sábado, dezembro 01, 2012


Estudo revela que Pio XII salvou um grupo de 500 judeus

Um novo estudo revelou o caso de 500 judeus que se salvaram de ser mortos pelos nazistas durante a Segunda guerra mundial, graças à intervenção direta do Papa Pio XII.

Este grupo forma parte dos quase 900 mil judeus que o Papa Pacelli ajudou de maneira direta e indireta durante a década dos 40s’ e que habitualmente são ignorados pela maioria dos meios de comunicação que, ao contrário, difundem a “lenda negra” do Pontífice que fez em 1941 um tributo público ao judaísmo.

William Doino, autor de uma série de livros sobre o Papa Pacelli e autor do artigo “O Papa Pio XII: Amigo e resgate dos judeus” publicado no número de janeiro do Inside the Vatican, relata a conversa sobre uma audiência de um judeu chamado Howard “Heinz” Wisla em 1941 com Pio XII.
Heinz Wisla
Wisla se reuniu com o Santo Padre em representação de 500 refugiados judeus que foram enviados por militares italianos à ilha de Rodas aonde sofreram fome e que mais tarde seriam salvos pela intervenção direta do Papa.

“Fez bem, meu amigo judeu, em vir para ver-me e dizer-me o que está acontecendo nessas ilhas italianas. Já tinha ouvido falar disso”, disse o Papa naquela oportunidade segundo o relato de Wisla.

Pio XII pediu voltar com um relatório escrito e entregá-lo à Secretaria de Estado, que estava ajudando esses refugiados. O Papa não só prometeu sua ajuda, mas elogiou o povo judeu em umas palavras a Wisla: “meu filho (…) você é tão valioso como qualquer outro ser humano sobre a terra e perante o Senhor. Agora, amigo judeu, vá com a proteção do Senhor Todo poderoso e nunca se esqueça: sinta-se sempre orgulhoso de ser um judeu”.

Doino disse no dia 9 de janeiro que com estas palavras o Papa “reconhece o profundo vínculo que judeus e católicos compartilham. Acredito que isso é muito, muito importante porque muitos acreditam que só depois do (Concílio) Vaticano II vimos uma mudança significativa no papado. Não acredito que isso seja verdade, acredito que a mudança começou muito antes e isto é uma clara mostra”.

As palavras do Papa foram ainda mais significativas já que na audiência com Wisla estiveram presentes algumas autoridades alemãs, explicou o estudioso.

O perito explicou que “se esses judeus não tivessem saído de Rodas, eventualmente os alemães os teriam matado”, do contrário teriam morrido de fome. Os alemães chegaram à ilha em 1944 aonde assassinaram imediatamente 1.400 judeus.

As memórias de Wisla foram publicadas sob um pseudônimo no Palestinian Post em 1944, ali expressou sua gratidão ao Papa Pacelli.

Doino contou ademais que “a história me intrigou porque foi publicada anonimamente. Por anos tinha tentado averiguar quem era. Também queria saber se o Papa tinha ajudado realmente esses judeus que sofriam fome”.

Em seus escritos do inverno entre 1941 e 1942, Wisla deu fé da “intervenção pessoal” do Papa Pio XII pela chegada da Cruz Vermelha com um navio para recolher as centenas de judeus que estavam ali para levá-los ao território continental italiano.

Outro judeu que esteve em Rodas, o tchecoslovaco Herman Herskovic, recorda o relato de Wisla em um 
número especial de L’Osservatore Romano de 1964. Segundo Herskovic, o Papa “o escutou atentamente e prometeu-lhe sua intervenção ante o governo italiano”.

Herskovic também defendeu o Papa das acusações da peça de teatro “O Vigário”, na qual se mostra o Papa supostamente indiferente ante a perseguição nazista. Sem o Papa Pacelli, assinala Herskovic, ele nunca teria chegado aos Estados Unidos onde se converteu em um comerciante de móveis em Cleveland, Ohio.
Graças a Wisla e o Papa Pio XII, Herskovic e outros judeus foram transferidos a um campo na Calábria e finalmente salvos. Outros documentos do Vaticano mostram que deste grupo vários enviaram presentes ao Santo Padre em agradecimento.

“Não quero subtrair importância ao mal do anti-semitismo ou os pecados de alguns cristãos, mas da mesma maneira, quando acontecem coisas boas (como com Pio XII), isso deve ser celebrado e reconhecido”, disse Doino ao grupo ACI.
 

Gary Krupp, historiador judeu que estudou sobre o Papa Pio XII e a Segunda guerra mundial, assinalou que a nova informação de Doino “é outro exemplo sobre como o Papa Pacelli diretamente intercedeu para salvar as vidas dos judeus quando a maioria dos líderes religiosos do mundo não fizeram nada”.

“E Pio XII o fez rodeado de forças hostis que planejavam invadir o Vaticano e seqüestrá-lo em 1943. É hora de que o mundo aprecie tudo o que fez este homem”, acrescentou. Krupp, fundador da fundação Pave the Way fez ademais um chamado às autoridades da organização Yad Vashem para que “tomem em conta seriamente” este material e outras evidências para declarar o Papa Pio XII”justo entre as nações”.
Fonte: ACI Digital

Papa Bento XVI promulgou Motu Próprio sobre o Serviço da Caridade

VATICANO, 01 Dez. 12 / 08:08 pm (ACI/EWTN Noticias).- O Papa Bento XVI promulgou hoje o Motu Próprio sobre o “Serviço à Caridade”, no qual expressa que a natureza íntima da Igreja exprime-se num tríplice dever: anúncio da Palavra de Deus, celebração dos Sacramentos, serviço da caridade.

“São deveres que se reclamam mutuamente, não podendo um ser separado dos outros”, explicou o Santo Padre .

Com este Motu Próprio, o Papa pretende fornecer um quadro normativo orgânico que sirva para ordenar melhor, nas suas linhas gerais, as diversas formas eclesiais organizadas do serviço da caridade, que está intimamente ligado com a natureza diaconal da Igreja e do ministério episcopal.”.

Estas novas normativas compõem 15 artigos, que entrarão em vigor no próximo 10 de dezembro e terão consequências importantes em toda a Igreja.

Nos Estados Unidos, de forma particular, será impossível para as organizações caritativas católicas aceitarem o mandato anticoncepcional e abortista do Ministério de Saúde, promovido pelo presidente Barack Obama.

Em seu Motu Próprio, o Papa Bento XVI sublinhou que “na sua actividade caritativa, as variadas organizações católicas não se devem limitar a uma mera recolha ou distribuição de fundos, mas sempre devem dedicar uma especial atenção à pessoa necessitada e, de igual modo, efectuar na comunidade cristã uma singular função pedagógica, favorecendo a educação para a partilha, o respeito e o amor, segundo a lógica do Evangelho de Cristo”.

“Com efeito, a actividade caritativa da Igreja, nos seus diversos níveis, deve evitar o risco de se diluir na organização assistencial comum, tornando-se uma simples variante da mesma”, sublinhou.

O Papa assinalou que surgiram diversas iniciativas organizadas, promovidas tanto pelos fiéis como pelas autoridades da Igreja, como é o caso da Cáritas.

Ante estas iniciativas, assinalou Bento XVI, “é preciso garantir que a sua gestão se realize de acordo com as exigências da doutrina da Igreja e segundo as intenções dos fiéis e respeite também as normas legítimas estabelecidas pela autoridade civil”.

“Face a estas exigências, tornava-se necessário determinar no direito da Igreja algumas normas essenciais, inspiradas nos critérios gerais da disciplina canónica, que tornassem explícitas neste sector de actividade as responsabilidades jurídicas assumidas pelos vários sujeitos nela envolvidos, delineando de modo particular a posição de autoridade e coordenação que compete ao Bispo diocesano a este respeito”.

“Contudo, tais normas deviam possuir suficiente amplitude para abranger a notável variedade de instituições de inspiração católica, que como tais operam neste sector, quer as que nasceram sob o impulso da própria hierarquia, quer as que surgiram da iniciativa directa dos fiéis mas foram acolhidas e encorajadas pelos Pastores locais. Apesar da necessidade de estabelecer normas a este respeito, era preciso ter em consideração quanto exigido pela justiça e pela responsabilidade que os Pastores assumem diante dos fiéis, no respeito da legítima autonomia de cada ente.
Bento XVI também indicou que “o Bispo diocesano exerce sua solicitude pastoral pelo serviço da caridade na Igreja particular que tem encomendada como Pastor, guia e primeiro responsável por esse serviço”.

A aplicação da normativa publicada pelo Papa Bento XVI ficará em mãos do Conselho Pontifício “Cor Unum”.

“Tudo quanto determinei com esta Carta Apostólica em forma de Motu Proprio, ordeno que seja observado em todas as suas partes, não obstante qualquer coisa contrária, mesmo se digna de menção particular, e estabeleço que seja promulgado por meio da publicação no jornal «L'Osservatore Romano», e entre em vigor no dia 10 de Dezembro de 2012”, conclui o texto divulgado hoje pela Santa Sé.

HOMILIA DO CARDEAL STANISLAW RILKO no Encontro Nacional de Assessores da Pastoral Juvenil  em preparação à JMJ 2013

HOMILIA

Nestes dias estais aqui reunidos, em Brasília, como assessores da Pastoral Juvenil de todo o país, para refletir sobre o tema “A Juventude no Ano da Fé” e programar esta etapa final de preparação da Jornada Mundial da Juventude que se realizará no Rio de Janeiro em julho do próximo ano. Saúdo de coração Sua Eminência, o Cardeal Raimundo Damasceno, presidente da Conferência Episcopal brasileira, o Núncio Apostólico, Dom Giovanni D’Aniello, Dom Eduardo Pinheiro e a todos vós, caríssimos amigos.

Como bem sabeis, o Santo Padre, em sua Mensagem aos Jovens por ocasião da próxima JMJ, toca um tema que é o coração de cada Jornada Mundial da Juventude: a evangelização. “Ide e fazei discípulos entre as nações” (Mt 28,19) é o texto bíblico sobre o qual os jovens são chamados a refletir, a fim de responder com entusiasmo ao apelo do Senhor para que se tornem seus discípulos e missionários. Como escrevia o Beato João Paulo II: “a Igreja tem muitas coisas a dizer aos jovens e os jovens têm tantas coisas a dizer à Igreja” (Christifidelis laici, n. 46). Nestes quase trinta anos de caminhada as JMJs tornaram-se um instrumento de extraordinária eficácia deste importante diálogo.

Na exortação apostólica Verbum Domini, o Papa Bento XVI escreve: “Os jovens já são membros ativos da Igreja e representam o seu futuro. Muitas vezes encontramos neles uma abertura espontânea à escuta da Palavra de Deus e um desejo sincero de conhecer Jesus. De fato, na idade da juventude, surgem de modo irreprimível e sincero as questões sobre o sentido da própria vida e sobre a direção que se deve dar à própria existência. A estas questões, só Deus sabe dar verdadeira resposta...”. Logo depois de ter delineado o quadro geral do mundo dos jovens, o Papa dá algumas indicações muito concretas a todos os operadores da pastoral juvenil: “Esta solicitude pelo mundo juvenil implica a coragem de um anúncio claro; devemos ajudar os jovens a ganharem confidência e familiaridade com a Sagrada Escritura, para que seja como uma bússola que indica a estrada a seguir. Para isso, precisam de testemunhas e mestres, que caminhem com eles e os orientem para amarem e por sua vez comunicarem o Evangelho sobretudo aos da sua idade, tornando-se eles mesmos arautos autênticos e credíveis” (n. 104). Eis o grande desafio que nos é continuamente lançado em cada nova edição da Jornada Mundial da Juventude.

Na primeira leitura, tirada do livro do Apocalipse, S. João narra a belíssima visão que o anjo do Senhor lhe mostra (Cfr. Ap 22, 1-5). O “rio de água viva”, do qual o apóstolo nos fala, remete às águas do Batismo, sacramento que somos chamados a redescobrir de modo particular nesse Ano da Fé. O trabalho pastoral que fazemos com os jovens não é outra coisa senão uma verdadeira e própria iniciação cristã, uma redescoberta do Batismo. Como já dizia o Papa Bento XVI, com o Batismo inicia-se a “aventura jubilosa e exaltante do discípulo. (...). É o Batismo que ilumina com a luz de Cristo, que abre os olhos ao seu esplendor e introduz no mistério de Deus através da luz divina da fé”[1].

Na homilia da Missa de conclusão do Sínodo sobre a Nova Evangelização, o Santo Padre apresentava o cego Bartimeu como imagem do homem de hoje, daqueles que necessitam da luz da fé para conhecer verdadeiramente a realidade e caminhar pela estrada da vida. Bartimeu não é um cego de nascença, mas perdeu a vista e, no encontro com Cristo, readquire a luz que havia perdido e, com ela, a plenitude da sua própria dignidade.

Queridos amigos, quantos jovens do nosso tempo, como Bartimeu, perderam a luz e caminham nas trevas, buscando muitas vezes refúgio em mundos paralelos, como por exemplo o mundo das drogas de todo o tipo, de uma sexualidade mal vivida, ou de um consumismo fácil. Entram assim em um caminho de ilusão, aparência e mentira[2]. Estes jovens têm necessidade de tantos bons samaritanos, que os levem ao encontro com Cristo, o único capaz de curar a cegueira do homem e mudar a sua vida. Necessitam urgentemente de guias espirituais, amigos e seguros, que os conduzam a esta experiência com Jesus, Caminho, Verdade e Vida. Eis a grande missão que a Igreja confia a todos vós, que sois empenhados na pastoral com os jovens e na preparação da próxima JMJ do Rio em 2013.

Mas também nós, que operamos no campo da pastoral juvenil, necessitamos de cura. E a doença mais grave que nos pode ameaçar é o desânimo, o cansaço, a rotina... Talvez não raramente o Espírito Santo nos exorte com as palavras dirigidas ao anjo da Igreja de Éfeso, no Apocalipse: “Mas tenho contra ti que arrefeceste o teu primeiro amor. Lembra-te, pois, donde caíste. Arrepende-te e retorna às tuas primeiras obras” (Ap 2,4-5). Precisamos manter acesa a chama do amor de Deus que arde em nossos corações! É necessário conservar sempre uma santa paixão e uma santa inquietação, que nos impulsionem a buscar incansavelmente vias sempre novas, para que o anúncio do Evangelho alcance os jovens de hoje.

Aqui estamos reunidos, queridos amigos, nesta celebração eucarística, exatamente porque queremos beber desta água viva, que nos vem pela Palavra de Deus e que torna fecunda toda obra de evangelização. Confiemos a Maria, Estrela da nova evangelização, esta última etapa de preparação da Jornada Mundial da Juventude do Rio em 2013.


[1] Bento XVI, Homilia na Festa do Batismo do Senhor, 10 de janeiro de 2010.
[2] Cfr. Bento XVI, Encontro com os jovens libaneses, 15 de setembro de 2012.

Assessores refletem sobre Campanha da Fraternidade 2013 e o pós-Jornada

Ao completar 50 anos de sua criação, a Campanha da Fraternidade (CF) em 2013 também vai marcar a atividade evangelizadora no país em pleno ano de Jornada Mundial da Juventude. Com o tema "Fraternidade e Juventude", a CF retomará a temática do ano de 1992 e apresentará como o jovem de hoje vive esta época de mudanças.

Esse foi o tema da tarde do segundo dia do Encontro Nacional de Assessores da Pastoral Juvenil. Conforme apontou o presidente da Comissão para Juventude da CNBB, dom Eduardo Pinheiro, depois de 21 anos, a realidade juvenil passa por importantes transformações que não representa apenas esta época de mudanças mas uma “mudança de época”.

Em sua fala, dom Eduardo apresentou os pontos principais do texto base da CF e destacou o “fenômeno juvenil”, em que descreveu as características do jovem da atualidade, sujeito à cultura midiática, à violência, às drogas, à desigualdade de renda, entre outros fatores, que se conjugam às mudanças de mentalidade e valores em que estão presentes conceitos como o relativismo, individualismo e consumismo.

“Nós consumimos tanto, que consumimos uns aos outros”, lamentou Dom Eduardo, ao destacar o consumo veloz de informações, produtos e prazeres

Pós-Jornada

Depois, foi apresentado um questionamento de como trabalhar a evangelização da juventude após a Jornada Mundial da Juventude que acontcerá no Rio de Janeiro em julho de 2013. Padre Antônio Ramos do Prado, conhecido como Padre Toninho, assessor nacional da Comissão para a Juventude, apresentou as realidades juvenis com a globalização, a sociedade em rede, os medos e os sonhos da juventude atual para fomentar a discussão sobre os resultados do questionário de preparação para a evangelização da juventude após a Jornada, o chamado pós-JMJ.

Os 17 regionais da CNBB foram questionados a partir das oito linhas de ação propostas no Documento 85, de Evangelização da Juventude. Quais foram os avanços na evangelização da juventude desde 2007, quais os limites vistos e quais as sugestões para o pós-Jornada? Apenas cinco dos 17 regionais da CNBB tinham respondido ao questionário na hora de compilar os dados. Segundo padre Toninho, atualmente faltam três regionais para enviar o material. “Tem de avaliar ainda quantas dioceses foram perguntadas dentro do regional”, explicou.

O secretário dos referenciais da JMJ nos regionais da CNBB, padre Marcelo Gualberto, apresentou os resultados da pesquisa. Entre os avanços está a criação do Setor Juventude nas dioceses para melhorar a organização e articulação dos trabalhos de evangelização com crescimento do sentir-se Igreja. Além disso, foi ressaltado o maior uso da Bíblia, um avanço na comunicação e no uso de documentos da CNBB. “Parece-nos que não é um livro de prateleira, mas está sendo colocado em prática”, disse.

Desafios e sugestões

Entre os desafios apresentados está a formação - seja dos jovens, seja dos assessores. Em algumas dioceses não é refletido bem o papel do assessor, escolhendo entre padres jovens aquele deve cuidar da juventude. Foi questionado também como a opção preferencial pelos jovens é refletida em investimento humano e financeiro? Outra questão a ser trabalhada é como acompanhar os grupos jovens paroquiais sem uma identidade definida (aqueles que não são ligados formalmente a nenhuma expressão).

Como sugestões para a pós-JMJ, foram apontadas: a missão permanente; a existência de subsídios alinhados com as propostas de evangelização da Igreja no Brasil que tenha não só doutrina, mas metodologia e pedagogia.
O questionário ainda será encaminhado para a Associação Nacional das Escolas Católcas (Anec), para a Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB) e para os institutos da juventude para ampliar o processo de escuta.
“Esse período da JMJ tem animado e articulado a juventude. E o setor juventude tem ganhado sua cara. Parece que começa a identificar e ter uma cara na diocese e isso é muito bonito na Igreja no Brasil”, disse a assessora do regional sul 3 (RS), irmã Zenilde Silva. Segundo ela, esse trabalho não pode ser perdido após a Jornada. O evento precisa ser pensado como um espaço de articulação para assumir seu espaço na Igreja.

Durante os questionamentos, foi lembrada a importância de articular mais a formação com os 15 centros e institutos de juventude existentes no país. Além disso, deve-se ter a preocupação de não uniformizar as expressões no setor juventude como uma coisa só.

Por Tiago Miranda

Policial de NY comove milhares no Facebook com ato de “bom samaritano”

NOVA IORQUE, 29 Nov. 12 / 07:01 pm (ACI/EWTN Noticias).- Lawrence DePrimo é um oficial de polícia que sem intenção comoveu centenas de milhares de pessoas com um gesto de bom samaritano. Uma turista tomou uma foto enquanto ele, de joelhos, dava um par de botas a um indigente descalço em Times Square durante uma fria noite de novembro.

No dia 14 de novembro, durante sua ronda noturna DePrimo viu um idoso sentado na calçada sem sapatos apesar do intenso frio, conversou algo com ele e se retirou. Minutos depois retornou com um par de botas novas que comprou perto dali.

O jovem policial de 25 anos não sabia que seu gesto tinha sido registrado por uma turista do estado de Arizona chamada Jennifer Foster, que enviou a fotografia tomada com seu celular ao departamento de Polícia de Nova Iorque. A instituição decidiu publicar a imagem em sua página oficial no Facebook na terça-feira passada.

Até o fechamento desta edição a fotografia em http://on.fb.me/TvcEF8 já tinha sido “curtida” por mais de 408 mil “e compartilhada 133 mil vezes com mais de 29 mil comentários.

Conforme informou o jornal New York Times, o jovem oficial ingressou no departamento de polícia em 
 2010 e vive com seus pais em Long Island. Não conhecia a foto até poucas horas depois de sua publicação.

Sobre o encontro com o homem que ajudou, Lawrence DePrimo disse em uma entrevista que esse dia “estava geando e eu podia ver as bolhas em seus pés. Eu tinha dois pares de meias e ainda assim tinha frio”. Conversou um momento com ele e perguntou seu tamanho de calçado.

O policial foi uma loja de sapatos onde foi atendido por José Cano, um jovem de 28 anos, quem disse sobre o oficial que “chamou-nos muito a atenção. Muitos dos nova-iorquinos simplesmente seguem caminhando quando vemos essas pessoas (indigentes). Especialmente neste bairro”.

Cano ofereceu a Deprimo um desconto sobre os 100 dólares do preço original das botas, para que pudesse comprar a 75 dólares. Logo depois o policial levou consigo o recibo para “recordar que às vezes alguns estão em situações piores que eu”.

O jovem oficial comenta que não chegou a saber o nome do indigente a quem ofereceu ajuda, mas estava seguro de que aquele “foi o cavalheiro mais cortês que já conheci”. Seu rosto, acrescentou, iluminou-se ao ver as botas e as meias que lhe dei de presente.

DePrimo também ofereceu um café para apaziguar o frio mas “logo que pôs as botas ele partiu e eu simplesmente voltei ao meu posto”.

SOBRE A EDUCAÇÃO PLATONICA 
by Damião Fernandes

Trago aqui, a parte introdutória do meu trabalho dissertativo (Monografia) da conclusão de minha Pós-graduação em Filosofia da Educação, que instituí como tema: "O Conceito de Educação na Alegoria da Caverna no Livro VII da República de Platão". Acredito que essa sempre é uma discussão pertinente: Pensar a Educação a partir de pensadores Clássicos do pensamento filosófico.

Torna-se pontual, portanto, destacarmos qual a compreensão deste filósofo sobre este tema. O que para eles – os Gregos – significava a palavra educação? Qual era a construção conceitual sobre a educação, que era sistematicamente idealizada por aqueles povos, sobretudo os do período da Grécia Clássica, conhecido também com o século de Péricles. Visto que, é justamente neste período histórico que Platão elabora sua idéia de Educação.

É importante acentuar, que os conceitos ou ideais educativos tratados pelo homem grego, não podem resumi-los á Paidéia Grega, pois historiador o alemão Werner Jaeger afirma que os ideais educativos da Paidéia somente irá surgir a partir do século V, pois antes do século V o termo Paidéia designava apenas “criação de meninos”, muito diferente do elevado sentido que mais tarde adquiriu. Jaeger atribui importante colaboração de Platão á essa reformulação nas bases da Paidéia Grega.

Nesta ótica, "A cultura musical e gímnica dos guardiões eram a Paidéia da velha Grécia, filosoficamente reformada, cuja parte espiritual assentava totalmente sobre os usos e os costumes. Platão fundamenta-a em idéias a respeito do que é bom e justo, idéias a que ele não se demora a provar, mas pressupõem com válidas. O seu fim é produzir a euritmia e a harmonia da alma, e não descobri a razão em virtude da qual é bom este tipo de ritmo e de harmonia. [...] É a meta a sua formação especial, que dever ser, portanto, uma formação filosófica. E ainda que posterior no tempo á formação gímnico-musical, a segunda fase é anterior á primeira, no conceito e na natureza. É nela que tem de assentar o edifício todo da educação" (JAEGER, 2001, p. 865).

Se quisermos encontrar um fio condutor que nos guie ao longo da história da educação grega e lhe dê unidade, encontramo-lo no conceito de Arete. De fato, o tema essencial da história da educação grega é o conceito de Arete que remonta aos tempos mais antigos.

É este conceito que exprime a forma primeira, original e originária, do ideal educativo grego. Mas se o ideal educativo grego, na sua forma mais alta e acabada, se consubstancia no conceito de Paidéia, é inegável que este conceito conserva bem a marca da sua origem, já que Paidéia, na densa riqueza do seu sentido - não é possível traduzi-lo em português numa única palavra - inclui, também, o conceito de Arete, para o qual remete.

Não é por acaso que, nas grandes discussões sobre educação que o séc. V a.c. conhece, os dois conceitos - Paideia e Arete - estão sempre presentes, interpenetrando-se de modo tão profundo que vai até à quase sinonímia. Assim, os sofistas reclamam-se professores de aretê política e a sua Paidéia consistirá em ensinar a técnica e a política, a qual permitirá o domínio da aretê política.

Platão estabelece como questão central e decisiva, saber o que é a virtude (aretê). O tema de todos os diálogos platônicos é bem a prova disso; é verdade que se questiona e se procura saber o que é a coragem, a sabedoria, o amor, o belo, a justiça... e tantas outras virtudes! O problema é que esses valores são, apenas exemplos de virtudes ou atributos do homem virtuoso, mas não é a virtude.

No magnífico texto da alegoria de Platão, podemos verificar a tentativa do pensador em deixar claro o exemplo do homem que se deixa guiar pela virtude. O texto da Alegoria de Platão pode dividi-lo em três partes, onde temos na cena inicial, a caracterização da imagem da Caverna, a metáfora platônica da realidade sensível, do mundo em que vivemos. Trata-se de uma imagem que terá grande impacto sobretudo para os Gregos, onde o mundo dos Mortos - o Hades – era representado por meio da figura de uma Caverna.

Platão, traz aqui a figura de prisioneiros que estão presos à correntes e imóveis desde a infância, podendo somente verem as sombras no fundo caverna. Segundo o filosofo, esses prisioneiros somos nós, quando estamos vivendo condicionados a nossos hábitos, preconceitos, costumes, ideologias ou até mesmo às teorias pedagógicas caducas que adquirimos desde a nossa infância e que nos condiciona a contemplar a realidade de maneira limita, parcial, incompleta e muitas vezes distorcidas, como sombras. Essa é a imagem do homem que constrói o seu conhecimento fundamentado nas sombras, não pensando por si próprio. O homem para chegar ao conhecimento precisar do mundo das sombras e a educação tem essa finalidade: fazer com que o homem faça o percurso do seu mundo sombrio, limitado, imperfeito e o mundo das trevas para o mundo conhecimento perfeito, cognoscível, o mundo da luz.

Do lado oposto da caverna, Platão situa uma fogueira, que representa a luz de onde se projetam as sombras e alguns homens que carregam objetos e são desses objetos as sombras que projetam no fundo da caverna e as vozes desses homens prisioneiros. Maravilhosamente o filosofo vai destacar que esses homens são representativamente os sofistas e os políticos atenienses que manipulam as opiniões dos homens comuns e que produzem um conhecimento ilusionista e sombrio.

Na Alegoria da caverna de Platão, ele procura expor o seu interesse mais imediato: investigar a nossa natureza, relativamente à educação ou à sua falta. O filósofo se mostrava inclinado em estabelecer premissas que definem o percurso pedagógico que eleva a condição do homem da opinião e do senso comum ao conhecimento fundado em certezas racionais. Com efeito, a alegoria quer demonstrar um processo de descoberta do conhecimento e de transformação do homem por meio da educação.

O próprio filósofo procurou estabelecer uma interpretação da Alegoria, de modo que a condição do homem fosse elevada a um outro nível de saber, nível esse possibilitado pela educação. Mas sobre esta exposição de Platão, deixaremos para o Sobre Educação II no artigo posterior.

Referências
PLATÃO. A República. Trad. M. H. R. Pereira. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1993.
JAEGER, Werner Wilhelm. Paidéia : a formação do homem grego. São Paulo: Martins Fontes, 2003.
 

sexta-feira, novembro 30, 2012

 

Brasil em PENÚLTIMO lugar em ranking global de qualidade de educação


O Brasil ficou em penúltimo lugar em um ranking global de educação que comparou 40 países levando em conta notas de testes e qualidade de professores, dentre outros fatores.

A pesquisa foi encomendada à consultoria britânica Economist Intelligence Unit (EIU), pela Pearson, empresa que fabrica sistemas de aprendizado e vende seus produtos a vários países.

Ele diz que no passado muitos países temiam os rankings internacionais de comparação e que alguns líderes se preocupavam mais com o impacto negativo das pesquisas na mídia, deixando de lado a oportunidade de introduzir novas políticas a partir dos resultados.

Dez anos atrás, no entanto, quando pesquisas do tipo começaram a ser divulgadas sistematicamente, esta cultura mudou, avalia Barber.

"A Alemanha, por exemplo, se viu muito mais abaixo nos primeiros rankings Pisa [sistema de avaliação europeu] do que esperava. O resultado foi um profundo debate nacional sobre o sistema educacional, sérias análises das falhas e aí políticas novas em resposta aos desafios que foram identificados. Uma década depois, o progresso da Alemanha rumo ao topo dos rankings é visível para todos".

No ranking da EIU-Person, por exemplo, os alemães figuram em 15º lugar. Em comparação, a Grã-Bretanha fica em 6º, seguida da Holanda, Nova Zelândia, Suíça, Canadá, Irlanda, Dinamarca, Austrália e Polônia.

 Cultura e impactos econômicos

Tidas como "super potências" da educação, a Finlândia e a Coreia do Sul dominam o ranking, e na sequência figura uma lista de destaques asiáticos, como Hong Kong, Japão e Cingapura.
Alemanha, Estados Unidso e França estão em grupo intermediário, e Brasil, México e Indonésia integram os mais baixos.

O ranking é baseado em testes efetuados em áreas como matemática, ciências e habilidades linguísticas a cada três ou quatro anos, e por isso apresentam um cenário com um atraso estatístico frente à realidade atual.

Mas o objetivo é fornecer uma visão multidimensional do desempenho escolar nessas nações, e criar um banco de dados que a Pearson chama de "Curva do Aprendizado".

Ao analisar os sistemas educacionais bem-sucedidos, o estudo concluiu que investimentos são importantes, mas não tanto quanto manter uma verdadeira "cultura" nacional de aprendizado, que valoriza professores, escolas e a educação como um todo.

Daí o alto desempenho das nações asiáticas no ranking.
Nesses países o estudo tem um distinto grau de importância na sociedade e as expectativas que os pais têm dos filhos são muito altas.

Comparando a Finlândia e a Coreia do Sul, por exemplo, vê-se enormes diferenças entre os dois países, mas um "valor moral" concedido à educação muito parecido.

O relatório destaca ainda a importância de empregar professores de alta qualidade, a necessidade de encontrar maneiras de recrutá-los e o pagamento de bons salários.
 
Há ainda menções às consequências econômicas diretas dos sistemas educacionais de alto e baixo desempenho, sobretudo em uma economia globalizada baseada em habilidades profissionais.
 
Ranking Pearson-EIU
  1. Finlândia
  2. Coreia do Sul
  3. Hong Kong
  4. Japão
  5. Cingapura
  6. Grã-Bretanha
  7. Holanda
  8. Nova Zelândia
  9. Suíça
  10. Canadá
  11. Irlanda
  12. Dinamarca
  13. Austrália
  14. Polônia
  15. Alemanha
  16. Bélgica
  17. Estados Unidos
  18. Hungria
  19. Eslováquia
  20. Rússia
  21. Suécia
  22. República Tcheca
  23. Áustria
  24. Itália
  25. França
  26. Noruega
  27. Portugal
  28. Espanha
  29. Israel
  30. Bulgária
  31. Grécia
  32. Romênia
  33. Chile
  34. Turquia
  35. Argentina
  36. Colômbia
  37. Tailândia
  38. México
  39. Brasil
  40. Indonésia
 

A CRISE DE IDENTIDADE das UNIVERSIDADES CATÓLICAS
Texto de Jorge Ferraz

Foi amplamente noticiada, no final do mês passado, a polêmica envolvendo críticas à Doutrina da Igreja proferidas por um membro do Corpo Docente da Pontifícia Universidade Católica do Paraná. Para quem não se lembra (ou não acompanhou):
A polêmica começou depois que uma carta de um aluno seminarista, que não se identificou, foi publicada em um blog religioso. No texto, o autor acusa o professor de Filosofia Francisco Verardi Bocca de dizer blasfêmias e desrespeitar os dogmas da Igreja. O professor teria dito que “a eucaristia é um baseado, que o padre vai passando de mão em mão… É uma droga lícita…”. Em outro trecho, diz: “Esse papa é tão ruim que nem Deus gosta dele”. O post foi publicado no blog fratresinunum.com em 18 de outubro e recebeu quase 60 comentários de apoio.

A matéria do Estadão disse ainda «que um representante do papa chegou a pedir esclarecimento da direção da universidade»; a PUC negou. No entanto, uma nota conjunta sobre o assunto assinada pelo reitor da PUC e pelo Arcebispo de Curitiba (que não consegui encontrar nem no site da Universidade e nem no da Arquidiocese) parece ter sido escrita em resposta a este (não admitido) questionamento vaticano, pois ela diz que «[a] PUCPR segue integralmente a Constituição Apostólica Ex Corde Ecclesiae de Sua Santidade o Papa João Paulo II, dada a sua condição institucional de Pontifícia Universidade Católica». Como praticamente nenhum jornalista sabe o que é a Ex Corde Ecclesiae (que nem sequer foi citada pela mídia secular, e o foi somente en passantpelo  texto original do Fratres in Unum), o destinatário da mensagem me parece claramente ser o Vaticano – embora a Universidade o negue.

Sobre o assunto, a Gazeta do Povo publicou dois textos: um escrito pelo sr. Bortolo Valle, «professor titular do programa de Pós-Graduação em Filosofia da PUCPR», e outro da lavra do sr. Joel Pinheiro, «mestrando em Filosofia» e «editor da revista culturalDicta&Contradicta». Deste último, destaco: “assim como a instituição reconhece o benefício de ter professores diversos, eles também deveriam reconhecer o mérito da instituição, comprometendo-se a respeitar seus valores, ainda que discordem deles. A ofensa verdadeira não está na manifestação da descrença, mas no intuito de ridicularizar a crença – intuito que nunca parece ser grande coisa para quem faz a brincadeira, mas que é percebido como grave pelos ouvintes afetados”.

- Também em São Paulo há uma Universidade Pontifícia no olho do furacão. Alguns cursos da PUCSP estão em greve desde o último dia 13 de novembro por conta da «indicação da professora Anna Maria Marques Cintra para assumir a reitoria, nomeada pelo cardeal dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo de São Paulo e grão-chanceler da universidade». A professora foi a terceira mais votada nas eleições internas da Universidade; o Estatuto Universitário prevê que a escolha do reitor é feita pelo grão-chanceler a partir de uma lista tríplice elaborada pela comunidade acadêmica. Os grevistas querem que a professora renuncie à reitoria.

Houve recentemente uma encenação, num dos campus da PUC (Perdizes), em protesto contra a eleição da nova reitora. A matéria nos dá alguns importantes detalhes a respeito da tolerância dos grevistas:

  • O sacerdote [um boneco de 3m de altura - na verdade é um bispo], que dizia “querer a PUC”, teve partes do corpo mutiladas até perder a cabeça. Morreu ouvindo a frase derradeira: “O senhor também não pode querer ter tudo. Muito menos a PUC”.
  • Zé Celso iniciou o espetáculo com frases provocativas: “Fora Anna Cintra!”; “O Vaticano tem que entrar pelo cano! Chega!”.
  • “O movimento político da PUC ficou forte e vai tocar o mundo. O papa é um ditador. A Igreja castra e o catolicismo é antropófago”, disse Zé Celso, após o ato.
O Legado d’O Andarilho também publicou o fato, e é deste blog que retiro a foto abaixo, retratando a pacífica e educada manifestação artística na PUC:

Segundo consta, o cardeal Odilo Scherer garantiu que não volta atrás. Que Santo Tomás de Aquino interceda pelas Pontifícias Universidades, e conceda aos que fazem parte dela – administrando, lecionando ou estudando – a sabedoria necessária para resgatarem a sua identidade católica, tão esquecida e tão necessária nos tempos modernos.

Toda Universidade CATÓLICA, DEVE SER CATÓLICA, ÓBVIO!
 
É líquido e cristalino o direito do grão-chanceler da PUC-SP, arcebispo de São Paulo, de nomear reitor um entre os três professores eleitos pela comunidade universitária.

O procedimento da lista tríplice, igualmente adotado em várias instâncias do Estado -como na escolha de juízes de tribunais superiores ou do chefe do Ministério Público-, revela-se altamente democrático.

Ele produz um equilíbrio saudável entre o sufrágio dos eleitores e a participação crítica do moderador que, entre três pessoas, dará posse àquela que mais se aproxima do perfil ideal para ocupar o cargo.

No caso da PUC-SP, os corpos docente e discente, bem como os funcionários, em votação universal, endossam os três candidatos com potencial para assumir a reitoria.

O grão-chanceler, autoridade máxima da universidade, nomeia um deles. Fá-lo com cabal discricionariedade, tendo em vista o bem maior da instituição.

A PUC-SP é uma escola confessional, católica e pontifícia, conforme indica seu próprio nome, estando sob a égide tanto do direito estatal quanto do direito canônico.

Com efeito, reza a constituição apostólica Ex Corde Ecclesiae, a lei canônica que disciplina as universidades católicas, que uma das características essenciais desse jaez de instituição de ensino consiste na “fidelidade à mensagem cristã tal como é apresentada pela Igreja” (13, 3).

Dom Odilo tem dado o melhor de si para recrudescer a confessionalidade da PUC-SP, resgatando-lhe a “alma católica”. Infelizmente, essa postura do grão-chanceler, assaz benemérita e imprescindível do ponto de vista pastoral e jurídico-canônico, arrosta opositores vorazes.

Debaixo do inconsistente vexilo da independência acadêmica, alguns desejam mesmo que o catolicismo seja banido do campus e cambiado por um relativismo cristão ou cristianismo light ou, então, por outras ideologias.

É possível imaginar não protestantes assumindo a direção da Universidade Presbiteriana Mackenzie? É claro que não, haja vista a natureza confessional dessa escola. Quer-se preservar a integridade da doutrina de Calvino. Eles têm todo o direito de proceder desse modo. Vivemos num país livre.

E as escolas hebraicas de São Paulo? Acolheriam elas em seus quadros executivos católicos ou protestantes? É óbvio que não fazem isso. São judeus, quando não rabinos, que dirigem essas entidades.

Tal raciocínio é válido inclusive para empresas privadas. Quanto tempo duraria na fábrica da Volkswagen um diretor que fosse grande defensor e entusiasta dos automóveis montados pela Ford? Cuido que não teria sobrevida de uma semana.

No entanto, querem que a PUC-SP seja complacente com professores que defendem, por exemplo, o aborto na mídia -e que só tem acesso aos jornais em virtude de exibirem o título de professor ou professora da PUC-SP.

Quanto mais congruente com os valores autenticamente católicos, tanto mais a PUC-SP acenderá ao cume da excelência científica, pois a Igreja é perita em humanidades (Populorum Progressio, 13).
 
EDSON LUIZ SAMPEL, 47, doutor em direito canônico pela Pontifícia Universidade Lateranense, do Vaticano. É professor do Instituto Teológico Pio XI (Unisal) e da Escola Dominicana de Teologia (EDT)

Caminhamos para a Pedofilia e a Bestealidade!?

Nilo Fujimoto
Chegamos ao paroxismo de maldades inauditas. Já assistimos a aprovação de um partido promotor da pedofilia na Holanda2 e o aparecimento de termos como “amor intergeneracional”3 para dar ares de legitimidade à pedofilia.

Mas, quando pensamos que já não se poderia ofender mais a Deus, surge a ponta de um novo iceberg feito de águas imundas. Leiam a notícia abaixo, que fala por si.

Quem não acredita no processo revolucionário que faz da tolerância a palavra de ordem, um talismã para alcançar a mudança das mentalidades, não percebeu nada dos verdadeiros métodos e objetivos dos inimigos de Deus e dos homens.

Há ativistas que querem que a lei proteja a bestialidade? E tudo em nome da liberdade e da tolerância.
Alemanha tenta mudar lei para proibir sexo com animais

Ativistas pró-bestialidade prometem recorrer na Justiça se proibição foraprovada: ‘Animais são mais fáceis de ser compreendidos do que mulheres’, diz defensor
BBC Brasil | 28/11/2012 11:14:27

A coalizão de partidos que governa a Alemanha está tentando aprovar modificações na legislação do país para proibir bestialidade – a prática de sexo com animais.

O comitê de agricultura do Parlamento alemão está considerando emendas que estabelecem multas de até 25 mil euros (mais de R$ 65 mil) para quem praticar bestialidade. A votação final sobre o tema acontecerá no dia 14 de dezembro no Bundestag, a câmara baixa do Parlamento alemão.

A bestialidade foi legalizada na Alemanha em 1969 para casos em que o animal não seja maltratado “de forma significativa”. Esta lei era alvo de ativistas pró-direitos dos animais.

O diretor do comitê parlamentar alemão, Hans-Michael Goldmann, disse ao jornal Tageszeitung que o objetivo da nova lei é esclarecer quais práticas não são permitidas. “Com esta proibição explícita, ficará mais fácil impor penas que melhorem a proteção aos animais”, disse ele. O projeto de lei estabelece multas para quem pratica “ações que não são da natureza das espécies”.

Alguns alemães são contrários à mudança na lei. Um grupo de ativistas chamado Engajamento Zooófilo pela Tolerância e Informação (Zeta, na sigla em alemão) diz que vai entrar na Justiça contra a nova lei, caso ela seja aprovada.

“É impensável que qualquer ato sexual com animal seja punido, mesmo sem provas de que o animal tenha sido maltratado”, disse Michael Kiok, diretor do Zeta. Para ele, os animais são capazes de expressar de diversas formas o que gostam ou não gostam. “Nós vemos animais como parceiros, e não apenas como meios para obter satisfação. Nós não os obrigamos a fazer nada. Animais são mais fáceis de ser compreendidos do que mulheres”, disse Kiok

quinta-feira, novembro 29, 2012


Bonecas para meninos para "evitar discriminação por gênero" na Suécia

Top Toy, a maior produtora de brinquedos da Suécia, encarregada da franquia Toys R Us nesse país, viu-se "obrigada" a publicar no seu catálogo publicitário imagens de meninas com brinquedos de armas e meninos com bonecas para não ser acusada de "discriminação de gênero".

Nos catálogos da Top Toy, uma menina foi apagada digitalmente de uma página com a figura da "Hello Kitty", a camiseta de outra menina, que originalmente era rosa, foi pintada de azul claro, e uma menina que tinha nos braços uma boneca de bebê foi substituída por um menino, entre outras modificações.

A loja de brinquedos sueca explicou à imprensa que tinha recebido "treinamento e guia" de uma agência auto-regulatoria de publicidade para que seus anúncios sejam de "gênero neutro".

No passado, Top Toy foi repreendida pelos reguladores publicitários por "discriminação de gênero" em um catálogo anterior, no qual aparecia um menino disfarçado de super-herói e uma menina vestida de princesa.

Em declarações recolhidas pelo jornal britânico The Daily Mail, o diretor de vendas da loja de brinquedos assinalou que "por muitos anos, vemos que o debate de gênero se tornou tão forte no mercado sueco que tivemos que nos ajustar".

"Com o novo pensamento de gênero não há nada que seja correto ou incorreto. Não é uma coisa de menino ou menina, é um brinquedo para crianças", disse.

Suécia se viu envolvida na polêmica em meados de 2011, quando foi apresentado na sua capital Estocolmo, o projeto do jardim de infância Egalia, que buscava educar os menores sem tratá-los como meninos ou meninas, para que cada um escolhesse desde pequeno sua "orientação sexual".

Nessa ocasião, a médico psiquiatra Maíta García Trovato explicou ao grupo ACI que esta situação "além de ser absurda até poderia configurar uma forma de mau trato infantil" e sublinhou que "as crianças não são porquinho da índia para serem submetidas a este tipo de experimento social".

"A tentativa de introduzir a ideologia de gênero desde os primeiros anos de vida é uma das estratégias desenhadas pelos promotores da mesma. No afã de ‘lutar contra os estereótipos’ esquecem coisas tão óbvias como a diferença sexual que faz a complementariedade de duas pessoas e as leva a formar um bem que todas as sociedades protegem por ser o hábitat do ser humano: a família", indicou.

A Dra. García Trovato remarcou que "a identidade sexual é a íntima convicção que todos temos de pertencer a um determinado sexo e é uma das primeiras que se estabelecem na espécie humana".

"Por que desprezá-la? Por que despertar insegurança nas crianças neste aspecto tão importante para sua vida? Com que propósito? Que classe de sociedade se busca? Além disso, e não menos grave, é lícito utilizar os pequenos para experimentos sociais?", questionou.

A psiquiatra sublinhou que "As crianças têm direitos. Os adultos, frente a elas, temos deveres. Entre outros, o de velar pela sua segurança física, mental, emocional e moral".

O Papa eliminou o burro e o boi do presépio?

Um artigo publicado pela jornalista Carmen Villa Betancourt no jornal El Colombiano esclareceu que o Papa Bento XVI no seu livro "A Infância de Jesus" não eliminou a presença do burro e do boi dos presépios, como foi divulgado recentemente por diversos meios de comunicação.

"‘O Papa afirma que não havia burro nem boi no portal de Belém’, diz o jornal El Pais de Madri. ‘Também disse que o burro e o boi não vão ao presépio’, é o subtítulo do jornal El Espectador. ‘Um presépio sem burro nem boi, assegurou o Papa’, titulou este jornal na sua edição digital", recordou a jornalista.

Villa Betancourt recordou que o objetivo de um titular é "atrair o leitor e sintetizar a informação". Entretanto, embora os titulares usados por estes meios "cumpram com o objetivo de captar o leitor, distorcem maliciosamente a mensagem e não cumprem com o papel de sintetizá-la".

"Ao ler os artigos vi que estes não diziam que o Papa tirou estes animais do presépio. Por quê? Simplesmente porque isto é falso", expressou.

A jornalista indicou que sobre este tema, o que diz o livro do Papa em sua página 76 é: "O presépio nos leva a pensar nos animais, pois é ali onde eles comem. No Evangelho não se fala neste caso de animais. Mas a meditação guiada pela fé, lendo o Antigo e o Novo Testamento relacionados entre si, preencheu logo esta lacuna, remetendo-se a Isaías 1,3: ‘o boi conhece seu amo, e o asno o presépio do seu dono; Israel não me conhece, meu povo não compreende’".

"Qualquer fiel –indicou Villa Betancourt-, sabe que, assim como o burro e o boi, há outros elementos como a data de nascimento de Jesus, o nome dos reis magos ou tantos outros aspectos que são bonitos mas não essenciais para a fé e talvez por isso não sejam relatados pelos evangelistas. A mula e o boi fazem parte da tradição cristã. Tanto, que estão presentes todos os anos no presépio da praça de São Pedro no Vaticano".
Entretanto, "o incrível é que muitos colunistas e blogueiros tenham feito duras e ignorantes críticas contra o Papa pela suposta supressão dos animais em Belém, como se isso fosse a proclamação de um novo dogma de fé. Pergunto-me se já leram o livro, ou ao menos os extratos do mesmo que saíram nestes dias em tantas páginas Web".

"Acho que muitos ficaram nos titulares deficientes dos periódicos. É lamentável que estes comentários distorçam a notícia da publicação de um novo livro que completa uma magnífica trilogia e que pode preparar-nos espiritual e intelectualmente, para viver o mistério do Natal", finalizou a jornalista colombiana.