sábado, novembro 22, 2008



Dia de Santa Cecília, Padroeira dos Músicos


Sabe-se pouco sobre a vida de Santa Cecília – que data provavelmente do império de Alexandre Severo, na Roma pagã; ela foi martirizada por volta do ano 230 –, mas o suficiente para torná-la amada e venerada com especial devoção.


Ela é exaltada como o modelo mais perfeito – depois de Maria – de mulher cristã. Era assídua à celebração da Eucaristia, presidida pelo Papa Urbano nas catacumbas da via Ápia; à saída, era aguardada por uma multidão de pobres, que conheciam a sua generosidade.


No dia das núpcias, enquanto os instrumentos tocavam, ela cantava em seu coração somente para o Senhor e pedia a graça da conversão do esposo. A sós, com o jovem, ela confessou-lhe: “Nenhuma mão humana pode me tocar, pois sou protegida por um anjo. Se você me respeitar, ele amará você, como me ama”. Valeriano converteu-se ao cristianismo: fez-se instruir e batizar pelo Papa Urbano e abraçou o ideal da esposa, de virgindade no matrimônio.


Naquela época, ser cristão era um “crime”, uma traição a Roma. O cristianismo era considerado uma seita altamente perigosa. Então, cristãos descobertos, os dois foram submetidos ao martírio. O martírio de Santa Cecília tem um aspecto todo particular. Houve uma primeira tentativa de asfixia, depois, foi condenada à decapitação. Tendo recebido três golpes de machado, sua cabeça não se desprendeu. Ela havia pedido a Deus a graça de não morrer sem antes receber os sacramentos das mãos do Papa Urbano, e a alcançou. Assim, morreu três dias após as feridas do machado. Enquanto pôde, cantou a glória do Senhor; depois que a voz sumiu, expressou sua fé no Deus Uno e Trino com os dedos.

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