sábado, março 30, 2013


A Cruz é a [RESPOSTA] de Deus ao Mal no Mundo: Afirmou Papa Francisco no Coliseu


VATICANO, 29 Mar. 13 / 11:50 pm (ACI).- No Via Crucis celebrado na noite de hoje, sexta-feira 29 de março, o Papa Francisco dirigiu aos presentes no Coliseu Romano algumas palavras afirmando que a “a Cruz de Jesus é a Palavra com que Deus respondeu ao mal do mundo”.

Estas foram as palavras do Santo Padre na ocasião:

Amados irmãos e irmãs,

Agradeço-vos por terdes participado, em tão grande número, neste momento de intensa oração. E agradeço também a todos aqueles que se uniram a nós através dos meios de comunicação, especialmente aos doentes e aos idosos.

Não quero acrescentar muitas palavras. Nesta noite, deve permanecer uma única palavra, que é a própria Cruz. A Cruz de Jesus é a Palavra com que Deus respondeu ao mal do mundo. Às vezes parece-nos que Deus não responda ao mal, que permaneça calado. Na realidade, Deus falou, respondeu, e a sua resposta é a Cruz de Cristo: uma Palavra que é amor, misericórdia, perdão. É também julgamento: Deus julga amando-nos. Se acolho o seu amor, estou salvo; se o recuso, estou condenado, não por Ele, mas por mim mesmo, porque Deus não condena, Ele unicamente ama e salva.

Amados irmãos, a palavra da Cruz é também a resposta dos cristãos ao mal que continua a agir em nós e ao nosso redor. Os cristãos devem responder ao mal com o bem, tomando sobre si a cruz, como Jesus. Nesta noite, ouvimos o testemunho dos nossos irmãos do Líbano: foram eles que prepararam estas belas meditações e preces. De coração lhes agradecemos por este serviço e sobretudo pelo testemunho que nos dão. Vimo-lo quando o Papa Bento foi ao Líbano: vimos a beleza e a força da comunhão dos cristãos naquela Nação e da amizade de tantos irmãos muçulmanos e muitos outros . Foi um sinal para todo o Médio Oriente e para o mundo inteiro: um sinal de esperança.

Então continuemos esta Via-Sacra na vida de todos os dias. Caminhemos juntos pela senda da Cruz, caminhemos levando no coração esta Palavra de amor e de perdão. Caminhemos esperando a Ressurreição de Jesus.

sexta-feira, março 29, 2013


Depois do YUOCAT, chegando o DOCAT | A Doutrina Social da Igreja Católica


Depois do sucesso do YOUCAT, está em fase final de tradução o “YOUCAT – Curso para o Crisma”. Mas já está em preparação também o DOCAT. O nome é uma combinação do verbo inglês “fazer” e “Catecismo” (fazer alguma coisa). O novo instrumento descreverá, em 12 capítulos e numa linguagem jovem, a Doutrina Social da Igreja Católica e seu impacto nas áreas de trabalho, negócios, política, meio ambiente e paz.

O DOCAT terá o mesmo o design gráfico e formato do Catecismo Jovem. Segundo Bonacker Marco, colaborador do projeto, teólogo e Doutor em Ciências Sociais, “essa nova ferramenta também será baseada em perguntas e respostas, para que o jovem compreenda e se aproxime do que a Igreja ensina em sua Doutrina Social”. Para isso, recentemente um grupo de jovens foram novamente convidados para durante um fim de semana fazerem um teste sobre o que está sendo elaborado. A obra também conta com colaboração e orientação do Cardeal Arcebispo de Munique, Reinhard Marx e do especialista em assuntos sociais e político, Norbert Blüm.

Seguindo a proposta da Nova Evangelização, o DOCAT pretende recordar aos jovens que sua principal tarefa enquanto cristãos em todo o mundo é também encher de Fé, Esperança e Caridade, os espaços, que pouco foram sendo instrumentalizados, esvaziados de sentido e dignidade. Documentos como a Encíclica “Rerum Novarum” do Papa Leão XIII, “Pacem in Terris” do Papa João XXIII, e outros dos papas João Paulo II e Bento XVI inspiram o novo subsídio.

A obra que será lançada pelo YOUCAT CENTER de Augsburg entre julho e outubro desse ano, é originalmente alemã. E o processo de concessão para os direitos de tradução e publicação é naturalmente lento. Sendo aprovado durante o curso do segundo semestre pelos órgãos competentes, (tanto a editora que detém os direitos autorais para a língua portuguesa, quanto a Conferência Episcopal Local), provavelmente o DOCAT chegará ao Brasil em 2014.

Fonte| CNBB

quinta-feira, março 28, 2013


A associação de Juristas Evangélicos emitem NOTA DE REPÚDIO  á decisão do Conselho  Federal de Medicina em apoiar o Aborto

Considerando que, era esperado que entidades Evangélicas, como a ANAJURE – Associação Nacional de Jurístas Evangélicos, em especial, por exemplo -, se pronunciassem favoravelmente, não à pessoa do Pr. Marco Feliciano, mas ao cargo que lidimamente ocupa, vindo à ele democraticamente por seus 211 mil eleitores paulistas e acordo firmado pela base aliada do Governo Federal para que então, presidisse a Comissão de Direitos Humanos;

Considerando ainda, que a última nota da ANAJURE - Se a mesma é pessoal do seu Presidente ou expressa opinião de todos os membros, ainda não se sabe - a respeito da referida pressão Gayzista ao citado Parlamentar, enquanto contrária aos Movimentos de Defesa da Família atuais, só legitima a baderna e sanciona à “Caça aos Evangélicos” no Brasil, por extensão. Segue a mesma:

 "Em geral, o movimento político evangélico brasileiro é tão despreparado e age de forma tão atabalhoada que, no caso da CDH da Câmara, em uma ação só:
1) Vai perder a grande oportunidade de liderar uma das comissões mais importantes da Câmara dos Deputados;
2) Conseguiu com a indicação feita, dividir, ainda mais, a própria igreja evangélica;
3) Conseguiu trazer a sociedade e a imprensa contra os
evangélicos ao fomentar e participar de uma tresloucada "guerra santa" por estar agindo com intolerância para com os intolerantes (é isso que Cristo nos ensina?);
4) E de quebra vai fortalecer ainda mais as minorias anticristãs com a recente fundação da Frente Parlamentar dos "Direitos (de alguns) Humanos".
Tudo isso porque os projetos pessoais estão acima dos valores da Verdade do Evangelho de Cristo. Tudo isso porque os valores do Cristianismo foram reduzidos a um tema: a luta contra o movimento gay. Isso está certo?
Este, realmente, é um tempo de reflexão, arrependimento e amadurecimento. Que
Deus tenha misericórdia e conserte a sua Igreja." Dr. Uziel Santana, Presidente da ANAJURE.

Leiam aqui a nota de reprovação do Dr. Rubens Teixeira, Jurista de renome internacional, citado no Blog do Ativista Internacional Pró-Família Júlio Severo discorrendo sobre essa gafe desproporcional da ANAJURE.

Considerando que, Movimentos contrários aos Gayzismo Mundial estão a eclodir nos países do primeiro mundo, como a EUA e França - Esta que fêz nos últimos meses duas manifestações contrárias ao casamento e adoções gays, bem como às políticas nefastas desta militância, 1 milhão na primeira e 2 milhões na segunda, o que deveria inspirar a repetição de tal feito em solo Tupiniquim; E que se espera que tais movimentos inspirem o Brasil a seguir nos mesmos trilhos conservadores;

Resolvemos publicamente repudiar, máxima Data Vênia, a nota da ANAJURE- Que cremos ter sido pessoal do presidente - que não se manifestou da mesma forma veemente quando o Deputado Gayzista Jean Wyllys foi conduzido às dependências do Mackenzie para ministrar-lhes ideologias eivadas de orientação Pró-Sodomita e Pró-Feitiçaria, uma vez que o mesmo em vídeo publicado no Youtube afirmou que “...seu mandato lhe foi dado pelos orixás”,  havendo o mesmo ainda declarado que “Os Calvinistas eram aliados do Movimento Gay” – Esperamos a compreensão dos Calvinistas de bom senso sobre tal ato repulsivo. O Chanceler atual do Mackenzie, também é um dos líderes da ANAJURE, o que nos causa cada vez mais estranheza em todo esse comportamento institucional.

O referido Deputado Gayzista ainda, em seminário LGBT no congresso nacional, aceitou tácita e publicamente, a proposta do Ativista Gay Marcio Retamero de “...pegar em Armas Contra os Cristãos...”, sendo inclinado a processar e difamar todo e qualquer Cristão que lhe contrarie ou pense diferente dele, ou até mesmo Gays de Direita, como o falecido Dep. Federal Clodovil Hernandes que afirmou “... não ter orgulho algum de transar com homem e sempre respeitaria a Deus e a família, da qual havia surgido...” – Homem cuja memória o Brasil ainda hoje respeita, porque se dava ao respeito.

Reiteremos a esperança de que a ANAJURE mude suas estratégias e se porte como o esperado aliado em potêncial do povo de Deus no Brasil – Pois neste exato momento, estão lutando por refugiados do Oriente Médio para lhes abrigar em nosso solo pátrio – Sob pena de não o fazendo, sucumbir em “Zona de Conforto”, aos propósitos para os quais foi criada.

Renovamos nosso repúdio às Autoridades do Executivo, Lesgislativo, Judiciário e Militares, que se calam perante a arruaça promovida por Anarquistas, Esquerdistas e Gayzistas, que pisam em nossa Bandeira Brasileira, em nossa Constituição consolidada às custas de muito suor, sangue e lágrimas, bem como em nossa Democracia, não aceitando seu processo e resultados, incitando às massas à violência, sedição e crimes contra o Estado e a Ordem Política e Social, vislumbrados na LEI No 1.802, DE 5 DE JANEIRO DE 1953, onde no afirma-se no Art. 8º :

“Opor-se, diretamente, e por fato, à reunião ou livre funcionamento de qualquer dos poderes políticos da União.

Pena: - reclusão de 2 a 8 anos, quando o crime fôr cometido contra poder de União ou dos Estados reduzida, da metade quando se tratar de poder municipal.” E ainda:

Art. 11. Fazer públicamente propaganda:
a) de processos violentos para a subversão da ordem política ou social;
b) de ódio de raça, de religião ou de classe;
c) de guerra.
 
Pena: reclusão de 1 a 3 anos.

É inaceitável que não se dê a devida proteção aos trâmites da Câmara só por ter um Cristão Conservador como Presidente de uma Comissão, sob o domínio da qual, o PT fêz o que quis durante 16 anos e ninguém foi lá reclamar ou perturbar ou ainda criar “Comissão Paralela”. Por isso, reafirmamos nosso apoio ao Deputado Marco Feliciano que neste momento representa a Família, os Cristãos como um todo, as tradições da pátria, os Militares tão odiados pelos Marxistas e todos quantos ainda acreditam que devem lutar pela preservação da Civilização Humana. Os Gayzistas o transformaram, apesar de suas falhas, no símbolo da nossa luta.

E ressalte-se que o Deputado e Presidente da Câmara é um homem condenado pelo Tribunal de Justiça do seu estado por improbidade administrativa, segundo Revista Veja, sem qualquer moral para orquestrar movimento contra o Dep. Feliciano. Ademais, dois mensaleiros condenados pelo STF, João Paulo Cunha e José Genoíno, foram conduzidos à Comissão de Constituição de Justiça sem que ninguém se desse conta, enquanto se ocupavam com o tumulto em torno de Marco Feliciano, que foi proposital para desviar do foco a população.

Portanto, conclamamos à todos os Brasileiros Cristãos de várias confissões religiosas e outros segmentos de fé, Gays de Direita, que claramente vêem nestas atitudes fascistas, ameaças lesivas ao nosso Estado Democrático de Direito, à juntar-se a nós nesta Nota de Repúdio e em ações doravante tomadas pela UNIDEFAN para defender nossa pátria e valores culturais e sociais soberanos.

E para deixar claro a que viemos, já começamos processando a Advogada-Mor do Ativismo LGBT no Brasil, Maria Berenice; Ao Conselho de Políticas Públias LGBT da antiga Comissão de DH, bem como o Malfadado Estatuto da Diversidade. Os primeiros já disponibilizados em nosso Blog. Acompanhe nossas ações nele, divulgue, comente, participe.

Dr. Matheus Sathler - Presidente da UNIDEFAN e
Advogado que atuou na Frente Parlamentar Evangélica.

Bel. Ricardo Ribeiro, Vice-Presidente da UNIDAFAN, Jornalista, Conferencista e Capelão
da UNIPAS - União Internacional de Pastores e Capelães, sede New Jersey/USA.

 

Frente parlamentar quer explicação de presidente do CFM sobre aborto

 
O senador Magno Malta (PR-ES) afirmou nesta terça-feira que irá pedir a convocação do presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Roberto D'Ávila, para que dê explicações à comissão especial que trabalha na reforma do Código Penal a respeito do apoio à liberação do aborto até o terceiro mês de gestação. O senador afirmou ainda que irá realizar uma manifestação com os grupos antiaborto, na Esplanada dos Ministérios, nos próximos meses.

Na semana passada, o CFM e os 27 conselhos regionais de medicina (CRMs) deliberaram, por maioria, apoiar a liberação do aborto por vontade da gestante até a 12ª semana de gestação. O órgão vai enviar à comissão do Senado responsável pela reformulação do código Penal documento em que sugere a regulamentação do aborto nesse e em mais três casos: quando houver risco à vida ou à saúde da gestante, se a gravidez resultar de violência sexual e se for comprovada a anencefalia ou quando o feto padecer de graves e incuráveis anomalias que inviabilizem a vida independente, em ambos os casos atestado por dois médicos.

Magno Malta, que é evangélico, afirmou ser “terminantemente contra” o aborto e acusou o conselho de propor que crianças de 90 dias tenham suas vidas tiradas.

- Somos terminantemente contra, o extremo contra, a favor da vida. A concepção é a vida. Aos três meses, você vai tirar um feto aos pedaços para jogar no lixo. Não podemos subscrever nem aplaudir uma decisão como essa. Há grupos de médicos de todos os Estados que são contrários a isso. Queremos ouvir isso em debate aqui na casa. Ele virá como convidado para que o Brasil possa conhecer, o Brasil ouvir e as razões porque o Conselho Federal de Medicina propõe que crianças com 90 dias tenham suas vidas tiradas - afirmou o senador, completando:

- Vamos fazer um debate para colocar as razões dessa decisão que não tem concordância de parte significativa dos médicos. E com quem ele se reuniu para tomar essa decisão. Vamos montar uma mesa para fazer um debate aberto com ele, que é médico. A lei não se faz da exceção para a regra, mas da regra para exceção. Não se pode tomar uma medida como ele tomou se imaginando exceção. Vamos convidá-lo para vir à comissão.

Magno Malta adisse que irá criar um seminário no dia 15 de maio, instituído pela ONU como Dia da Família, e realizar uma marcha na Esplanada dos Ministérios nos próximos 60 dias contra o aborto. Na comissão, o senador prometeu defender que o aborto não seja aceito em nenhuma hipótese.

- Eu faço parte da comissão que estuda o código. A minha proposta é que não aceitemos o aborto de forma alguma. Como toda exceção existe, é preciso que tenha uma discussão. Mas como exceção, não como regra. Quando o conselho propõe 12 semanas, é um feto como esse aqui. É gente que vai para o Carnaval, para a balada, engravida, depois se usa disso, de que engravidou porque colocaram uma coisa na bebida. É um assassinato que existe em massa no Brasil. O Código Penal tem que dar conta disso. Temos que criminalizar quem comete crime consciente. Essa proposta é infame porque está chamando para legalizar o crime - alegou o senador.

O presidente do CFM, Roberto d’Avila, ressalta que os conselhos de medicina não defendem a descriminalização do aborto. O que eles sugerem é a ampliação dos casos possíveis para se interromper a gravidez. Segundo o CFM, abortos praticados fora dessas situações deverão ser penalizados.

Fonte | O Globo

 

O médico tem o dever de promover o bem e evitar o mal

Nota do Dr. Ubatan Loureiro Júnior, membro da comissão arquidiocesana de bioética e defesa da vida de Brasília

 

Publicamos a seguir uma  nota de esclarecimento ao público enviada a ZENIT pelo setor de comunicação da arquidiocese de Brasília e elaborada pelo Dr. Ubatan Loureiro Júnior, Gineco-Obstetra e Membro da Comissão Arquidiocesana de Bioética e Defesa da Vida de Brasília.

***

Nós, médicos, devemos para com os pacientes a Beneficência que se constitui em um fim primário de promover o bem em relação ao paciente e à sociedade, evitando o mal. Implica, sobretudo, no imperativo de fazer o bem ativamente e prevenir o mal. Historicamente ao fazermos o nosso juramento hipocrático na nossa colação de grau afirmamos que: Aplicaremos os regimes para o bem do doente segundo o nosso poder e entendimento, nunca para causar dano ou mal a alguém. A ninguém daremos por comprazer, nem remédio mortal nem um conselho que induza a perda. Do mesmo modo não daremos a nenhuma mulher uma substância abortiva”.

Médicos Gineco-Obstetras, generalistas e de família, jamais podem esquecer que ao chegar ao consultório uma mãe com uma Ameaça de Abortamento (sangramento transvaginal no primeiro trimestre de gestação, cólicas, descolamento de placenta, etc.) pedindo que salvem seu filho; nós não devemos esquecer que esse ser humano no seu início de vida, vulnerável, não seja nosso paciente. Como então entender que todos os que têm na sua formação médica essa disciplina obrigatória que é a Gineco-Obstetricia, pode então sacrificar um ser humano vulnerável e saudável em detrimento da autonomia de uma mulher?  Como então dizer que existe a autonomia dos vulneráveis se esquecemos estes pequeninos seres humanos?

Acredito que essa tarefa não é difícil de ocorrer, pois parece que também esquecemos que os livros consagrados do ensino médico:

- Embriologia do K. Moore ( 7ª Ed, 2004, Elsevier, São Paulo. O início do Desenvolvimento Humano: Primeira Semana, p.17-47);

- Embriologia Funcional do Roehn( 2ª Ed, 2005, Guanabara Koogan, Rio de Janeiro, Introdução, p. 1-5);   Biologia Celular e Molecular do Junqueira (2005, 8ª Ed, Guanabara Koogan, Rio de Janeiro);  

-Fundamentos de Embriologia Médica do Langman ( 2ª Ed, 2005, Guanabara Koogan, Rio de Janeiro, Introdução, p. 1-5);

- Obstetrícia do Jorge Resende 10ª Ed, 2005, Guanabara Koogan, Rio de Janeiro Barcellos JM, Nahoum JC, Freire NS. Placenta. Cordão Umbilical. Sistema Amniótico, p.28 -60;

Esses livros nos ensinaram que a vida humana começa com a fertilização, verdades científicas que jamais poderão ser mudadas a não ser pelo nosso STF.

Como disse o afamado geneticista descobridor da Síndrome de Down, Dr. Jérôme Lejeune: “Se um óvulo fecundado não é por si só um ser humano, ele não poderia tornar-se um, pois nada é acrescentado a ele”.

“Um feto é um paciente, e a medicina é feita para curar... Toda a discussão técnica, moral ou jurídica é supérflua: é preciso simplesmente escolher entre a medicina que cura e a medicina que mata". 

"Logo que os 23 cromossomos paternos trazidos pelos espermatozóides e os 23 cromossomos maternos trazidos pelo óvulo se unem, toda informação necessária e suficiente para a constituição genética do novo ser humano se encontra reunida".

"No princípio do ser há uma mensagem, essa mensagem contém a vida e essa mensagem é uma vida humana".

Prof. Lejeune - doutor Honoris Causa das universidades de Dusseldorf (Alemanha), Pamplona (Espanha), Buenos Aires (Argentina) e da Universidade Pontifícia do Chile. Ele era membro da Academia de Medicina da França, da Academia Real da Suécia, da Academia Pontifícia do Vaticano, da American Academy of Arts and Sciences, da Academia de Lincei (Roma) entre outras. Participou e presidiu várias comissões internacionais da ONU e OMS. Foi o primeiro presidente da Academia Pontifícia para a Vida.

Acredito que até podemos esquecer teorias como as descritas acima, mas como podemos esquecer imagens ultrassonográficas de um ser humano de 12 semanas de idade gestacional que apresenta sua organogênese toda definida (coração com batimentos, ondas cerebrais eletroencefalográficos –movimentos fetais ativos inclusive chupando o dedinho, etc)?  Se não tivermos olhar para essa realidade, também não teremos olhar para os nossos filhos, para o futuro dessa nação e muito menos para o futuro da humanidade.
Espero que todos nós nos sintamos responsáveis pelas gerações futuras com a beneficência e não maleficência que nos é devida nos nossos atos médicos e que nos sintamos partícipes da Paz no mundo.

* Comentários de Dr. Ubatan Loureiro Júnior, Gineco-Obstetra (Comissão Arquidiocesana de Bioética e Defesa da Vida de Brasília).

Clericus Cup 2013 | 

Campeonato de futebol dos Institutos Pontifícios Romanos


Uma verdadeira manifestação multicultural:335 jogadores formando 16 times. É a “Clericus Cup” que chega a sua sétima edição. Um verdadeiro campeonato de futebol disputado por sacerdotes e seminaristas dos Institutos Pontifícios de Roma. Os participantes agrupados em 4 dias, muito determinados, superaram a primeira fase. Agora, os jogadores aguardam as quartas de final do torneio que acontecerão dia 13 de abril.
O “campeonato mundial pontifício”, como definido por vários, é organizado pela ‘Centro Sportivo Italiano’ (CSI) e patrocinado pelo Departamento de Esportes da CEI ( Conferencia Episcopal Italiana), pelo Pontifício Conselho para os Leigos e pelo Pontifício Conselho para Cultura. 56 nações estão presentes no torneio, o maior número é representado pelos mexicanos, somam 46; seguido pela Itália e Estados Unidos com 29 jogadores; os brasileiros são 23 e os espanhóis 21.

As regras têm algumas diferenças em relação às tradicionais do futebol: a duração total foi reduzida para 60 minutos, e além do cartão amarelo e vermelho, há também o azul o que impõe a expulsão temporária por 5 minutos. O torneio é semelhante ao da Liga dos Campeões: quatro grupos constituídos por quatro equipes se enfrentam em partidas eliminatórias. Os dois primeiros vão para a próxima etapa, enquanto o restante é eliminado. Logo depois da Páscoa, no dia 13 de abril, acontecerão as quartas de final, dia 11 de maio as semi finais e sete dias depois, será a final que vai decidir o vencedor do torneio.

O evento vem sendo liderado | pelo Redemptoris Mater, com três vitórias (2007, 2009 e 2010), seguido da Mater Ecclesiae, Gregoriana e North American Martyrs. Todos três com uma vitória (respectivamente em 2008, 2011 e 2012).

A edição de 2013 tem várias novidades, incluindo a faixa no braço de cada capitão, com a frase: "Succede a chi crede" (Acontece para aqueles que acreditam), trazendo à mente as maravilhas que a fé pode realizar: capaz de surpresas, de reunir, e ir além das diversidades humanas. E este ano, os Cardeais que chegaram a Roma para o Conclave, tiveram a oportunidade de ver de perto esta festa jovem. Muitos deles já moraram nestas faculdades romanas. Ao longo dos anos, muitos cardeais expressaram sua simpatia com relação ao evento, a partir do Secretário de Estado, Tarcisio Bertone, de quem nasceu a idéia do torneio de futebol, ou o Português José Saraiva Martins, grande fã de futebol.

A última disputa dos grupos realizada alguns dias após a eleição de Bergoglio foi uma oportunidade para a faculdade argentina "Verbo Encarnado" de saudar o colega mais conhecido: Papa Francisco.

O sucesso da Clericus Cup aumenta a cada ano e atrai cada vez mais pessoas, adeptos e fãs de futebol que chegam nos campos do Oratório Pontifício de São Pedro seja para torcer para os sacerdotes amigos ou para contemplar o espetáculo da Cúpula que se avista do campo de futebol . Uma combinação ideal de esporte e sacro, anos-luz de distância dos episódios que estamos acostumados a ver no domingo, nos estádios italianos, porque muitas vezes nos esquecemos de que o futebol é, sobretudo, divertimento.

quarta-feira, março 27, 2013


SE DIZ CATÓLICO e não concorda com o que a Igreja Defende?! Como Assim?

Fonte| Folha de São Paulo
 
A pesquisa feita pelo Datafolha sobre a eleição do papa Francisco consolida a impressão de que há uma grande diferença entre o que a igreja prega e o que os católicos brasileiros pensam ou praticam --com algumas nuances importantes.

Em primeiro lugar, chama a atenção o fato de que, em temas polêmicos, ligados à moral sexual ou aos pilares do funcionamento da igreja, os católicos do Brasil são, com frequência, mais "liberais" que os membros de todas as demais igrejas cristãs.

É no mínimo curioso, por exemplo, que num país onde já há "bispas" e "pastoras" com status de celebridade, mais católicos defendam que uma mulher pode celebrar a missa (64% deles) do que evangélicos pentecostais (56%) e entre os não pentecostais (58%).

O contingente católico da população também é o grupo mais aberto, entre os membros das igrejas cristãs, à possibilidade de uniões homossexuais (41%).

Esse número só não é maior do que o registrado entre espíritas (64%) e adeptos da umbanda (53%), os únicos grupos religiosos do país que têm uma maioria favorável a esse tipo de união, de acordo com o levantamento do Datafolha.

E os resultados são parecidos quando se pergunta o posicionamento sobre a legalização do aborto.
A questão, claro, é como explicar o abismo entre o Magistério (o ensinamento oficial da igreja) e a prática, coisa que pesquisas de opinião de larga escala não foram projetadas para fazer.

Um primeiro aspecto importante provavelmente é o simples gigantismo e peso histórico da Igreja Católica no Brasil. O "catolicismo cultural", o hábito de batizar os filhos e ir à igreja apenas para casamentos e funerais, ainda é uma força considerável, embora esse tipo de católico esteja virando evangélico ou "sem religião" com frequência cada vez maior.
 
PESO E TESOURO
Há ainda a influência duradoura do Concílio Vaticano 2º (1962-1965), encontro de todos os bispos do planeta que redefiniu a relação da igreja com o mundo moderno.

Muitos sacerdotes e fiéis ainda interpretam as afirmações do concílio sobre a primazia da consciência de cada pessoa como uma abertura para tomar suas próprias decisões sobre temas que não afetariam o cerne da fé.

(Por outro lado, o concílio também condenou o aborto como "crime abominável", e só 41% dos católicos do país aceitam abrir brechas para o procedimento.)

Outro detalhe interessante é a diferença entre o que os fiéis acham correto e o que o papa deveria fazer a respeito.

Nem todo mundo que é a favor da camisinha ou da pílula anticoncepcional acha que o papa deveria sair em defesa delas, por exemplo.

E, apesar da associação entre celibato clerical e casos de abuso sexual envolvendo padres, metade dos católicos (52%) ainda prefere um clero celibatário. A tradição católica estaria, então, mais para um fardo ou para um tesouro? Para muita gente, talvez seja as duas coisas.


Editoria de Arte/Folhapress
CATOLICISMO FLEX Recorte de pesquisa Datafolha apenas com católicos mostra segmento "mais liberal", em %
CATOLICISMO FLEX Recorte de pesquisa Datafolha apenas com católicos mostra segmento "mais liberal", em %           

segunda-feira, março 25, 2013

Folha de São Paulo apoiando o aborto... Alguma surpresa? 


Como quase sempre acontece, a grande mídia nacional -- com exceções dignas de nota, como é o caso do jornal Gazeta do Povo, de Florianópolis -- posiciona-se a favor da matança de seres humanos indefesos e inocentes. 

O Jornal "Folha de São Paulo" parece ser o decano desta turna midiático-abortista, seguindo como poucos a cartilha do esquerdismo-abortismo internacional. Este é o mesmo jornal que no passado recente divulgou inverdades sobre o medicamento popularmente conhecido como "pílula do dia seguinte" e cujo uma de suas colunistas escreveu um dado totalmente fora da realidade ao falar sobre o aborto. Talvez a Folha devesse contratar alguns estagiários para fazerem o trabalho que seus profissionais tarimbadíssimos não parecem conseguir fazer...

Mas o caso da Folha de São Paulo parece mesmo ser crônico e é provável que nem mesmo uma lavagem com creolina faça efeito por lá, pois o abortismo está já em fase adiandíssima, naquela fase onde qualquer cuidado com a realidade é praticamente desnecessária.

É exatamente esta a sensação que qualquer pessoa honesta e minimamente conhecedora do problema do aborto tem ao ler editorial publicado neste jornal dando apoio à desastrada circular do CFM.

Ao classificar de "corajosa" a iniciativa do CFM, a Folha devia explicar melhor um tal adjetivo, pois eu acho muito difícil classificar assim uma atitude que em última instância levará à morte cruel de seres inocentes, frágeis e que sequer têm voz para clamarem por sua defesa. É isto que é coragem para a Folha de São Paulo? Que coragem o Conselho Federal de Medicina demonstra ao dar apoio para que um crime hediondo cometido contra um ser humano indefeso  seja encarado como algo virtuoso?

E a Folha de São Paulo, como parece ser seu estilo, já no 2o. parágrafo do editorial, informa seus leitores que "interrupção voluntária da gravidez já é permitida em casos de estupro ou de risco para a vida da mãe", o que é uma desinformação. O aborto em tais casos, no Brasil, segundo nosso Código Penal, não é punível, o que é bem diferente de dizer que a prática é permitida. Mas pode ser que o editorialista da Folha encare tal coisa como mero detalhe, afinal não a vida dele que está em jogo, não é mesmo?

Mas seguindo mais à frente o editorialista saiu-se com a seguinte pérola:
"Equiparar o aborto ao assassinato de um ser humano soa excessivo. Neurologistas dizem que o feto é incapaz de sentir dor antes das 12 semanas de vida. Ainda assim, não há como negar que se trata de vida -vida humana- o que o aborto vai interromper."
Eu sempre acho que é muito fácil para quem está vivo escrever algo deste tipo. Retalhar o corpo de um ser humano pequenino para retirá-lo do útero de sua mãe não deve ser comparado a um assassinato pelos padrões da Folha de São Paulo? Ok. Fornecer remédios, verdadeiras bombas hormonais, para que as mães despejem seus filhos privada abaixo, para a Folha, é um excesso comparar isto a um assassinato? Então tá. 

Mas isto é o que então? O editorial se cala, preferindo reduzir nossa humanidade, ao que parece, à nossa capacidade de sentir dor. Talvez a Folha encare medicamentos analgésicos como "supressores temporários de humanidade" ou algo do tipo.

Como abortistas sempre se enrolam em suas próprias teias, o editorialista nem precisou de novo parágrafo para admitir que o que vai ser morto -- detesto eufemismos e "interromper" é apenas isto, um eufemismo -- é mesmo um ser humano. Ou seja, para a Folha, a morte de um ser humano inocente e indefeso provocada por um outro ser humano não se configura um assassinato, seria um "excesso" utilizarmos este termo. Então tá, novamente. 

É evidente que o editorial teria que tentar esclarecer tais afirmações, mas a coisa toda só fica mais e mais patética, como sempre acontece toda vez que a militância abortista tenta justificar sua visão distorcida do que seja a preservação da vida humana. 

Ao falar de "vida humana em potencial", um termo bem caro aos abortistas, a Folha esquece de dizer o que seria acrescentado ao ser já concebido que o faria se tornar uma vida humana plena. O que seria? A capacidade de sentir dor? Isto beira o ridículo... Mais ainda quando se sabe que este "cuidado" para que o ser humano a ser abortado não sinta dor nem é o equivalene a uma coceirazinha ética dos abortistas, pois este aborto "indolor" para o nascituro serve apenas como justificativa perante o natural e profundo horror da população em geral à tal prática. Isto tem nada de humanismo por parte dos abortistas, é puro cálculo tático.

Mas então o que seria acrescentado a esta tal "vida humana em potencial" para que ela se torne plenamente humana? A Folha não diz... E nem vai dizer, pois isto é apenas uma peça de ficção. A verdade é que a única coisa acrescentada a um ser já concebido para que ele se desenvolva a partir do encontro entre o espermatozóide e o óvulo são nutrientes. Apenas isto. Com os nutrientes necessários, que serão recebidos da mãe, teremos um nascimento dentro de alguns meses. Será então que para a Folha de São Paulo a receita mágica responsável pela transição de vida humana em potencial para vida humana plena é a adição de nutrientes? É sério isto?

O fato é que a Folha faz toda esta ginástica para evitar ter de falar o que é óbvio a todos: que o fato de sermos humanos faz parte de nossa essência. Não se é mais ou menos humano a partir da concepção ou conforme a gestação vai avançando, assim como não deixamos jamais de sermos humano. Somos humanos, mas nunca fomos "potencialmente" humanos, passamos a ser plenamente humanos a partir da concepção.

Mas, como não poderia deixar de ser, a Folha não perde muito tempo tentando justificar filosoficamente sua tese, parte logo para a parte mais cara aos abortistas em geral: a fabricação de dados. Eis o trecho em questão:
"Calcula-se em cerca de 1 milhão o número de abortos realizados anualmente no Brasil. Realizados ilegalmente, no mais das vezes em condições precárias, respondem por quase duas centenas de óbitos maternos por ano."
Quem calculou este dado? A Folha não diz... Onde está disponível tal dado? A Folha não diz... Onde está disponível a informação de mais de 200 mortes maternas anuais devido a abortos feitos em condições precárias? A Folha não diz, e nem vai dizer, pois os dados disponíveis mostram que estes números são bem diferentes do que a grande imprensa insiste em levar ao público. Eis os dados referentes a mortes devidas a abortos disponíveis na página do DATASUS, órgão do próprio governo:

Informações obtidas em 23/03/2013

O dado que é relevante está na última linha (O07), "Falha de tentativa de aborto", e este número passa longe das tais 200 mortes anuais. O que a Folha fez foi juntar todas as causas de mortes maternas relacionadas a aborto e relacionar este número aos abortos ilegais, o que é absurdo, pois há abortos espontâneos, gravidezes ectópicas, etc., que têm nenhuma relação com abortos provocados.

Mas se falta competência à Folha para procurar a informação correta, não lhe falta disposição para amplificar a voz da militância abortista, pois o trecho abaixo parece ter saído da campanha eleitoral do PT, batendo na tecla de justificar o aborto por motivos de Saúde Pública.
"É nesse sentido que não falta razão aos que consideram o aborto como, primordialmente, um problema de saúde pública. Problema que poderia ser muito minimizado, por certo, caso houvesse campanhas de maior informação e de acesso a métodos bem menos traumáticos, como a chamada pílula do dia seguinte."
Fizesse a Folha seu serviço bem feito, poderia ter se dado ao trabalho de obter também na página do DATASUS uma tabela com as diversas causas de morte maternas e veria que a coisa que mais falta aos que consideram o aborto um problema de Saúde Pública é exatamente o que ela alega que eles possuem: razão. 

Eis uma tabela esta informação disponível no DATASUS:

Informação obtida em 23/03/2013
Que coisa... O tal "problema de Saúde Pública" aparece na 29a. posição entre as causas de óbitos maternos! Entre as campeãs da mortandade materna estão causas que poderiam ser resolvidas com um pré-natal de qualidade paras as mães, as devidas condições higiênicas nos hospitais, a disponibilização de mais hospitais para a população, o melhor treinamento do pessoal da área médica, etc. Se a Folha e seus parceiros abortistas estão mesmo tão preocupados com a saúde das mulheres como dizem que estão, não era de se esperar que esta turma desse muita atenção também às outras causas que mais matam as mães brasileiras? Ou será que as únicas mulheres que este pessoal quer salvar são as que procuram abortas seus filhos?

Mas nada disto parece ter sensibilizado a Folha, nada disto faria a Folha ficar bem com a patota do abortismo nacional. Em vez de cobrar do governo que gaste o necessário para resolver o problema da saúde da população, para que dê a devida atenção à saúde materna, a Folha resolveu se juntar à turba abortista e virar seus canhões de retórica vazia e desinformação para os frágeis e indefesos bebês ainda não nascidos. 

Quanta coragem, não? A Folha de São Paulo e o CFM se merecem!

 
A Revolução dos Bichos

Por Damião Fernandes

Parece não ser a toa que este  beléssimo romance alegórico - A Revolução dos Bichos -  de George Orwell, tenha sido escolhido pela revista Time como um dos 100 melhores da Lingua Inglesa e foi o 31° na lista dos melhores romances do século  XX.

A revolução acontece na Granja do Solar, que mais tarde virá a se tornar Granja dos Bichos. Major, um porco de doze anos, sonhara como todos os bichos poderiam sair da escravatura imposta pelos humanos, seus donos, para serem livres. Diz ele que tem que se fazer uma revolução e ser posta em prática o Animalismo, uma analogia ao Comunismo.

Onde todos os bichos irão trabalhar para si próprios e que não precisariam serem escravos nunca mais dos seres humanos. Major morre, Bola-de-Neve e Napoleão, dois porcos que ficaram por cuidar das idéias do Major, põem em prática a idéia do Animalismo:

“Qualquer coisa que ande sobre duas pernas é inimigo.
Qualquer coisa que ande sobre quatro pernas, ou tenha asas, é amigo.
Nenhum animal usará roupas.
Nenhum animal dormirá em cama.
Nenhum animal beberá álcool.
Nenhum animal matará outro animal.
Todos os animais são iguais.”

Certo dia, os donos da Granja ficaram sem alimentar os animais e estes se revoltaram e tentaram invadir o depósito onde os alimentos se encontravam. Mas Jones e seus ajudantes viram a invasão dos animais e saíram a chicoteá-los. Os animais foram à luta e quando eles menos esperavam conseguiram colocar os donos, Jones e sua mulher, para fora da Granja do Solar.

Começa então uma nova vida para os bichos. Todos irão para o campo trabalhar, o trabalho será dividido igualmente, e o fruto deste trabalho também. Os porcos, os únicos que sabiam ler e eram tidos como os animais inteligentes da Granja, ficaram responsáveis pela organização da nova comunidade. Tudo vai correndo bem.

A Granja do Solar tivera seu nome mudado para Granja dos Bichos e fora até fabricada uma bandeira verde com um chifre e uma ferradura no centro da bandeira, tendo este símbolo como símbolo do Animalismo. Vejam que até na bandeira Geroge Ornwell faz alusão ao Comunismo.

Intrigas virão entre Bola-de-Neve e Napoleão, este por sua vez irá expulsar Bola-de-Neve da Granja por não aceitar as idéias de Napoleão. Aos poucos a escravidão vai ressurgindo. Só que agora os animais não trabalham mais para os humanos e sim para os porcos. Antes os animais que tinha aversão aos seres humanos vão transformando-se iguais a eles. Vai surgindo uma desigualdade social na Granja, onde os cachorros e porcos serão, digamos, um nova burguesia e os demais bichos seus escravos.

Na verdade, os mandamentos que foram criados pelos porcos, os sete, aos poucos vão sendo modificados por ordens de Napoleão. Vai sendo feita também uma certa lavagem cerebral nos bichos. Tendo-se em vista que estes animais não possuem memórias muito boas como as dos porcos, estes inventam inúmeras histórias. Por exemplo, que fora herói da luta pela revolução fora Bola-de-Neve, mas aos poucos, os porcos fazem com que Bola-de-Neve seja visto como traidor dos animais.

A Revolução dos Bichos é de uma extrema crítica, que fique claro, não às idéias do Comunismo, mas ao totalitarismo que fora posto em prática por Stálin. Tanto é tamanha crítica a URSS, que temos Major como Lênin, Bola-de-Neve como Trotsky e Napoleão como Stálin. Quem conhece um pouco sobre a revolução ocorrida na URSS irá ficar de queixo caído de como Geroge Ornwell faz com que uma revolução feita pelos homens seja igualmente possível ser feita por seus bichos.

Na minha opinião, o final do livro é uma coisa esplendorosa, que nos mostra que é inútil querer mudar o mundo, as estruturas, as situação, sem antes nos empenhar-mos em mudar o homem. Não adianta mudar o sistema político ou econômico, mudar as políticas, quando na verdade é o homem e sua mentalidade que deve ser modificada. Ou então cairemos no mesmo erro dos bichos da fazenda do Sr. Jones: Aqueles que antes eram oprimidos passaram a ser opressores, os que antes eram humilhados, passaram a ser “humilhadores”. Aqueles que anteriormente criticavam as práticas injustas, estando no poder, se tornam os protagonistas da opressão.

Este livro, apresenta-se como leitura obrigatória para aqueles "eternos donos ou acionistas de uma Granja Solar Legislativa " que acreditam que o poder é bastante em si mesmo ou que ele - o poder - auto se explica. É convidativo à alguns homens e mulheres públicos de nossa cidade que antes eram bichos oprimidos e humilhados e hoje se impostam como Bichos autoritários e despóticos.

Em cajazeiras percebemos que muitas coisas mudam, mas a impressão que temos é que os bichos continuam os mesmos.


Para Saber Mais
ORWELL,G. A Revolução dos Bichos. 49ª Edição. São Paulo: Editora Globo.
 
O intelectual e a mentira
 Damião Fernandes
 
Em toda sociedade, ou em quase todas, há homens e mulheres cuja função social é a de ‘intelectual’: escribas, padres, professores, quadros técnicos ou científicos, escritores, pesquisadores etc. Mas para que haja ‘intelectuais’, no sentido estrito do termo, é necessário que nessa sociedade exista um espaço público.

O intelectual é aquele que engaja sua competência particular para dar-lhe um sentido universal, é aquele que usa a autoridade do seu saber para dele fazer uma autoridade moral, é aquele que produz idéias com fatos e não apartir de vazias averiguações politicóides e aventureiras como ora estamos a presenciar em Cajazeiras. Homens ditos “intelectuais”,usam de palavreados emancipados em defesa da honra, da ética, de valores sócias “históricos”. Mas que na verdade o que pretendem é induzir a consciência das pessoas em nome de uma pretensa novidade histórica: A elegibilidade de um afro-descendente.

Mas, em nome de quê, o intelectual toma a palavra contra ‘o poder’ ou favor do ‘poder’? Em nome de seu saber? É certo que o saber liberta, se comparado à ignorância ou à superstição. É o que todos os intelectuais ‘progressistas’ sempre proclamaram e proclamam. Mas é preciso muita atenção: É grande o risco de que esse saber seja instrumento de outro poder e acrescente o peso de sua própria dominação às servidões que ele pretende golpear: é o ‘poder simbólico’ dos intelectuais que Pierre Bourdieu não cessou de denunciar. Essa dialética entre o saber do poder e o poder do saber ecoa no primeiro conflito ‘intelectual’, no século 5 a.C. na Grécia: de um lado, os sofistas, grandes defensores das luzes, que submetiam os mitos e as crenças a uma feroz crítica racionalista; de outro, Sócrates, que denunciava as pretensões políticas dos sofistas e todos os verdadeiros poderes de falsos saberes: o que é um saber que nem mesmo consegue dar conta de si mesmo?, ironizava ele.

O que é um saber que se sujeita á estar a serviço de uma determinada ideologia política? Onde muitas vezes essa mesma ideologia ou seus ideólogos tem se mostrado fanfarrões, medíocres e sensurante da vontade individual das pessoas? Verificamos que a possibilidade de intelectuais estarem atrelados a certas estruturas políticas dominantes com o claro objetivo de justifica-las e serem seus avalistas é absolutamete possível. Isso é comprovadamente possível. A historiografia está aí para provar.

Na “cidade que ensinou a Paraíba a ler”, como insistem em afirmar, presenciamos a tentativa de homens da letra, do ‘saber’, de uma intelectualidade serviçal, levantarem a bandeira da liberdade racial quando na verdade estão levantando sua bandeira político-partidária, levantando a bandeira de suas opções políticas. Não que eu tenha nada contra sua opções políticas, até por que todos nós, somos livres para escolhermos quem queremos, somente não somos livres para fazer uso de um saber, para induzir as pessoas a escolherem por nossos canditados e lavantarem nossas bandeiras individuais. Um comportamento ético de um intelectual sério e comprometido com a verdade das coisas e dos fatos seria o comportamento da imparcialidade, da neutralidade enquanto ser político. A voz do intelectual compromissado com a verdade fala para todos.

Para poder falar a todos, é preciso que o intelectual abra mão de seus objetos particulares (literatura, filosofia, ciência, escolha política) e possa falar de tudo a fim de defender os valores universais (justiça, verdade etc) e não seus valores individuais. Como disse Sartre, o intelectual é em primeiro lugar ‘aquele que se mete naquilo que não é da sua conta’. Mas por que teria ele, mais do que outro, o direito de falar? À impossibilidade dessa pretensão totalizante de Sartre, Foucault opôs a modéstia do ‘intelectual específico’ que fala a partir do lugar que ocupa e não em lugar dos outros. Mas sobre quais valores partilhados por todos pode ele fundar sua ação? Das duas concepções de intelectual, o antagonismo de Sócrates e dos sofistas já é exemplar.

Aos intelectuais que de forma emancipada de qualquer cor politico-partidária, étnica, religiosa ou social contribuem com sua reflexões singulares, oportunas e corajosas os nossos parabéns. E aos "intelectuais" serviçais,  que por ventura são manobrados por seus interesses ou interesses de qualquer um outro grupo político, social, etnico ou até mesmo religioso, o nosso sentimento de repúdio e rejeição.


Para saber mais

Chauí, M. O Que é Ideologia. São Paulo: Brasiliense.
Mannheim, K. Ideologia e Utopia. Rio de Janeiro: Guanabara.

Cardeal que anunciou o "Habemus Papam!" luta contra o Parkinson

O Cardeal proto diácono francês, Jean Louis Tauran, encarregado de anunciar a eleição do Papa Francisco no Conclave, teve que realizar esta tarefa lutando contra o Parkinson que padece desde 2012.

As centenas de milhares de pessoas que abarrotavam a Praça de São Pedro ou seguiam o anúncio pelos meios de comunicação foram testemunhas das dificuldades com as que o Cardeal Tauran anunciava a eleição do Papa Francisco.

A causa é a enfermidade de Parkinson que o Cardeal Tauran sofre e que deteriorou seu aspecto físico nos últimos tempos.

O primeiro sinal da enfermidade foi detectado em abril de 2012, enquanto concelebrava a Missa do Domingo de Páscoa com o Bento XVI. O Cardeal desmaiou e teve que ser ajudado para abandonar o altar e descansar.

O Cardeal se sentou junto ao altar e permaneceu ali toda a Missa. Nessa oportunidade do pensou-se que tinha sido produzido pelo forte calor na Praça de São Pedro. Posteriormente souberam que a razão era a enfermidade de Parkinson.

O Cardeal Tauran nasceu em Bordeaux, França. Fala espanhol, inglês e italiano e é membro do corpo diplomático do Vaticano desde 1975. Preside o Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso e é o principal encarregado das relações da Santa Sé com os muçulmanos.

domingo, março 24, 2013


São Cirilo de Alexandria fala sobre o Domingo de Ramos

Trecho de uma homilia de São Cirilo de Alexandria (380-444), bispo, doutor da Igreja – Homilia 13; PG 77, 1049

Irmãos, celebremos hoje a vinda do nosso Rei, vamos ao Seu encontro, porque Ele também é o nosso Deus. [...] Elevemos o coração até Deus, não apaguemos o Espírito (1Ts 5,19), aprontemos alegremente as candeias (Mt 25,7), mudemos as vestes da alma. Quais vencedores, peguemos em palmas e, quais pessoas simples, aclamemo-Lo com o povo. Com as crianças, cantemos, com um coração infantil: «Hossana! Bendito seja O que vem em nome do Senhor!» (Mt 21,15) [...] Hoje mesmo Ele entra em Jerusalém, de novo se prepara a cruz, o documento de acusação de Adão foi abolido (Col 2,14); de novo se abre o Paraíso, e o ladrão nele entra (Lc 23,43); de novo a Igreja está em festa. [...]

Ele não vem acompanhado pelas forças invisíveis do céu e pelas legiões de anjos; não está sentado num trono alto e sublime, protegido pelas asas dos serafins, por um carro de fogo e por seres vives de múltiplos olhos, que tudo fazem tremer com prodígios e com o som das trombetas (Ez 1,4ss). Ele vem escondido na natureza humana. É uma exaltação de bondade, não de justiça; de perdão, não de vingança. Ele não aparece na glória de Seu Pai (Ex 19,16ss), mas na humildade de Sua mãe. Já outrora o profeta Zacarias nos anunciara esta aparição; e convidava toda a criação ao júbilo [...]: Exulta de alegria, filha de Sião! (Za 9,9) As mesmas palavras que o anjo Gabriel pronunciara à Virgem: Salve, ó cheia de graça (Lc 1,28), e a mesma mensagem que o Salvador anunciou às santas mulheres após a Sua ressurreição: «Salve!» (Mt 28,9) [...]

Exulta de alegria, filha de Jerusalém! Aí vem o teu Rei, ao teu encontro, manso e montado num jumentinho, filho de uma jumenta. [...] Que significa isto? Ele não não vem com pompa e esplendor, como é próprio dos reis. Vem na condição de servo (Fl 2,7), de esposo cheio de ternura, de Cordeiro dulcíssimo (Jo 1,29), fresco orvalho no Seu velo (Jz 6,36ss), ovelha que é levada ao matadouro (Jr 11,19), manso cordeiro arrastado para o sacrifício (Is 53,7). [...] Hoje, os filhos dos hebreus correm à Sua frente, oferecendo ramos de oliveira Àquele que é misericordioso e, em júbilo, recebem com palmas o Vencedor da morte. Hossana! Bendito seja O que vem em nome do Senhor!

Homilia do Papa Francisco na missa do Domingo de Ramos


Praça São Pedro – Vaticano
Domingo, 24 de março de 2013

Jesus entra em Jerusalém. A multidão dos discípulos acompanha-O em festa, os mantos são estendidos diante d’Ele, fala-se dos prodígios que realizou, ergue-se um grito de louvor: “Bendito seja aquele que vem, o rei, em nome do Senhor! Paz no céu e glória no mais alto dos céus!” (Lc 19, 38).

Multidão, festa, louvor, bênção, paz: respira-se um clima de alegria. Jesus despertou tantas esperanças no coração, especialmente das pessoas humildes, simples, pobres, abandonadas, pessoas que não contam aos olhos do mundo. Ele soube compreender as misérias humanas, mostrou o rosto misericordioso de Deus, inclinou-Se para curar o corpo e a alma.

Este é Jesus. Este é o seu coração que olha para todos nós, que olha as nossas doenças, os nossos pecados. É grande o amor de Jesus. E assim entra em Jerusalém com este amor, e olha para todos nós. É uma cena bela: cheia de luz – a luz do amor de Jesus, aquele do seu coração – de alegria, de festa.

No início da Missa, também nós o repetimos. Agitamos os nossos ramos de palmeira e de oliveira. Também nós acolhemos Jesus; também nós expressamos a alegria de acompanhá-Lo, de senti-Lo perto de nós, presente em nós e em meio a nós, como um amigo, como um irmão, também como rei, isto é, como farol luminoso da nossa vida. Jesus é Deus, mas se abaixou para caminhar conosco. É o nosso amigo, o nosso irmão. Quem nos ilumina no caminho. E assim O acolhemos. E esta é a primeira palavra que gostaria de dizer a vocês: alegria! Nunca sejam homens e mulheres tristes: um cristão não pode nunca sê-lo! Não vos deixeis invadir pelo desânimo! A nossa não é uma alegria que nasce do fato de possuirmos muitas coisas, mas de termos encontrado uma Pessoa: Jesus, que está em meio a nós; nasce do saber que com Ele nunca estamos sozinhos, mesmo nos momentos difíceis, mesmo quando o caminho da vida é confrontado com problemas e obstáculos que parecem insuperáveis, e há tantos! E neste momento vem o inimigo, vem o diabo, disfarçado como anjo muitas vezes, e insidiosamente nos diz a sua palavra. Não o escuteis! Sigamos Jesus! Nós acompanhamos, seguimos Jesus, mas, sobretudo, sabemos que Ele nos acompanha e nos carrega aos seus ombros: aqui está a nossa alegria, a esperança que devemos levar a este nosso mundo. E, por favor, não deixem roubar a esperança! Não deixem roubar a esperança! Aquela que Jesus nos dá.

Mas nos perguntamos: Segunda palavra. Por que Jesus entra em Jerusalém, ou talvez melhor: como entra Jesus em Jerusalém? A multidão aclama-O como Rei. E Ele não Se opõe, não a manda calar (cf. Lc 19, 39-40). Mas, que tipo de Rei é Jesus? Vejamo-Lo: monta um jumentinho, não tem uma corte que o segue, não está rodeado de um exército símbolo de força. Quem O acolhe são pessoas humildes, simples, que têm o sentido de ver em Jesus algo mais; tem aquele sentido da fé, que diz: Este é o Salvador. Jesus não entra na Cidade Santa para receber as honras reservadas aos reis terrenos, a quem tem poder, a quem domina; entra para ser flagelado, insultado e ultrajado, como preanuncia Isaías na Primeira Leitura (cf. Is 50, 6); entra para receber uma coroa de espinhos, uma vara, um manto de púrpura, a sua realeza será objeto de escárnio; entra para subir ao Calvário carregado em uma madeira. E aqui temos a segunda palavra: Cruz. Jesus entra em Jerusalém para morrer na Cruz. E é precisamente aqui que brilha o seu ser Rei segundo Deus: o seu trono real é o madeiro da Cruz! Penso naquilo que Bento XVI dizia aos Cardeais: vós sois príncipes, mas de um Rei crucificado. Aquele é o trono de Jesus. Jesus toma sobre si… Por que a Cruz? Porque Jesus toma sobre si o mal, a sujeira, o pecado do mundo, também o nosso pecado, de todos nós, e o lava, o lava com o seu sangue, com a misericórdia, com o amor de Deus. Olhemos ao nosso redor: quantas feridas o mal inflige à humanidade! Guerras, violência, conflitos econômicos que afetam quem é mais vulnerável, sede de dinheiro, que depois ninguém pode levar consigo, deve deixá-lo. Minha avó dizia a nós crianças: a mortalha não tem bolsos. Amor ao dinheiro, poder, corrupção, divisões, crimes contra a vida humana e contra a criação! E também – cada um de nós o sabe e o conhece – e os nossos pecados pessoais: a falta de amor e de respeito com Deus, para com o próximo e para com toda a criação. Na cruz, Jesus sente todo o peso do mal e, com a força do amor de Deus, vence-o, derrota-o na sua ressurreição. Este é o bem que Jesus faz a todos nós no trono da Cruz. A cruz de Cristo abraçada com amor nunca leva à tristeza, mas à alegria, à alegria de ser salvos e de fazer um pouquinho daquilo que fez Ele naquele dia de sua morte.

Hoje, nesta Praça, há tantos jovens: há 28 anos o Domingo de Ramos é o Dia da Juventude! E aqui aparece a terceira palavra: jovens! Queridos jovens, eu os vi na procissão, quando vocês entraram; imagino-vos fazendo festa ao redor de Jesus, agitando os ramos de oliveira; imagino-vos gritando o seu nome e expressando a vossa alegria por estardes com Ele! Vós tendes uma parte importante na festa da fé! Vós nos trazeis a alegria da fé e nos dizeis que devemos viver a fé com um coração jovem, sempre: um coração jovem, mesmo aos setenta, oitenta anos! Coração jovem! Com Cristo o coração não envelhece nunca! Entretanto, todos sabemos e vós o sabeis bem, que o Rei que seguimos e que nos acompanha é muito especial: é um Rei que ama até à cruz e nos ensina a servir, a amar. E vós não tendes vergonha da sua Cruz! Antes, abraçam a Cruz, porque compreendem que é na doação de si mesmo, na doação de si mesmo, no sair de si mesmo, que se alcança a verdadeira alegria e que com o amor de Deus Ele venceu o mal. Vós levais a Cruz peregrina por todos os continentes, pelas estradas do mundo! Vocês a levaram respondendo ao convite de Jesus “Ide e fazei discípulos entre todas as nações” (cf. Mt 28, 19), que é o tema da Jornada da Juventude deste ano. Vocês a levam para dizer a todos que, na cruz, Jesus abateu o muro da inimizade, que separa os homens e os povos, e trouxe a reconciliação e a paz. Queridos amigos, também eu me coloco em caminho com vocês, na esteira do Beato João Paulo II e de Bento XVI. Já estamos perto da próxima etapa desta grande peregrinação da Cruz. Olho com alegria para o próximo mês de Julho, no Rio de Janeiro! Vinde! Encontramo-nos naquela grande cidade do Brasil! Preparai-vos bem, sobretudo espiritualmente, nas vossas comunidades, para que este Encontro seja um sinal de fé para o mundo inteiro. 

Os jovens devem dizer ao mundo: é bom seguir Jesus; é bom caminhar com Jesus; é boa a mensagem de Jesus; é bom sair de si mesmo, às periferias do mundo e da existência para levar Jesus! Três palavras: alegria, cruz, jovens.

Peçamos a intercessão da Virgem Maria. Que Ela nos ensine a alegria do encontro com Cristo, o amor com que O devemos contemplar ao pé da cruz, o entusiasmo do coração jovem com que O devemos seguir nesta Semana Santa e por toda a nossa vida. Assim seja.