Rio+20 e Caritas Internacional
A Caritas Internacional envia carta para a Rio+20
“Todos com fome de justiça, equidade, sustentabilidade ecológica e
co-responsabilidade”, é o tema da carta enviada pela Caritas
Internacional para a Rio+20, Conferência das Nações Unidas sobre o
Desenvolvimento Sustentável, que começou hoje na cidade do Rio de
Janeiro e vai até o dia 22 de junho.
“O mundo atravessa, há alguns anos, uma crise sem precedentes”,
começou a carta e destacou o “escândalo de 1 bilhão de pessoas que
passam fome”. Nesse contexto mundial a Caritas internacional quer também
fazer-se ouvir, até mesmo por ser, “uma confederação de 164
organizações solidárias católicas”, que busca em todas as suas obras
“uma perspectiva completa, que leva em consideração a interdependência
da família humana e seu bem-estar, em suas diferentes dimensões”.
“Respeito e realização dos direitos humanos” é o que a Caritas
defende, desejando que haja “uma mudança de paradigma” começada pela
cúpula da Rio+20. Só haverá “consciência e responsabilidade social”
quando houver verdade, confiança e amor pelor verdadeiro. E para isso
existem 5 elementos que não podem ser deixados de fora pela cúpula da
Reunião.
Primeiro trata-se de um futuro sem fome. “A única fome que deveríamos
sofrer é a fome pela justiça, equidade, sustentabilidade ecológica e
co-responsabilidade”, diz a carta.
Em segundo lugar ir atrás de um “um futuro com visão”, mantendo a
“visão contida nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e o
compromisso dos líderes para aplicá-los”.
Em terceiro lugar “um futuro de cuidados com a nossa casa: A
criação”, pois “o ambiente como ‘recurso’ coloca em perigo o ambiente
como ‘casa’” trazendo consequência injustas principalmente para os mais
pobres e desfavorecidos, que muitas vezes não são sujeitos causadores de
práticas arriscadas”, afirma a carta.
Em quarto lugar “um futuro com o novo marco econômico verde”, porém
sem deixar de lado o “desenvolvimento humano, integral e sustentável” e
que esse “novo marco econômico” sirva para “favorecer o trabalho digno,
dando esperança sobre tudo aos milhares de jovens que estão sem
trabalho.
E enfim, em quinto lugar deve-se promover “Um futuro que respeite
mulheres e homens criados à imagem de Deus: um novo contrato social”,
onde haja "um código de conduta para uma cidadania global solidária”,
pois “todos e todas somos consumidores dos produtos da criação” e
“podemos optar por maneiras de viver que favoreçam o desenvolvimento,
cuide do meio ambiente e reduza os efeitos negativos para os mais
pobres”. Um modelo econômico que inclua dinâmicas de democracia
participativa e promova a dignidade humana.
“Criar uma cultura de respeito e de diálogo” é, por fim, a mensagem que a Caritas Internacional enviou para a Rio+20.
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