terça-feira, janeiro 08, 2013

MEC divulga lista de cursos superiores com avaliação ruim 

Graduações da PUC, do Mackenzie e de institutos federais estão entre as reprovadas

O Ministério da Educação (MEC) publicou na edição desta terça-feira (8) do Diário Oficial da União uma lista com 38 cursos com resultado insatisfatório no Conceito Preliminar de Curso (CPC) referente a 2011. A avaliação considera o rendimento dos alunos (por meio do Enade), a infraestrutura e o corpo docente das instituições.

Entre as instituições com cursos com notas 1 e 2 - em uma escala que vai até 5 -, estão tradicionais paulistanas como a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e a Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Na lista também aparecem institutos federais de educação de Roraima, do Ceará, Pará, Sertão Pernambucano, além do Fluminense.

A notificação do MEC faz com que sejam aplicadas medidas cautelares preventivas às instituições, como suspensão de autonomia. Elas terão de assinar um plano de melhorias com ações de melhoria a serem tomadas a curto e a médio prazo, que serão acompanhadas periodicamente pelo ministério.


Suspensão de vestibulares
No final de 2012, o ministério anunciou a suspensão de processos seletivos em 207 cursos que tiveram desempenho baixo nas medições do CPC feitas em 2008 e 2011.
 
As instituições que tiveram índice 1 ou 2 terão de enviar relatórios ao MEC a cada dois meses sobre o andamento das melhorias. Elas terão 60 dias para resolver problemas identificados no corpo docente e 180 dias para ajustar problemas na infraestrutura. De um total de 6.083 cursos superiores avaliados pelo Sistema Federal de Ensino, 672 (mais de 10%) tiveram notas 1 ou 2, consideradas insatisfatórias.

 





A Poesia de Karol Wojtyla ganha espaço em Roma

Roma (RV) - “O Papa e o Poeta” é o título da performance teatral e multimidiática que terá lugar no próximo dia 10 de janeiro no Auditorium da Via da Conciliação, em Roma, às 20h30min.

O texto, escrito por Mimmo Muolo, vaticanista do jornal “Avvenire” dos bispos italianos, e dirigido por Giacomo Migliorelli, é “uma viagem na poesia de João Paulo II”. “Não um simples hobby”, mas um “maneira de refletir sobre os grandes temas da vida e da fé”.

O espetáculo, com música, imagem, diálogos e monólogos, propõe “os versos poéticos de Karol Wojtyla, escritos desde a sua juventude e que antecipam os pontos fundamentais do seu magistério como Papa: a pessoa humana, a morte, o sofrimento, o amor”.

O evento faz parte da mostra “Fé e teatro”, dirigida por Mimmo Muolo, inaugurada em dezembro passado com um espetáculo sobre a imperatriz bizantina Galla Placidia. A iniciativa, promovida pelo Auditorium da Via da Conciliação por ocasião do Ano da Fé, se propõe a introduzir na cultura moderna os conteúdos da fé, também através da linguagem teatral”. (JE)

A "coragem e humildade da fé", aceitando sofrer pela verdade

Como os Magos vindos do Oriente para adorar Jesus, os bispos hão-de ser “pessoas de coração inquieto”, “movidos pela busca de Deus e da salvação do mundo”, “homens que esperam” e participam da “inquietação de Deus por nós”.
 

Seguindo uma tradição iniciada pelo seu predecessor João Paulo II, Bento XVI celebrou hoje de manhã, na basílica de São Pedro, a festa da Epifania procedendo à ordenação episcopal de quatro novos bispos: - Angelo Vincenzo Zani, da diocese italiana de Brescia, Secretário da Congregação para a Educação Cristã; - Fortunatus Nwachukwu, da diocese de Aba (Nigéria), nomeado Núncio Apostólico na Nicarágua; - Georg Gänswein, da diocese de Freiburg im Breisgau (Alemanha), seu secretário pessoal, nomeado Prefeito da Casa Pontifícia; - e Nicolas Denis Thevenin, do clero da arquidiocese italiana de Génova, nomeado Núncio Apostólico na Guatemala.
 

Bento XVI exortou os novos bispos à “coragem e humildade da fé”, sabendo enfrentar mesmo “a zombaria do mundo” e “contradizer as orientações dominantes”. Uma valentia e fortaleza que não é agressividade nem provocação mas que aceita ser ferido para “permanecer firme na verdade”.

Para a Igreja crente e orante (observou Bento XVI), os Magos do Oriente, que, guiados pela estrela, encontraram o caminho para o presépio, são o princípio duma grande procissão que permeia a história. Os homens vindos do Oriente personificam o mundo dos povos, a Igreja dos gentios: os homens que, ao longo dos séculos, se encaminham para o Menino de Belém. A Igreja chama a esta festa «Epifania» – a manifestação do Divino… aos homens de todas as proveniências e continentes, de diversas culturas e diferentes formas de pensamento e de vida. É uma Epifania da bondade de Deus e do seu amor pelos homens. Nesta “peregrinação dos povos para Jesus Cristo”, o Bispo – recordou o Papa – tem a missão de “ir à frente e indicar a estrada”.

Bento XVI partiu da figura dos Magos, para, reflectindo sobre que tipo de homens eles eram, tentar “vislumbrara algo do que é o Bispo e de como deve cumprir a sua missão”. Os Magos “eram, em definitiva, pessoas de coração inquieto; homens inquietos movidos pela busca de Deus e da salvação do mundo; homens à espera”, que queriam sobretudo saber o essencial. “Queriam não apenas saber; queriam conhecer a verdade acerca de nós mesmos, de Deus e do mundo. A sua peregrinação exterior era expressão deste estar interiormente a caminho, da peregrinação interior do seu coração. Eram homens que buscavam a Deus e, em última instância, caminhavam para Ele; eram indagadores de Deus”.

Daqui, emerge, para Bento XVI, o que deve ser o Bispo: “deve ser sobretudo um homem cujo interesse se dirige para Deus, porque só então é que ele se interessa verdadeiramente também pelos homens. E, vice-versa, podemos dizer: um Bispo deve ser um homem que tem a peito os outros homens, que se deixa tocar pelas vicissitudes humanas”.
 

Pode-se dizer que deve ser sobretudo um homem cujo interesse se dirige para Deus, porque só então é que ele se interessa verdadeiramente também pelos homens. E, vice-versa: “um Bispo deve ser um homem que tem a peito os outros homens, que se deixa tocar pelas vicissitudes humanas. Deve ser um homem para os outros; mas só poderá sê-lo realmente, se for um homem conquistado por Deus: se, para ele, a inquietação por Deus se tornou uma inquietação pela sua criatura, o homem”.

Como os Magos do Oriente, também um Bispo não deve ser alguém que se limita a exercer o seu ofício, sem se importar com mais nada. “(O Bispo) deve deixar-se absorver pela inquietação de Deus com os homens. Deve, por assim dizer, pensar e sentir em sintonia com Deus. Não é apenas o homem que tem em si a inquietação constitutiva por Deus, mas esta inquietação é uma participação na inquietação de Deus por nós”.Foi por estar inquieto connosco que Deus veio atrás de nós até à manjedoura; mais: até à cruz.
 

“A inquietação do homem por Deus e, a partir dela, a inquietação de Deus pelo homem devem não dar tréguas ao Bispo. É isto que queremos dizer, ao afirmar que o Bispo deve ser sobretudo um homem de fé; porque a fé nada mais é do que ser interiormente tocado por Deus, condição esta que nos leva pelo caminho da vida. A fé leva-nos a um estado em que somos arrebatados pela inquietação de Deus e faz de nós peregrinos que estão interiormente a caminho…”

Os Magos “tinham a coragem e a humildade da fé” – observou ainda o Papa. Sabiam enfrentar “o sarcasmo dos ditos realistas”. Para eles, “a busca da verdade era mais importante do que a zombaria do mundo, aparentemente inteligente”. Ora, fez notar Bento XVI, quem vive e anuncia a fé da Igreja também não está, em muitos aspectos, em conformidade com as opiniões dominantes… “O agnosticismo, hoje largamente imperante, tem os seus dogmas e é extremamente intolerante com tudo o que o põe em questão, ou põe em questão os seus critérios”. “Por isso, a coragem de contradizer as orientações dominantes é hoje particularmente premente para um Bispo. Ele tem de ser valoroso; e esta valentia ou fortaleza não consiste em ferir com violência, na agressividade, mas em deixar-se ferir e fazer frente aos critérios das opiniões dominantes. A coragem de permanecer firme na verdade é inevitavelmente exigida àqueles que o Senhor envia como cordeiros para o meio de lobos”.

“Naturalmente – esclareceu o Papa - queremos, como os Apóstolos, convencer as pessoas e, neste sentido, obter a sua aprovação; naturalmente não provocamos, antes, pelo contrário, convidamos todos a entrarem na alegria da verdade… Contudo o critério a que nos submetemos não é a aprovação das opiniões dominantes; o critério é o próprio Senhor.”
 

Como os Apóstolos que saíram do Sinédrio “cheios de alegria por terem sido considerados dignos de sofrer vexames por causa do nome de Jesus” (prosseguiu ainda), sabemos que, se defendemos a sua causa, …inevitavelmente também seremos flagelados (à maneira moderna) por aqueles cujas vidas estão em contraste com o Evangelho, e então poderemos ficar agradecidos por sermos considerados dignos de participar na Paixão de Cristo.

E Bento XVI concluiu, assegurando os novos bispos da sua própria oração assim como de toda a Igreja: “que o Senhor vos encha com a luz da fé e do amor, que a inquietação de Deus pelo homem vos toque, que todos possam experimentar a sua proximidade e receber o dom da sua alegria. Rezamos por vós, para que o Senhor sempre vos dê a coragem e a humildade da fé.

No costumado encontro dominical com os fiéis para a recitação da oração mariana do meio-dia, desta vez com grandíssima participação de romanos e peregrinos, Bento XVI recordou que a festa da Epifania coincide com a festa do Natal para os cristãos ortodoxos da Europa oriental. O Papa exprimiu-lhes os melhores votos de boas festas.

Como é tradição em Roma, neste “Dia dos Reis” convergiu ao fim da manhã para a Praça de São Pedro um Cortejo folclórico recordando precisamente os Magos. Não faltou a saudação do Papa…
Foto de bebê cumprimentando o médico no ventre materno dá volta ao mundo


(ACI/EWTN Noticias).- Randy e Alicia Atkins, um casal norte-americano, conseguiu tirar uma foto do instante no qual, durante o nascimento por cesárea, sua filha Nevaeh conseguia agarrar a mão do doutor Allan Sawyer, uma imagem que está dando volta ao mundo.

Conforme relatou Randy ao site AZFamily.com, "o doutor me chamou e disse, ‘hei, ela está agarrando meu dedo’. Assim fui correndo para lá e tirei a foto, eu estava assombrado olhando. Era uma imagem impressionante".

Alicia, fotógrafa profissional e proprietária da página do Facebook A Classic Pin-Up, assinalou que depois da publicação da foto de sua filha agarrando a mão do médico "não pensávamos que íamos ter tais comentários positivos. Pensávamos que ia conseguir mais negativos, como ‘isso é nojento’. Porém, todos comentaram que era a melhor coisa do mundo".

Na sua página do Facebook, Alicia agradeceu a "todos os que comentaram, compartilharam, curtiram e expressaram seu amor pela foto da nossa filha nos últimos dias".
"A foto tornou-se completamente viral em todo mundo, e como podem imaginar, estamos um pouco constrangidos", disse.

Alicia assegurou que "obviamente não pensamos que isso seria tão imenso como o é agora".
"Por favor, sejam pacientes conosco se não lhes respondermos imediatamente, já que ainda temos que atender aos nossos três filhos e aos nossos trabalhos. E, é obvio, as crianças estão em primeiro lugar. Obrigada de novo".

O caso do casal norte-americano recorda ao de Samuel, um bebê com espinha bífida que foi operado antes de nascer, e que foi retratado por um fotógrafo do USA Today durante a cirurgia, no momento no qual esticava sua mão do interior do útero de sua mãe para agarrar um dos dedos do médico que o estava operando.

Mais de 1,7 milhões de embriões humanos são destruídos na Grã-Bretanha

(ACI/EWTN Noticias).- O Ministro da Saúde da Grã-Bretanha, Earl Howe, informou que 1,7 milhões de embriões humanos criados através da fertilização in vitro foram desprezados nos últimos anos no país.Esta informação foi divulgada ante as perguntas sobre o destino dos restos das clínicas e hospitais de fertilização, apresentadas pelo deputado Lorde David Alton, reconhecido por ser ativista pró-vida.

Conforme informa o Daily Mail, desde agosto de 1991 foram gerados mais de 3,5 milhões de embriões, dos quais 235 480 terminaram em gravidez. Em média, para cada mulher que deseja ter um filho se usam até 15 embriões, dos quais quase a metade se descarta durante ou depois do processo de fertilização in vitro.

A Autoridade de Embriologia e Fertilização Humana (HFEA) informou que "os embriões desprezados já não são necessários para a pessoa ou casal no tratamento" e explicou que "nestas circunstâncias, pode-se decidir se deseja doar os embriões a um projeto de pesquisa a outro casal ou pedir à clínica que os destrua".

As cifras apresentadas não detalham quantas das gravidezes produzidas chegam a seu término, mas precisam que 93 por cento deles –mais de 3,3 milhões– têm diversos usos ou são simplesmente armazenados.

O deputado David Alton disse sobre estas cifras que a maioria das pessoas não conhece a grande escala de "destruição absoluta de embriões humanos" no Reino Unido e denunciou que este processo se faz em quantidades "industriais".

Alton denunciou que a destruição de embriões humanos se realiza "todos os dias e com total indiferença". "Minha opinião é que atualmente podem ser realizados tratamentos de fertilidade sem ter que criar muitos embriões para destrui-los. Aí é onde a tecnologia tem que avançar", adicionou.




No processo de fecundação in vitro, os embriões são criados a partir dos óvulos e do esperma masculino. A doutrina católica se opõe a este procedimento por duas razões primordiais: primeiro, porque se trata de um procedimento contrário à ordem natural da sexualidade que atenta contra a dignidade dos esposos e do matrimônio.

Em segundo lugar, porque a técnica supõe a eliminação de seres humanos em estado embrionário tanto fora como dentro do ventre materno, implicando vários abortos em cada processo.

IMORAL: Alterar a Constituição por um fim político, afirmam os bispos ante o estado de saúde de Hugo Chávez

(ACI/EWTN Noticias).- O Presidente da Conferência Episcopal Venezuelana (CEV), Dom Diego Padrón, chamou as autoridades a respeitar a Constituição e não manipulá-la com o fim de manter o poder, devido à incerteza sobre se o presidente Hugo Chávez poderá juramentar a um novo período de Governo no próximo dia 10 de janeiro.

"O panorama político e social, pela mesma incerteza derivada da enfermidade presidencial, permanece escuro. Escutam-se diversas interpretações sobre a norma constitucional que regula a toma de posse do Presidente para um novo período de governo", expressou hoje, 7 de janeiro, Dom Padrón Sánchez durante a inauguração da 99º Assembleia Ordinária da CEV.

Recordou que no dia 10 de janeiro expira o atual mandato presidencial e se inicia outro para o qual Chávez foi reeleito. "Não faria nenhum sentido as eleições do dia 7 de outubro, se não tivesse estado em função de um período diferente de governo, similar ao novo período do atual Presidente da Assembleia Nacional".

Dom Padrón disse que embora não seja o propósito dos bispos interpretar a Constituição, "está em jogo o bem comum do país e a defesa da ética. Alterar a Constituição para alcançar um objetivo político é moralmente inaceitável".

"Se se prescindir da Constituição, prescinde-se também da instituição e cai na luta por cotas de poder, na violência e na anarquia e ingovernabilidade", acrescentou o Presidente da CEV.

Por isso, indicou que os bispos rejeitam "toda possível tentativa de manipulação da Constituição em favor de interesses de uma parcialidade política e em detrimento da democracia e da unidade do país".

Do mesmo modo, o também Arcebispo de Cumaná transmitiu a incerteza e chateação que existe na população ante as informações não claras que dá o Governo sobre a saúde do Presidente.

Dom Padrón destacou os sentimentos de solidariedade para com Hugo Chávez inclusive de seus rivais políticos. "Foi muito bonito ver como os partidários e os adversários do presidente coincidiram em apresentar orações e oferendas a Deus por sua pronta recuperação e volta, como o que mais convém ao país. Assumir a atitude contrária seria não somente uma conduta anticristã, mas também, inclusive, desumana e antivenezuelana", afirmou.

O Presidente da CEV também advertiu que continuam pendentes problemas como a violência, a crise econômica e o pedido de liberdade para a Juíza María de Lourdes Afiuni, os Delegados e outros.

"Se no momento não se pode ter uma Lei de Anistia, que haja pelo menos um gesto humanitário em comemoração à sensibilidade do Presidente, que está gravemente doente. As atuais autoridades nacionais poderiam unir à oração do povo a oferenda-homenagem da liberação dos privados de liberdade e exilados, sem nos esquecer dos milhares de venezuelanos privados de liberdade, sem o devido processo", assinalou.
Finalmente, o Arcebispo chamou os venezuelanos a ter o coração voltado para Deus e fomentar o diálogo para superar os interesses particulares e obter a unidade do país. "Estejamos seguros de que sairemos bem, livres da controversa junta nacional, se nos reconhecemos mutuamente, valorizamos nossas capacidades e contamos com a indefectível ajuda de Deus", afirmou.

 

Filósofos questionam a supervalorização do amor romântico

O amor está longe de ser a solução para o fim do sofrimento humano. Pelo menos aquele amor romântico de filmes e novelas.

'Falta de amor não é o maior problema das grandes cidades', diz filósofo britânico
Projeto virtual reúne fotos de casais anônimos

Quem defende essa ideia é o filósofo Simon May, professor do King's College, em Londres, e autor de "Amor - Uma História", lançado aqui no fim do ano passado. Para ele, o sentimento está supervalorizado: ocupou o espaço deixado pela religião e se tornou o novo deus do Ocidente.

"Somos todos fanáticos. Exigimos que nosso sentimento seja eterno e incondicional e camuflamos sua natureza condicional e efêmera. É a mais nova tentativa humana de roubar um poder divino", disse, em entrevista à Folha.



De acordo com o filósofo, a religião do amor incondicional é reforçada pela cultura. Ele cita filmes em que um dos personagens não quer saber de namorar e só pensa na carreira. No final, ele sempre descobre que sem uma paixão sua vida não será completa.

Tanta pressão em cima de um sentimento frágil e humano, para o autor, termina em frustração coletiva. "Nada humano é verdadeiramente incondicional, eterno e completamente bom. Essa é uma forma de amor que só Deus pode ter. Esse entendimento gera expectativas altas, que relacionamentos cotidianos não são capazes de suprir."

O mesmo defende o filósofo alemão Richard David Precht, autor de "Amor - Um Sentimento Desordenado". "O papel de nos aceitar por inteiro, com todos os nossos defeitos e limitações, cabia a Deus. Hoje buscamos alguém que possa cumprir essa função e ainda dormir conosco. É realmente pedir demais", diz.
 
ROMANTISMO
No livro, Simon May traça um histórico das diferentes concepções de amor ao longo da história e atribui ao romantismo do século 19 a culpa pela supervalorização do sentimento.

Segundo ele, desde então, enquanto a sociedade mudou, a idealização do sentimento continua como no passado. Inovações como a liberação sexual, a pílula e a luta pelos direitos dos gays só possibilitaram que mais pessoas passassem a perseguir o amor ideal ao incluir homossexuais e divorciados no jogo.

A psicanalista Regina Navarro Lins também pesquisou a história do sentimento, mas chegou a uma conclusão diferente. "O amor romântico está com os dias contados. Domina filmes e novelas, mas está saindo de cena na vida real", afirma ela, que em 2012 publicou "O Livro do Amor", obra em dois volumes.

Para a psicanalista, o futuro aponta para o "poliamor" e para formas menos convencionais que o casamento. "As pessoas estão mais individualistas, buscam sua própria satisfação. Isso irrita os conservadores, mas aumenta as chances de cada um ser feliz", diz.

Navarro Lins, no entanto, concorda com Simon May ao considerar o amor romântico irreal. "Você conhece uma pessoa, atribui a ela características que ela não possui e passa a vida infernizando a criatura, querendo que ela seja como você imaginou", diz a psicanalista.

A troca de exigências gera um "rancor matrimonial", uma sensação de que o parceiro nos enganou ao não cumprir nossas expectativas.

Simon May não acredita que a solução seja dar menos importância ao sentimento, mas rever os conceitos. "Precisamos mudar nossas expectativas, não reduzi-las. É preciso abandonar a ideia de que amor implica em intimidade incondicional, benevolência e altruísmo. Para mim, amor é algo completamente condicional. Ele só existe enquanto a outra pessoa parece dar sentido à nossa existência."

segunda-feira, janeiro 07, 2013

 

O martírio da ridicularização

Os cristãos precisam estar preparados nos dias de hoje para o martírio da ridicularização, onde, se declarar cristão, carregar um crucifixo no peito ou até uma bíblia na mão, vai lhe custar zombarias e indiferença. A perseguição ao Cristianismo não acontece somente pela prisão, tortura e morte de cristãos por todo mundo. Existe um segundo tipo de perseguição que é incruento (sem derramamento de sangue), no qual os que creem sofrem um “ataque” ideológico por parte do secularismo, da mídia anticristã, do ateísmo militante. É uma perseguição contra os valores e a moral cristã.

“Temos aqui dois ‘campos de batalha’. Por um lado, todas as questões envolvendo o tema da bioética como o aborto, a eutanásia, pesquisas com células-tronco embrionárias, etc. Por outro, temos a questão da ética sexual e valores da família como divórcio, barriga de aluguel, casamento homossexual, etc. E a Igreja aparece como ‘inimiga’ (para os que defendem estas posições) por quê? É que ela se levanta como uma das únicas resistências que defendem estes valores tradicionais. E não importa que argumentos usemos para tratar destes assuntos, há um preconceito muito forte para denegrir a imagem da Igreja atualmente”, disse padre Demétrio Gomes da arquidiocese de Niterói (RJ).


 Segundo o professor Felipe Aquino, apresentador da TV Canção Nova e professor de teologia, os cristãos, hoje, precisam se preparar para um novo tipo de martírio.

“O Papa Bento XVI falou, estes dias, algo muito marcante: os cristãos precisam se preparar para o martírio da ridicularização, ou seja, se você carregar um crucifixo no peito e for para uma universidade você é ridicularizado. Se você anda com a sua Bíblia, vão falar que você é alienado, que acredita em crendices. Então, o Papa tem alertado os cristãos para viverem também este tipo de martírio”, disse professor Felipe Aquino.

Esta perseguição tem se mostrado, sobretudo, pelos veículos de imprensa internacionais que não poupam mentiras e críticas à Igreja Católica, difamações e zombarias a sacerdotes, bispos e, principalmente, à figura do Papa.

Um exemplo clássico deste “martírio da ridicularização” aconteceu este ano quando os jornais BBC e The New York Times publicaram charges zombando da figura do Papa, mas se negaram a fazer o mesmo contra o profeta Maomé, por exemplo, alegando “ser um perigo”. O veterano jornalista da BBC Roger Bolton disse que a redação do jornal está tomada por “liberais céticos humanistas” que “riem e zombam do Cristianismo”. E ainda acrescentou: “qualquer um que se oponha ao casamento gay ou à fertilização in vitro, por exemplo, é tratado como um ‘louco’ por causa de suas crenças religiosas”.


Esta perseguição da moral cristã tem se espalhado pelo mundo, e segundo padre Demétrio só os que possuem uma fé firme e pura sobreviverão a ela. “É muito importante não se assustar com esta apostasia, pois o Senhor mesmo já tinha dito que seríamos um pequeno rebanho. Quando o mundo se cansar destas propostas contemporâneas, ele vai encontrar, na Igreja, esta luz no fim do túnel.”