Itália: Jovens católicos admiram os santos mas frequentam pouco a Missa
ROMA, 30 Out. 12 / 12:01 pm (ACI/EWTN Noticias).-
Faz uns dias foi divulgada na Itália uma pesquisa sociológica que
revelou que os jovens e os adultos costumam ter uma boa formação,
acreditam e admiram os santos mas frequentam pouco ou inclusive muito
pouco a Missa durante o ano.
Em
sua última coluna titulada:"Peregrinos do novo milênio. Uma pesquisa
reveladora", o vaticanista Sandro Magister apresenta os dados do estudo
feito pelo professor Alessandro Castegnaro, realizado com mais ou menos
200 mil peregrinos da Basílica de Santo Antônio de Pádua, um dos
santuários mais visitados do mundo, entre os dias: 15 e 20 de fevereiro
de 2010.
A pesquisa revela, diz Magister, cinco dados
"surpreendentes". O primeiro destes remete à idade dos peregrinos. "Os
que prevalecem não são os idosos, são os de idade intermediária, entre
45 e 59 anos de idade, sendo 36,6% do total. Mas houve principalmente
uma forte presença de pessoas de idade mais baixa, entre 30 e 44 anos, o
qual constitui o 26,4%, e jovens, entre 16 e 29 anos, o 14,1%".
"O
segundo dado surpreendente é a instrução. Os visitantes do santo
resultam mais instruídos, tanto a respeito à média da população
italiana como, e em medida ainda mais marcada, em relação aos
praticantes regulares. Um de cada quatro tem curso universitário
completo, e quatro de cada dez tem pós-graduação. Além disso, quase
todos estão participando de uma atividade laboral".
O terceiro
dado, diz Magister, consiste em que "uma grande parte dos peregrinos,
quase a metade, frequenta a Missa em poucas ocasiões: no Natal, na Páscoa
e raramente em outras ocasiões", mas ao mesmo tempo o quarto dado é o
mais impressionante de todos "mostra que acreditam muito mais nas
verdades centrais do cristianismo do que os praticantes regulares": 83,4
por cento acredita na ressurreição de Jesus.
O quinto dado,
conclui o vaticanista, é que os peregrinos vão ao Santuário de Santo
Antônio não tanto para implorar uma graça ou um milagre, mas
simplesmente para agradecer, ou porque procuram nele uma proteção
espiritual.
O professor Castegnaro afirma a respeito que "em uma
época em que há uma crescente individualização da fé, não surpreende que
se desenvolva uma religiosidade que possivelmente não é sem Igreja, mas certamente é com pouca Igreja".
É
uma religiosidade que se define como "popular", mas que não é um
resíduo do passado. Tem traços novos e modernos. Provavelmente pouco
elaborados, mas simples e fortes, como a fé na ressurreição e a busca no
santo de um farol no caminho da vida, mais que de alguém milagroso.
Fonte: acidigital

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