quinta-feira, março 12, 2015






PRECISAMOS DAS UTOPIAS


A palavra “Utopia” chega ao conhecimento do homem ocidental, graças ao escritor inglês, estadista e santo católico, Thomas Morus. Em sua obra utopia, More utilizando-se de uma fábula, retrata a possibilidade da existência de uma sociedade perfeita que se auto regula contra os males, as injustiças e a exclusão. O escritor inglês, sonha com uma sociedade onde a igualdade e a solidariedade entre os homens estão além de questões econômicas, religiosas ou étnicas. Em More, o homem é um irmão para todos. Por isso, a palavra utopia é tradicionalmente compreendida pelo senso comum como aquela ideia que só é possível pensar, mas que nunca terá existência concreta. Por causa disso, utópicos são todas aquelas pessoas que “voam na maionese”, que só pensam quimeras ou fantasias e residem o tempo todo “no mundo da lua”.

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O mundo sofre de excesso de realidade. Como luz muito intensa, a realidade clareia até à cegueira. Quem vive de muita realidade, acaba por instantes a ficar cego, pois lhe falta a beleza dos olhos que somente vem pela insistência do sonho, da poesia e da utopia. É verdade ou não é que pessoas sonhadoras e utópicas – não no sentido negativo do termo - possuem um olhar muito mais brilhoso e cativante? Por outro lado, as pessoas realistas em demasiado, expressam no olhar uma desilusão tal qual um olhar “de peixe morto”.  Realidade em excesso pode matar, enquanto que uma vida cheia de sonhos e de boas utopias nos garantem no mínimo um olhar alegre e saltitante e no máximo, uma esperança constante durante todo o trajeto da vida percorrido. 

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