PRECISAMOS DAS UTOPIAS
A palavra “Utopia” chega ao conhecimento do homem ocidental, graças ao
escritor inglês, estadista e santo católico, Thomas Morus. Em sua obra utopia, More utilizando-se de uma fábula,
retrata a possibilidade da existência de uma sociedade perfeita que se auto
regula contra os males, as injustiças e a exclusão. O escritor inglês, sonha
com uma sociedade onde a igualdade e a solidariedade entre os homens estão além
de questões econômicas, religiosas ou étnicas. Em More, o homem é um irmão para
todos. Por isso, a palavra utopia é
tradicionalmente compreendida pelo senso comum como aquela ideia que só é
possível pensar, mas que nunca terá existência concreta. Por causa disso,
utópicos são todas aquelas pessoas que “voam
na maionese”, que só pensam quimeras ou fantasias e residem o tempo todo “no mundo da lua”.
(...)
O mundo sofre de excesso de
realidade. Como luz muito intensa, a realidade clareia até à cegueira. Quem
vive de muita realidade, acaba por instantes a ficar cego, pois lhe falta a
beleza dos olhos que somente vem pela insistência do sonho, da poesia e da
utopia. É verdade ou não é que pessoas sonhadoras e utópicas – não no sentido
negativo do termo - possuem um olhar muito mais brilhoso e cativante? Por outro
lado, as pessoas realistas em demasiado, expressam no olhar uma desilusão tal
qual um olhar “de peixe morto”. Realidade
em excesso pode matar, enquanto que uma vida cheia de sonhos e de boas utopias
nos garantem no mínimo um olhar alegre e saltitante e no máximo, uma esperança
constante durante todo o trajeto da vida percorrido.
(...)

Nenhum comentário:
Postar um comentário