Unidade dos cristãos é uma realidade secreta, mas deve aparecer com clareza na história: Bento XVI
A
unidade dos cristãos é uma realidade secreta, mas, por outro lado, deve
aparecer, para que o mundo creia. Nunca esquecendo que é Cristo que
cria a Igreja e lhe dá a unidade… Reflexões de Bento XVI, na audiência
geral desta quarta-feira, 25 de Janeiro, em que se conclui a Semana de
Oração pela unidade dos cristãos. Perante milhares de peregrinos, o Papa
comentou a chamada “oração sacerdotal de Jesus”, na última Ceia, na
iminência da sua paixão. Oração em que Jesus reza ao Pai para que os
seus discípulos, através dos tempos, sejam “uma só coisa”.
“Jesus
reza pela Igreja de todos os tempos, reza também por nós” – observou. O
pedido central da oração sacerdotal de Jesus dedicada aos seus
discípulos de todos os tempos é o da futura unidade de quantos hão-de
crer n’Ele. Mas essa unidade – advertiu – “não é um produto mundano;
provém exclusivamente da unidade divina”.
Mas ouçamos as palavras com que Bento XVI resumiu, em português, o conteúdo desta sua catequese:
“Queridos irmãos e irmãs,
“Queridos irmãos e irmãs,
A
chamada «Oração Sacerdotal» de Jesus na Última Ceia é inseparável do
seu Sacrifício, no qual Se consagra inteiramente ao Pai. Sacerdote e
vítima, Cristo reza por Si mesmo, pelos Apóstolos e pela Igreja de todos
os tempos. Para Si próprio, pede uma obediência total ao Pai, que O
conduza à plena condição filial. Para os Apóstolos, pede a consagração
na verdade, para continuarem a missão d’Ele; para isso, devem ser
consagrados, isto é, segregados do mundo, colocando-se à disposição de
Deus para a missão que lhes está reservada, e, deste modo, postos à
disposição de todos. Finalmente Jesus estende o olhar até ao fim dos
tempos e reza pela Igreja, pedindo a unidade de todos os cristãos: «Que
eles sejam todos um, como Tu, Pai, o és em Mim e Eu em Ti» (Jo 17, 21).
Assim a Igreja continua a missão de Cristo: conduzir o mundo para fora
do pecado, que aliena o homem de Deus e de si mesmo, para que volte a
ser o mundo de Deus.
A minha saudação amiga para os fiéis de Santa Maria dos Pobres de Paranoá e demais peregrinos de língua portuguesa, propondo-vos como modelo de vida o Apóstolo São Paulo, cuja conversão hoje recordamos num abraço ideal que se alarga a todos os cristãos na conclusão do Oitavário de Oração pela sua Unidade. Que os vossos corações, fortes na fé, possam servir sempre os amorosos desígnios de Deus. Sobre vós e vossas famílias, desça a minha Bênção.”

Como todos os anos, também desta vez, o encerramento, em Roma, da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos será presidida pelo Papa, na basílica de São Paulo fora de muros, às 17.30, com a participação de delegados de diversas Igrejas irmãs, nomeadamente do patriarcado de Constantinopla e da Igreja Anglicana.
A minha saudação amiga para os fiéis de Santa Maria dos Pobres de Paranoá e demais peregrinos de língua portuguesa, propondo-vos como modelo de vida o Apóstolo São Paulo, cuja conversão hoje recordamos num abraço ideal que se alarga a todos os cristãos na conclusão do Oitavário de Oração pela sua Unidade. Que os vossos corações, fortes na fé, possam servir sempre os amorosos desígnios de Deus. Sobre vós e vossas famílias, desça a minha Bênção.”
Como todos os anos, também desta vez, o encerramento, em Roma, da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos será presidida pelo Papa, na basílica de São Paulo fora de muros, às 17.30, com a participação de delegados de diversas Igrejas irmãs, nomeadamente do patriarcado de Constantinopla e da Igreja Anglicana.
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