domingo, março 17, 2013

 
Por que PADRE ZEZINHO, sjc deixou o FACEBOOK!?

A INTERNET, O LEGITIMO E O FAKE
Padre Zezinho scj

Desde 6 de março de 2013 não escrevo nem posto fotos no Facebook. Para o Facebook isso nada significa, dado sua extensão de rede. É como reclamar de um peixe que te fisgou no meio de milhões de outros.

Envolvi-me numa situação que seria melhor deixar para lá, pelos aborrecimentos que costuma causar. É o que faz a maioria. Mas, pelo compromisso que um pregador da fé assume com seus irmãos de fé, silenciar seria mentir para quem confia na sua palavra de pregador.

Silenciei e talvez nunca volte nunca mais, depois de perceber, por amigos, que havia mais de dez paginas de Facebook que supostamente tinham minha aprovação ou estavam ligadas a meu nome. Ninguém me consultou ao reproduzir meus textos, e ao ajuntar fotos que não postei no meu perfil.

Aconselhei-me com amigos e saí. Preferi isso do que ferir amigos que me são caros e que, de uma forma ou de outra estavam enganados ou foram prejudicados. A Internet ajuda, mas também fere. O anonimato na WEB fez e faz muitas vítimas.

Desde 1969 edito livros por várias editoras católicas, principalmente pelas Paulinas. Nunca uma editora usou o mesmo título, nem meu nome, nem minha foto sem meu consentimento. Tudo foi concordado quando alguém usou algum texto ou foto ou canção. E, quando aconteceu de alguém apropriar-se de texto ou canção e até de álbuns inteiros, a Editora me defendeu e resgatou minha obra. O mesmo não acontece com algumas redes sociais. A pretexto de divulgar o homenagear, produzem textos, fotos e até fotos que não postei e não autorizei.

Não culpo o Facebook, como no passado não culpei nem o Site, nem o Twitter quando anônimos tiraram do ar minhas mensagens. É uma das imperfeições da Rede chamada Internet. Sua mensagem pode ser invadida e, por mais que você e os técnicos se dediquem, sempre alguém postará no ar, mensagens que você não deu, do jeito que não deu, para seguidores que pensaram estar seguindo você, mas na verdade estavam seguindo um fake. Alguém passa por ser você e, por mais que você explique, alguns internautas insistem em navegar na mensagem que você não  deu.

Imagine uma avenida, em local que é seu, no qual você postou um outdoor legítimo com sua foto, suas mensagens para você se comunicar com quem gosta de você e de seu trabalho. De repente, alguém percebe que você é procurado. Oportunista, ele posta outro outdoor no terreno ao lado, usando sua foto, suas mensagens e acrescenta outras mensagens de outras fontes, levando as pessoas a olharem para o seu outdoor e não para o original.

Fica pior quando ele escreve, num canto do outdoor, que ele é da sua equipe e o que ele mostra é em homenagem a você. Não dialoga, não diz quem ele é, mas passa por ser seu divulgador no terreno ao lado, desafiando sua mensagem original. Isto caracteriza um fake. É o falso que passa por legítimo.

Fiz de tudo para restabelecer a verdade, mas nem eu nem o Facebook conseguimos demover o anônimo. Com isso, cerca de  9.200  católicos acessavam o que seria meu perfil, mas não era. Com pequenos ajustes, o fake sempre vencia, e eu que há quase 50 anos prego a fé católica,  perdia para o fake que enrolava mais de 9 mil católicos enganados. Viam minha foto, liam os textos e imaginavam que todas a fotos e mensagens eram de minha autoria. Como saberiam a verdade?

Venho de um AVC que limita meu trabalho. Por isso, eu postava no Facebook minhas pequenas mensagens de pregador. Era meu jeito de servir de maneira mais ágil. Mas  por respeito aos católicos, que confundiam as duas fotos iguais com mensagens desiguais, optei por silenciar no Facebook até que o problema seja solucionado.

Fui vencido. A partir do dia 5 de março  de 2013 , não podendo dar minha mensagem original, depois de 50 anos de catequese, sigo o Facebook, mas não escrevo mais, porque alguém não aceitou tirar seu painel extremamente parecido ao meu. Ele apostou na mesma imagem e nas mesmas mensagens com seus acréscimos. Quis e conseguiu o meu lugar no Facebook.

A Internet, infelizmente abriga esta guerrilha de imagens e mensagens. Nem sempre o internauta consegue saber quem está mentindo!  Ao seguidor cabe o direito de aceitar ser enganado ou não! Mas, ao menos, é mais uma chance que alguém lhe dá de ser informado com ética! Ninguém é obrigado a escrever no Facebook.  Que discorda, que se retire ou silencie! É por isso que, depois de 6 março, qualquer página que porte minha foto ou nome é fake. Para o  fake isso nada significa, mas para quem  deseja se comunicar comigo no Facebook fica registrado que parei de escrever neste veículo! Usarei outros meios!

 Fonte: http://blog.cancaonova.com/padrejoaozinho/

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