Por que PADRE ZEZINHO, sjc deixou o FACEBOOK!?
A INTERNET, O LEGITIMO E O FAKE
Padre Zezinho scj
Desde 6 de março de 2013 não escrevo
nem posto fotos no Facebook. Para o Facebook isso nada significa, dado
sua extensão de rede. É como reclamar de um peixe que te fisgou no meio
de milhões de outros.
Envolvi-me numa situação que seria
melhor deixar para lá, pelos aborrecimentos que costuma causar. É o que
faz a maioria. Mas, pelo compromisso que um pregador da fé assume com
seus irmãos de fé, silenciar seria mentir para quem confia na sua
palavra de pregador.
Silenciei e talvez nunca volte nunca
mais, depois de perceber, por amigos, que havia mais de dez paginas de
Facebook que supostamente tinham minha aprovação ou estavam ligadas a
meu nome. Ninguém me consultou ao reproduzir meus textos, e ao ajuntar
fotos que não postei no meu perfil.
Aconselhei-me com amigos e saí. Preferi
isso do que ferir amigos que me são caros e que, de uma forma ou de
outra estavam enganados ou foram prejudicados. A Internet ajuda, mas
também fere. O anonimato na WEB fez e faz muitas vítimas.
Desde 1969 edito livros por várias
editoras católicas, principalmente pelas Paulinas. Nunca uma editora
usou o mesmo título, nem meu nome, nem minha foto sem meu consentimento.
Tudo foi concordado quando alguém usou algum texto ou foto ou canção.
E, quando aconteceu de alguém apropriar-se de texto ou canção e até de
álbuns inteiros, a Editora me defendeu e resgatou minha obra. O mesmo
não acontece com algumas redes sociais. A pretexto de divulgar o
homenagear, produzem textos, fotos e até fotos que não postei e não
autorizei.
Não culpo o Facebook, como no passado
não culpei nem o Site, nem o Twitter quando anônimos tiraram do ar
minhas mensagens. É uma das imperfeições da Rede chamada Internet. Sua
mensagem pode ser invadida e, por mais que você e os técnicos se
dediquem, sempre alguém postará no ar, mensagens que você não deu, do
jeito que não deu, para seguidores que pensaram estar seguindo você, mas
na verdade estavam seguindo um fake. Alguém passa por ser você e, por
mais que você explique, alguns internautas insistem em navegar na
mensagem que você não deu.
Imagine uma avenida, em local que é
seu, no qual você postou um outdoor legítimo com sua foto, suas
mensagens para você se comunicar com quem gosta de você e de seu
trabalho. De repente, alguém percebe que você é procurado. Oportunista,
ele posta outro outdoor no terreno ao lado, usando sua foto, suas
mensagens e acrescenta outras mensagens de outras fontes, levando as
pessoas a olharem para o seu outdoor e não para o original.
Fica pior quando ele escreve, num canto
do outdoor, que ele é da sua equipe e o que ele mostra é em homenagem a
você. Não dialoga, não diz quem ele é, mas passa por ser seu divulgador
no terreno ao lado, desafiando sua mensagem original. Isto caracteriza
um fake. É o falso que passa por legítimo.
Fiz de tudo para restabelecer a
verdade, mas nem eu nem o Facebook conseguimos demover o anônimo. Com
isso, cerca de 9.200 católicos acessavam o que seria meu perfil, mas
não era. Com pequenos ajustes, o fake sempre vencia, e eu que há quase
50 anos prego a fé católica, perdia para o fake que enrolava mais de 9
mil católicos enganados. Viam minha foto, liam os textos e imaginavam
que todas a fotos e mensagens eram de minha autoria. Como saberiam a
verdade?
Venho de um AVC que limita meu
trabalho. Por isso, eu postava no Facebook minhas pequenas mensagens de
pregador. Era meu jeito de servir de maneira mais ágil. Mas por
respeito aos católicos, que confundiam as duas fotos iguais com
mensagens desiguais, optei por silenciar no Facebook até que o problema
seja solucionado.
Fui vencido. A partir do dia 5 de março de 2013 , não podendo dar
minha mensagem original, depois de 50 anos de catequese, sigo o
Facebook, mas não escrevo mais, porque alguém não aceitou tirar seu
painel extremamente parecido ao meu. Ele apostou na mesma imagem e nas
mesmas mensagens com seus acréscimos. Quis e conseguiu o meu lugar no
Facebook.
A Internet, infelizmente abriga esta
guerrilha de imagens e mensagens. Nem sempre o internauta consegue saber
quem está mentindo! Ao seguidor cabe o direito de aceitar ser enganado
ou não! Mas, ao menos, é mais uma chance que alguém lhe dá de ser
informado com ética! Ninguém é obrigado a escrever no Facebook. Que
discorda, que se retire ou silencie! É por isso que, depois de 6 março,
qualquer página que porte minha foto ou nome é fake. Para o fake isso
nada significa, mas para quem deseja se comunicar comigo no Facebook
fica registrado que parei de escrever neste veículo! Usarei outros
meios!
Fonte: http://blog.cancaonova.com/padrejoaozinho/

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