quinta-feira, junho 14, 2012

“Homossexual agredido é manchete de jornal, morte de cristãos é ignorada”.


Lembra que ao menos 24 cristãos foram mortos pelo exército egípcio, em 9 de outubro de 2011; que, no Cairo, no dia 5 de março do mesmo ano, uma igreja foi incendiada, com inúmeros mortos; que, na Nigéria, no dia de Natal de 2011, dezenas de cristãos foram assassinados ou feridos, e que no Paquistão, na Índia e em outros países de minoria cristã a perseguição contra os que acreditam em Cristo tem crescido consideravelmente. Declara a autora que “os ataques terroristas contra cristãos na África, Oriente próximo e Ásia cresceram 309% de 2003 a 2010”. E conclui seu artigo afirmando que, no Ocidente, “em vez de criarem-se histórias  fantasiosas sobre uma pretensa “islamofobia”, deveriam tomar uma posição real contra a “Cristofobia”, que principia a se infestar no mundo islâmico. “Tolerância é para todos, exceto para os intolerantes”.

Entre as sugestões que apresenta, está o Ocidente condicionar seu auxílio humanitário, social e econômico a que a tolerância para com os que professam a fé cristã seja também respeitada, como se respeita, na maioria dos países ocidentais a fé islâmica.
Entendo ser o Brasil, neste particular, um país modelo. Respeitamos todos os credos, inclusive aqueles que negam todos os credos, pois a liberdade de expressão é cláusula pétrea na nossa Constituição.

Ocorre, todavia, que as notícias sobre esta “Cristofobia islâmica” são desconhecidas no país, com notas reduzidas sobre atentados contra os cristãos, nos principais jornais que aqui circulam. Um homossexual agredido é manchete de qualquer jornal brasileiro. Já a morte de dezenas de cristãos, em virtude de atos de violência planejados, como expressão de anticristianismo, é solenemente ignorada pela imprensa.

Quando da Hégira, em 622, Maomé lançou o movimento islâmico, que levou à invasão da Europa em 711 com a intenção de eliminar todos os infiéis ao profeta de Alá. Até sua expulsão de Granada — creio que em 1492 — os mulçumanos europeus foram se adaptando à convivência com os cristãos, sendo que a filosofia árabe e católica dos séculos 12 e 13 convergiram, fascinantemente. Filósofos de expressão, como Santo Tomas de Aquino, Bernardo de Claraval, Abelardo, Avicena, Averróes, Alfa-rabi, demonstraram a possibilidade de convivência entre credos e culturas diferentes.

Infelizmente, aquilo que se considerava ultrapassado reaparece em atos terroristas, que não dignificam a natureza humana e separam os homens, que deveriam unir-se na busca de um mundo melhor. Creio que a solução apresentada por Ayaan Hirsi Ali é a melhor forma de combater preconceitos, perseguições e atentados terroristas, ou seja, condicionar ajuda, até mesmo humanitária, ao respeito a todos os credos religiosos (ou à falta deles), como forma de convivência pacífica entre os homens. É a melhor forma de não se incubarem ovos de serpentes, prodigalizando auxílios que possam se voltar contra os benfeitores.

Ives Gandra da Silva Martins é jurista. – ivesgandra@gandramartins.adv.br





 Fonte: revista época

  
Rio+20 e Caritas Internacional
A Caritas Internacional envia carta para a Rio+20

“Todos com fome de justiça, equidade, sustentabilidade ecológica e co-responsabilidade”, é o tema da carta enviada pela Caritas Internacional para a Rio+20, Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, que começou hoje na cidade do Rio de Janeiro e vai até o dia 22 de junho.

“O mundo atravessa, há alguns anos, uma crise sem precedentes”, começou a carta e destacou o “escândalo de 1 bilhão de pessoas que passam fome”. Nesse contexto mundial a Caritas internacional quer também fazer-se ouvir, até mesmo por ser, “uma confederação de 164 organizações solidárias católicas”, que busca em todas as suas obras “uma perspectiva completa, que leva em consideração a interdependência da família humana e seu bem-estar, em suas diferentes dimensões”.

“Respeito e realização dos direitos humanos” é o que a Caritas defende, desejando que haja “uma mudança de paradigma” começada pela cúpula da Rio+20. Só haverá “consciência e responsabilidade social” quando houver verdade, confiança e amor pelor verdadeiro. E para isso existem 5 elementos que não podem ser deixados de fora pela cúpula da Reunião.

Primeiro trata-se de um futuro sem fome. “A única fome que deveríamos sofrer é a fome pela justiça, equidade, sustentabilidade ecológica e co-responsabilidade”, diz a carta.

Em segundo lugar ir atrás de um “um futuro com visão”, mantendo a “visão contida nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e o compromisso dos líderes para aplicá-los”.

Em terceiro lugar “um futuro de cuidados com a nossa casa: A criação”, pois “o ambiente como ‘recurso’ coloca em perigo o ambiente como ‘casa’” trazendo consequência injustas principalmente para os mais pobres e desfavorecidos, que muitas vezes não são sujeitos causadores de práticas arriscadas”, afirma a carta.

Em quarto lugar “um futuro com o novo marco econômico verde”, porém sem deixar de lado o “desenvolvimento humano, integral e sustentável” e que esse “novo marco econômico” sirva para “favorecer o trabalho digno, dando esperança sobre tudo aos milhares de jovens que estão sem trabalho.

E enfim, em quinto lugar deve-se promover “Um futuro que respeite mulheres e homens criados à imagem de Deus: um novo contrato social”, onde haja "um código de conduta para uma cidadania  global solidária”, pois “todos e todas somos consumidores dos produtos da criação” e “podemos optar por maneiras de viver que favoreçam o desenvolvimento, cuide do meio ambiente e reduza os efeitos negativos para os mais pobres”. Um modelo econômico que inclua dinâmicas de democracia participativa e promova a dignidade humana.

“Criar uma cultura de respeito e de diálogo” é, por fim, a mensagem que a Caritas Internacional enviou para a Rio+20.

 Leia o documento completo clicando aqui

 

Nota de condolências pela morte de Dom Luiz Bergonzini


CNBB


A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) recebe, com pesar, a notícia da morte de Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, bispo emérito de Guarulhos (SP). Ele faleceu na manhã desta quarta-feira, 13 de junho de 2012, depois de um período de enfermidade.

Dom Bergonzini nos deixa uma herança espiritual de grande valor. Sua vida de bispo foi marcada pela total devoção à Igreja e vigoroso serviço às comunidades que foram confiadas ao seu pastoreio. Nomeado pelo Papa João Paulo II em 04 de dezembro de 1991, assumiu a diocese de Guarulhos em 23 de fevereiro de 1992. O Papa Bento XVI aceitou a renúncia de Dom Bergonzini ao governo da diocese em 23 de novembro do ano passado.

Nesses últimos dias de vida, ainda na UTI do hospital, Dom Bergonzini mantinha firme e esperançosa comunicação por meio das postagens em seu blog pessoal. No último post, em 1 de junho, ele manifestou sua confiança na Divina Providência e renovou a disposição de continuar sua tarefa de discípulo missionário de Cristo: “Desde pequeno, quando entrei no seminário, estou segurando nas mãos de Deus, para que Ele me conduza para onde quiser, que eu aceito tudo e só tenho a agradecer”.

Seu lema episcopal foi retirado da expressão de reconhecimento e de humildade de João Batista que confessa sua alegria em acolher o Messias: “É necessário que Ele cresça” (Opotet Illum Crescere). O seu ministério como sucessor dos apóstolos tem a marca dessa dedicação à Jesus e do compromisso com o Evangelho.

Enviamos nossa saudação de condolências ao irmão Dom Joaquim Justino Carreira, bispo de Guarulhos, aos familiares e amigos e estamos unidos ao povo da diocese para celebrar ação de graças pela vida e obra de Dom Bergonzini.

Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo auxiliar de Brasília
Secretário geral da CNBB
  
Santo Antônio e o milagre eucarístico de Rimini

A narração de um dos milagres mais significativos do Santo, por ocasião da celebração da sua memória litúrgica de hoje

“Santo dos Milagres”, assim era chamado Santo Antonio de Pádua, que hoje celebramos a memória litúrgica.

De fato, foram muitos os prodígios que o Santo realizou ao longo da sua vida. Particularmente, a tradição nos deu a conhecer o famoso “milagre eucarístico de Rimini”, ou o assim chamado milagre “da mula”, acontecido na capital da Romanha e atribuído à sua intercessão.

Na sua intensa atividade de evangelização, santo Antonio foi ativo em Rimini por volta do 1223 e foi justo neste período que o milagre foi narrado em vários livros históricos – entre os quais a Begninitas, uma das primeiras fontes sobre a vida do santo – que narram episódios análogos acontecidos também em Tolosa e em Bourges.

O episódio está relacionado com a luta entre cristãos e hereges: nos primeiros séculos após o ano Mil, de fato, a hierarquia da Igreja era fortemente contestada por movimentos heterodoxos, incluindo os cátaros, patarines e valdenses. Especialmente, estes atacavam a verdade fundamental da fé católica: a presença real do Senhor no sacramento da Eucaristia.

O Milagre Eucarístico foi obrado por Santo Antonio depois que um certo Bonovillo, um herege, o desafiou a provar por meio de um milagre a presença real do Corpo de Cristo na comunhão. Outra biografia antiga de Santo Antônio – A  Assídua – traz as palavras exatas faladas por Bonovillo no 'desafio': "Irmão! Digo-te diante de todos: acreditarei na Eucaristia se a minha mula, que deixarei sem comer por três dias, comer a Hóstia que tu lhe oferecerás, em vez da forragem que lhe darei”.

Se o animal tivesse, portanto, deixado de lado a comida e ido adorar o Deus pregado por Santo Antônio, o herege ter-se-ia convertido.

O encontro foi marcado na Praça Grande (Atual Praça dos Três Mártires), atraindo uma multidão enorme de curiosos. No dia combinado, portanto, Bonovillo apareceu com a mula e com a cesta de Forragem. Chegou Santo Antônio que, depois de ter celebrado a Missa, trouxe em procissão a Hóstia consagrada dentro do ostensório até a praça.

Diante da mula, o Santo teria dito: “Em virtude e em nome do Criador, que eu, por mais indigno que seja, tenho realmente nas mãos, te digo, ó animal, e te ordeno que te aproximes rapidamente com humildade e o adores com a devida veneração”.

O animal, apesar de estar esgotado pela fome, deixou de lado o feno, e aproximou-se para adorar a hóstia consagrada a tal ponto que inclinou os joelhos e a cabeça, provocando a admiração e o entusiasmo dos presentes. Antonio não se enganou ao julgar a lealdade do seu oponente, que, ao ver o milagre, jogou-se aos seus pés e abjurou publicamente os seus erros, tornando-se a partir daquele dia um dos mais fervorosos cooperadores do Santo taumaturgo.

Em memória deste episódio foi construído, na praça Três Mártires, uma igrejinha dedicada a Santo Antonio com uma capela que fica na frente, obra de Bramante (1518). A capela, no entanto, foi destruída durante a Segunda Guerra Mundial.

Hoje, então, é possível visitar, do lado do Santuário de São Francisco de Paula, o “templete” – como é chamado pelos habitantes de Rimini – em substituição da Igreja originária, que foi consagrada no dia 13 de abril de 1963.

Com um tabernáculo de prata dourado que reproduz o pequeno templo exterior, e de um frontal de altar de bronze mostrando o milagre da mula, a igrejinha tornou-se sede da Adoração Eucarística perpétua a partir do 28 de novembro de 1965, por vontade do bispo Biancheri.

Historicamente o milagre da mula apareceu um pouco tarde na iconografia de Santo Antônio, no âmbito do movimento eucarístico do século XIII que levou, em 1264, à instituição da festa solene do Corpus Domini pelo Papa Urbano IV, a fim de defender e dar o justo valor à Eucaristia.

[Tradução do Italiano por Thácio Siqueira]

LOURDES: Aliança entre CIÊNCIA e FÉ

Com a palestra Ciência e fé, do presidente do Conselho Pontifício para os Agentes de Saúde, dom Zygmunt Zimowski, foi aberto na última sexta-feira, em Lourdes, o seminário científico internacional Lourdes, a saúde e a ciência: o que significa curar-se hoje?.

Por ocasião do vigésimo aniversário de instituição da Jornada Mundial do Enfermo, criada pelo beato João Paulo II e realizada pela primeira vez nesta cidade francesa em 1993, o Escritório de Constatações Médicas, presidido por Alessandro de Franciscis, convidou especialistas de renome mundial para debater sobre o assunto de um ponto de vista racional e científico, e em consonância, não em oposição, com a ideia de que a fé e a oração influenciam a cura física.

O evento foi organizado em parceria pelo Comitê Médico Internacional de Lourdes e pelo Conselho Pontifício de Pastoral da Saúde. Entre os expoentes figuram o professor Luc Montagnier, prêmio Nobel de Medicina em 2008, e o cardeal arcebispo de Lyon, Philippe Barbarin.

“Ciência e fé”, afirmou Zimowski, “vivem hoje, a seu modo, uma tensão rumo àquela que Paulo VI chamou de civilização do amor, na qual deverá haver espaço e tempo para o bem, para a verdade, para a pacífica convivência. E ambas são chamadas a oferecer a sua efetiva contribuição para o bem da humanidade, na concórdia, no diálogo, no apoio mútuo. Ciência e fé podem e devem se tornar aliadas, depois de terem passado tempo demais numa postura de distância, de desconfiança e até de contraposição”.

Esta postura de união entre ciência e fé, prosseguiu o arcebispo, deve prestar quatro tipos de serviços: ao homem, à verdade, à vida e de uma para a outra: "Ciência e fé devem servir ao homem. Não são experiências que se referem somente a si mesmas; são abertas. Por exemplo, uma ciência que não fosse voltada a enriquecer a humanidade e a servir aos mais fracos seria uma atividade monstruosa, temível, exposta ao risco de se tornar escrava do poder. Do mesmo modo, uma fé cristã que esquecesse que Deus se revelou, se fez carne, morreu e ressuscitou por nós e pela nossa salvação seria uma experiência ofensiva a respeito de Deus, mais até do que a respeito dos homens".

Citando São Tomás de Aquino (Summa contra Gentiles), o presidente do Conselho Pontifício para os Agentes da Saúde afirma que ciência e fé são aliadas também porque "provocam e ajudam" uma à outra. "A ciência provoca o crente e o leva a cultivar a inteligência, especialmente quando ele reflete sobre a mais inatingível e indescritível das realidades: a de Deus". Por sua vez, "a fé é para o homem de ciência um convite permanente à ulterioridade, a olhar para o homem, para a realidade e para a história com a consciência de que existe, além do mundo fenomenológico, um nível mais alto, que necessariamente transcende as previsões científicas; o mundo humano da liberdade e da história" (cf. Bento XVI, Discurso aos participantes na reunião plenária da Academia Pontifícia de Ciências, 6 de novembro de 2006).

A fé, observa Zimowski, citando a encíclica Fides et Ratio, de João Paulo II, "ajuda a dar o passo, tão necessário quanto urgente, do fenômeno para o fundamento. Não é possível ficar apenas na experiência. Mesmo quando esta expressa e manifesta a interioridade do homem e a sua espiritualidade, é necessário que a reflexão especulativa atinja a substância espiritual e o fundamento que a sustenta". A ciência e a fé, sublinha o expoente, devem ter como referência principal o homem, a sua dignidade, o seu bem-estar, a sua realização: "São como dois trilhos de ferro paralelos, diferentes e inconfundíveis um com o outro. Caminhando sobre eles, rumamos para um futuro de luz, de bem, de solidariedade para a humanidade". Por isto, conclui o prelado, ninguém deve sentir-se excluído do cuidado devido à sua pessoa e à sua saúde, no respeito da igual dignidade de cada um.


VATICANO VENCE PROCESSO CONTRA BENETTON POR USO INDEVIDO DE SUA IMAGEM

O Vaticano venceu uma batalha judicial contra o grupo de moda italiano Benetton, que utilizou uma fotomontagem com o papa beijando na boca um imame egípcio e que agora reconheceu o equívoco de usar a imagem de Bento XVI.
O porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, informou  que a Benetton divulgou um comunicado no qual reconhecia “seu pesar por ter ferido a sensibilidade de Sua Santidade Bento XVI e dos crentes, assegurava que todas as fotos do papa tinham sido retiradas de circuitos comerciais e se comprometia a não usar no futuro uma imagem do papa sem a autorização da Santa Sé”.
Lombardi lembrou que no dia 11 de novembro de 2011, o grupo Benetton surpreendeu com uma campanha publicitária na qual apresentava um fotomontagem “provocadora” com a imagem do papa beijando o imame da mesquita Al-Azhar do Cairo, Ahmed Mohammed el-Tayyip.
O jesuíta assinalou que uma dessas fotos, em tamanho gigante, foi pendurada na ponte do monumental Castel Sant”Angelo de Roma, a poucos passos do Vaticano, e que nesse mesmo dia a Santa Sé publicou “uma dura declaração” e anunciou que estudava empreender medidas legais contra a Benetton para proteger a figura do papa.
Lombardi manifestou que o comunicado da Benetton é fruto de um acordo entre os advogados da Santa Sé, Giorgio Assumna e Marcello Mustilli, e os do grupo Benetton.
“O grupo Benetton reconhece publicamente ter ferido a sensibilidade dos crentes, reconhece que a imagem do papa tem que ser respeitada e só pode ser usada com prévia autorização da Santa Sé”, detalhou Lombardi.
O porta-voz acrescentou que a Santa Sé não pediu compensações econômicas, “mas quis o ressarcimento moral que representa o reconhecimento do abuso cometido e reafirmar sua vontade de defender, inclusive com meios legais, a figura do papa”.
Em vez de um ressarcimento econômico, o Vaticano pediu “e alcançou do grupo Benetton” que este realize um ato de caridade, “limitado, mas efetivo”, com alguma atividade caridosa da Igreja.
“Acaba assim, também do ponto de vista legal, um episódio muito desagradável que não deveria ter ocorrido, mas do qual se espera obter uma lição de devido respeito pela imagem do papa e pela sensibilidade dos fiéis”, ressaltou Lombardi.
A campanha publicitária se chamava “Unhate” (o que poderia ser traduzida como “Contra o ódio”).
O papa Bento XVI não era o único que aparecia nas montagens, estreladas também, entre outros, pelo presidente americano, Barack Obama, beijando o líder venezuelano, Hugo Chávez, e o chefe de Estado francês, Nicolas Sarkozy, fazendo o mesmo com a chanceler alemã, Angela Merkel.