quinta-feira, maio 12, 2011

 
 
I Love You Too Much
We talked and talked and talked and talked for hours
An ocean or two couldn't keep me away from you
We spoke about the time and place of our first meeting
Without a word I know you knew that I cared about you

I love you too much
I love you too much
I love you too much
I love you too much

Been one too many lonely nights without you
On one too many trains and boats and planes
I spent a thousand nights alone before I met you
And I'll spend many more until we meet again

I love you too much
I love you too much
I love you too much
I love you too much
 
I Love You Too Much (tradução)
Nós conversamos e conversamos
E conversamos e conversamos por horas

quarta-feira, maio 11, 2011

Ví as belezas da terra e minha alma sonhou com o céu!

Papa Bento XVI durante a tradicional Catequese das quartas-feiras na Praça São Pedro, no Vaticano

PAPA BENTO XVI: "Oração não é fórmula, mas atitude"

O papa concedeu audiência geral nesta quarta-feira, como habitualmente. O encontro, na Praça São Pedro, reuniu dezenas de milhares de peregrinos e turistas. A catequese de Bento XVI deu sequência à reflexão iniciada na última semana e continuou falando hoje sobre a oração como algo intrínseco ao homem.

“O homem foi criado por Deus e para Deus” – disse ele, explicando que hoje, parece que Deus está fora do horizonte de muitas pessoas, enquanto ao mesmo tempo, verifica-se um despertar do sentimento religioso, que não desapareceu, por mais que muitos o tivessem previsto.

Apesar de ter perdido a semelhança com Deus por causa do pecado, o homem mantém o desejo Daquele que o chama à existência, e todas as religiões testemunham essa busca fundamental. A conseqüência – prosseguiu o papa – é que não existe uma grande civilização que não seja religiosa.

Bento XVI completou sua catequese afirmando que “a oração é expressão do desejo que o homem tem de Deus. Não é uma fórmula simples, mas uma atitude, um estar diante de Deus. Enraizada dentro de nós, é o lugar da gratuidade, da busca do inefável. A oração é um dom, pois é diante de Deus que se revela o momento em que a resposta do homem se transforma em íntima relação com Ele”.
Resumindo seu ensinamento desta quarta-feira em português, o papa disse:

“Queridos irmãos e irmãs,

Dando continuidade à reflexão sobre a oração, iniciada na semana passada, lembro que o homem é um ser religioso por natureza. Ele sente necessidade de sair de si mesmo ao encontro d’Aquele que é capaz de planificar a grandeza e a profundidade do seu desejo: o homem tem em si o desejo de Deus. E, o homem sabe que pode dirigir-se a Deus, sabe que Lhe pode rezar. São Tomás de Aquino define a oração como «expressão do desejo que o homem tem de Deus». Esta atração, que o próprio Deus colocou no homem, é a alma da oração que depois se reveste de muitas formas e modalidades. Na dinâmica desta relação com Deus que dá sentido à existência, a oração tem uma das típicas expressões no gesto de ajoelhar, declarando ter necessidade d’Ele. Assim, a oração, que é abertura e elevação do coração a Deus, se torna relação pessoal com Aquele que nunca se esquece do homem, tomando Deus a iniciativa de chamá-lo ao misterioso encontro da oração”.

 União homoafetiva: nota  da CNBB sobre decisão do STF


Nós, Bispos do Brasil em Assembleia Geral, nos dias 4 a 13 de maio, reunidos na casa da nossa Mãe, Nossa Senhora Aparecida, dirigimo-nos a todos os fiéis e pessoas de boa vontade para reafirmar o princípio da instituição familiar e esclarecer a respeito da união estável entre pessoas do mesmo sexo. Saudamos todas as famílias do nosso País e as encorajamos a viver fiel e alegremente a sua missão. Tão grande é a importância da família, que toda a sociedade tem nela a sua base vital. Por isso é possível fazer do mundo uma grande família.

A diferença sexual é originária e não mero produto de uma opção cultural. O matrimônio natural entre o homem e a mulher bem como a família monogâmica constituem um princípio fundamental do Direito Natural. As Sagradas Escrituras, por sua vez, revelam que Deus criou o homem e a mulher à sua imagem e semelhança e os destinou a ser uma só carne (cf. Gn 1,27; 2,24). Assim, a família é o âmbito adequado para a plena realização humana, o desenvolvimento das diversas gerações e constitui o maior bem das pessoas.

As pessoas que sentem atração sexual exclusiva ou predominante pelo mesmo sexo são merecedoras de respeito e consideração. Repudiamos todo tipo de discriminação e violência que fere sua dignidade de pessoa humana (cf. Catecismo da Igreja Católica, nn. 2357-2358).

As uniões estáveis entre pessoas do mesmo sexo recebem agora em nosso País reconhecimento do Estado. Tais uniões não podem ser equiparadas à família, que se fundamenta no consentimento matrimonial, na complementaridade e na reciprocidade entre um homem e uma mulher, abertos à procriação e educação dos filhos. Equiparar as uniões entre pessoas do mesmo sexo à família descaracteriza a sua identidade e ameaça a estabilidade da mesma. É um fato real que a família é um recurso humano e social incomparável, além de ser também uma grande benfeitora da humanidade. Ela favorece a integração de todas as gerações, dá amparo aos doentes e idosos, socorre os desempregados e pessoas portadoras de deficiência. Portanto têm o direito de ser valorizada e protegida pelo Estado.

É atribuição do Congresso Nacional propor e votar leis, cabendo ao governo garanti-las. Preocupa-nos ver os poderes constituídos ultrapassarem os limites de sua competência, como aconteceu com a recente decisão do Supremo Tribunal Federal. Não é a primeira vez que no Brasil acontecem conflitos dessa natureza que comprometem a ética na política.

A instituição familiar corresponde ao desígnio de Deus e é tão fundamental para a pessoa que o Senhor elevou o Matrimônio à dignidade de Sacramento. Assim, motivados pelo Documento de Aparecida, propomo-nos a renovar o nosso empenho por uma Pastoral Familiar intensa e vigorosa.

Jesus Cristo Ressuscitado, fonte de Vida e Senhor da história, que nasceu, cresceu e viveu na Sagrada Família de Nazaré, pela intercessão da Virgem Maria e de São José, seu esposo, ilumine o povo brasileiro e seus governantes no compromisso pela promoção e defesa da família.

Aparecida (SP), 11 de maio de 2011

Dom Geraldo Lyrio Rocha
Presidente da CNBB
Arcebispo de Mariana – MG

Dom Luiz Soares Vieira
Vice Presidente da CNBB
Arcebispo de Manaus – AM

Dom Dimas Lara Barbosa
Secretário Geral da CNBB
Arcebispo nomeado para Campo Grande - MS


A verdade é unívoca
Por damião fernandes

Inúmeros podem ser nossos motivos, intenções ou até mesmo argumentos sobre as mais diversas realidades e temas. Profundas podem ser nossas teorias, aporias ou alegorias sobre alguém, sobre coisas ou sobre nada. O homem sente necessidade de explicação e de explicar-se. O homem sente necessidade da revelação e do revelar-se. Somos seres que não ficamos satisfeitos com a explicação trivial, banal, superficial.

Queremos sim, a explicação completa, exata, conclusa, sem máscaras. No fundo buscamos a verdade. A mentira não nos completa, não nos satisfaz e muito menos nos realiza. A verdade se revela como uma complementaridade daquilo que somos. Poderíamos dizer que a verdade é a nossa outra metade, e enquanto não a encontramos, vivemos como seres catatônicos, alheios á toda realidade exterior, alheios á nós mesmos. Estamos vivos, mas sem vida. Temos necessidade da verdade como temos necessidade de dormir, de tomar água, de respirar. A necessidade da verdade faz parte de nossa natureza humana.

Quando conversamos com alguém ou lemos um jornal, temos a impressão que alguém está dizendo algo sobre nós. Mas que verdade é esta que desconhecemos? Quando assistimos á televisão ou ouvimos um rádio temos a ligeira impressão que estejam passando para nós uma mensagem. Mas que mensagem é essa? O que nela, nos diz respeito? Enquanto ouvimos ou assistimos os guias eleitorais ou ouvimos algum candidato “discursar”: Temos a impressão que o que ele fala diz respeito a nós, ao meu dia-a-dia, á minha vida profissional, estudantil, afetiva, religiosa. Mas, que verdades são essas que muitas vezes se perdem na multiplicidade e na fragmentação das coisas? Que verdades seriam essas, que se escondem nas dobras dos acontecimentos cotidianos e que nos parece tão difícil de decifrar? O que é múltiplo nos confunde e aterroriza.

A multiplicidade nos perturba e nos dispersa. Penso que a mentira é a mãe da multiplicidade, da fragmentação e da angústia. Quando mentimos sobre algo ou sobre alguém, em última análise, estamos fragmentando e por conseguencia dispersando o Outro. Pelo contrário, a verdade tem poder agregador, unitário, salvífico. Por isso, que certa vez Jesus disse que a verdade liberta. Ela nos liberta de toda e qualquer tentativa de multiplicidade, coisificação. Nos liberta do perigo de nos sentirmos “todos”, “iguais”, “multidão”, “Povo”. A verdade de Jesus sobre nós, tem o poder de nos tornar “distintos”, “Pessoais”, “diferentes”, “Discipulos e amigos”. Esta é a Verdade, que ao contrário da mentira, nos torna singular e único. 
[Texto publicado no site www.diariodosertao.com.br]

 Jornada Mundial da Juventude 2011 - MADRI/ESPANHA

"A Jornada Mundial da Juventude é um grande encontro de jovens de todo o mundo em torno do Vigário de Cristo. É um excelente meio de evangelização da Igreja, que, por intermédio destas Jornadas, continua a anunciar a mensagem de Cristo aos jovens. O JMJ é um esforço evangelístico no qual a Igreja exprime a sua preocupação permanente para a juventude. Todos os jovens devem sentir-se cuidados pela Igreja, para isso, toda a Igreja, em união com o Sucessor de Pedro, deverá sentir-se cada vez mais comprometida em todo o mundo,em prol dos jovens (...) para corresponder às suas expectativas, comunicando-lhes a certeza de Cristo, a verdade que é Cristo, o amor, que é Cristo através de formação adequada, que constitui uma condição necessária e actualizada da evangelização ". (João Paulo II, Discurso ao Colégio dos Cardeais, 20 de Dezembro de 1985)

Vamos!!! Nós, Jovens da Diocese de Cajazeiras-PB estaremos lá...Será uma experiência Incrível! A Comunidade Católica Siloé em Madri 20011!!

terça-feira, maio 10, 2011



Diocese de Cajazeiras em Madri na JMJ 2011

Durante o jubileu do Ano Santo da redenção, em recordação dos 1950 anos da morte de Cristo, houve uma celebração dedicada á Juventude na vigília do Domingo de Ramos em Roma. Mais de 300 mil jovens vindos de todas as partes do mundo para participaram do jubileu Internacional da Juventude. Nessa ocasião, o Papa Beato João Paulo II presenteou os jovens e as jovens com a “Cruz do Ano Santo”. Como na Verdadeira Igreja de Cristo, tudo parte de sua Cruz, Nascem nessa ocasião as Jornadas Mundiais da Juventude.

Desde o ano de 1984 até 2011 a igreja presenteou e presenteará, acolheu e acolherá os Jovens de todo o mundo com a realização de 26 Jornadas Mundiais. No coração do Papa João Paulo II como no do seu sucessor, o Jovem sempre tem um lugar relevante e precioso: "A Igreja os vê com confiança e espera que sejam o povo das bem-aventuranças!" [J.Paulo II].

Este Grande Pontífice sempre deixou bastante claro que “o principal objetivo das Jornadas é fazer a Pessoa de Jesus o Centro da Fé e da vida de cada jovem para que Ele possa seu ponto de referência constante e também a inspiração para cada iniciativa e compromisso para a educação das novas Gerações.”
 
O atual Papa Bento de XVI, em outra ocasião, acrescentou que as JMJ também querem “contribuir para reavivar em cada Jovem um amor que une as pessoas, fazendo-as sentir-se livre no respeito recíproco.”
Pois bem. A Diocese de Cajazeiras, na Pessoa do nosso Bispo D. José Gonzáles, está organizando um grupo de mais de 40 Jovens Peregrinos para juntos a tantos milhares de outros Jovens de todo o mundo, fazermos a experiência singular de estarmos juntos com a Igreja, aos pés do Papa, em Madri “Enraizados e Edificados em Cristo, Firmes na Fé” – na JMJ 2011.

Pela primeira vez na história de nossa Diocese, a Juventude de Cajazeiras estará sendo fortemente representada de maneira tão simbólica e profética numa Jornada Mundial com o Papa. Cremos que Cristo Jesus é o Senhor da História, que Ele interfere por meio de sua misericórdia, para o bem dos seus filhos – de todos os Jovens de nossa cidade – Para que também estes tenham a Pessoa de Cristo com centro de suas vidas -.

A profecia de Deus tanto para a Vida dos Jovens que estarão em Agosto/2011 com o Papa em Madri /Espanha quanto para os que aqui ficarão, não é possível neste momento mensurar na sua profundidade e largueza. Mas é possível aqui recordar das Palavras de São Paulo em I Coríntios 2.9: “As coisas que olhos não viram, nem ouvidos ouviram, nem penetraram o coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam.” Deus tem reservado maravilhas para a Juventude dessa Diocese.

A Diocese de Cajazeiras, a Juventude de nossa Cidade verá e sentirá desde Madri ecoar em suas vidas e em seus corações os apelos do Papa Bento XVI: “Vós sois o futuro da sociedade e da Igreja! Como escrevia o apóstolo Paulo aos cristãos da cidade de Colossos, é vital ter raízes, bases sólidas! E isto é particularmente verdadeiro hoje, quando muitos não têm pontos de referência estáveis para construir a sua vida, tornando-se assim profundamente inseguros.” [Mensagem do Papa Bento XVI para a JMJ 2011]

“ Queridos amigos, renovo-vos o convite a ir à Jornada Mundial da Juventude a Madrid. É com profunda alegria que espero cada um de vós pessoalmente: Cristo quer tornar-vos firmes na fé através a Igreja. Não vos deixeis desencorajar, procurai antes o apoio da Comunidade cristã, o apoio da Igreja! Ao longo deste ano preparai-vos intensamente para o encontro de Madrid com os vossos Bispos, os vossos sacerdotes e os responsáveis da pastoral juvenil nas dioceses, nas comunidades paroquiais, nas associações e nos movimentos. Amados jovens, a Igreja conta convosco! Precisa da vossa fé viva, da vossa caridade e do dinamismo da vossa esperança. A vossa presença renova a Igreja, rejuvenesce-a e confere-lhe renovado impulso.”[Mensagem do Papa Bento XVI para a JMJ 2011]

A Diocese de Cajazeiras está – como sempre esteve – atenta e obediente á voz e ao convite do Santo Padre. E junto com ela, a Juventude de Cajazeiras estará firme na fé, caminhando em Cristo, nosso amigo, nosso Senhor. Glória para sempre a Ele! Glória para sempre a Ele! Caminhamos em Cristo, firmes na fé.

Juntos, rumo a Jornada Mundial da Juventude!
Madri 2011

O ÚLTIMO DIA DO PAPA JOÃO PAULO II

Testemunho da enfermeira que assistiu o Papa João Paulo II até sua morte
Por Mariaelena Finessi

"Fui chamada no final da manhã. Corri, pois tinha medo de não chegar a tempo. No entanto, ele me esperava. 'Bom dia, Santidade, hoje faz sol', disse-lhe em seguida, porque era a notícia que o alegrava no hospital."Esta é a lembrança de Ritia Megliorin, ex-enfermeira chefe do serviço de reanimação na Policlínica Gemelli, na manhã de 2 de abril, quando foi chamada ao apartamento pontifício, à cabeceira de João Paulo II, o Papa agonizante.

"Não achei que ele fosse me reconhecer. Ele me olhou. Não com esse olhar inquisitivo que usava para entender imediatamente como estava sua saúde. Era um olhar doce, que me comoveu", acrescenta a mulher."Senti a necessidade de apoiar a cabeça em suas mãos; permiti-me o luxo de receber seu último carinho, com suas mãos pousando sobre o meu rosto, enquanto ele olhava fixamente para o quadro do Cristo sofredor que estava pendurado na parede na frente da sua cama."

Enquanto isso, ouvindo da Praça, os cantos, orações, as aclamações dos jovens, que se tornavam cada vez mais fortes, a mulher perguntou ao cardeal Dziwisz se estas vozes não estariam incomodando o Papa. "Mas ele, levando-me até a janela, disse-me: 'Rita, estes são os filhos que vieram se despedir do seu pai'."
Eles se conheceram em janeiro de 2005, quando as condições de saúde de Wojtyla tinham se agravado. Megliorin explica que, naqueles dias de começo de ano, chegando ao hospital para começar o trabalho e sem saber que o Papa tinha sido internado, foi-lhe dito que se apressasse, que fosse até o 10° andar, porque lá estava "um hóspede especial".
"Imaginem - diz a mulher - um lugar onde não existe o espaço e onde não existe o tempo, e imaginem somente muita luz." Foi esta luz que acompanhou os dias do Pontífice."Naqueles meses, toda manhã, eu entrava no seu quarto e o encontrava já acordado, porque ele rezava desde as 3h. Eu abria as persianas e, dirigindo-me a ele, dizia: 'Bom dia, Santidade, hoje faz sol'. Aproximava-me e ele me abençoava. Eu me ajoelhava e ele acariciava o meu rosto."Este era o ritual que dava início aos dias de Wojtyla. "No demais, eu era uma enfermeira inflexível e ele era enfermo inflexível. Queria estar a par de tudo, da doença, da sua gravidade. Quando não entendia, olhava para mim como pedindo que lhe explicasse melhor."

"Ele nunca deixou de estudar os problemas do homem. Lembro-me dos livros de genética, por exemplo, que ele consultava e estudava com atenção, inclusive naquelas condições." Isso refletia o seu não querer se render, esse querer viver a graça da vida recebida: "Cada dia, dizíamos um ao outro que 'todo problema tem solução'".

E o Papa dizia isso também e sobretudo às pessoas com quem se encontrava, por quem sentia um amor de pai. "E como todo pai, sentia uma predileção pelos mais fracos. Por exemplo, na Jornada Mundial da Juventude de Tor Vergata, em Roma, ele cumprimentou os jovens que estavam no fundo, pensando que provavelmente não tinham conseguido vê-lo direito. Também no hospital, ele se dedicava aos mais humildes e não tanto aos grandes professores; perguntava-lhes por suas famílias, se tinham crianças em casa."
Recordando, no entanto, as últimas internações, a enfermeira acrescentou: "O Papa viveu os momentos talvez mais difíceis na Policlínica", mas "assistir os doentes é um dom, pelo menos para quem acredita em Deus. E contudo, também para quem não tem fé, é uma experiência única".
 
Para quem compreende plenamente o sentido do que Megliorin entende, tornam-se estridentes as perguntas de tantos jornalistas, reunidos na Universidade Pontifícia da Santa Cruz para escutar, em um encontro com a mídia, o testemunho da enfermeira.

Alguns se perguntam se um filme sobre a vida de Wojtyla corresponde à verdade, sobretudo o fragmento no qual o filme conta que o Papa teve espasmos no momento da sua morte. Perguntas extravagantes, às vezes inoportunas, se não fossem de gosto duvidoso. De fato, a enfermeira pergunta quantas pessoas da sala assistiram à perda de um progenitor nos próprios braços: "Não posso responder - explica a contragosto. Quem não viveu isso não pode entender".

Então, "a morte foi um alívio?", insiste outro. "A morte nunca é um alívio - replica a mulher. Como enfermeira, posso dizer somente que existe um limite no tratamento, para além do qual esta se converte em um tratamento médico agressivo." A curiosidade por saber se Wojtyla se engasgava ou não, se tinha força para comer, beber ou respirar, tudo isso é uma violação da intimidade de um corpo, da sacralidade de uma vida. Seu pensamento volta às palavras de Wojtyla que, no entanto, "restituiu a dignidade ao enfermo", recorda Megliorin.

 Na carta apostólica 'Salvifici doloris', de 1984, João Paulo II escreve que a dor "é um tema universal que acompanha o homem em todos os graus da longitude e latitude geográfica, ou seja, que coexiste com ele no mundo". Também escreve que "o sofrimento parece pertencer à transcendência do homem: é um desses pontos nos quais o homem parece, de certa forma, 'destinado' a superar a si mesmo e chega a isso de maneira misteriosa".

João Paulo II, "no último momento da sua vida terrena - conclui Rita Megliorin -, resgatou a sua cruz, encarregando-se não somente da sua, mas também das de todos os que sofrem. Fez isso com a alegria que nasce da esperança de acreditar em um amanhã melhor. Acho, inclusive, que ele tinha a esperança de um hoje melhor".

Beato João Paulo II, rogai por nós!
Fonte: (ZENIT.org)