44% dos professores de SP dizem ter sofrido agressão em escolas
O levantamento, feito pelo Datapopular a pedido da Apeoesp, ouviu 1.400
professores em 167 cidades paulistas entre 18 de janeiro e 05 de março
deste ano e mostrou também que 4 em cada 10 escolas do Estado não
possuem nenhum tipo de trabalho para conter a violência. A rede estadual
de ensino em São Paulo tem 230 mil professores.
Segundo os professores ouvidos pela pesquisa, a "falta de educação, de
respeito e de valores" são os motivos que mais levam à violência dentro
das salas de aula (74%). Em seguida, vêm a "educação em casa" (49%) e a
desestruturação familiar, com 47%.
A agressão mais comum presenciada nas escolas é a verbal (74%), seguida do bullying (60%) e o vandalismo (53%).
Em colégios que não fizeram nenhuma ação ou campanha contra a violência,
51% dos professores disseram que já sofreram algum tipo de agressão.
Os colégios das periferias são considerados, em 81% dos casos, mais violentos que os do centro.
O governo de São Paulo anunciou no início da semana que vai instalar
sistemas de monitoramento de câmeras em 597 escolas estaduais da Grande
São Paulo. Atualmente, 1.567 escolas e 20 diretorias de ensino da
região metropolitana são monitoradas por câmeras de segurança dentro do
programa.
Felippe Angeli, coordenador do Sistema de Proteção Escolar da Secretaria
da Edução do Estado de São Paulo, afirmou que professores da rede estão
fazendo cursos de capacitação para que consigam "mediar conflitos com
metodologias que incentivem a discussão e abordagens diferentes para os
problemas que surjam na escola", precavendo possíveis ações de
violência.
De acordo com ele, a secretaria ainda não recebeu oficialmente os dados
divulgados pelo sindicato e quer analisar a metodologia aplicada na
pesquisa. "A sensação de segurança pode envolver aspectos subjetivos e
ser influenciada por fatores que vão além da escola, inclusive vindos do
ambiente externo."
Segundo o coordenador, desde 2009 há parcerias entre secretaria e a
Polícia Militar para garantir mais segurança nas escolas, mas que o
problema também precisa de envolvimento dos próprios professores e pais
de alunos para ser combatido. " A escola precisa denunciar e indicar os
problemas que enfrenta para os órgãos competentes, como serviços de
saúde, polícia, famílias dos alunos ou para a própria secretaria".
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