75% DOS JOVENS do Brasil acreditam mais em DEUS e na FAMÍLIA que no ESTADO - Segundo DATA FOLHA
Enquanto governantes e políticos praticam atos (medidas
administrativas e legislativas) sempre mais alinhados com o programa de
esquerda imaginando que a opinião pública brasileira constitui um imenso
caudal a caminhar gradualmente para a extrema-esquerda a pesquisa do
instituto Data Popular mostra resistência. Leiam a seguir:
Jovem confia mais em família, Deus e si próprio que no Estado, diz pesquisa
Enquete
feita antes dos protestos diz que apenas 2% de brasileiros de 18 e 30
anos acreditam que governo tem papel de peso no seu futuro.
Eles confiam mais em si mesmos, em Deus e na família do que no
governo, acham que os políticos em quem votaram não os representam,
estão ainda mais insatisfeitos com os serviços públicos e, claro, se
mobilizam pelas redes sociais.
Esse é o perfil dos brasileiros que têm entre 18 e 30, de acordo com
uma pesquisa denominada ‘O novo poder jovem’, do instituto Data Popular e
divulgada nesta sexta-feira (21). O levantamento foi feito dias antes
de as cidades brasileiras se tornarem palco de grandes protestos,
iniciados justamente por essa faixa etária, que representa mais de 42
milhões de eleitores ou 33% do total.
‘O que estamos vendo nas ruas tem a ver com essa grande crise de
representatividade pela qual os jovens brasileiros estão passando. Pelo
que vimos na pesquisa, ele têm a sensação de que não estão – ou no caso,
não estavam – sendo ouvidos’, afirma Renato Meirelles, presidente do
Data Popular.
De acordo com o levantamento, dos 1.502 jovens ouvidos, 75% disseram não confiar nos parlamentares e 59%, na Justiça.
Maior exigência
Ao serem questionados sobre a avaliação que faziam do Poder
Executivo, a prefeitura recebeu a pior nota (5 em uma escala de 10),
seguida do governo estadual (5,26) e a Presidência (6,94).
O fato de o poder municipal receber a avaliação mais baixa demonstra,
segundo Meirelles, que a juventude quer que o político no qual votaram
esteja mais presente no seu dia a dia, a começar para os problemas mais
preeminentes de sua cidade.
Entre os fatores pesquisados está a qualidade dos transportes, que
recebeu nota 4,08 entre jovens de capitais e regiões metropolitanas e
5,15 entre os das cidades do interior.
Esse setor deve, segundo Meirelles, ser analisado à parte porque é um
serviço pago, diferentemente de saúde e educação, em que temos
hospitais e escolas públicas.
‘O Brasil viveu muitos anos de predominância de trabalho informal, em
que o cidadão pagava apenas impostos indiretos, ou seja, embutidos no
valor dos produtos’, afirma.
‘Só agora, em um estágio de maior número de empregos formais, o
brasileiro passa a ter o imposto retido na fonte e sente o leão no
bolso. E então para de ver os serviços como um favor do Estado. Passa a
vê-los como uma obrigação – e exige uma eficiência maior, especialmente
os do serviço pagos, como os ônibus.’
Protagonismo
Em um aspecto mais comportamental, a pesquisa mostra ainda que o
jovem de hoje confia mais em si mesmo do que no Estado para garantir seu
futuro. Entre os ouvidos, 53% dizem que o próprio esforço é o principal
fator que contribuiu para sua vida melhorar, enquanto que o governo foi
citado por apenas 2% dos entrevistados – Deus por 31% e família por
11%.
‘Há um anseio de assumir para si essa insatisfação, de ser
protagonista da própria história, mas fazendo isso por meio das urnas’,
afirma o pesquisador, citando que 65% dos ouvidos disseram acreditar que
podem melhorar a política brasileira por meio do voto.
A pesquisa também mostra um fator que foi crucial na atual onda de manifestações: o poder das mídias sociais.
De cada 10 jovens ouvidos, 7 tinha contas no Facebook, Twitter
ou outras redes sociais. ‘Elas são a base orgânica de mobilização hoje.
Ocupam o papel que antes era ocupado pelos sindicatos, centros
acadêmicos etc. E isso cria uma outra mudança: em vez de serem
deflagradas por essas instituições, agora essas mobilizações se dão por
causas, como o aumento das tarifas de ônibus.’



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