Precisamos de Homens Eucarísticos
Por Damião Fernandes
Os tempos mudam. Os homens e as sociedades mudam e são mudados por seus valores, concepções e opiniões. E de acordo com a filosofia, a essa mudança chamamos de devir. "O devir", disse Hegel, "é a verdadeira expressão do resultado de ser e nada, como unidade destes: não é só a unidade do ser e do nada, mas é a inquietação em si”. Trazemos em nós a inquietação da instrasferível mudança.
E hoje, quais mudanças, poderíamos identificar em nossa sociedade? Eu diria que várias e em variados aspectos. Mas gostaria de trazer a reflexão um aspecto de devir que hora vivenciamos em nossa sociedade atual e que me parece de fundamental e urgente necessidade conhecê-la.
A sociedade de hoje, da pós-modernidade, vive numa profunda desvalorização do Sagrado, do Transcendente, de Deus. Vivemos numa sociedade ateísta e secular. Como disse o Papa Bento XVI, “o homem de hoje vive como se Deus não existisse”. A possível “inexistência de Deus” é o ponto de partida para o surgimento das Teorias Antropológicas pagãs ou pseudocrístãos.
Precisamos de novos homens e de homens novos afeiçoados com Jesus. Que tragam em si muito mais que uma postura de “machão” baseada tão somente em sua virilidade sexual e/ou relacionando a fé e a religiosidade á um comportamento meramente feminino, mas homens que baseiam suas vidas em desejar e decidir a cada dia parecer-se com o Homem das Escrituras, com o Homem da Cruz, como o Homem dos Altares: Jesus. Eis o homem.
Precisamos de Homens Eucarísticos. Homens que tragam em suas vidas as marcas da Sacralidade e da Eternidade de Deus. Homens que não tenham medo de serem chamados de “maricas” ou de “mulhersinhas”

Nenhum comentário:
Postar um comentário