A Colômbia deve proteger as crianças e não aprovar a adoção por casais homossexuais
A Conferência Episcopal da Colômbia pediu à Corte Suprema do país que não aprove a adoção de crianças
por parte de casais homossexuais, pois deve priorizar os direitos dos
menores antes que “as necessidades afetivas e emocionais do casal do
mesmo sexo”.
Este chamado se faz logo que a Corte
Constitucional anunciou no dia 23 de fevereiro que o debate que poderia
outorgar a custódia de uma menina a um casal de lésbicas, concebida
mediante inseminação artificial por uma delas, vai ser realizado esta
semana.
A Corte tem a última palavra, logo que o
casal homossexual recebera o apoio nos dois últimos anos de dois juízes
em instâncias menores, que solicitaram que o Instituto Colombiano de
Bem-estar Familiar que inicie os trâmites da adoção.
Em diálogo telefônico com a agência ACI
Prensa no dia 25 de fevereiro, o Secretário Geral e porta-voz da
Conferência Episcopal, Dom Juan Vicente Córdoba, recordou que “a adoção é
uma figura jurídica que o estado da Colômbia tem para substituir a modo
de semelhança o lar de pai e mãe” ao qual a criança tem direito.
“A substituição que faz o estado é uma
substituição pai e mãe biológicos perdidos. E dá um pai e uma mãe
substitutos para dar (à criança) um novo lar”, sublinhou o também Bispo
Auxiliar de Bucaramanga.
O Prelado precisou que esta afirmação
corresponde à “lei natural, é um argumento que não tem nem mesmo relação
com a fé, é antropológico”.
Dom Córdoba recordou que na Colômbia se
fez uma pesquisa recentemente, cujo resultado foi que “82% dos
colombianos opinou que não quer a adoção de crianças por casais do mesmo
sexo”.
Com esta base “dissemos à Corte que não
legisle pensando nas idéias de seus cinco ou seis membros, mas nos 45
milhões de colombianos, dos quais 82 por cento não quer a adoção (gay)”.
“Cinco pessoas não decidem por 45
milhões” disse o Prelado à ACI Prensa, a agência em espanhol do grupo
ACI, e pediu à Corte Constitucional -que em 2006 despenalizou o aborto em três casos- que “em sua decisão tenha em conta o parecer do povo colombiano”.
Outro argumento a ser tomado em conta,
assinalou Dom Córdoba, é o psicológico, pois “as crianças quando têm um
pai e uma mãe que não correspondem ao sexo de um pai homem e uma mãe
mulher, vão ter uma dificuldade muito grande”.
“Algumas podem crescer sãs mas muitas
crescerão homossexuais ou bissexuais ou terão dificuldades de identidade
para ter vida de casal”.

Nenhum comentário:
Postar um comentário