PAPA FRANCISCO, o de Assis?
by damião fernandes
Era mais ou menos 15h30 da tarde de uma ingênua quarta –feira. A
atenção do mundo estava voltada para a Praça de São Pedro em Roma, na
expectativa da eleição do mais novo Sumo Pontífice. Ansioso - assim
como todo bom católico - Como que intuitivamente, corro apressadamente
para ligar a televisão e acompanhar se a fumaça já teria saído pela
chaminé da Capela Sistina e se teria sido escura ou branca. Qual não foi
a surpresa: A fumaça já teria saído e teria sido branca. Agora sim,
“HABEMUS PAPAM”. Iniciaria agora o tempo da espera.
Nesse curto tempo de espera, sentimentos intensos tomam conta do
candidato escolhido. Terá que responder inicialmente duas perguntas que
ecoaram pela eternidade e que estarão fundamentadas na Tradição e na
vida da Igreja. Uma vez eleito, o Cardeal Decano pergunta ao eleito se
aceita sua eleição canônica como Sumo Pontífice; uma vez que tenha
aceitado, pergunta-lhe o nome pelo qual quer ser chamado. Enquanto tudo
isso se sucedia dentro de uma das salas do vaticano, o povo na Praça de
São Pedro – e eu aqui na sala de casa - esperava ansioso e como o
coração orante e vibrante o momento em que as portas se abririam e
naquele balcão da Basílica do Vaticano apareceria o Cardeal Protodiácono
e faria o “Nuntio vobis gaudium – Vos anuncio uma grande alegria”.
Em meu coração a imensa certeza de estar vivendo um singular e intenso
momento histórico e profético. Em meu coração a certeza de que mais uma
vez a assistência e a força do Espirito Santo não seriam ausentes nessa
hora. Mas pelo contrário, o Espiríto seria – como sempre é – providente e
sempre atual. E na Praça de São Pedro a multidão gritava; “Viva o Papa!
Viva o Papa! Viva o Papa! E aquela atitude me encantava. Mas ninguém
ainda não sabe quem é o Papa, como já vibram por ele!? O amor que temos
pelo Sumo Pontífice excede toda e qualquer informação sobre sua etnia ou
localidade geográfica. Amamos o Papa pelo que ele representa e pelo
Poder que ele tem - “O que ligares na terra, será ligado no céu” – de
unir nossos corações limitados e humanos ao coração do Pai, divino e
eterno. A reverência e a obediência que temos pelo sucessor de Pedro é
algo explicado somente á luz da Fé.
Enquanto eu pensava em todas em coisas, abriram-se as Portas. O coração
começou acelerar um pouco mais rapidamente. O Povo de Deus na Praça foi
tomado de uma vibração estarrecedora. Poderíamos que foram tomados por
um “barulho contemplativo e transcendente”. Coube ao
protodiácono, o Cardeal Francês Jean-Louis Tauran, fazer o anúncio
oficial a partir da varanda da Basílica de S. Pedro:
"Annuntio vobis gaudium magnum, Habemus Papam, Eminentissimum ac
reverendissimum Dominum, Dominum Odilonem Sanctæ Romanæ Ecclesiæ
Cardinalem Bergoglio Qui sibi nomen imposuit Francisco".
A tradução desse anúncio oficial é: "Eu anuncio com grande
alegria, temos papa, o mais eminente e reverenciado Senhor, Senhor
cardeal da Sagrada Igreja Romana Bergoglio, que usará pra si o nome de
Francisco."
Qui sibi nomen imposuit Francisco: "Que usará para sí o nome Francisco".
O nome é o ícone da pessoa. E em se tratando do nome escolhido pelo
Sumo Pontífice, esse nome tem uma carga de evangelismo e profetismo de
maneira mais intensa. A rigor, o papa escolhe o nome que quiser para ser
chamado durante seu pontificado, a escolha deve ser norteada por dois
critérios principais. Primeiro, muitos papas têm homenageado apóstolos
de Jesus, usando nomes como João ou Paulo, ou junções, como João Paulo.
Mas a escolha também tem a função de indicar a linha teológica pastoral,
missionária e eclesiológica que o Sumo Pontífice eleito dever dar a
cabo a partir de agora.
O cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio, fez a escolha pelo nome de
FRANCISCO. Assim que foi o anuncio de qual seria o nome do novo Papa,
pensei rapidamente na minha conta do facebook: “O Século XXI precisa de
Outro Francisco. Tão intenso, radical, santo, intrépido, silenciosamente
reformador quanto o santo das Criaturas, o Francisco de Bernadone”.
"Francisco, reconstrói a Minha Igreja". Essa voz do
Cristo vinda da Cruz de São Damião e na Capela do mesmo nome associada á
atual eleição do Papa FRANCISCO, ecoa profeticamente na realidade
vivida pela Igreja atual. São sinais de Deus. Cremos que é a Divina
Providência que move as coisas e por isso nada está fora de seu alcance.
Tudo está intimamente ligado por laços divinos. E se Deus deseja, para
os Homens e Mulheres desse novo tempo um novo Francisco; que seja então
muito Bem-Vindo.

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