Que o medo, não te amedronte
Acredito não ter sido à
toa, e claro que não foi, o fato de que na Palavra de Deus há inúmeras menções,
referências aos medos cotidianos dos homens e mulheres na história o Povo de
Israel. Assim foi com o patriarca Abraão quando Deus disse: “Não temas, Abrão!
Eu sou o teu protetor; tua recompensa será muito grande.”(Genesis 15, 2). E por
causa da absoluta confiança em Deus, este homem foi estabelecido o Pai de uma
grande Nação. E muito tempo depois o Próprio São Paulo vai afirmar que Abraão
foi justiçado pela fé que tinha em Deus.
Dessa mesma forma agiu
Deus com relação a Moisés, este sim foi um homem quase que paralisado por seus
medos. Moisés, afirmava com todas as letras e quase que em todas as ocasiões
seus medos angustiantes. Moisés, precisa ser incansavelmente - ainda bem
que a Deus não se cansa – convencido de que ele é capaz, de que ele pode, de
que as pessoas iriam acreditar em suas palavras e que não era necessário temer.
Moisés era um homem marcado, estigmatizado pelos medos “não reais”.
Semelhante
comportamento, o é possível constatar na vida e na Pessoa de outro Grande
Profeta da História do Povo de Israel: Elias. Ele foi um campeão do monoteísmo
de Yahweh. É ele quem mantém a fé em Yahweh entre o povo e quem luta com vigor
pelos Seus direitos. Sua árdua luta contra todo sincretismo religioso faz deste
profeta, que "surgiu como fogo e cuja palavra queimava como uma tocha",
uma figura de primeira linha na sucessão das duas Alianças.
Mas Elias, também teve
medo. Ele foi tomado de medo e fugiu para o deserto, caminho de um dia. Lá, ele
fez uma oração de grande suspiro: Basta; toma agora, ó Senhor, a minha alma,
pois não sou melhor do que meus pais. (I Reis 19,3-4). Os medos que sentimos,
fazem parte de condição humana, ou seja, somos homens fracos, temerosos, temos
a incerteza do futuro. Não conseguimos conhecer um palmo a frente do nosso
nariz. Fazemos diariamente a experiência das nossas limitações, da mutabilidade
das coisas, das pessoas. O medo no toma e muitas vezes, nos escraviza, assim
como em Abraão, Moisés e Elias.
Homens que foram
determinantes na História do Povo de Israel. Mas, eis a grande diferença: Os medos não os paralisaram. Seus medos não os fizeram voltar a trás e
desacreditar de que Deus estava com eles ate o fim (Mt 28,20). Eles
compreenderam no dia-a-dia de suas vidas, diante de seus desafios e problemas,
diante de suas angustias e lágrimas: Que o nome de Deus é: Emmanuel – que
significa Deus Conosco.

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