sábado, novembro 10, 2012



A Diocese de Cajazeiras e o Ano da Caridade

“O amor de Deus por nós é questão fundamental para a vida e coloca questões decisivas sobre quem é Deus e quem somos nós. A tal propósito, o primeiro obstáculo que encontramos é um problema de linguagem. O termo « amor » tornou-se hoje uma das palavras mais usadas e mesmo abusadas, à qual associamos significados completamente diferentes. Embora o tema desta Encíclica se concentre sobre a questão da compreensão e da prática do amor na Sagrada Escritura e na Tradição da Igreja, não podemos prescindir pura e simplesmente do significado que esta palavra tem nas várias culturas e na linguagem atual.” [Encíclica Deus Carita est, Bento XVI]

A Diocese de Cajazeiras rumo á celebração do seu centenário que se fará em 2014-2015, Propõe desde o ano de 2011 um tríplice múnus teológico-pastoral para a reflexão, formação e vivência de toda a Igreja Diocesana em vista de uma adequada e frutuosa celebração dos mistérios de Cristo.

No ano de 2011 a Diocese estabeleceu como prioridade a Palavra de Deus. Como um canto a várias vozes, enquanto Deus a pronuncia de muitas formas e de diversos modos (cf. Heb 1, 1), numa longa história e com uma diversidade de anunciadores, mas onde aparece uma hierarquia de significados e funções.

Essa Palavra que tem como pátria a Trindade, donde provém, por quem é sustentada e a quem regressa, testemunho permanente do amor do Pai, da obra de salvação do Filho Jesus Cristo e da ação fecunda do Espírito Santo. À luz da Revelação, a Palavra é o Verbo eterno de Deus, a segunda pessoa da Santíssima Trindade, o Filho do Pai, fundamento da comunicação intra-trinitária e ad extra: «No princípio era o Verbo e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus. No princípio, Ele estava com Deus. Tudo se fez por meio d’Ele e sem Ele nada foi feito» (Jo 1, 1-3; cf. Col 1, 16)

Neste ano de 2012, a Igreja Diocesana estabeleceu como caminho pastoral a reflexão, celebração e a vivência dos mistérios litúrgicos. O ministério da Liturgia tendo como um dos grandes destaques a iniciação cristã e revivendo os 50 anos da Sacrosanctum Concilium, a Constituição do Concílio Vaticano II sobre a sagrada liturgia, que colocou os alicerces da grande reforma litúrgica empreendida na Igreja, por iniciativa do Papa João XXIII, sob a inteligência e o espírito pastoral do Papa Paulo VI.

“Na Sacrosanctum concilium, a Sagrada Escritura foi assumida como norma e juízo para compreender a Liturgia e para reformar a sua práxis." Para promover a reforma, o progresso e a adaptação da Sagrada Liturgia é necessário, por conseguinte, desenvolver aquele amor suave e vivo da Sagrada Escritura" (Sacrosanctum concilium, 24). Portanto, existe um vínculo íntimo entre o aprofundamento da Sagrada Escritura e a reforma litúrgica. Já os antigos textos mistagógicos dão testemunho de que o conhecimento da Liturgia não é senão o conhecimento da Escritura. A relação entre Sagrada Escritura e Liturgia foi claramente expresso pela referida Constituição conciliar:  "As ações e os sinais litúrgicos haurem o seu sentido da Sagrada Escritura" [D. Piero MARINI, 40º aniversario da promulgação da “Sacrosanctum Concilium] 

E para o ano de 2013 o caminho a ser trilhado, a meta a ser perseguida por todas as expressões eclesiais da Igreja Diocesana será a meta e o caminho da Caridade. Deus é amor, e quem permanece no amor permanece em Deus e Deus nele. Estas Palavras de João expressam com singular clareza o centro da fé Cristã: A imagem cristã de Deus e a consequente imagem do Homem e o seu caminho. Na Diocese de Cajazeiras o ano de 2013 será o Ano da Caridade, do Amor em todas as suas dimensões. 

Toda a igreja Diocesana mergulhada no insondável mistério do Amor incondicional de Deus por nós. Amor que nos lança em direção do Outro. Daquele que o Senhor constituiu nosso “Irmão” mais próximo, a vivencia do amor como dimensão social. O amor de Deus que nos constitui cuidadores uns dos outros.  

O ano de 2013 será um tempo oportuno de nos debruçarmos sobre uma leitura contemplativa da Encíclica “Deus Caritas Est” do Papa Bento XVI; Momento de fecundo de aprofundar o estudo sobre a Doutrina Social da Igreja e partir desse estudo promover, incentivar e fortalecer ainda mais os gestos Caritativos realizados pelos movimentos, associações, paroquias e grupos de nossa Diocese.  O ano de 2013 será o coroamento celebrativo do triênio teológico-Pastoral: o Cristo-Palavra Meditado – o Cristo-Mistério Celebrado (Liturgia) e o Cristo-Caridade Praticado.

sexta-feira, novembro 09, 2012


Jovem que rejeitou o aborto após estupro: Não tenham medo de dizer sim à vida!

REDAÇÃO CENTRAL, 08 Nov. 12 / 05:57 pm (ACI/EWTN Noticias).- Verónica Cardona ficou grávida aos 16 anos de idade depois de ser estuprada por seu próprio pai. Esta jovem colombiana optou por defender a vida do bebê e, cinco anos depois de viver este drama, exorta às mulheres que passam por casos similares a que "não tenham medo de dizer sim à vida, não tenham medo de dizer sim ao amor!".


Faz uns dias visitou o Equador para apoiar uma manifestação contra alegalização do aborto por estupro. Aí contou o que aconteceu com ela e como Deus lhe deu forças para continuar. Em uma entrevista concedida ao grupo ACI, Verónica confessou que o primeiro impacto depois de saber que tinha ficado grávida após o estupro foi desolador.

"Foi um impacto muito grande me dar conta de que estava grávida. Nesse preciso momento senti que minha vida tinha fracassado, ainda mais porque sabia que o bebê que eu esperava era o "produto" da violação por parte do meu próprio pai".

Verónica recorda que o medo se apoderou dela, mas que não queria se submeter a um aborto. "Caí em depressão uns dias, não queria matar a um ser inocente, mas tinha medo, possivelmente o mesmo medo que sentem muitas mulheres ao saber que estão grávidas".

Verónica recorda que temia não ser "capaz de sair adiante, medo aos preconceitos, medo a que me vissem com pena, medo a enfrentar a realidade, medo a ficar sozinha".

"Naturalmente quase toda minha família, doutores, juízes, todos queriam que abortasse, sobretudo porque aqui na Colômbia o aborto tinha acabado de tornar-se legal em três casos: por estupro, por má formação e por risco da vida da mãe", indicou.

A jovem mãe assinalou que ela cumpria todos os requisitos para que pudesse abortar de acordo à legislação colombiana: sofreu uma violação, existia a possibilidade de má formação em seu bebê, e era uma gravidez de alto risco.

Entretanto, um fator importante em sua decisão foi encontrar um dia a sua mãe chorando e lhe pedindo perdão, porque ela mesma tinha considerado a possibilidade de abortá-la quando estava em seu ventre.

Esse fato fortaleceu sua convicção de que "não tinha o direito de tirar a vida de ninguém, e menos ainda de uma pessoa indefesa, uma pessoa que não me tinha feito nada".
Após tomar a decisão de ter o seu bebê, a família de Verónica deixou de falar com ela durante vários dias e só sua mãe a apoiou.

"Assim começou a crescer em meu ventre o maior milagre de amor. Foi uma experiência formosa ainda que tenha sido dura", assegurou.

Verónica assinalou que "quando via as ecografias, podia me dar conta do grande milagre da vida, sentir seus pequenos, mas inofensivos golpes no meu estômago e logo ver sua ternura ao nascer".
Durante o tempo da gravidez, a mãe de Verónica participava de uma comunidade católica, que a ajudou a fortalecer sua decisão de "trazer vida ao mundo, já fora que ao nascer desse a minha filha em adoção, ou decidisse ficar com minha filha e sair adiante".

Verónica assinalou que ao princípio quis esquecer-se de Deus. "Fiquei zangada com Ele porque não podia entender como um Deus tão bom e que me amava tanto podia permitir que isso acontecesse comigo, que não tinha feito nada de ruim na vida", disse.

Entretanto, apesar de sua dor, "refugiava-me nele e lhe pedia forças para continuar adiante, e hoje estou segura de que Ele sempre esteve comigo em minhas noites e dias de pranto. Era Ele quem me animava e me levantava!", assinalou.

Ao nascer sua filha, a quem chamou María Fernanda, Verónica enfrentou "vazios", que tentou encher com festas, amigos e trabalho, mas não foi até que participou de um retiro espiritual da comunidade Laços de Amor Mariano que pôde "voltar a viver".

Durante esse retiro espiritual pôde perdoar a todos os que lhe fizeram mal, incluindo o seu pai. "Entendi muitas coisas, senti-me digna novamente, voltei a nascer!", recordou.
Ao sair do retiro, Verónica era muito mais consciente de que "a vida é um dom".

"Indignavam-me, como me indignam agora, os argumentos dos abortistas, que se escondem em casos como o meu para matar a um inocente e encher o bolso com dinheiro manchado de sangue inocente, dizendo que sempre que olhe para a criança você vai lembrar-se do momento tão doloroso que foi o de ser abusada", assinalou.

Verónica assegura que sente "a necessidade enorme de gritar a verdade ao mundo, que é que um filho nunca vai lembrar às circunstâncias (de um estupro), porque é uma pessoa absolutamente diferente. Pelo contrário, vai te ajudar a sanar as feridas, vai te dar alegria e sentido a sua existência".

"Falo desde a minha própria experiência e não como os abortistas que falam sem sequer conhecer ou ter passado por uma experiência destas, porque a maioria de quem apoia o aborto nunca abortou".
Verónica assegurou que "as mulheres que, enganadas abortam, depois são defensoras da vida".

"Os abortistas não se preocupam com a mulher como aparentam fazê-lo. Se se preocupassem realmente, não ofereceriam um aborto, mas pelo contrário ofereceriam ajuda para que ela possa sair adiante com seu filho", assinalou.

Se para os que promovem o aborto realmente lhes importasse o sofrimento da mulher "aceitariam realidades como a síndrome pós-aborto, aceitariam que a vida começa na fecundação do óvulo como o dizem os cientistas".

Verónica criticou que os abortistas "reclamam ‘direitos’ da mulher e eles são os primeiros em passar por cima deles".

"As mulheres têm direito a uma maternidade, e eles passam por cima deste formoso dom convertendo o ventre das mulheres no túmulo do seu próprio filho", criticou.

"O aborto não faz com que a gravidez deixe de existir, matar não é uma opção, é a pior decisão", indicou, acrescentando que enquanto que a vida engendra vida, o aborto produz "morte, dor, pranto, desespero, angústia e uma culpa que muito dificilmente será apagada de sua mente, de sua alma, de seu ser".

Verónica exigiu que os abortistas não brinquem "com a dor da mulher e de muitos homens que também são vítimas de um aborto".

Remarcando que a defesa da vida frente ao aborto não é um tema religioso, Verónica Cardona convidou a "católicos, cristãos, evangélicos, ateus e a todos os que estão a favor da vida" a que "não nos cansemos de ser a voz daqueles, que embora tenham voz e direitos, os querem calar desde o ventre".

Citando ao fundador de Laços de Amor Mariano, Rodrigo Jaramillo, Verónica sublinhou que "quem aborta a uma criança do seu ventre, aborta a Jesus do seu coração", pois "Jesus é a mesma vida".

Verónica também revelou que "por graça de Deus pude perdoar o meu pai, olhá-lo aos olhos e agradecer-lhe por ter me dado a vida", e embora sua filha, que atualmente tem cinco anos "ainda não sabe bem tudo o que aconteceu", está decidida a ir contando pouco a pouco tudo, pois "ela tem direito a saber a verdade".


O Apóstolo Paulo e a Filosofia dos Gregos

São Paulo foi o eco fiel d’Aquela voz, que com uma só palavra era suficiente para fazer o Universo inteiro estremecer. Em Atenas, cidade-estado localizada no sudeste da Grécia, esse eco se fez ouvir. O objeto de sua pregação nesse lugar? O de sempre, “Cristo crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os pagãos” (1 Cor 1, 23), mas, desta vez sob o pretexto do Deus desconhecido.

O ressoar, ou melhor, o ribombar das palavras do Apóstolo vibram ainda hoje, quando nos deparamos com as entusiasmantes linhas do livro dos Atos dos Apóstolos. Nesse livro, vemos que o portador da Verdade de Cristo, veio pregar em Atenas a doutrina ortodoxa que respondia inúmeras dúvidas, e batia de frente contra incontáveis pensamentos filosóficos carregados pelos gregos desde o surgimento da filosofia. De certa maneira ele foi o primeiro a dar início ao “batismo” da filosofia pagã.

O que se passou ali? Ao ver a cidade de Atenas entregue à idolatria, o seu coração encheu-se de amargura, e enquanto esperava Silas e Timóteo, aproveitou para disputar nas sinagogas contra os judeus e prosélitos, e nas praças contra todos os que ali se encontravam. (cf. At. 17,16-17). Até que alguns filósofos epicuristas e estóicos, “tomaram-no consigo e levaram-no ao Areópago[1], e lhe perguntaram: Podemos saber que nova doutrina é essa que pregas? Pois o que nos trazes aos ouvidos nos parece muito estranho.” (At 17, 19-20).

Quem eram esses epicuristas e estóicos? A escola de Epicuro foi a primeira das grandes escolas helenísticas.[2] Assim como os epicúrios, os estóicos nasceram em Atenas no fim do séc. IV a.C. A escola de Estoá (palavra que significa pórtico, que acabou dando o nome à escola), tornou-se posteriormente a mais famosa da época helenística. Seu fundador foi um jovem de raça semítica, Zenão, nascido em Cício, na ilha de Chipre, por volta de 333/332 a.C.[3] Eram duas escolas filosóficas rivais, até então muito em voga, os estóicos, que professavam um panteísmo materialista, penetrados de una elevada idéia do dever e aspirando a viver de acordo com a razão, indiferentes ante a dor, e os epicúrios, também materialistas, entretanto menos especulativos, que colocavam o fim da vida na busca do prazer.[4]

Ao tomarmos nota da pregação de São Paulo no Areópago, ficamos com a impressão de que ele – seja por ação do Espírito Santo ou não – já conhecia quais eram as teorias de ambas as escolas, pois ele argumentou contra as principais idéias e “preencheu” diversos “vãos” – que, aliás, se encontra em todas as filosofias heterodoxas – quase impreenchíveis apenas com a luz da razão, dos filósofos seguidores de Epicuro e Zenão.

Assim começou sua pregação: “Homens de Atenas, em tudo vos vejo muitíssimo religiosos. Percorrendo a cidade e considerando os monumentos do vosso culto, encontrei também um altar com esta inscrição: A um Deus desconhecido. O que adorais sem o conhecer, eu vo-lo anuncio!” (At 17, 22-23). E continua: “o Deus, que fez o mundo e tudo o que nele há, é o Senhor do céu e da terra, e não habita em templos feitos por mãos humanas” (At 17, 24). Ao anunciar isso, ele evidencia a existência de um só Deus Verdadeiro, Criador e Princípio de todas as coisas. Já quando declara que Ele não habita em templos feitos por homens, de forma tácita indica: esse mesmo Deus é Puríssimo Espírito. Assim fica lançada por terra o materialismo dos epicuristas e estóicos, pois segundo Epicuro: “além dos corpos e do vazio tertium non datur, porque não seria pensável nada que exista por si mesmo e não seja afecção dos corpos”.[5] Já para os Estóicos, o ser “é só aquilo que tem capacidade de agir e sofrer” [6], isto é, apenas o corpo. No que diz respeito ao princípio de todas as coisas, essa última escola garantia: “o fogo é o princípio que tudo transforma e tudo penetra; o calor é o princípio sine qua non (imprescindível) de todo nascimento, crescimento e, em geral, de toda forma de vida.” [7] E por fim, para pôr os “pontos finais” nessa questão, São Paulo pronuncia: “é ele quem dá a todos a vida, a respiração e todas as coisas.” (At 17, 25).

Epicuro afirmava que os deuses não se ocupam com os homens, apesar de dizer que o nosso conhecimento vem por “simulacros” ou “eflúvios”[8] provenientes deles.[9] Qual a resposta do Apóstolo a esse pensamento? “Procurem a Deus e se esforcem por encontrá-lo como que às apalpadelas, pois na verdade ele não está longe de cada um de nós. [...] Nós somos também de sua raça…” (At 17, 27-28).

quinta-feira, novembro 08, 2012



Diocese Paulista vai processar autor de foto de modelo seminu dentro de paróquia.


A Igreja Católica vai anunciar nesta quinta-feira as medidas contra o fotografo Márcio Costa, autor de fotos postadas no Facebook mostrando um modelo seminu, com asas de anjo, dentro da Paróquia São Domingos, uma das principais da cidade de Catanduva, a 385 km da capital paulista.Costa fez as fotos sem autorização da igreja.
O modelo aparece apenas de sunga branca, no corredor central, tendo as laterais e o altar como cenário para a foto. Além da paróquia, o fotógrafo usou o cemitério da cidade como cenário para fazer fotos do mesmo modelo. No cemitério, o rapaz está totalmente nu, com as asas, e flores tapando o sexo. Em entrevistas à imprensa, Costa tem dito que as fotos são artísticas, que não tinha intenção de ofender a igreja e que, se precisar, vai pedir desculpas.
A divulgação das fotos causou revolta em fieis católicos, que pedem punição para seu autor. O bispo dom Otacílio Luciano da Silva vai anunciar as medidas em coletiva na tarde desta quinta-feira, disse o advogado da Diocese de Catanduva, Flávio Thomé. Segundo ele, entre as medidas está o ajuizamento de ações civil e penal. “A primeira, para reparação de danos morais para impedir que outras pessoas façam a mesma coisa”, disse. “A outra, penal, pensamos que as autoridades devem agir de ofício pelo ultraje público ao pudor por fotos que mostram o modelo em posições obscenas”, completou Thomé.
“Essas fotos causaram um problema sério, nossos fieis ligaram, estão mesmo indignados com essas fotos e pedem que façamos algo para impedir isso. Até falamos em proibir a divulgação dessas fotos, mas depois vimos que essa decisão era muito radical”, afirmou Thomé. Segundo ele, apesar de ser aberta ao público, a paróquia pertence à Igreja Católica e por isso o fotógrafo precisava de uma autorização para fazer as fotos. “Achamos até que fossem montagens, mas depois vimos que as fotos foram feitas sem autorização alguma”, disse.
As fotos, que já foram retiradas do Facebook, seriam, segundo Costa, parte do material de uma exposição que ele está montando, intitulada “Anjos Caídos”. Segundo ele, as imagens são baseadas no trabalho de um fotógrafo francês David Lachapelle, que usa temas religiosos para compor seu trabalho. Costa disse que as fotos são artísticas e que jamais tentou ofender a igreja e que, se soubesse da repercussão, jamais faria as fotos. O fotógrafo também disse que pretende pedir desculpas à igreja pelos transtorno

quarta-feira, novembro 07, 2012


O Desejo por  Deus inscrito no Coração do Homem: De onde vem?
 Catequese de Bento XVI  


Queridos irmãos e irmãs,

O caminho de reflexão que estamos fazendo juntos neste Ano da Fé nos leva a meditar hoje sobre um aspecto fascinante da experiência humana e cristã: o homem traz em si um desejo misterioso de Deus. De modo muito significativo, o Catecismo da Igreja Católica se abre com a seguinte consideração: “O desejo de Deus está inscrito no coração do homem, porque o homem foi criado por Deus e para Deus; e Deus não cessa de atrair para si o homem e somente em Deus o homem encontrará a verdade e a felicidade que busca sem parar” (n. 27).

Uma afirmação tal que também hoje, em muitos contextos culturais, parece bastante aceitável, quase óbvia, poderia parecer um pouco um desafio no âmbito da cultura ocidental secularizada. Muitos dos nossos contemporâneos poderiam afirmar que não sentem por nada um desejo de Deus. Para grande parte da sociedade Ele não é mais o esperado, o desejado, mas sim uma realidade que passa despercebida, diante da qual não se deve nem sequer fazer o esforço de pronunciar-se. Na realidade, aquilo que definimos como “desejo de Deus” não está de tudo desaparecido e parece (si affaccia) ainda hoje, de muitos modos, o coração do homem. O desejo humano tende sempre a determinados bens concretos, frequentemente desejando tudo menos o lado espiritual, e ainda se encontra diante da interrogação sobre o que seja de fato “o” bem, e também a confrontar-se com alguma coisa que é diferente de si mesmo, que o homem não pode construir, mas é chamado a reconhecer. O que pode de fato satisfazer o desejo humano?

Na minha primeira Encíclica, Deus caritas est, procurei analisar como tal dinamismo se realiza na experiência do amor humano, experiência que na nossa época é mais facilmente percebida como momento de êxtase, de saída de si, como lugar onde o homem sabe que é atravessado por um desejo que o supera. Através do amor, o homem e a mulher experimentam de modo novo, um com o outro, a grandeza e a beleza da vida e do real. Se isso que experimentam não é uma simples ilusão, se de fato quero o bem do outro como via também do meu bem, então devo estar disposto a descentralizar-me, a colocar-me ao seu serviço, até a renúncia a mim mesmo. A resposta à questão sobre o sentido da experiência do amor passa também por meio da purificação e da cura do querer, o que é necessário para o próprio bem que se quer ao outro. Precisamos praticar, treinar, também corrigir, para que aquele bem possa verdadeiramente ser desejado.

O êxtase inicial se traduz assim na peregrinação, “êxodo permanente do eu fechado em si mesmo para sua libertação na doação de si, e assim para o reencontro de si, e de fato para a descoberta de Deus” (Enc. Deus caritas est, 6). Através de tal caminho poderá progressivamente aprofundar-se para o homem a consciência daquele amor que tinha inicialmente experimentado. E andará sempre mais tecendo o mistério que isso representa: nem sequer a pessoa amada, na verdade, é capaz de satisfazer o desejo que habita o coração humano, de fato, tanto mais autêntico é o amor pelo outro, tanto mais esse deixa em aberto a interrogação sobre sua origem e sobre seu destino, sobre a possibilidade de que isso há de durar para sempre. Assim, a experiência humana do amor tem em si um dinamismo que leva além de si mesma, é experiência de um bem que leva a sair de si e a encontrar-se diante de um mistério que envolve toda a existência.

Considerações semelhantes poderiam ser feitas também a propósito de outras experiências humanas, como a amizade, a experiência do belo, o amor pelo conhecimento: cada bem experimentado do homem vai em direção ao mistério que envolve o próprio homem; cada desejo que tem vista para o coração humano se faz eco de um desejo fundamental que não é nunca plenamente satisfeito. Sem dúvida de tal desejo profundo, que esconde também algo de enigmático, não se pode chegar diretamente à fé. O homem, afinal, conhece bem isso que não o satisfaz, mas não pode imaginar ou definir isso que o faria experimentar aquela felicidade que traz no coração a nostalgia. Não se pode conhecer Deus a partir somente do desejo do homem. Deste ponto de vista surge o mistério: o homem é buscador do Absoluto, um buscador a passos pequenos e incertos. E, todavia, já a experiência do desejo, do “coração inquieto” como o chamava Santo Agostinho, é muito significativa. Essa nos diz que o homem é, no fundo, um ser religioso (cfr Catechismo della Chiesa Cattolica, 28), um “mendigo de Deus”. Podemos dizer com as palavras de Pascal: “O homem supera infinitamente o homem” (Pensamentos, ed. Chevalier 438; ed. Brunschvicg 434). Os olhos reconhecem os objetos quando estes são iluminados pela luz. Daí o desejo de conhecer a mesma luz, que faz brilhar as coisas do mundo e com isso acende o sentido da beleza.

Precisamos, portanto, acreditar que seja possível também na nossa época, aparentemente tanto refratária à dimensão transcendente, abrir um caminho para o autêntico sentido religioso da vida, que mostra como o dom da fé não é absurdo, não é irracional. Seria de grande utilidade, para tal fim, promover uma espécie de pedagogia do desejo, seja pelo caminho de quem ainda não crê, seja por quem já recebeu o dom da fé. Uma pedagogia que compreende pelo menos dois aspectos. Em primeiro lugar, aprender ou re-aprender o sabor das alegrias autênticas da vida. Nem todas as satisfações produzem em nós o mesmo efeito: algumas deixam um traço positivo, são capazes de pacificar a alma, nos tornam mais ativos e generosos. Por outro lado, depois da luz inicial, parecem desiludir as expectativas que tinham suscitado e por vezes deixam dentro de si amargura, insatisfação ou uma sensação de vazio. Educar desde cedo para saborear as alegrias da verdade, em todos os âmbitos da existência – a família, a amizade, a solidariedade com quem sofre, a renúncia ao próprio eu para servir ao outro, o amor pelo conhecimento, pela arte, pela beleza da natureza – tudo isso significa exercitar o sabor interior e produz anticorpos eficazes contra a banalização e achatamento (l’appiattimento) hoje vigentes. Também os adultos têm necessidade de redescobrir estas alegrias, de desejar a realidade autêntica, purificando-se da medíocridade na qual possam encontrar-se enredados. Então se tornará mais fácil deixar cair ou rejeitar tudo isso que, embora aparentemente atrativo, revela-se sem sabor, fonte de vício e não de liberdade. E isso fará emergir aquele desejo de Deus do qual estamos falando.

Um segundo aspecto, que anda de mãos dadas com o anterior (che va di pari passo con il precedente), é o nunca se contentar com o quanto foi alcançado. As alegrias mais verdadeiras são capazes de liberar em nós aquela preocupação saudável que leva a ser mais exigentes – querer um bem mais alto, mais profundo – e junto a perceber com sempre mais clareza que nada de finito pode preencher o nosso coração. Aprenderemos, assim, a tender, desarmados, para aquele bem que não podemos construir ou adquirir com as nossa forças; a não nos deixar desencorajar pelo cansaço ou pelos obstáculos que vêm do nosso pecado.

Neste sentido, não devemos esquecer que o dinamismo do desejo está sempre aberto à redenção. Mesmo quando ele caminha em caminhos extraviados, quando segue paraísos artificiais e parece perder a capacidade de ansear pelo verdadeiro bem. Mesmo no abismo do pecado não se apaga no homem aquela faísca que lhe permite reconhecer o verdadeiro bem, de saboreá-lo, e de começar assim um percurso de subida, no qual Deus, com o dom da sua graça, não faz nunca faltar a sua ajuda. Tudo, aliás, precisamos percorrer um caminho de purificação e cura do desejo. Somos peregrinos para a pátria celeste, para aquele bem pleno, eterno, que nada nos poderá arrebatar (che nulla ci potrà più strappare). Não se trata, portanto, de sufocar o desejo que está no coração do homem, mas de libertá-lo, para que possa alcançar a sua verdadeira altura. Quando no desejo se abre a janela para Deus, isto já é sinal da presença da fé na alma, fé que é uma graça de Deus. Santo Agostinho sempre afirmava: “Com a expectativa, Deus fortalece a nossa vontade, com o desejo amplia a nossa alma e expandindo-o o torna mais capaz” (Comentário à Primeira Carta de João, 4,6: PL 35, 2009).

Nesta peregrinação, sejamos irmãos de todos os homens, companheiros de viagem mesmo daqueles que não creem, de quem está em busca, de quem se deixa interrogar com sinceridade pelo dinamismo do próprio desejo de verdade e de bem. Rezemos, neste Ano da Fé, para que Deus mostre a sua face a todos aqueles que o procuram com coração sincero. Obrigado.

Você é Cristão e curte Lady Gaga? Como você Consegue?
 
 
Por Pedro Ravazzano
 
No seu novo clipe “Alejandro” a nova estrela da cultura pop encarna toda a bestialidade da bandeira que representa com tanta maestria; cenários horripilantes, cenas eróticas, profanação da cruz e de símbolos religiosos em doses dignas de um ritual satânico.

Não obstante, gostaria de frisar que, diferentemente do que muitos pensam, a tal Lady não segue a linha de Madonna, me parece muito mais próxima ao estilo do grotesco Marylin Manson, conhecido pela sua androgenia, posições abertamente imorais, culto ao bizarro.

A atmosfera sombria do clipe é extremamente assustadora. Contando com alusões à morte, sadomasoquismo e dominação, a música, como disse a cantora, foi feita em homenagem aos gays e às mulheres que se apaixonam por eles (sic!!). Os soldados efeminados oprimidos são as vítimas da cultura machista e repressiva. Tudo pensado por aquela que é considerada o “novo fenômeno do pop”, a “nova cara da década”.

O que mais me impressiona na sua estética é o grotesco, o ambiente sombrio, bestial, decante, exalando erotismo sexual e putrefação moral. Lady Gaga aparecer engolindo um terço ou usando uma cruz invertida de forma sacrílega é consequência de algo muito maior, algo este que pode ser percebido em toda a contextualização musical e estética usada. A cantora sintetiza o espírito do mundo atual, a sua pequenez, irracionalidade, incapacidade de refletir e de discernir, a cultura de morte no seu sentido mais fidedigno e profundo.
A música de Lady Gaga, com toda a sua pobreza poética e excesso de compassos e ritmos, é sinal da mediocridade do homem moderno; um homem norteado pelas paixões, subjugado pela ignorância invencível, uma carcaça morta incapaz de raciocinar verdadeiramente.
 
Não me espanta que em pleno séc. XXI  faça sucesso – estranho seria que o Santo Padre fosse aplaudido ao condenar o aborto, por exemplo. O espanto é saber que católicos e homens de reta intenção se deixam levar por toda essa experiência sensual que carrega no seu âmago um claro projeto revolucionário.
Lady Gaga não esconde que defende a cultura gay. Faço questão de frisar o termo “cultura” já que, infelizmente, os militantes homossexuais forjaram um estilo de vida próprio que, através de ferramentas variadas – em especial a música, filmes e novelas – foi divulgado e imposto como o estilo ordinário de qualquer ser humano na face da terra.
 
Destarte, a globalização transporta em sua essência a crise da Civilização Ocidental a todos os cantos, assim, tanto um jovem americano, quanto um brasileiro da favela, como um rico japonês cibernético ou então um marroquino de Casablanca se vestem, se comportam, ouvem e apreciam quase as mesmas coisas, seguindo o mesmo padrão.
Se não tomarmos uma atitude concreta, eficaz e profunda veremos os nossos filhos e netos crescendo numa sociedade onde a excessão será ser homem e mulher!

 

"É preciso ajudar o homem a descobrir, juntamente com o sentido da vida, a própria arte de viver"


Saudação de Bento XVI aos participantes do Simpósio "Humanização e Sentido da Vida" que acontecerá na PUC-Rio

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 07 de novembro de 2012(ZENIT.org) – Ao final da tradicional Audiência Geral de quarta-feira, realizada hoje na Praça de São Pedro, Bento XVI saudou os participantes do II Simpósio sobre “Humanização e Sentido da Vida” que acontecerá nos próximos dias 8 e 9 de novembro, na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.

O Simpósio da PUC-Rio pretende apresentar o pensamento de Joseph Ratzinger enquanto teólogo, sua interpretação do dado revelado, sua visão do mundo e o diálogo com a cultura atual.

O Papa disse: “Saúdo os Reitores, Professores, Autoridades e estudantes das diversas Universidades que amanhã, no Rio de Janeiro, começam o Simpósio sobre «Humanização e Sentido da Vida». Em um mundo em rápida mudança, é preciso ajudar o homem a descobrir, juntamente com o sentido da vida, a própria arte de viver. Faço votos de que os trabalhos destes dias mostrem como a razão, iluminada pela fé, é capaz de alargar o seu horizonte para enfrentar, com alegria, os grandes desafios da vida”.

Dom Orani João Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro, em recente artigo enviado a ZENIT explicou que ao abordar tanto alguns temas atuais quanto as permanentes indagações do ser humano, as conferências se propõem a confrontar tais questionamentos com as respostas que a vasta formação e experiência do maior teólogo da atualidade nos apresentam. Partindo da questão sobre o sentido da vida, a programação percorre assuntos como política, ética e economia, que suscitam tantos debates éticos e morais contemporâneos, para desembocar no sentido último da existência e da realidade, à luz da fé.

(MEM)

"Maria é Mãe de Deus e tudo consegue; é mãe dos homens e tudo concede"

Igreja Católica poderá aceitar pastores Luteranos como Sacerdotes
Perto do adversário de 500 anos da Reforma Protestante, declarações do cardeal Kurt Koch, presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos: Vaticano analisa a possibilidade de ocorrer com pastores luteranos o mesmo que ocorreu com os pastore anglicanos em 2009.
Desde então, cerca de 100 ex-pastores e 8 ex-bispos anglicanos foram recebidos e re-ordenados para servir as congregações católicas, cuidando de um rebanho de aproximadamente 4000 fieis.
Na época do aceite, o documento papal Anglicanorum coetibus estabeleceu as condições de os sacerdotes da Igreja Anglicana serem reconhecidos pelos católicos. “O santo padre buscou uma solução que, na minha opinião, foi bastante aberta, levando em conta que as tradições eclesiásticas e litúrgicas dos anglicanos foram levadas em consideração. Se desejos semelhantes são expressos pelos luteranos, então precisamos refletir sobre eles. No entanto, a iniciativa cabe aos luteranos”.
Caso seja levado adiante, as comunidades anglicanas que desejarem poderá entrar em plena comunhão com a Santa Sé. O movimento de aproximação ocorre principalmente na Alemanha. O cardeal lembra que a “Declaração conjunta sobre da outrina da justificação”, assinada em Augusta, em 1999, por católicos e luteranos foi um grande passo à frente no diálogo.
“Resta-nos agora a tarefa de discutir o aspecto eclesiológico desta declaração conjunta. Sabemos que os evangélicos têm um entendimento diferente dos católicos sobre a Igreja. Não basta simplesmente reconhecermos uns aos outros como Igreja. Precisamos de um amplo diálogo teológico sério sobre o que constitui a essência da Igreja”, disse Koch.
Koch anunciou que, para 2017, aniversário de quinhentos anos da Reforma, o Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos está preparando um comunicado conjunto com a Federação Luterana Mundial.
O cardeal destacou ainda que há um bom diálogo com os membros das igrejas ortodoxas, que estão bastante envolvidos na preparação de um sínodo pan-ortodoxo. “Pessoalmente, estou convencido que, quando isso ocorrer, será um grande passo à frente no diálogo ecumênico. Por isso nós temos que apoiar os esforços dos ortodoxos e ter paciência. Nas comissões ecumênicas, continuamos o diálogo teológico sobre a relação entre a sinodalidade e o primado”, reafirmou.
Durante a entrevista, comentou o cinqüentenário do Concílio Vaticano II, que trouxe algumas mudanças na compreensão vigente de que a Igreja Católica é a única igreja. “Tento ver o Conselho igualmente como uma ruptura, mesmo que de uma maneira muito diferente. O santo padre tem questionado essa compreensão da hermenêutica conciliar e propôs uma hermenêutica da reforma, que une a continuidade e renovação”.
Traduzido e adaptado de Catholic Culture, Zenit e Anglicanink
 
Romney: Mandato abortista de Obama deixa "três opções" aos católicos nos EUA
 
WASHINGTON DC, 06 Nov. 12 / 01:48 pm (ACI).- Os diretores da campanha eleitoral do candidato republicano Mitt Romney lançaram um aviso publicitário dirigido aos católicos nos Estados Unidos sobre o mandato abortista da administração Obama no contexto das eleições presidenciais que se realizam hoje.

O aviso explica que o mandato abortista de Barack Obama "determinou que toda escola, hospital ou entidade caritativa católica incluísse serviços que muitos católicos consideram imorais".

O Departamento de Saúde e Serviços Humanos exige que todos os empregadores de instituições religiosas proporcionem planos de saúde que incluam a anticoncepção, esterilização e fármacos abortivos, sem considerar a objeção de consciência dos católicos ante estas práticas.

Diante desta realidade, indica o aviso, os empregadores católicos têm "três opções": "podem pagar por estes serviços e violar suas convicções religiosas, podem pagar multas de até 100 dólares por empregado diariamente o que os levaria à quebra, ou podem deixar de fazer o bem que fazem a todos e limitá-lo somente aos católicos".

O aviso recorda ademais que a Igreja Católica nos Estados Unidos dá educação a mais de 2 milhões de crianças, "enquanto que a rede de hospitais católicos da nossa nação é uma das melhores do mundo. De fato, uma entre cada seis pessoas hospitalizadas no país é atendida em um hospital católico".

"E a Igreja Católica ainda serve os pobres com seu bom trabalho. São mais de 7 milhões de homens, mulheres e crianças que recebem comida de entidades católicas anualmente".
"É importantíssimo que votemos por um candidato que proteja estas instituições religiosas", disse ainda o material difundido pela campanha Romney.

O tema da liberdade religiosa é um assunto crucial nesta campanha eleitoral. Numerosos bispos em todo o país recordaram os fiéis da importância do voto e da importância de sua assistência nestas eleições, pois nos EUA o voto não é obrigatório.

O mandato abortista da administração Obama gerou ainda dezenas de processos legais contra a polêmica medida envolvendo mais de 100 instituições em todo o território norte-americano que estão processando a presidência norte-americana pela norma, um fato inédito na história do país.

As nações e a MODA | FRANÇA apresenta projeto de lei sobre casamento gay

 



O governo da França enviou nesta quarta-feira ao Congresso a proposta de legalização do casamento gay no país, apesar da forte oposição das igrejas e dos setores conservadores franceses.Promessa de governo do presidente socialista François Hollande, a proposição foi aprovada pelo Conselho de Ministros na terça. Além do matrimônio entre casais do mesmo sexo, o texto inclui a possibilidade de adoção para os homossexuais.

"É uma etapa importante para a igualdade de direitos", declarou o ministro da Família, Dominique Bertinotti, após a reunião do Conselho, antes de confirmar que o debate passará ao Parlamento. A legislação vai além do Pacto Civil de Solidariedade (PAC), que designa a união civil para pessoas do mesmo sexo e foi aprovada durante o governo do premiê Lionel Jospin, em 1999.

O PAC não permite a adoção, nem os direitos de herança ou de receber a pensão do cônjuge, o que está contemplado no projeto de lei aprovado nesta quarta-feira pelo governo socialista.
 
NONO EUROPEU

Se a França autorizar o matrimônio homossexual, será o nono país da União Europeia a adotar a medida, após Espanha, Holanda, Bélgica, Portugal, Noruega, Suécia, Islândia e Dinamarca.
Segundo pesquisas divulgadas no fim de semana pelo jornal "Le Monde", 58% dos franceses aprovam o casamento entre pessoas do mesmo sexo e 48% referendam a adoção para homossexuais.

O grande apoio, no entanto, é menor que o respaldo feito em outra sondagem, em 2011. Na ocasião, 63% dos franceses eram favoráveis ao casamento entre pessoas do mesmo sexo, enquanto 56% defendiam a adoção.

Barack Obama's Victory Speech Full - Election 201

 Assista ao discurso de vitória de Barack Obama

 

 


Discurso de vitória do presidente Barack Obama | Leia na Íntegra

Obrigado. Obrigado. Muito, muito obrigado. Hoje, mais de 200 anos depois de uma ex-colônia conquistar o direito de determinar seu próprio destino, nossa união avança. (aplausos) Ela avança graças a vocês. Ela avança porque vocês reafirmaram o entusiasmo que triunfa sobre a guerra e a depressão.

O entusiasmo que ergueu nosso ânimo das profundezas do desespero ao pico da esperança. A fé em que, embora cada um de nós busque realizar seus sonhos individuais, somos uma família americana e vamos nos erguer e cair como uma só nação e um só povo. (aplausos) 

Esta noite, nesta eleição, vocês, o povo americano, nos fizeram lembrar que, embora nosso caminho tenha sido árduo, embora nossa jornada tenha sido longa, nós nos reerguemos, nós lutamos para recuperar o terreno perdido, e sabemos em nosso íntimo que para os Estados Unidos da América o melhor ainda está por vir. (aplausos)

Quero agradecer a cada americano que participou desta eleição. Quer você tenha votado pela primeira vez ou aguardado em fila por muito tempo; por falar nisso, precisamos dar um jeito nisso. (aplausos) Quer você tenha percorrido as ruas ou falado ao telefone. Quer você tenha erguido um cartaz de Obama ou um cartaz de Romney, sua voz foi ouvida, e você fez uma diferença.

Acabei de falar com o governador Romney. Parabenizei a ele e ao deputado Ryan por uma campanha arduamente travada. Podemos ter nos enfrentado com afinco, mas foi apenas porque amamos este país profundamente e nos preocupamos tanto com seu futuro.

Desde George e Lenore até seu filho Mitt, a família Romney optou por contribuir para a América através do serviço público, e esse é um legado que honramos e que aplaudimos esta noite.
Nas próximas semanas, espero me sentar com o governador Romney para estudar as áreas em que podemos cooperar para fazer este país ir para frente.

Quero agradecer a meu amigo e parceiro dos últimos quatro anos, o "guerreiro feliz" da América e o melhor vice-presidente que se poderia desejar: Joe Biden. (aplausos)

E eu não seria o homem que sou hoje sem a mulher que aceitou casar-se comigo 20 anos atrás. Quero dizer isto publicamente: Michelle, nunca a amei tanto. Nunca senti mais orgulho que agora de ver o resto da América apaixonar-se por você também, como a primeira-dama de nosso país.

Sasha e Malia, diante de nossos olhos vocês estão crescendo para tornar-se duas jovens fortes, inteligentes e lindas, como sua mãe. (aplausos) Sinto tanto orgulho de vocês. Mas tenho que admitir que um cachorro apenas é provavelmente o bastante por agora. (risos)

À melhor equipe de campanha e aos melhores voluntários na história da política (aplausos), os melhores, os melhores. Alguns de vocês começaram desta vez e alguns estiveram a meu lado desde o início (aplausos), mas todos vocês são parte da família.

Não importa o que venham a fazer ou para onde vão a partir daqui, vocês sempre carregarão a memória da história que fizemos juntos e terão a apreciação vitalícia de um presidente agradecido.
Obrigado por acreditarem sempre, ao longo de todas as montanhas e todos os vales, vocês me ergueram o caminho inteiro. Sempre serei grato por tudo o que vocês fizeram e todo o trabalho incrível que investiram. (aplausos)

Sei que campanhas políticas às vezes podem parecer mesquinhas, até mesmo tolas, e isso dá muita munição aos cínicos que nos dizem que a política não passa de uma disputa entre egos ou que é dominada por interesses especiais.

Mas se vocês alguma vez tiverem a oportunidade de conversar com pessoas que compareceram a nossos comícios e se acotovelaram diante dos cordões de isolamento em ginásios de colégios, ou viram pessoas trabalhando tarde da noite num escritório de campanha em algum condado minúsculo, longe de casa, vocês descobrirão algo diferente.

Vocês ouvirão a determinação na voz de um jovem organizador de base que trabalha para pagar por seus estudos universitários e quer assegurar que todas as crianças vão ter a mesma oportunidade. (aplausos)

Ouvirão o orgulho na voz de uma voluntária que está indo de porta em porta porque seu irmão finalmente conseguiu emprego quando a fábrica de automóveis local acrescentou mais um turno de trabalho. (aplausos)

Ouvirão o patriotismo profundo na voz de uma esposa ou marido de militar que está trabalhando como voluntário ao telefone, tarde da noite, para assegurar que ninguém que combate por este país jamais precise lutar para ter um emprego ou uma casa para viver quando voltar para casa. (aplausos)

É por isso que fazemos isto, é isso o que a política pode ser, é por isso que as eleições têm importância. Não é pouca coisa: é grandioso, é importante. Num país com 300 milhões de pessoas, a democracia pode ser barulhenta, confusa, complicada.

Temos nossas opiniões próprias, cada um de nós tem posições em que acredita profundamente, e quanto passamos por tempos difíceis, quando tomamos decisões importantes, como país, isso necessariamente desperta paixões, provoca controvérsia. Isto não vai mudar depois desta noite e não deveria mudar.

Essas discussões que temos são um sinal de nossa liberdade, e nunca devemos esquecer que agora, enquanto falamos, pessoas em países distantes estão arriscando suas vidas, neste exato momento, simplesmente por uma chance de discutir sobre as questões que são importantes, pela chance de votar, como nós fizemos hoje. (aplausos) *

Mas, a despeito de todas nossas divergências, a maioria de nós compartilha certas esperanças para o futuro da América. Queremos que nossos filhos cresçam num país em que tenham acesso às melhores escolas e os melhores professores. (aplausos)

Um país que faça jus a seu legado de líder global em tecnologia, descobertas e inovações. Com todos os novos empregos e os novos empreendimentos decorrentes.

Queremos que nossos filhos vivam numa América que não esteja onerada por dívidas, que não seja enfraquecida pela desigualdade. Que não seja enfraquecida pelo poder destrutivo de um planeta em aquecimento. (aplausos) Queremos deixar para nossos filhos um país que seja seguro e que seja respeitado e admirado em todo o mundo.

Um país defendido pelas forças armadas mais fortes do mundo e as melhores tropas que este mundo já conheceu. (aplausos) Mas também um país que avance com confiança para além deste tempo de guerra, que erga uma paz baseada na liberdade e dignidade para cada ser humano. Acreditamos numa América generosa. Numa América compassiva. Numa América tolerante, aberta aos sonhos de uma filha de imigrantes que estuda em nossas escolas e jura fidelidade a nossa bandeira. (aplausos)

Ao garoto da zona sul de Chicago que enxerga uma vida mais além da esquina de sua rua. (aplausos). Ao filho de trabalhadores em fábricas de móveis da Carolina do Norte que sonha em tornar-se médico ou cientista, engenheiro ou empreendedor, diplomata ou até mesmo presidente. Esse é o futuro pelo qual esperamos, essa é a visão que compartilhamos. É nesse rumo que precisamos avançar. Para frente. (aplausos). É nessa direção que precisamos avançar.

É verdade que vamos discordar, às vezes com veemência, em relação a como chegar lá. Como vem fazendo há mais de dois séculos, o progresso virá de modo irregular --nem sempre é um caminho constante e tranquilo.

O reconhecimento de que temos sonhos e esperanças em comum não será o bastante, por si só, para acabar com todo o impasse, resolver todos nossos problemas ou substituir todo o trabalho cuidadoso de construir nosso consenso ou fazer as concessões difíceis necessárias para fazer este país ir para frente. Mas é desse elo comum que devemos partir.

Nossa economia está se recuperando. Uma década de guerra está chegando ao fim. Uma longa campanha agora acabou. E, quer eu tenha merecido ou não o voto de vocês, eu os ouvi, aprendi com vocês, e vocês me fizeram um presidente melhor. Munido das histórias e das lutas de vocês, retorno à Casa Branca mais determinado e mais inspirado para o trabalho que há para ser feito e o futuro que está pela frente. (aplausos)

Esta noite vocês votaram na ação, não na política como ela costuma ser. Vocês nos elegeram para focarmos os empregos de vocês, não os nossos. E, nas próximas semanas e nos próximos meses, quero procurar e trabalhar com líderes dos dois partidos para encarar os desafios que só poderemos resolver juntos: reduzir nosso déficit, reformar nosso código tributário, resolver os problemas de nosso sistema de imigração, libertar-nos do petróleo estrangeiro. Temos mais trabalho a fazer!

Mas isso não quer dizer que o trabalho de vocês tenha terminado. O papel do cidadão em nossa democracia não se limita ao voto. O importante na América nunca foi o que pode ser feito por nós --é o que pode ser feito por nós, no trabalho árduo, frustrante, mas necessário do autogoverno. É esse o princípio sobre o qual fomos fundados. Este país possui mais riqueza que qualquer outro, mas não é isso o que nos torna ricos.

Possuímos as forças armadas mais poderosas da história, mas não é isso o que nos torna fortes. Nossas universidades, nossa cultura são motivo de inveja do mundo, mas é isso o que faz o mundo continuar a vir até nós.

O que faz a América ser excepcional são os vínculos que unem a nação mais diversificada da Terra, a crença de que nosso destino é compartilhado, que este país só funciona quando aceitamos certas obrigações uns para com os outros e para com as gerações futuras, de modo que a liberdade pela qual tantos americanos lutaram e morreram vem acompanhada de responsabilidades também, e entre estas estão o amor, a caridade, o dever e o patriotismo. É isso o que torna a América grande. (aplausos)

Sinto-me esperançoso esta noite porque vi o entusiasmo em ação na América. Eu o vi na empresa familiar cujos donos preferiram reduzir seus próprios rendimentos a demitir seus vizinhos e nos trabalhadores que preferiram reduzir seus horários de trabalho a ver um amigo perder seu emprego. 

Eu o vi nos soldados que voltam a se alistar depois de perder um braço ou perna e nos membros das forças especiais que correram escada acima, rumo ao escuridão e ao perigo, porque sabiam que havia um companheiro atrás deles, protegendo-os. (aplausos)

Eu o vi nas costas de Nova Jersey e Nova York, onde líderes de todos os partidos e todos os escalões do governo deixaram suas diferenças de lado para ajudar uma comunidade a reconstruir-se após a destruição deixada por uma tempestade terrível. (muitos aplausos).

E o vi outro dia em Mentor, Ohio, onde um pai contou a história de sua filha de 8 anos de idade, cuja longa batalha contra a leucemia quase custou à sua família tudo o que ela possuía, não fosse o fato de a reforma da saúde ter sido aprovada alguns meses antes de a seguradora deixar de pagar pelo atendimento médico dela. (muitos aplausos)

Tive a oportunidade não apenas de falar com o pai, mas de conhecer sua filha incrível. E, quando ele falou ao público, cada pai ou mãe naquela sala, ouvindo a história daquele pai, teve lágrimas nos olhos, porque sabíamos que aquela garotinha poderia ser nossa filha.

E eu sei que cada americano quer que o futuro de sua filha seja tão iluminado quanto o dela. Esses somos nós. Esse é o país que sinto tanto orgulho em liderar, como seu presidente. (muitos aplausos)
E esta noite, apesar de todas as dificuldades pelas quais passamos, apesar de todas as frustrações de Washington, nunca me senti mais esperançoso em relação a nosso futuro. (muitos aplausos)

E peço a vocês que sustenham essa esperança. Não estou falando em otimismo cego, o tipo de esperança que simplesmente ignora a enormidade das tarefas pela frente ou dos obstáculos que estão em nosso caminho.

Não estou falando do idealismo pouco realista que nos permite simplesmente assistir aos fatos, sem intervir, ou nos abster de uma luta. Sempre acreditei que a esperança é aquela coisa obstinada dentro de nós que, apesar de todas as evidências em contrário, teima em insistir que algo melhor está à nossa espera, desde que tenhamos a coragem de continuar buscando, continuar trabalhando, continuar lutando. (muitos aplausos)

América, acredito que podemos partir do progresso que já conquistamos e continuar a lutar por novos empregos, novas oportunidades e nova segurança para a classe média. Acredito que podemos cumprir a promessa de nossa fundação: a ideia de que, se você está disposto a trabalhar muito, não importa quem você é, de onde vem, qual é sua aparência ou onde ama. Não importa se você é negro ou branco, hispânico, asiático ou indígena americano, jovem, velho, rico ou pobre, saudável, deficiente, gay ou heterossexual. (muitos aplausos)

Você pode ter sucesso aqui na América, se estiver disposto a tentar. Acredito que podemos agarrar este futuro juntos, porque não estamos tão divididos quanto nossa política leva a pensar. Não somos tão cínicos quanto os especialistas pensam.

Somos maiores que a soma de nossas ambições individuais, e continuamos a ser mais do que um conjunto de Estados vermelhos e azuis: somos e seremos para sempre os Estados Unidos da América. Juntos, e com a ajuda e vocês e a graça de Deus, vamos continuar a avançar e lembrar ao mundo o que significa viver na maior nação da Terra. Obrigado, América. Deus nos abençoe. Deus abençoe estes Estados Unidos. (aplausos)

Tradução de CLARA ALLAIN