Em 31 de Outubro de 1999, Luteranos e Católicos assinam a Declaração Conjunta sobre a Doutrina da Justificação
No dia 31 de Outubro de 1999, o bispo luterano Christian Krause, pela Federação Luterana Mundial, e o cardeal Edward I. Cassidy, pela Santa Sé, assinaram a Declaração Conjunta sobre a Doutrina da Justificação.
O documento, um passo fundamental no diálogo ecuménico entre luteranos e católicos, vem dizer que ambos professam a mesa fé na doutrina da salvação (é isso que quer dizer “justificação”), embora com nuances diferentes. Unidos no fundamental.
O documento afirma sete vezes “confessamos juntos”.
Este primeiro “confessamos juntos” põe em concordância o essencial do luteranismo (sola gratia, sola fides) sem deixar que os católicos percam a face (a defesa das obras):
"Confessamos juntos: somente pela graça, na fé na obra salvífica de Cristo, e não por causa dos nossos méritos, somos aceites por Deus e recebemos o Espírito Santo, que nos renova os corações e nos capacita e chama para as boas obras".
Apesar de, no essencial, o documento representar a aceitação da doutrina da justificação luterana por parte dos católicos (no fundo, é dizer: “Lutero é católico”; ou “somos todos luteranos, como santo Agostinho, por exemplo”), houve luteranos que não aceitaram a declaração. Alguns defenderam que a Igreja Católica devia, na sequência da declaração, retractar-se em relação ao Concílio de Trento.
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