sexta-feira, março 12, 2010


Queria ser Poeta

Queria ser poeta e encantar-me com os instantes
Com os in-significantes momentos acontecidos na vida
Queria ser poeta para fazer poesia, construir pontes, anivelar estradas, refazer vilas existenciais. Queria ser poeta para entrar no interior de mim e cantar a um passado que me gerou.

Queria poeta e com minha poesia ser cristão, irmão, ser amigo da verdade, da saudade, da fragilidade, da divindade. Da eternidade e da ressurreição.
Queria ser poeta e como os poetas transcender o imaginável, o lógico, o absoleto, o perto, o quieto e o inquieto. Como poeta descobrir o tesouro escondido em cada cotidiano. Queria ser poeta do dia-a-dia.

Queria ser poeta e sendo poeta aliviar a existência dos que sofrem
dos que nascem
dos que morrem
dos que choram,
dos que riem
dos que pedem,
dos que doam...

Daquele que tudo tem e também daqueles que vivem sem.
Queria poeta e transformar o mundo, amar a todos, pertencer a todos, sem ser pertencido por ninguém. Ser sensível a existência do outro, a presença do outro a miséria do outro; ao outro sem definição.

Queria ser poeta, e sendo, pudesse EU ENTRAR pela porta estreita.

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