em qualquer lugar – Entre islâmicos há 16 anos, nas praças da República Tcheca na semana passada, na casa de gente de tudo quanto é tipo, inclusive de um satanista a um tempo atrás. Nesta liberdade e urgência, sem comprometer a luz e o sal, quarta-feira estarei com dois outros evangélicos corajosos e inabaláveis, Bené Gomes e Mike Herron profetizando a palavra e a glória de meu Deus e cantando os louvores para sua honra sem nenhum temor de estar fazendo algo fora da vontade de Deus, tenho a honra de estar com minha esposa, filho e discípulos que seguem de perto meus passos. Como JESUS falou: Vós sois o sal da terra e luz do mundo, ide portanto e pregai o evangelho a toda criatura!”
 

Eventos da JMJ em Guaratiba são transferidos para Copacabana

 
Os eventos da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) que aconteceriam no Campus Fidei, em Guaratiba, na Zona Oeste do Rio, foram transferidos para Copacabana, na Zona Sul. A informação foi confirmada na tarde desta quinta-feira pelo Exército quando um treinamento militar, que mobilizava 1,5 mil homens e pelo menos um helicóptero, era realizado no local. Pessoas que circularam pelo Campus Fidei disseram que a grande quantidade de barro inviabilizou a montagem de equipamentos. Relatos apontam ainda que há grades tombando e existe a preocupação com a queda de estruturas.

A transferência dos equipamentos de saúde e banheiros químicos que já tinham sido instalados em Guaratiba começa a ser feita nesta quinta-feira, dia 25. Já antevendo a possibilidade de transferência dos eventos o aluguel da estrutura do palco fora estendido até domingo.

Durante uma coletiva de imprensa realizada na tarde desta quinta-feira (25/7), o prefeito Eduardo Paes manifestou o apoio à decisão dos organizadores: Guaratiba colocaria a segurança de peregrinos em risco, devido aos alagamentos — afirmou, acrescentando que os jovens podem dormir na areia aguardando o evento. — Vai todo mundo poder dormir na praia de Copacabana. Mas as barracas estão vetadas.

O prefeito pediu a compreensão dos moradores de Copacabana que terão quatro dias seguidos de evento, ressaltando que Guaratiba não foi uma escolha errônea e que a mudança já estava prevista como plano B caso chovesse muito — entretanto, lembrou Paes, nesta época do ano não costuma chover tanto.

Paes garantiu que não foi gasto dinheiro público na preparação do terreno. Mas a prefeitura viabilizou a drenagem do rio e também investiu em infraestrutura por meio da Comlurb e da Guarda Municipal.
Já o ministro da Justiça, Luiz Eduardo Cardozo, disse, na mesma coletiva, que havia muitos argumentos a favor da transferência do evento: Havia muitos argumentos técnicos para a mudança. O governo federal continua apoiando o evento.Os organizadores da JMJ convocaram uma coletiva de imprensa para 20h30m para dar os detalhes da mudança.





Moradores e trabalhadores de Guaratiba lamentam mudança
A notícia surpreendeu as centenas de trabalhadores que se preparavam para o evento. Num primeiro momento, as informações chegavam em forma de boato. A decisão só foi oficialmente anunciada após uma reunião entre os organizadoras. Muitas pessoas custaram a acreditar. Várias choraram por causa da frustração de ter que interromper os trabalhos. Outras lamentaram o prejuízo que a mudança na programação irá causar.

Carregando uma cadeira e um capacete, uma mulher que se identificou como Nancir deixou às lágrimas a área próxima ao palco montado para receber o Papa. Ela é uma das prefeitas do Campus Fidei e tinha a função de controlar a entrada e saída de pessoas.

— É muito fristrante. Uma decepção muito grande. Agora isso não vai servir para mais nada. É um vazio muito grande. E amanhã começa a parte mais triste: a desmontagem — disse ela, que trabalha no Campus Fidei desde o dia 1º de julho.

Marlon Ribeiro trabalharia em uma das lanchonetes montadas em Guaratiba, de quinta a domingo. Ele sequer conseguiu entrar no terreno.

— É constrangedor. Estava contando com o dinheiro, querendo participar da Jornada. Já perdi um dia de trabalho, enfrentei o frio, e tudo isso sem nenhuma estrutura.
Outros trabalhadores já estão se deslocando para Copacabana. É o caso de Érico de Oliveira.

— Ainda estou surpreso com a notícia, mas agora é ir para Copacabana — disse.
Moradores de Guaratiba também se sentem tristes com o cancelamento do evento no bairro. De acordo com Paulo Teixeira, foram mais de quatro meses de trabalho diário e transtorno para quem vive próximo ao Campus Fidei. Além disso, vários de seus vizinhos se prepararam para vender bebidas ou alugaram suas casas para os visitantes. Agora, vão ficar no prejuízo.

— Investi R$ 1,5 mil comprando bebidas. Muitos vizinhos meus alugaram suas casas para receber peregrinos. Agora, quem vai cobrir esse prejuízo? — reclamou. — É uma vergonha ver essa enorme quantidade de dinheiro investido para nada e agora jogado fora. Flávio Menezes mora bem ao lado do Campus Fidei. Sua casa chegou a apresentar rachaduras por causa do movimento das máquinas.

— O lugar escolhido para a montagem do palco, para receber os peregrinos, era uma mata cheia de árvores e bichos como capivaras. Tudo foi colocado abaixo. Ainda por cima, caminhões aterraram o local, que virou um grande lamaçal. É um absurdo.O clima no bairro é de apreensão, frustração e revolta. Álvaro Vieira disse que se sentiu ofendido com a mudança.

— Espaço tem. As pessoas que não souberam planejar direito para trazer a Jornada — desabafou o morador, que considerava os eventos extremamente importantes para Guaratiba.

A ideia foi discutida em uma reunião na tarde desta quinta-feira entre a organização da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), o governo do estado, a prefeitura do Rio e os responsáveis pela parte artísticas do evento. 
No Campus Fidei, seriam realizadas a vigília e missa de encerramento no fim de semana. Mais cedo, segundo a coluna de Ancelmo Gois, integrantes do comitê organizador da JMJ haviam dito que a realização da celebração em Guaratiba era impraticável.

O prefeito Eduardo Paes, logo após receber o Papa Francisco no Palácio da Cidade, havia dito que não tinha recebido qualquer posição da organização do evento. Mas afirmava que a única área alternativa a Guaratiba seria mesmo a Praia de Copacabana. Porém, reiteirou que essa seria uma decisão que caberia ao comitê da Jornada.

— Para juntar 1,5 milhão de pessoas só se for na areia da praia. Em Copacabana, nós temos organizado grandes eventos. Guaratiba é um local de terra. Está chovendo muito. Não tem jeito, vai ter uma situação de lama — disse o prefeito.


— O pedido para Santa Clara já é forte. Imagina algo vindo a pedido do Papa — disse Paes, lembrando também que o espírito da JMJ é de peregrinação e sacrifícios, como longas caminhadas.

O Campus Fidei, que é castigado pela chuva desde a noite de segunda-feira, está repleto de poças d'água e com muita lama. Apesar disso, Duda Magalhães, diretor da empresa Dream Factory, responsável pela produção e montagem do espaço, disse nesta quarta-feira que os peregrinos já estão cientes de que o evento "não é uma visita a um shopping", ao se referir às áreas alagadas e ao vento frio.

 

Confira na íntegra o discurso proferido na Comunidade de VARGINHA no RJ

Queridos irmãos e irmãs,

Que bom poder estar com vocês aqui! Desde o início, quando planejava a minha visita ao Brasil, o meu desejo era poder visitar todos os bairros deste País. Queria bater em cada porta, dizer “bom dia”, pedir um copo de água fresca, beber um "cafezinho", falar como a amigos de casa, ouvir o coração de cada um, dos pais, dos filhos, dos avós... Mas o Brasil é tão grande! Não é possível bater em todas as portas! Então escolhi vir aqui, visitar a Comunidade de vocês que hoje representa todos os bairros do Brasil. Como é bom ser bem acolhido, com amor, generosidade, alegria! Basta ver como vocês decoraram as ruas da Comunidade; isso é também um sinal do carinho que nasce do coração de vocês, do coração dos brasileiros, que está em festa! Muito obrigado a cada um de vocês pela linda acolhida! Agradeço a Dom Orani Tempesta e ao casal Rangler e Joana pelas suas belas palavras.

1. Desde o primeiro instante em que toquei as terras brasileiras e também aqui junto de vocês, me sinto acolhido. E é importante saber acolher; é algo mais bonito que qualquer enfeite ou decoração. Isso é assim porque quando somos generosos acolhendo uma pessoa e partilhamos algo com ela – um pouco de comida, um lugar na nossa casa, o nosso tempo - não ficamos mais pobres, mas enriquecemos. Sei bem que quando alguém que precisa comer bate na sua porta, vocês sempre dão um jeito de compartilhar a comida: como diz o ditado, sempre se pode “colocar mais água no feijão”! E vocês fazem isto com amor, mostrando que a verdadeira riqueza não está nas coisas, mas no coração! E povo brasileiro, sobretudo as pessoas mais simples, pode dar para o mundo uma grande lição de solidariedade, que é uma palavra frequentemente esquecida ou silenciada, porque é incômoda. Queria lançar um apelo a todos os que possuem mais recursos, às autoridades públicas e a todas as pessoas de boa vontade comprometidas com a justiça social: Não se cansem de trabalhar por um mundo mais justo e mais solidário! Ninguém pode permanecer insensível às desigualdades que ainda existem no mundo! Cada um, na medida das próprias possibilidades e responsabilidades, saiba dar a sua contribuição para acabar com tantas injustiças sociais! Não é a cultura do egoísmo, do individualismo, que frequentemente regula a nossa sociedade, aquela que constrói e conduz a um mundo mais habitável, mas sim a cultura da solidariedade; ver no outro não um concorrente ou um número, mas um irmão. Quero encorajar os esforços que a sociedade brasileira tem feito para integrar todas as partes do seu corpo, incluindo as mais sofridas e necessitadas, através do combate à fome e à miséria. 

Nenhum esforço de “pacificação” será duradouro, não haverá harmonia e felicidade para uma sociedade que ignora, que deixa à margem, que abandona na periferia parte de si mesma. Uma sociedade assim simplesmente empobrece a si mesma; antes, perde algo de essencial para si mesma. Lembremo-nos sempre: somente quando se é capaz de compartilhar é que se enriquece de verdade; tudo aquilo que se compartilha se multiplica! A medida da grandeza de uma sociedade é dada pelo modo como esta trata os mais necessitados, quem não tem outra coisa senão a sua pobreza!

2. Queria dizer-lhes também que a Igreja, «advogada da justiça e defensora dos pobres diante das intoleráveis desigualdades sociais e econômicas, que clamam ao céu» (Documento de Aparecida, 395), deseja oferecer a sua colaboração em todas as iniciativas que signifiquem um autêntico desenvolvimento do homem todo e de todo o homem. Queridos amigos, certamente é necessário dar o pão a quem tem fome; é um ato de justiça. Mas existe também uma fome mais profunda, a fome de uma felicidade que só Deus pode saciar. Não existe verdadeira promoção do bem-comum, nem verdadeiro desenvolvimento do homem, quando se ignoram os pilares fundamentais que sustentam uma nação, os seus bens imateriais: a vida, que é dom de Deus, um valor que deve ser sempre tutelado e promovido; a família, fundamento da convivência e remédio contra a desagregação social; a educação integral, que não se reduz a uma simples transmissão de informações com o fim de gerar lucro; a saúde, que deve buscar o bem-estar integral da pessoa, incluindo a dimensão espiritual, que é essencial para o equilíbrio humano e uma convivência saudável; a segurança, na convicção de que a violência só pode ser vencida a partir da mudança do coração humano.

3. Queria dizer uma última coisa. Aqui, como em todo o Brasil, há muitos jovens. Vocês, queridos jovens, possuem uma sensibilidade especial frente às injustiças, mas muitas vezes se desiludem com notícias que falam de corrupção, com pessoas que, em vez de buscar o bem comum, procuram o seu próprio benefício. Também para vocês e para todas as pessoas repito: nunca desanimem, não percam a confiança, não deixem que se apague a esperança. A realidade pode mudar, o homem pode mudar. Procurem ser vocês os primeiros a praticar o bem, a não se acostumarem ao mal, mas a vencê-lo. A Igreja está ao lado de vocês, trazendo-lhes o bem precioso da fé, de Jesus Cristo, que veio «para que todos tenham vida, e vida em abundância» (Jo 10,10). Hoje a todos vocês, especialmente aos moradores dessa Comunidade de Varginha, quero dizer: Vocês não estão sozinhos, a Igreja está com vocês, o Papa está com vocês. Levo a cada um no meu coração e faço minhas as intenções que vocês carregam no seu íntimo: os agradecimentos pelas alegrias, os pedidos de ajuda nas dificuldades, o desejo de consolação nos momentos de tristeza e sofrimento. Tudo isso confio à intercessão de Nossa Senhora Aparecida, Mãe de todos os pobres do Brasil, e com grande carinho lhes concedo a minha Bênção.