Folha de São Paulo apoiando o aborto... Alguma surpresa?
Como quase sempre acontece, a grande mídia nacional -- com exceções dignas de nota, como é o caso do jornal Gazeta do Povo, de Florianópolis -- posiciona-se a favor da matança de seres humanos indefesos e inocentes.
O Jornal "Folha de São
Paulo" parece ser o decano desta turna midiático-abortista, seguindo
como poucos a cartilha do esquerdismo-abortismo internacional. Este é o
mesmo jornal que no passado recente divulgou inverdades sobre o medicamento popularmente conhecido como "pílula do dia seguinte" e cujo uma de suas colunistas escreveu um dado totalmente fora da realidade ao falar sobre o aborto.
Talvez a Folha devesse contratar alguns estagiários para fazerem o
trabalho que seus profissionais tarimbadíssimos não parecem conseguir
fazer...
Mas o caso da Folha de
São Paulo parece mesmo ser crônico e é provável que nem mesmo uma
lavagem com creolina faça efeito por lá, pois o abortismo está já em
fase adiandíssima, naquela fase onde qualquer cuidado com a realidade é
praticamente desnecessária.
É exatamente esta a sensação que qualquer pessoa honesta e minimamente conhecedora do problema do aborto tem ao ler editorial publicado neste jornal dando apoio à desastrada circular do CFM.
Ao classificar de "corajosa"
a iniciativa do CFM, a Folha devia explicar melhor um tal adjetivo,
pois eu acho muito difícil classificar assim uma atitude que em última
instância levará à morte cruel de seres inocentes, frágeis e que sequer
têm voz para clamarem por sua defesa. É isto que é coragem para a Folha
de São Paulo? Que coragem o Conselho Federal de Medicina demonstra ao
dar apoio para que um crime hediondo cometido contra um ser humano
indefeso seja encarado como algo virtuoso?
E a Folha de São Paulo, como parece ser seu estilo, já no 2o. parágrafo do editorial, informa seus leitores que "interrupção voluntária da gravidez já é permitida em casos de estupro ou de risco para a vida da mãe",
o que é uma desinformação. O aborto em tais casos, no Brasil, segundo
nosso Código Penal, não é punível, o que é bem diferente de dizer que a
prática é permitida. Mas pode ser que o editorialista da Folha encare
tal coisa como mero detalhe, afinal não a vida dele que está em jogo,
não é mesmo?
Mas seguindo mais à frente o editorialista saiu-se com a seguinte pérola:
"Equiparar o aborto ao assassinato de um ser humano soa excessivo. Neurologistas dizem que o feto é incapaz de sentir dor antes das 12 semanas de vida. Ainda assim, não há como negar que se trata de vida -vida humana- o que o aborto vai interromper."
Eu sempre acho que é
muito fácil para quem está vivo escrever algo deste tipo. Retalhar o
corpo de um ser humano pequenino para retirá-lo do útero de sua mãe não
deve ser comparado a um assassinato pelos padrões da Folha de São Paulo?
Ok. Fornecer remédios, verdadeiras bombas hormonais, para que as mães
despejem seus filhos privada abaixo, para a Folha, é um excesso comparar
isto a um assassinato? Então tá.
Mas isto é o que então? O
editorial se cala, preferindo reduzir nossa humanidade, ao que parece, à
nossa capacidade de sentir dor. Talvez a Folha encare medicamentos
analgésicos como "supressores temporários de humanidade" ou algo do
tipo.
Como abortistas sempre
se enrolam em suas próprias teias, o editorialista nem precisou de novo
parágrafo para admitir que o que vai ser morto -- detesto eufemismos e "interromper"
é apenas isto, um eufemismo -- é mesmo um ser humano. Ou seja, para a
Folha, a morte de um ser humano inocente e indefeso provocada por um
outro ser humano não se configura um assassinato, seria um "excesso" utilizarmos este termo. Então tá, novamente.
É evidente que o
editorial teria que tentar esclarecer tais afirmações, mas a coisa toda
só fica mais e mais patética, como sempre acontece toda vez que a
militância abortista tenta justificar sua visão distorcida do que seja a
preservação da vida humana.
Ao falar de "vida humana em potencial",
um termo bem caro aos abortistas, a Folha esquece de dizer o que seria
acrescentado ao ser já concebido que o faria se tornar uma vida humana
plena. O que seria? A capacidade de sentir dor? Isto beira o ridículo...
Mais ainda quando se sabe que este "cuidado" para que o ser humano a
ser abortado não sinta dor nem é o equivalene a uma coceirazinha ética
dos abortistas, pois este aborto "indolor" para o nascituro serve apenas
como justificativa perante o natural e profundo horror da população em
geral à tal prática. Isto tem nada de humanismo por parte dos
abortistas, é puro cálculo tático.
Mas então o que seria acrescentado a esta tal "vida humana em potencial"
para que ela se torne plenamente humana? A Folha não diz... E nem vai
dizer, pois isto é apenas uma peça de ficção. A verdade é que a única
coisa acrescentada a um ser já concebido para que ele se desenvolva a
partir do encontro entre o espermatozóide e o óvulo são nutrientes.
Apenas isto. Com os nutrientes necessários, que serão recebidos da mãe,
teremos um nascimento dentro de alguns meses. Será então que para a
Folha de São Paulo a receita mágica responsável pela transição de vida
humana em potencial para vida humana plena é a adição de nutrientes? É
sério isto?
O fato é que a Folha faz
toda esta ginástica para evitar ter de falar o que é óbvio a todos: que
o fato de sermos humanos faz parte de nossa essência. Não se é mais ou
menos humano a partir da concepção ou conforme a gestação vai avançando,
assim como não deixamos jamais de sermos humano. Somos humanos, mas
nunca fomos "potencialmente" humanos, passamos a ser plenamente humanos a
partir da concepção.
Mas, como não poderia
deixar de ser, a Folha não perde muito tempo tentando justificar
filosoficamente sua tese, parte logo para a parte mais cara aos
abortistas em geral: a fabricação de dados. Eis o trecho em questão:
"Calcula-se em cerca de 1 milhão o número de abortos realizados anualmente no Brasil. Realizados ilegalmente, no mais das vezes em condições precárias, respondem por quase duas centenas de óbitos maternos por ano."
Quem calculou este dado?
A Folha não diz... Onde está disponível tal dado? A Folha não diz...
Onde está disponível a informação de mais de 200 mortes maternas anuais
devido a abortos feitos em condições precárias? A Folha não diz, e nem
vai dizer, pois os dados disponíveis mostram que estes números são bem
diferentes do que a grande imprensa insiste em levar ao público. Eis os
dados referentes a mortes devidas a abortos disponíveis na página do
DATASUS, órgão do próprio governo:
![]() |
| Informações obtidas em 23/03/2013 |
O dado que é relevante está na última linha (O07), "Falha de tentativa de aborto",
e este número passa longe das tais 200 mortes anuais. O que a Folha fez
foi juntar todas as causas de mortes maternas relacionadas a aborto e
relacionar este número aos abortos ilegais, o que é absurdo, pois há
abortos espontâneos, gravidezes ectópicas, etc., que têm nenhuma relação
com abortos provocados.
Mas se falta competência
à Folha para procurar a informação correta, não lhe falta disposição
para amplificar a voz da militância abortista, pois o trecho abaixo
parece ter saído da campanha eleitoral do PT, batendo na tecla de
justificar o aborto por motivos de Saúde Pública.
"É nesse sentido que não falta razão aos que consideram o aborto como, primordialmente, um problema de saúde pública. Problema que poderia ser muito minimizado, por certo, caso houvesse campanhas de maior informação e de acesso a métodos bem menos traumáticos, como a chamada pílula do dia seguinte."
Fizesse a Folha seu
serviço bem feito, poderia ter se dado ao trabalho de obter também na
página do DATASUS uma tabela com as diversas causas de morte maternas e
veria que a coisa que mais falta aos que consideram o aborto um problema
de Saúde Pública é exatamente o que ela alega que eles possuem: razão.
Eis uma tabela esta informação disponível no DATASUS:
![]() |
| Informação obtida em 23/03/2013 |
Que coisa... O tal
"problema de Saúde Pública" aparece na 29a. posição entre as causas de
óbitos maternos! Entre as campeãs da mortandade materna estão causas que
poderiam ser resolvidas com um pré-natal de qualidade paras as mães, as
devidas condições higiênicas nos hospitais, a disponibilização de mais
hospitais para a população, o melhor treinamento do pessoal da área
médica, etc. Se a Folha e seus parceiros abortistas estão mesmo tão
preocupados com a saúde das mulheres como dizem que estão, não era de se
esperar que esta turma desse muita atenção também às outras causas que
mais matam as mães brasileiras? Ou será que as únicas mulheres que este
pessoal quer salvar são as que procuram abortas seus filhos?
Mas nada disto parece
ter sensibilizado a Folha, nada disto faria a Folha ficar bem com a
patota do abortismo nacional. Em vez de cobrar do governo que gaste o
necessário para resolver o problema da saúde da população, para que dê a
devida atenção à saúde materna, a Folha resolveu se juntar à turba
abortista e virar seus canhões de retórica vazia e desinformação para os
frágeis e indefesos bebês ainda não nascidos.
Quanta coragem, não? A Folha de São Paulo e o CFM se merecem!



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