A Igreja não deve ficar na defensiva em relação à vida pública.
O prefeito da Congregação para a Doutrina
da Fé, Dom Gerhard Ludwig Müller, expressou aos católicos alemães que a
Igreja deve assumir uma posição distinta diante do avanço do ateísmo e
do laicismo na política europeia. “Aos poucos deixamos espaço a outros
grupos ideológicos e logo nos surpreendemos de repente com a Igreja
marginalizada em todas as partes”, afirmou.
Seguir
este caminho de exclusão da fé representa um grave perigo para as
nações, advertiu: “O ateísmo e o secularismo são as principais ameaças
para a Europa”. Sobre este ponto, o Prefeito recordou que todo o
continente europeu construiu sua cultura e sua sociedade sobre raízes
cristãs. “Se perdemos estas raízes, no final nos encontraremos não em um
ambiente neutro, mas no abismo”, advertiu.
Por
este motivo, exortou aos fiéis a tomarem parte na atividade política de
seus países. “Não devemos ficar na defensiva”, com um testemunho de fé
“limitado a assistência à Eucaristia dominical”. Diante de uma cultura e
uma política cada vez mais contrárias à fé, “necessitamos mais
católicos participando na sociedade”, afirmou o Prefeito, em diálogo com
o informativo Mittelbayerischen Zeitung.
“Existem
católicos convencidos, trabalhando em todos os níveis da vida
política”, expôs o Arcebispo, como exemplo de que é possível e
necessário harmonizar a Fé com o serviço ao bem comum do Estado. O
prelado convidou aos fiéis devotos a se candidatarem para os cargos
públicos e a participarem ativamente das eleições. (EPC/GPE)
Com informações da Agência KAI.

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