sexta-feira, maio 20, 2011

Professora Amanda Gurgel silencia Deputados em audiência pública


Amanda Gurgel, professora de português da rede pública do Rio Grande do Norte, virou nos últimos dias uma "celebridade" na internet depois que o vídeo com seu discurso na Assembléia Legislativa daquele estado, feito em audiência pública na semana passada, foi postado na rede. No seu pronunciamento, Amanda resume a situação da vida de um professor de escola pública em três algarismos: nove, três zero. "São os números do meu salário: R$ 930", discursou a professora. A secretária da educação do estado, Betânia Ramalho, se disse solidária à posição da professora. "Que grito de indignação desperte a sociedade por um novo projeto de educação para o país", afirmou a secretária.

O vídeo se multiplicou na web e o nome de Amanda Gurgel surgiu entre os mais citados do Twitter. Em quatro dias, o vídeo já teve mais de 200 mil exibições.

segunda-feira, maio 16, 2011


O bom Pastor e a Ovelha Desobediente >>>>>>>>>> Vídeo Imperdível.


Precisamos de Homens Eucarísticos
Por Damião Fernandes

Os tempos mudam. Os homens e as sociedades mudam e são mudados por seus valores, concepções e opiniões. E de acordo com a  filosofia, a essa mudança chamamos de devir. "O devir", disse Hegel, "é a verdadeira expressão do resultado de ser e nada, como unidade destes: não é só a unidade do ser e do nada, mas é a inquietação em si”. Trazemos em nós a inquietação da instrasferível mudança.

E hoje, quais mudanças, poderíamos identificar em nossa sociedade? Eu diria que várias e em variados aspectos. Mas gostaria de trazer a reflexão um aspecto de devir que hora vivenciamos em nossa sociedade atual e que me parece de fundamental e urgente necessidade conhecê-la.

A sociedade de hoje, da pós-modernidade, vive numa profunda desvalorização do Sagrado, do Transcendente, de Deus. Vivemos numa sociedade ateísta e secular. Como disse o Papa Bento XVI, “o homem de hoje vive como se Deus não existisse”. A possível “inexistência de Deus” é o ponto de partida para o surgimento das Teorias Antropológicas pagãs ou pseudocrístãos.

Precisamos de novos homens e de homens novos afeiçoados com Jesus. Que tragam em si muito mais que uma postura de “machão” baseada tão somente em sua virilidade sexual e/ou relacionando a fé e a religiosidade á um comportamento meramente feminino, mas homens que baseiam suas vidas em desejar e decidir a cada dia parecer-se com o Homem das Escrituras, com o Homem da Cruz, como o Homem dos Altares: Jesus. Eis o homem.

Precisamos de Homens Eucarísticos. Homens que tragam em suas vidas as marcas da Sacralidade e da Eternidade de Deus. Homens que não tenham medo de serem chamados de “maricas” ou de “mulhersinhas”




A Covardia dos Bons
Por Damião Fernandes

As palavras caminham dentro de nós e passo a passo constroem-se as idéias, os sentimentos. Acredito que as palavras, assim como a água que quando colocada á certa temperatura ferve intensamente, da mesma forma são as palavras. As palavras evidenciam a coragem ou o temor, a bondade ou a maldade. As palavras muitas vezes nos explicam.

Nesses dias tenho pensado sobre o que escrever. Várias foram as sugestões que meus pensamentos me deram: escrever sobre a angústia, a insatisfação, sobre a existência autêntica, sobre a arte de morrer todo dia ou sobre a solidão.

Mas o vento que sopra á inspirar as palavras que ora escrevo, sopra com um ar de urgência e transgreção. Pois pensar é transgredir o supostamente pronto e acabado. Pensar é desacorrentar-se, é libertar-se dos grilhões da covardia que muitas vezes se apresenta sobre a mascara da sensatez. Ver o bem e não fazê-lo é sinal de covardia, já dizia o filósofo antigo Confúcio.

O que é a covardia? O que é ser covarde? Quando eu e você agimos assim? A covardia é o medo de assumir o que somos para não perdermos o que temos. Covarde é todo aquele que substitui o ter pelo ser. Sempre é bom recordar que ter não significa aqui a capacidade de acumular bens materiais, mas ter significa sim a incapacidade do ser humano de sair de si, de desprender-se de seus enganos e acomodações. É própria dos covardes a busca por uma vida cômoda e segura, livre de importunações. Dificilmente eles se revelam como são, mas apenas como querem. Poderíamos dizer que a covardia é a constante negação do ser como ele é. A covardia é um atentado á Ontologia.

Há uma frase de Abraham Lincoln que diz  “Pecar pelo silêncio, quando se deveria protestar, transforma homens em covardes." Quantos homens verdadeiramente bons que não pecam pelo silencio muitas vezes omisso e permissivo. Quantos que se escondem numa desvelada sensatez ou cordialidade e se calam diante de práticas injustas, humilhante ou desleal. Quantos não assumem uma postura covarde diante do que vêem e do que ouvem.

Há um trecho de uma música que diz: “O alimento da audácia dos maus, infelizmente é a covardia dos bons”. Vamos vivendo acreditando que tudo aquilo que nos acontece, as injustiças que sofremos, aquilo que não conquistamos, todo o mal que há no mundo ou até mesmo aqueles que nos acontecem são justificados por um querer Divino. Tudo atribuímos à Deus – até mesmo a origem de nossa covardia - . A covardia não é um atributo de Deus. 

“A audácia do maus, se alimenta da covardia e da omissão do bons” Papa Leão XIII