Jesuíta sequestrado pela ditadura argentina se reconciliou com o Papa
Um padre jesuíta cujo sequestro durante a ditadura militar argentina há 37 anos provocou fortes críticas ao cardeal Jorge Mario Bergoglio, agora Papa Francisco, assegurou que ele e o Pontífice já se reconciliaram.
O padre Francisco Jalics, que hoje vive em um mosteiro no sul da
Alemanha, emitiu uma nota nesta sexta-feira dizendo que falara com
Bergoglio muito tempo depois de ter sido sequestrado, juntamente com o
padre Orlando Yorio, em 1976.
Bergoglio disse mais de uma vez que havia recomendado aos padres que deixassem suas atividades nos bairros pobres em nome da própria segurança, mas que eles haviam se negado a fazê-lo. Yorio, que já morreu, acusou Bergoglio de entregá-los às forças do regime ao se negar a respaldar publicamente o trabalho que faziam.
“Passaram-se anos até que tivéssemos a oportunidade de falar com o padre Bergoglio... para conversar sobre o que havia acontecido”, relata a nota divulgada por Jalics. “Depois disso, celebramos uma missa juntos em público e nos abraçamos solenemente. Considero o assunto encerrado.”
Não há dúvidas de que Bergoglio, assim como a maioria dos argentinos, não enfrentou abertamente o regime militar que governou o país entre 1976 e 1983 e sequestrou e matou milhares de opositores de esquerda na chamada “guerra suja”. Mas as opiniões divergem quanto à responsabilidade direta do novo Pontífice na participação da Igreja no regime militar.
O biógrafo oficial do Papa, Sergio Rubin, argumenta que a Igreja em geral errou ao não confrontar abertamente os militares, enquanto ativistas de direitos humanos na Argentina garantes que Bergoglio nunca colaborou com a ditadura.
Jalics, que tem pouco mais de 80 anos, está viajando fora da Alemanha e deu suas declarações por meio de uma nota publicada na página dos jesuítas alemães na internet. Segundo Thomas Busch, porta-voz dos jesuítas em Munique, disse que a conversa entre Jalics e Bergoglio aconteceu no ano 2000.
“Não posso comentar sopre o papel do padre Bergoglio nesses fatos”, conclui a nota de Jalics, que, entretanto, desejou “ao Papa Francisco as bênção de Deus em seu trabalho”.
Fonte| Jornal O GLOBO
Bergoglio disse mais de uma vez que havia recomendado aos padres que deixassem suas atividades nos bairros pobres em nome da própria segurança, mas que eles haviam se negado a fazê-lo. Yorio, que já morreu, acusou Bergoglio de entregá-los às forças do regime ao se negar a respaldar publicamente o trabalho que faziam.
“Passaram-se anos até que tivéssemos a oportunidade de falar com o padre Bergoglio... para conversar sobre o que havia acontecido”, relata a nota divulgada por Jalics. “Depois disso, celebramos uma missa juntos em público e nos abraçamos solenemente. Considero o assunto encerrado.”
Não há dúvidas de que Bergoglio, assim como a maioria dos argentinos, não enfrentou abertamente o regime militar que governou o país entre 1976 e 1983 e sequestrou e matou milhares de opositores de esquerda na chamada “guerra suja”. Mas as opiniões divergem quanto à responsabilidade direta do novo Pontífice na participação da Igreja no regime militar.
O biógrafo oficial do Papa, Sergio Rubin, argumenta que a Igreja em geral errou ao não confrontar abertamente os militares, enquanto ativistas de direitos humanos na Argentina garantes que Bergoglio nunca colaborou com a ditadura.
Jalics, que tem pouco mais de 80 anos, está viajando fora da Alemanha e deu suas declarações por meio de uma nota publicada na página dos jesuítas alemães na internet. Segundo Thomas Busch, porta-voz dos jesuítas em Munique, disse que a conversa entre Jalics e Bergoglio aconteceu no ano 2000.
“Não posso comentar sopre o papel do padre Bergoglio nesses fatos”, conclui a nota de Jalics, que, entretanto, desejou “ao Papa Francisco as bênção de Deus em seu trabalho”.
Fonte| Jornal O GLOBO

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